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segunda-feira, 22 de março de 2010

A Tecnologia em evolução exponencial está em vias de acabar com o Trabalho

via Um Homem das Cidades by Diogo on 3/20/10
O Aumento do Desemprego

No Wikipédia:

O desemprego estrutural é uma forma de desemprego onde existe um desequilíbrio permanente entre a oferta e a procura (de trabalhadores), que não é eliminado pela variação dos salários.

Resulta das mudanças da estrutura da economia. Estas provocam desajustamentos no emprego da mão-de-obra, assim como alterações na composição da economia associada ao desenvolvimento.

Esse tipo de desemprego é mais comum em países desenvolvidos devido à grande mecanização das indústrias, reduzindo os postos de trabalho.

O desemprego causado pelas novas tecnologias - como a robótica e a informática - recebe o nome de desemprego tecnológico. Ele não é resultado de uma crise económica, e sim das novas formas de organização do trabalho e da produção. Tanto os países ricos quanto os pobres são afectados pelo desemprego estrutural, que é um dos mais graves problemas de nossos dias.

A Evolução Exponencial da Tecnologia
Novamente no Wikipédia:

Em meados de 1965 o então presidente da Intel, Gordon E. Moore previu que o número de transístores dos chips duplicaria, pelo mesmo custo, a cada período de 18 meses. Essa profecia tornou-se realidade e ficou conhecida como a Lei de Moore.

Esta lei serve de parâmetro para uma elevada gama de dispositivos digitais além de CPUs, na verdade, qualquer chip está ligado a lei de Moore, até mesmo CCD de câmaras fotográficas digitais. Esse padrão continuou a manter-se até hoje.

O primeiro a arriscar uma teoria evolucionista sobre de hardware foi Alan Turing em 1950 que previu que no fim do século XX teríamos computadores com memórias na casa de 1 GigaBytes.

Em Suma

A tecnologia está a substituir exponencialmente o homem no trabalho. O velho paradigma do emprego está moribundo. É necessário reconhecer rapidamente esta mudança e, tirando partido desta nova fonte de trabalho, criar um mundo mais justo, mais redistributivo e mais humano.

domingo, 16 de agosto de 2009

Emissão CO2, natalidade e mortalidade

via Links Interessantes de noreply@blogger.com (Alberto Vale) em 21/07/09

Vale a pena clicar. Trata-se de um interessante utilitário gráfico. Num planisfério são mostradas estatístcas demográficas e indicadores de CO2 do país sobre o qual se posiciona o rato.
Rui Moio

segunda-feira, 8 de junho de 2009

As desigualdades por profissão e Distrito

via Café Central de RPF em 08/06/09

O relatório do Observatório das Desigualdades sobre as diferenças salariais entre os grandes grupos profissionais (GGP), apesar de utilizar a média e não a mediana, que é o método mais adequado para a análise destas situações, mostra-nos alguns factos curiosos:
- Faro é o Distrito com maior igualdade enquanto Lisboa é o mais desigual
- Lisboa é o Distrito com remunerações médias mais elevadas em todos os GGP's, e no caso do GGP1 (quadros superiores) quase que a tinge o dobro do Porto
- Na Guarda, Beja, Viana do Castelo, Vila Real e Bragança a remuneração média do GGP2 (profissões intelectuais e cientificas) é superior à do GGP1. Lisboa novamente tem uma remuneração média do GGP1 quase o dobro do GGP2.

Pelo menos este relatório mostra-nos que as desigualdades não são todas iguais, em todo o País e em todos os GGP's. 

quinta-feira, 14 de maio de 2009

ASSASSINOS DE IDENTIDADES

via B’andhla de patricio.langa@uem.mz (Patricio Langa, Cape Town.) em 14/05/09
Mentalidade etnico-regionalista

O sociólogo Elísio Macamo publicou no seu blog um texto extremamente importante. Trata-se de uma interpelação a um outro texto escrito por Jonathan McCharthy, igualmente, em seu blog. A maneira problemática como alguns de nós debatemos e sustentamos logicamente argumentos na nossa esfera publica continua a ser o aspecto central que informa o texto de Macamo. A lucidez e clarividência do argumento apresentado no texto por si justificam a sua importância didáctica, para não falar da incisiva crítica a natureza incendiária do texto de McCharthy. É um texto, o de Macamo, recomendável para qualquer aula sobre como as identidades sociais podem ser manipuladas e instrumentalizadas para fins polítcos inconfessáveis.

