sexta-feira, 3 de novembro de 2006

Memórias do Tarrafal revisitadas em colóquio na Universidade do Porto



2006-11-02




Historiadores debatem primeiros anos do Salazarismo






O campo da Morte Lenta
29 de Outubro de 1936. Na então colónia portuguesa de Cabo Verde, abriam-se as portas daquele que a História tornaria conhecido como o “Campo da Morte Lenta”. Oficialmente, chamavam-lhe “Colónia Penal do Tarrafal” e até 1954 “acolheu” 340 opositores ao re gime do Estado Novo. Memórias que se vão fazer presentes no colóquio internacional “Salazarismo, Tarrafal, Guerra de Espanha – História e Memória 70 anos depois” que decorre amanhã e sábado, dias 3 e 4 de Novembro, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP). Ler mais...


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Cancro do pulmão a caminho de doença crónica?

Comentários:
vbbbb

Congresso no Porto deixou no ar novos horizontes na luta contra a enfermidade

2006-10-14

Os representantes do Grupo de Estudos do Cancro do Pulmão, entidade organizadora do segundo Congresso Português do Cancro do Pulmão, estão satisfeitos com o resultado dos trabalhos do congresso considerando muito proveitosa a mensagem e conhecimentos passados a todos os profissionais que se dedicam em Portugal a esta problemática. Ler mais...

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quinta-feira, 2 de novembro de 2006

Lua Morta - Gomes Leal e Fernando Pessoa

Fernando Pessoa

Gomes Leal
Sangra, sinistro, a alguns o astro baço.
Seus três anéis irreversíveis são
A desgraça, a tristeza, a solidão.
Oito luas fatais fitam no espaço.
Este, poeta, Apolo em seu regaço
A Saturno entregou. A plúmbea mão
Lhe ergueu ao alto o aflito coração.
E, erguido , o apertou, sangrando lasso.
Inúteis oito luas da loucura
Quando a cintura tríplice denota
Solidão e desgraça e amargura !
Mas da noite sem fim um rastro brota,
Vestígios de maligna formosura :
É a lua além de Deus, álgida e ignota.










2 de Novembro - Durante anos, dia azarado para mim

Durante anos interiorizei que no dia 2 de Novembro alguma coisa de mau me poderia acontecer. Com efeito, foi a 2 de Novembro ou uns dias antes ou depois, que fui quase cercado pelo fogo, posto pelo Cristo nas cercanias de Novo Redondo. Foi a 2 de Novembro ou perto desta data que tive o desastre de mota. Foi também a 2 de Novembro que ia batendo com a cabeça na carroçaria de uma camioneta em Novo Redondo na estrada para a fábrica de desencaroçamento de algodão. Foi também por esta data que que tive o sonho do jipe do meu pai se ter virado numa picada para os lados de Cassamba numa deslocação para o Luso. Algumas semanas depois soube por carta da minha mãe que o meu pai sofrera um ataque cardíaco e que fora transferido para Luanda.
Foi a 4 de Novembro que sem nenhuma perspectiva de futuro parti para o exílio, vai fazer dentro de 2 dias, 31 anos.
Rui Moio. Jornal Íntimo de 02Dez2006

quarta-feira, 1 de novembro de 2006

Execução do Imperador Maximiliano do México






Findo o Jornal das 9 passei para o canal História onde se transmitia um documentário sobre as comemorações do 5 de Maio e em que o Carlos fazia a locução. Dizia-se que o 5 de Maio festeja-se alegremente pela população em muitas cidades dos Estados Unidos e do México e seguiu-se uma explicação da razão disso.
A meio do Século XIX o México esgotara-se numa guerra com os Estados Unidos da América em que este país lhe comeu grande parte do seu território. Segui-se um periodo difícil em que o México se endividou para com algumas potências europeias. Vai para Presidente da República um indivíduo de origem índia que decide suspender por dois anos os pagamentos da dívida. Então as nações europeias credoras enviam navios com forças militares para o México para pressionar o pais ao pagamento da dívida. Como resultado de conversações, as forças de todas as nações europeias voltam à Europa à excepção das forças francesas. que decidem invadir o território pela cidade costeira de Vera Cruz. No percurso para a cidade do México as tropas franceas são impedidas de o fazer pela forte resistência mexicana em Puebla.. E essa batalhar deu-se a 5 de Maio de um ano que não sei precisar.
Na História do México ocorreram outros episódios até que o presidente índio é deposto e a um Habsburgo é conferida a coroa de Imperador do México. É o nobre prussiano que passou pela Madeira e que escreveu um diário de umas 4 páginas em que relata as suas impressões sobre a ilha e os seus habitantes. O documentário que me refiro apresenta a seguir uma representação da execução do Imperador. Ele usava uma farta barba e pede aos soldados para não lhe desfigurarem o rosto. Pede ainda que pudesse ouvir uma múisica (creio a mararca). Depois foi fusilado. O índio que se refugiara algures volta a tomar a cadeira da presidência da república enquanto a Imperatriz Maria Carlota regressa á Europa, enloquece e morre apenas em 1927