Em preparação para uma conferência na Alemanhã estou a reler alguns livros. Vou destacar dois. Um dos livros é dum economista do Bangladesh, Amartya Sen. O título do livro é: "Identity and Violence: The Illusion of Destiny". Sen é mais conhecido pela sua obra na economia, onde desenvolveu a 'teoria do desenvolvimento como liberdade', que lhe valeu o prémio Nobel. O livro que estou a ler têm um caracter mais filosófico que economicista e versa sobre a identidade e violência.

Ao ler o texto do Elísio Macamo achei interessante a similaridade do seu argumento com aquele apresentado no livro de Sen. Esse argumento, no meu entender, capta profundamente o sentido do perígo que a escrita de McCharthy e muitos outros pode representar pelas suas consequências. O texto de Macamo não só denuncia os problemas lógicos de argumentação, mas como as identidades podem ser instrumentalmente usadas para fins políticos inconfessáveis e até culminar em actos de brutalidade.

O argumento de Sen, no livro que mencionei, é de que o conflito e a violência, em muitos países, são sustentados pela ilusão de uma identidade unica. Assim, por exemplo, os iludidos achariam que existe uma colectividade unica chamada "os do sul" que dominam a outra – "os não do sul". O mundo é visto como estando dividido em pares binários simples de religiões (culturas ou civilizações) ou regiões (pontos cardinais), ignorando-se outras formas relevantes em que as pessoas se podem identificar tais como, classe, género, profissão, língua, literatura, ciência, música, moral, política etc. Negam-se assim as reais possibilidades de multiplas pertenças identitárias e se impõe catégorias rigidas de pertença. Os filhos do ex-presidente da República, Joaquim Chissano com Marcelina Chissano, são "do Sul" ou do "Norte"? Vivo com um amigo Moçambicano, nascido em Pemba, cujo apelido é similar ao meu: Langa. O meu amigo é do "Sul" ou do "Norte"? Já agora, "Jonathan McCharthy" que podia ser nome de qualquer residente do Cabo na África do Sul ou de um outro canto do planeta; em Moçambique, os McCharthy, são Machanganas, Macondes, Marrongas, Machopes, do Sul, centro ou do Norte? Se um McCharthy fosse ministro iria engordar as fileiras dos do "sul", "centro" ou do "norte"? Pode um McCharthy ser Ndau, Sena, Machangane ou Chope? Como podem ver as nossas identidades são mais complexas do que os rótulos simplistas que alguns querem forçosamente nos atribuir.

O que gerou o genocídio no Ruanda, como se apressam alguns a concluir, não foram as identidades Hutu e Tusti, nem o dominio destes sobre aqueles, mas a redução das multiplas identidades dos ruandeses a simples pares binários em oposição considerados fundamentais. Como diz e bem Sen, "O Hutu trabalhador de Kigali pode ser pressionado a ver-se a si próprio apenas como Hutu e incitado a matar os Tutsis, ainda assim ele não é apenas Hutu, mas também Kigalês, Ruandês, Africano, Trabalhador, e acima de tudo ser humano". Com o reconhecimento da pluralidade das nossas identidades e suas diversas implicações, existe uma necessidade crítica de ver as identidades como algo passível de ser determinado por escolhas em função da relevância de pertencas particulares que são inexerávelmente diversas. Não quer com isso dizer que não existem contrangimentos na escolha, mas esse é outro assunto.

Assassinos de identidades
O segundo livro que estou a reler é de Amin Maalouf, um jornalista e escritor Francês, de origem Libanesa. Escreveu um livrinho que se tornou muito popular intitulado: "Identidades assassinas". Maalouf, mais ou menos na senda de Sen, procura perceber porque as pessoas cometem crimes em nome da religião, etnia, nacionalidade ou outras formas de identidade. Maalouf questiona-se sobre como as 'identidades que matam' são produzidas e sustentadas. No fundo as identidades não são por si só assassinas, mas é o assassino da multiplicidade e fluidez das identidades que gera as identidades assassinas. O que me interessa realçar é que não só existem 'identidades assassinas' a la Maalouf como existem os assassinos de identidades. Os assassinos das identidades reduzem-nos a categorias unitárias de pertença. Os assassinos das identidades matam as nossas multiplas pertenças estabelecendo níveis hierárquicos entre elas e atribuindo primordialidade a aquela que eles consideram fundamental. Assim para os assassinos das identidades deixamos de ser, pais, filhos, irmãos, vizinhos, católicos, muçulumanos, estudantes, políticos de diferentes partidos, membros de grupos corais e por ai em diante, sendo algumas destas pertenças as que mais sentido fazem a nossa existência quotidiana, e somos forçados a ser fundamentalmente "os do sul" ou "os não do sul". Estas últimas não raras vezes só nos ocorrem quando impostas pelos assassinos das nossas multiplas pertenças.

O assassino das identidades é aquele que saí por aí contando quantos no sector publico são do Sul, Centro ou Norte, do Este ou Oeste, do Sudeste ou Nordeste usando critérios duvidosos; aquele que saí por aí identificando quem no sector privado é Machangana, Ronga, Bitonga, Ndau, Sena ou Macua e a partir desse exercício estatístico problemático conclui que há dominação de uns sobre os outros, daqueles sobre estes, sem primeiro estabelecer em que consiste cada uma dessas categorias. Essa pessoa não está a apontar algum problema, ela é que constitui o problema e ainda não se deu conta porque não fez um exercício fundamental de introspenção. Antes de acusar o outro de ser 'etnico-regionalista' pergunta te a ti próprio se não existe um te habitando o pensamento. A mentalidade etnico-regionalista pre-existe a etnia e a região. Em suma, um assassino de identidades, portanto, é aquele que por causa da sua mentalidade etnico-regionalista reduz a complexidade das possibilidades de pertença das pessoas a hierarquia e número signicante para criar pares binários de confrontação e satisfazer a sua mentalidade etnico-regionalista.

Identidades multiplas e competitivas

Uma pessoa como, eu, com multiplas percenças, é reduzida ao é "do Sul", logo dominante!Não sabia que tinha todo esse poder. No entanto, a minha experiência existêncial remete-me para tantas outras colectividades de pertença. As minhas multiplas identidades são simplesmente escamoteadas, assassinadas pela mentalidade etnico-regionalista. A hieraquia dessas colectividades nem sempre coloca o "sul" em primeiro lugar. Sou do sul, talvez, quando alguém me lembra que não sou do norte, mas também sou do centro da província de Gaza e do norte de Maputo. Penso como alguém que estudou em Xai-Xai, Maputo, Brasil, Africa do Sul, Noruega e por aí em diante. As minhas preferências políticas são informadas pela minhas trajectorias, profissão, género, classe, amizades etc. Tenho mais amigos na blogosfera do que aqueles com quem convivo face-a-face. Na infância tinha mais amigos do Xai-Xai, mais primos em Maputo e Inhambane, tios na Beira e Quelimane, paí enfermeiro que fez um terço da carreira em Nampula, Montepuez e Pemba onde nasceu um dos meus irmãos. Já agora, o meu irmão que nasceu em Pemba é do sul ou do norte? A medida que foi crescendo fui tendo menos amigos de Xai-Xai e mais amigos de Moçambique. Hoje tenho mais amigos do mundo do que do meu país.

Desses amigos quase nunca me interessa a sua pertença regional. Fui membro da associação de estudantes de pós-graduação no Cabo, não me recordo de saber qual é a proveniência regional ou nacional dos vários associados. Alguns eram moçambicanos, mas também tinham outras pertenças naquele contexto. Pertenço a diferentes associações de amigos, de música, de praticantes de desporto e de residentes. Enfim, todas essas colectividades informam e formam a minha identidade e nenhuma delas é essencialmente essencial (passe a redundância) estando algumas em permanente competição. Porque devo aceitar que alguém assassine as minhas multiplas pertenças, em nome da ilusão do dominio do sul? Moçambicanos do Rovuma ao Maputo, do Zumbo ao Índico, uni-vos e restistam aos assassinos da nossas multiplas identidades.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Europa alarga licença de maternidade

«A União Europeia quer aumentar para as 20 semanas o tempo de ausência de uma trabalhadora após o parto. Em Portugal, a lei prevê 16.»

Fonte: Diário de Notícias de 17Abr2009

terça-feira, 7 de abril de 2009

Você trabalha porquê?

via Insistimento de Marcos Rezende em 05/04/09

Se a sua resposta for pra ganhar dinheiro ou pagar as contas, então significa que você não faria mais nada no seu dia-a-dia se recebesse uma quantia todos os meses do além para pagar as suas contas, certo? Se não há sentido maior no seu trabalho que pagar as contas, qual é a sua real contribuição para a sociedade? E se não há contribuição o melhor é que oitenta por cento da sociedade fosse retirado da sociedade por não estarem fazendo a menor diferença para sustentá-la. Precisamos de um significado para viver, pois do contrário estaremos apenas existindo.