Rui Moio. Jornal Íntimo de 01Dez2006

O homem que amava a razão


Falecimento de Celso Furtado
Morreu sorrindo o rigoroso pensador que desvendou as causas e conseqüências da secular má gestão do Brasil
MÁRIO DE ALMEIDA
Fonte: Rev. Época nº. 341 de 29Nov2004



Capa de obra prima do autor - (1959)





Centro Internacional Celsoo Furtado


http://www.unb.br/face/eco/cpe/TD/320agosto2004CCMeJRT.pdf
PDf - Desenvolvimento Económico Brasileiro: uma releitura das contribuições de Celso Furtado de
Joanílio Rodolpho Teixeira
Departamento de Economia, Universidade de Brasília, DF, Brasil.





Peripécias


«Um acidente e um extravio marcam a história de Formação. Um problema técnico no avião em que Celso viajava para a Inglaterra, em 1957, o obrigou a ficar dois dias no Recife, dando-lhe todo o tempo para percorrer as livrarias da cidade. Na Imperatriz, ele encontrou a nova edição do livro de Roberto Simonsen, História econômica do Brasil. Releu-o e, ao chegar a Cambridge, já tinha um projeto em mente: esmiuçar a massa de dados quantitativos que Simonsen reunira sobre o período colonial, e, a partir daí, elaborar um modelo da economia do açúcar em meados do século XVII. Dessa idéia de base, que se desdobraria num panorama da economia brasileira dos séculos XVI ao XX, surgiu Formação econômica do Brasil, redigido entre novembro de 1957 e fevereiro de 1958.
Prontas as quase quatrocentas páginas escritas com caneta azul, Celso foi ao correio de Cambridge despachar os originais para o editor brasileiro. No caminho encontrou um colega da universidade que o alertou para o risco de extravio. Juntos, conseguiram microfilmar o manuscrito. Semanas depois, o inexplicável e prolongado silêncio da editora não deixava dúvida: o pacote, embora registrado, se extraviara. Agora era torcer para que o microfilme prestasse. Prestava. Página por página, Celso datilografou — já com a Olivetti recém-comprada na Itália — o manuscrito projetado na tela. Na revisão, enxugou o texto, apurou o estilo, aclarou dúvidas. Mudou o título, que na versão original era Introdução à economia brasileira.
O Correio de Sua Majestade o indenizou com um cheque de sete libras. Meses depois, de volta ao Brasil, Celso teve a surpresa de saber que o pacote extraviado ficara jogado num depósito do correio do Rio de Janeiro, à espera de uma futura e hipotética “inspeção”, pois fora tachado de material suspeito. Corriam os democráticos anos-JK.»



Nota Pessoal:
Conheci Celso Furtado aquando da fequência do Mestrado em Estudos Africanos lá pelos anos de 1992/1993 e o que retenho dele é que dividiu o Brasil em três ou quatro ciclos económicos; o do ouro, o da borracha, o do cacau...
O do ouro; foi o do início da colonização, que forneceu riqueza para D. João V para constriur o convento de Mafra um dos maiores edifícios do mundo renacentista; o da borracha ocorreu no início do século XX e corresponde à exploração desse produto no Norte da Amazónia, cujo espelho da opulência da época se pode observar na arquitectura de Manaus desse tempo; o do cacau, é do periodo a seguir ao da borracha, que ocorreu pelos anos 20 do século passado na zona da Baía, Ilhéus; um tempo e uma vivência profusamente retratados por Jorge Amado.
Rui Moio - 01Dez06


TAMÁS SZMRECSÁNYI

Os Serial Killers Brasileiros

SERIAL KILLERS BRASILEIROS
Alguns dos assassinos em série mais famosos do Brasil, por número de vítimas
Fonte_ Rev. Època 441 de 30Out2006

Quem descobriu o Brasil foi Hong Bao




«A cena está nos manuais de escola. Navios a vela chegam de um lugar distante, lotados de marinheiros, cartógrafos e almirantes. A tripulação avista a terra e a frota atraca na praia selvagem. Os livros escolares contam que, assim, os descobridores espanhóis e portugueses conquistaram a glória de ter explorado e colonizado a América. E inauguraram uma nova era na história humana, com o planeta interligado. O marco da façanha foi 12 de outubro de 1492, quando o genovês Cristóvão Colombo aportou nas Bahamas - e recebeu o título de Descobridor da América. Os portugueses não ficaram atrás: Bartolomeu Dias foi o primeiro a dobrar o Cabo da Boa Esperança, em 1487. Dez anos depois, Fernão de Magalhães batizou com seu nome o estreito entre a América do Sul e a Terra do Fogo. E Pedro Álvares Cabral achou nosso Brasil em 1500.» de Luís Antônio Giron
Fonte: Rev. Época nº. 441 de 30Out2006

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