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Imagem por phrancij

O PROPÓSITO DA LARANJEIRA

Eu nunca vi laranjeira que desse maçã ou que desse goiaba, laranjeira sempre deu laranja e sempre dará. Quando era apenas uma muda, já tinha certeza do fruto que daria um dia porque sempre teve consciência do objetivo do sangue correr por suas veias: dar laranjas.

Assim como as laranjeiras, também temos um objetivo, um fruto para dar a sociedade, mas nos esquecemos de que fruto é esse pelo fato de nos mantermos submersos nos padrões mentais que nos fazem crer sermos aquilo que não somos em verdade. Desde cedo, somos colocados em trilhos para estudar, para trabalhar, para relacionar, para adoecer e para morrer. É como um brinquedo tipo ferrorama com pista já pronta onde colocamos o nosso carrinho e confiamos que aquele caminho que nos colocaram à frente é o melhor para a nossa felicidade.

O MEDO DE SER QUEM VOCÊ É
Dentro de nós existe uma criança que é apenas o que ela é, sem mediocridade. O sentido que admitimos como real para a nossa vida, como constituir família, comprar uma casa e ter uma aposentadoria confortável são apenas condições para tornar a nossa vida mais prazerosa, mas não feliz. Prazerosa porque teremos momentos em que olharemos ao redor e veremos as coisas que conquistamos no mundo externo, mas infeliz porque ao olharmos internamente não conseguiremos ver nada de realizado. Construiremos as mesmas relações amorosas e profissionais e conquistaremos os mesmos bens e posições que não nos trarão nada além do prazer momentâneo e mutável por termos sido aquele padrão de homem ou mulher que nos colocaram como ideal.

Não sentimos medo de ser quem os outros desejam que sejamos, mas sentimos muito medo de tomarmos decisões que dizem respeito somente a nós, como terminar um relacionamento ou sair do emprego que não agrada pelo simples fato de não estar sendo feliz diariamente.

APLICAÇÃO CONSTANTE DOS TALENTOS
Nascemos com os nossos talentos, nossos dons, nossas habilidades naturais e em certo momento da nossa vida, passamos a não acreditar mais neles e nos vemos como "errados" em um caminho já trilhado por aqueles que já passaram por ali. Se confiássemos constantemente no poder que os nossos talentos possuem para nos "iluminarmos" com a autorealização plena de ter atingido o nosso objetivo como seres humanos para com a sociedade, viveríamos mais diariamente conectados com a felicidade do que com o prazer momentâneo que alguns artifícios da nossa vida nos trazem.

Disciplinar-se em dedicar 100% de esforço sobre os seus talentos dia após dia, traz benefícios inerentes aqueles que a laranjeira possui por dar laranja. Depois de anos crescendo e ficando "madura" ela floresce um dia e passa a dar frutos em abundância. Isto porque dedicou-se 100% do seu tempo a ser ela mesma e fazer aquilo que ela tinha que fazer, sem se preocupar com que o fazendeiro pensava quando a plantou pensando ser uma macieira. Independente do desejo alheio a laranjeira foi ela mesma, da mesma forma que nós devemos ser nós mesmos utilizando todos os nossos talentos para tanto.

SERVIR A TODOS EM BUSCA DA AUTOREALIZAÇÃO
Se você busca um retorno financeiro para as tarefas que realiza diariamente, não está buscando a autorealização e sim a realização apenas. O objetivo deve ser sempre o de servir aos outros com os seus talentos, recebendo um retorno financeiro condizente com o quanto de talento você dedica para servir ao mundo. Isto lhe dará a autorealização e, principalmente, lhe trará um sentimento de dever cumprido e nada mais que isso. Quando lhe perguntarem o que acha sobre o que fez, dirá apenas: "Fiz a minha parte, só isso."

Laranja, maça ou goiaba, pouco importa, pois o que importa mesmo é a autorealização através da servidão humilde de fazer a diferença no mundo onde criou raízes.


Marcos Rezende é empreendedor e escritor e atua como coach de talentos ajudando pessoas e empresas a se realizarem através da descoberta e gestão dos seus talentos.

domingo, 5 de abril de 2009

Momento hilariante! O modo de escrever e a profissão de advogado

Um professor de Direito perguntou a um dos seus estudantes:

- Se você quiser dar a Paulo uma laranja, o que deverá dizer?

O estudante respondeu:
-"Aqui está, Paulo, uma laranja".

O professor gritou, furioso:
- Não! Não! Pense como um advogado!

- Ah, bom... - suspirou o aluno - Lá vai: "Eu, por meio desta dou e concedo a Paulo e somente a ele a propriedade exclusiva e benefícios futuros, os direitos, as reivindicações, títulos, obrigações e vantagens no que concerne à laranja em questão, juntamente com sua casca, sumo, polpa e sementes, e todos os direitos e vantagens necessários para morder, cortar, congelar e de outra forma comer a referida laranja, ou cedê-la com ou sem casca, sumo, polpa ou sementes, e qualquer decisão contrária, passada ou futura, em qualquer petição, ou petições, ou em instrumentos de qualquer natureza ou tipo ficam assim revogadas." 

o professor disse:
um pouco sucinto, mas para o aluno iniciante está bom ...

Fonte: Grupo de discussão do Yahoo - Observatório Sociológico - e-maisl de Luciano Teixeira de 05Abr2009

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

New Editor for Survey Questions


The good news is that we've added a new editor to our questions. Now you will be able to add colors, images, and other decorations to your questions.

Here is a snapshot of what the editor looks like:

survey editor

The current limitation is that you can only add rich text to the "question description" and not to the "question title" or the "question choice" fileds (although, we should be implementing this across the survey creator soon!).

We hope that this will help you create more beautiful surveys going forward. If you do have any questions/comments/suggestions, do leave us a message in the comment area.

Enjoy!

fluidSurveys Team
(member of the Chide.it Network)

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

HOMENS VS MULHERES

via Da Literatura de Eduardo Pitta em 22/10/08

O economista Eugénio Rosa, antigo deputado do PCP, elaborou um estudo sobre salários em Portugal. O Público divulga hoje parte das conclusões desse estudo, dando realce às disparidades salariais entre homens e mulheres, na linha do que fizera o Eurofound. Segundo essa agência da UE para o mundo do trabalho, «as mulheres portuguesas ganham em média menos 25,4% do que os homens». Porém, os números do estudo de Eugénio Rosa descem a outro pormenor. O autor verificou que quanto mais altas são as qualificações, maior é o fosso entre homens e mulheres. Aqui ficam alguns exemplos:

Em 2006, o salário médio das mulheres do segmento "quadro superior" era 29,7% inferior ao dos homens. No segmento "praticante e aprendiz" a diferença era apenas de 7,9%.

Em 2006, o salário médio das mulheres que não tinham completado o primeiro ciclo do ensino básico era 19,1% inferior ao dos homens. Entre licenciadas, essa diferença subia para 34,4%.

Sem que o jornal indique o ano a que reporta (também 2006?), uma mulher com doutoramento aufere um salário mensal médio de 1800 euros, contra 2630 euros se for um homem. Graças a esta discriminação, «os patrões lucram à volta de 5,2 milhões de euros» por ano. Valor que sobe para 6,6 milhões de euros anuais se a estatística incluir as mulheres remuneradas através de «falsos recibos verdes».

No sector corticeiro, as laminadoras ganham 544,50 euros mensais, enquanto os homens da mesma categoria profissional ganham 642,16 euros, ou seja, cerca de 100 euros mais.

O mundo do trabalho parou no século XIX?

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Dos Arquétipos do Ideal Português às Instâncias da Realização de Si

via António Quadros de antonioferro2@hotmail.com (antónio quadros ferro) em 27/10/08
Reflexão de Paulo Borges a partir de «O Espírito da Cultura Portuguesa» de António Quadros

Publicou António Quadros em 1967, em O Espírito da Cultura Portuguesa, um ensaio onde, procurando formular o que seria o "ideal português", na linha das preocupações da Renascença Portuguesa, enuncia "um grupo de dez palavras ou cifras, cujo sentido ideal e simbólico se desdobrou na nossa cultura em vários planos significativos, desde o literal ao simbólico, do poético ao artístico e mesmo ao filosófico". Diz serem "arquétipos" [...] cuja conjugação desenha porventura [...] o ideal português" e que seriam tónicas profundas do "nosso modo de filosofar" ou "palavras-mães" "que nos soam tão familiares [...] que nem reparamos na originalidade das meditações que nos sugerem". Ilustra-o com sintéticos mas fecundos desenvolvimentos da premência na história, na cultura e no pensamento português, bem como das sugestões filosóficas e universais, das palavras nesta ordem apresentadas: "Mar, Nau, Viagem, Descobrimento, Demanda, Oriente, Amor, Império, Saudade, Encoberto".


I - Saudade
II - Oriente
III - Encoberto
IV - Demanda
V - Viagem
VI - Nau
VII - Mar
VIII - Descobrimento
IX - Amor
X - Império

Paulo Borges

terça-feira, 11 de novembro de 2008

O Máquina

via Caçadores 3441 by Egidio Cardoso on 11/7/08
A imagem preconcebida que todos levávamos das Terras do Fim do Mundo, provavelmente condicionada pelas inúmeras paisagens africanas vistas e revistas em muitos filmes holliwoodescos, compunha cenários de um ambiente selvagem, não apenas no que concerne à fauna e à flora, mas também quanto às gentes que por ali viviam. A realidade encontrada e que aos poucos fomos conhecendo, revelou-se distante da ficção. Era bem mais selvagem.
A maioria autóctone que habitava tão remotas paragens (o povo Ganguela), vivia numa quase pré-história, facto que os rotulara de raça mais atrasada de entre as múltiplas etnias do continente africano.
A chegada da tropa àquelas longínquas terras, veio conspurcar o seu simples modo de vida, com tiques de alguma civilização e hábitos europeus que nada diziam àquela gente, para quem, um qualquer pequeno trapo que permitisse improvisar uma tanga, era vestimenta mais do que suficiente. De facto, o frio era pouco e a chuva apenas água que refrescava e lavava corpos seminus sem necessidade de abrigo, o que explicava as simples e acanhadas cubatas de capim e paus aconchegados de lama, que quase só eram utilizadas para os abrigar das frias noites do cacimbo ou quando a chuva, teimando em cair de noite, arrefecia os corpos que não estivessem debaixo de qualquer coisa.
Os hábitos alimentares não primavam por grande variedade. Os frutos silvestres e algumas raízes eram consumidos no local onde eram colhidas e a agricultura apenas se quedava pela produção de milho (talvez a mais vulgar) e massango, uma variedade de sorgo muito popular em África. As correspondentes sementeiras decorriam durante a época húmida, em lavras espalhadas por lugares específicos da mata, normalmente localizados a distâncias razoáveis dos aldeamentos, para onde migravam as mulheres (a mão de obra principal) aí assentando arraiais por longos períodos, cuidando das plantas que cresciam naturalmente, apenas regadas pelas abundantes e frequentes chuvadas tropicais.
Estes dois cereais, uma vez transformados em farinha, representavam a base da alimentação de boa parte da população africana. A tarefa era, uma vez mais, cometida às mulheres, que passavam algumas horas do dia a bater de forma cadenciada, com um grosso pau, as sementes colocadas no fundo de um pilão a lembrar uma espécie de almofariz gigante, obtendo assim uma farinha grosseira, com a qual cozinhavam uma papa dura a que chamavam pirão, que ingeriam a seco, ou então acompanhada de quando em vez por alguns bocados de carne seca. Para além disso, com a fermentação de sementes de massango, produziam ainda uma beberragem alcoólica, com aspecto acastanhado, que não parecia ser muito agradável, pelo menos à vista.
Era uma sociedade patriarcal e poligâmica, na qual a mulher era força de trabalho. A posse, que definia a riqueza de cada um, apenas respeitava aos homens e era medida pelo número de mulheres e de vacas que cada um possuía. Aliás, para além de definir a riqueza, as vacas serviam para comprar mulheres, pelo que, em boa verdade, um homem era tanto mais rico quanto mais mulheres possuísse, já que isso também significava que tinha vacas para a troca. Era a que cuidava da casa, a que cuidava dos filhos, a que cuidava da lavra, as que cuidavam das vacas, etc.. As terras, essas não tinham propriedade. Não sendo de ninguém, eram de todos. Nesta sociedade machista, a caça era a única tarefa cometida aos homens. Deslocavam-se em grupo para as zonas de caça e por lá andavam por longos períodos. Do que caçavam, comiam o que podiam no local e secavam a parte restante, armazenando reservas mal cheirosas que, no fim da temporada, transportavam para casa, constituindo as escassas proteínas da dieta alimentar daquelas gentes, dieta essa que, ditada pelos costumes, constituía, a meu ver, a razão principal para a inexistência de obesidade entre os Ganguelas.
Foi no seio desta comunidade que o Máquina, nado e criado no Rivungo, se aculturou. Era apenas mais um nativo, com todas as características culturais e sociológicas dos Ganguelas, até na sua compleição franzina e pele escura, quase carvão, como o era a maioria da população. Muito popular na zona, expressava-se em bom português num discurso desenvolto e nitidamente mais culto, contrastando com os demais, que apenas dominavam dois ou três dialectos locais. O nome, ganhara-o pelo facto de possuir uma velha máquina de costura portátil com a qual, ora costurava as vestes simples daquela gente, ora remendava os rasgões de fardas de tropas, marinheiros ou polícias. O seu atelier resumia-se a uma pequena mesa que instalava sob o alpendre, em frente à porta da enfermaria, sobre a qual colocava, com mil cuidados, aquela maravilha da técnica, dando à manivela com uma mão, enquanto com a outra segurava o pano mantendo-o alinhado debaixo da agulha da geringonça, num sincronizado movimento de artesanal mestre-alfaiate.
Mas a verdadeira habilidade do Máquina era na cozinha. E também na arte da panificação, ficando explicado o pão que, no primeiro dia, apareceu na mesa ao pequeno-almoço. O Máquina, juntamente com um outro da sua raça, mas ainda rapaz, compunham uma dupla de especialistas da panificação que, com a ajuda imprescindível de um forno artesanal, garantiam pão fresco todos os dias, contribuindo para esta particularidade dos hábitos alimentares europeus, num evidente contraste com as rotinas gastronómicas dos Ganguelas.
Mas estas, contudo, não eram as únicas habilidades deste homem para as coisas da cozinha. Na verdade, para quem nunca saíra do Rivungo, os seus dotes culinários, para nossa felicidade e prazer, superavam os do Lourenço que se iniciava na difícil tarefa de alimentar soldados habituados a refilar da confecção, não obstante o curso que a tropa lhe ministrara. Não sei se os ares africanos me abriam ou não o apetite, mas ainda tenho na memória o fabuloso arroz de frango que o homem preparava. Ou ainda, a deliciosa cabra do mato que, previamente temperada com requintes de chef pelo Máquina, era assada inteira no forno de pão. Ainda hoje me cresce água na boca perante a lembrança do petisco, contribuindo para elevar as virtudes culinárias desta espécie de costureiro-cozinheiro ao patamar do mistério, se tivermos em consideração que o homem nunca se afastara do Rivungo mais do que as escassas dezenas de quilómetros que separavam a localidade dos kimbos próximos. Deixei de ver o Máquina. As comissões no Rivungo duravam três meses, pelo que, passado esse tempo, o meu grupo regressou à Neriquinha, sendo substituído por outro. Quando ali voltámos, passado mais de um ano, para cumprir outros três meses de comissão, já não pudemos contar com as suas habilidades culinárias. Da pequena máquina de costura também não ficou rasto. Parece que a PIDE desconfiou do à vontade com que se movimentava por entre a tropa e a marinha. Levou-o para um interrogatório e nunca mais foi visto. Disseram-nos apenas que tinha sido levado para Serpa Pinto. Ainda hoje não sei exactamente o que motivou as desconfianças da PIDE, mas não me admirava nada que estivessem relacionadas com a evidente diferença cultural que o distinguia dos demais.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Metafísica do Mal - Esquema das Origens de Todo o Mal

Original documento de síntese sobre a origem de todo o mal
Rui Moio

via Nacional-Cristianismo on 10/24/08
Clicar na imagem para ampliar

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Diversidade étnica no ensino básico promove harmonia

Diversidade étnica no ensino básico promove harmonia

via Ciência Hoje: Ciência e Tecnologia em Directo - Noticias by Ciência Hoje: Ciência e Tecnologia em Directo on 7/24/08
A composição étnica das escolas básicas tem impacto directo nas atitudes das crianças para com etnias diferentes e na sua capacidade de se darem bem com os colegas, conclui um estudo britânico hoje divulgado. A investigação durou um ano, com três séries de entrevistas feitas com seis meses de intervalo em 20 escolas básicas em Sussex e Kent, nas quais também participaram professores. No total, o estudo envolveu 398 crianças, das quais 218 pertencentes a minorias étnicas, sendo a maioria de origem indiana e variando a composição étnica das escolas entre 02 por cento e 63 por cento.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Maslow não conheceu a sociedade de consumo e isso faz toda a diferença

Parabéns pela temática apresentada que é pertinente. Por mim, continuo a acreditar na pirâmide motivacional de Maslow embora aceite que o consumo influi grandemente nos comportamentos afectando o comportamento de muitas pessoas que não têm minimamente satisfeitas as necessidades básicas. Hoje, parece-me importante, para grande número de pessoas, o parecer bem e o parecer ser esbanjador, consumista... e isto, por uma afirmação social.
Rui Moio

Maslow não conheceu a sociedade de consumo e isso faz toda a diferença

via Ciência Hoje: Ciência e Tecnologia em Directo - Noticias de Ciência Hoje: Ciência e Tecnologia em Directo em 22/06/08
Quando Maslow pensou a sua teoria não lhe foi possível imaginar o cerceado crivo da sociedade de consumo. E isso poderá mudar tudo? Talvez o moderno comportamento de consumo obrigue a uma reflexão em torno da hipótese de uma nova hierarquia de necessidades humanas. Certo é que muitas das que são de ordem psicológica/emocional se assumem cada vez mais, na actualidade, como necessidades básicas para os mais consumistas. * Consultor de Empresas. Director do Centro de Estudo Aplicados em Marketing, Instituto Superior de Administração e Gestão (Porto).

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Parafraseando Agostinho da Silva...

via NOVA ÁGUIA de Renato Epifânio em 12/06/08
"A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo."

Os anti-fascistas arrancam os auto-colantes do MIL espalhados pelas ruas (pela nossa valorização da ideia de Pátria?).
Os fascistas fustigam-nos na blogosfera (pela nossa defesa de um Portugal lusofonamente mestiço?).

Só podemos estar no caminho certo...

Instituições de Ensino Superior criam Observatório das Desigualdades

via Ciência Hoje: Ciência e Tecnologia em Directo - Noticias de Ciência Hoje: Ciência e Tecnologia em Directo em 12/06/08
O Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) irá lançar, em parceria com o Instituto de Sociologia da Universidade do Porto e o Centro de Estudos Sociais da Universidade dos Açores, um Observatório das Desigualdades. O objectivo é investigar as desigualdades sociais, monitorizar e avaliar as políticas públicas em Portugal e apoiar na definição de medidas a adoptar nesta área, segundo um comunicado do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia, do ISCTE.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Estudo genético rejeita mito de uma raça pura escandinava

via Ciência Hoje: Ciência e Tecnologia em Directo - Noticias de Ciência Hoje: Ciência e Tecnologia em Directo em 11/06/08
Uma equipa de cientistas forenses encontrou restos de um homem de origem árabe num cemitério dinamarquês do tempo da idade do ferro, sugerindo que a diversidade genética humana era igual há dois mil anos e na actualidade. Linea Melchior e a sua equipa da Universidade de Copenhaga estudaram restos humanos em dois cemitérios situados na parte sul da ilha de Zealand, na Dinamarca, e que datam da idade do ferro dinamarquesa (de 0-400 AC). Os cientistas analisaram o DNA mitocondrial de 18 indivíduos enterrados naqueles locais e descobriram que havia tanta variação genética nesses restos como a existente em indivíduos actuais.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

POBREZA E DESIGUALDADES

Fonte: Notícia DN: DN_ONLINE POBREZA E DESIGUALDADES - artigo de 27Mai2008

segunda-feira, 5 de maio de 2008

A qualidade da democracia portuguesa

via nonas de nonas em 04/05/08
No Diário de Notícias de hoje vem o artigo Democracia portuguesa é das piores da Europa assinado por João Pedro Henriques.
«A qualidade da democracia portuguesa está longe de ser comparar às melhores democracias europeias. Ao invés, encontra-se bastante abaixo da média, situando-se ao nível de países como a Lituânia e a Letónia, e só acima da Polónia e da Bulgária.
As conclusões são da Demos, uma organização não governamental (ONG) britânica que tem por principal objectivo "pôr a ideia democrática em prática" através, por exemplo, de estudos.(...)»

Segundo o articulista e o estudo, a democracia portuguesa é das piores da Europa passando este certificado de má qualidade.
Das duas uma, ou o articulista ou os autores são nazis-fascistas-xenófobos-racistas ou passa a ser um caso de polícia para a ASAE.
Afinal, o 25 de Abril foi feito para trazer a bela democracia ao nosso país. Mas, há uma falta de adaptação e de entendimento 34 anos depois. Ou o povo português não se entende com a democracia ou vice-versa.
Parece-me, sem dúvida, que o povo português se está a marimbar para o "esforço heróico" dos abrileiros e seus coveiros!

domingo, 23 de março de 2008

Tráfico sexual de menores em Moçambique

via RTP Vídeo / Mundo on 3/20/08

photoTrês menores moçambicanas foram alegadamente traficadas para a África do Sul para serem escravas sexuais. Terão sido violadas e forçadas a manter relações com vários homens.

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