Mostrar mensagens com a etiqueta Minha África. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Minha África. Mostrar todas as mensagens

domingo, 8 de junho de 2008

Nhakatolo vende disco de estreia no Luena

Eu conheci a rainha Nhakatolo, a antiga e poderosa rainha Nhakatolo. Um dos seus maridos, antes de o ser, pegou-me ao colo. Era eu uma criança e vivia nas margens do Lumbala e do grande Zambeze.
Rui Moio

via Leste de Angola de Jorge Santos - Op.Cripto em 08/06/08
Luena, 8.Junho – A cantora Sandra Marisa Daniel, natural da província do Moxico, realiza desde sábado, no Luena, a primeira sessão de apresentação e venda do seu primeiro disco intitulado "Samukanda"....

sábado, 22 de março de 2008

Guiné 63/74 - P2671: Ser solidário (8): O regresso. Diário de Coimbra.

via Luís Graça & Camaradas da Guiné de Luís Graça em 22/03/08


Coimbra, Taveiro > 21 de Fevereiro de 2008 > A caravana larga, às 9h da amanhã, a caminho de Bissau, aonde espera chegar a 29, depois de fazer quase 5 mil quilómetros... Esta expedição humanitária irá entregar a diversas escolas e instituições materiais didácticos e desportivos, livros, vestuário, calçado, e bens de primeira necessidade para unidades de saúde (soro, desinfectantes, ligaduras, compressas e medicamentos), que foram recolhidos até 8 de Fevereiro. O volume mais importante deste material já tinha seguido por via marítima, num contentor de 20 toneladas. Ao todo são cerca de dois mil caixotes recolhidos. Luís Graça. 23 Fevereiro 2008.

Missão regressa à Guiné no próximo ano


A expedição humanitária à Guiné-Bissau que partiu há um mês de Coimbra já terminou, devendo os últimos voluntários chegar este fim-de-semana.
Gravados na memória trazem os sorrisos de agradecimento de um povo a quem falta quase tudo.

Missão cumprida, pelo menos até à próxima expedição humanitária, já no ano que vem. O grupo de 25 voluntários que partiu de Coimbra a 21 de Fevereiro, levando 21,5 toneladas de donativos (roupa, equipamento médico e material didáctico, etc.) e uma enorme vontade de ajudar Guiné-Bissau, está de regresso.
Fernando Ferreira foi um dos primeiros a regressar – outros só chegarão a casa este fim-de-semana – e contou ao Diário de Coimbra como decorreu a campanha, dos percalços na alfândega aos sorrisos e manifestações de agradecimento de todos a quem levaram ajuda, ainda que pouca para as grande necessidades do país.

A expedição, formada, essencialmente, por membros da Associação Humanitária Memória e Gentes, partiu de Coimbra no dia 21 de Fevereiro. Ao todo, foram 25 voluntários, com cinco jipes e mais dois carros de apoio, viajando por terra, uma vez que a maior parte dos donativos seguiram por mar, num contentor de 40 pés, o dobro do conseguido no ano anterior.
Segundo Fernando Ferreira, por terra, a comitiva foi deixando algum material em escolas e instituições já referenciadas, até chegar a Bissau. Aí, a Casa Emanuel, que acolhe crianças órfãs e filhas de seropositivos, a AD, uma ONG que aloja 400 crianças, e a missão católica de Quinhámel, que presta apoio médico e formação a crianças, foram algumas das instituições beneficiadas.

Temos de entregar o material a quem dele faz o melhor uso, lembra o membro da equipa, justificando a escolha de missões religiosas, de professores e projectos de cooperação com interlocutores portugueses.
A Bissorã, uma povoação do interior, levámos equipamento para uma biblioteca que estava a ser construída e material didáctico para as escolas da zona.

Fernando Ferreira recorda os acessos difíceis e as grandes carências da população. No que se refere a equipamento médico (cadeiras de rodas, canadianas, medicamentos, etc.) além da missão da Associação Saúde em Português (parceira da expedição) em Bafatá, foram apoiadas três associações de ex--combatentes.
Houve inclusive alguns reencontros, já que muitos tinham combatido ao lado de Portugal na guerra, adianta Fernando Ferreira, salientando, todavia, o abandono a que estão hoje votados por parte das entidades oficiais.

Travão da burocracia

O contentor com o material oferecido por empresas (Ambar e Babu, por exemplo), pelo Governo Civil de Coimbra e ainda com os donativos recolhidos durante dois meses e meio em Coimbra e no Norte do país - verificados, peça por peça, para que seguissem apenas coisas úteis e com mínimo de qualidade - chegaria a Bissau no dia 2 Março, mas só a 12 o grupo conseguiu retirá-lo da alfândega.


Mais do que os responsáveis políticos ou os superiores hierárquicos dos serviços, Fernando Ferreira aponta os níveis intermédios, que burocratizam ao máximo os procedimentos.
Há sempre que ajeitar algum dinheiro, para desbloquear as coisas, diz, lembrando outras passagens em zonas de controlo e verificação de documentos, com esperas que atingiam as sete horas.
O material do contentor foi descarregado em território da Cooperação Portuguesa, encarregando-se as diversas instituições de o ir buscar, mas outro material destinado a escolas foi distribuído pelos próprios voluntários da expedição.

Os sorrisos e até as lágrimas de agradecimento dos que receberam o nosso apoio pagam o esforço e o sacrifício da viagem – nomeadamente financeiro, uma vez que cada voluntário vai às suas expensas e que todos os valores recebidos são convertidos em material para levar, resume Fernando Ferreira.
Enquanto mostra ao Diário de Coimbra algumas das imagens registadas durante a expedição humanitária, o voluntário não deixa de manifestar o seu descontentamento, pelo facto de existir ainda – e sempre - uma imensidão de necessidades.

Sentimo-nos impotentes, desabafa. Ainda assim, foram colmatadas algumas, pequenas, carências e colocados sorrisos nos rostos de tantas pessoas. O voluntário destaca as crianças. Queremos divulgar a língua portuguesa, mas queremos sobretudo ajudar a inverter um ciclo, apoiar o ensino e criar nas crianças objectivos de vida e de construção de um futuro, explica, considerando que o Estado português deveria permitir a ida de mais professores para a Guiné-Bissau.
Porque não 150, como em Timor, em vez dos cerca de 30 que lá estão, questiona.

De um passeio a uma associação

Tudo começou com um passeio informal, um regresso de ex-combatentes da Guerra do Ultramar à Guiné-Bissau, há cinco anos atrás. Segundo Fernando Ferreira, regressados a Taveiro, os ex-combatentes relataram as grandes diferenças entre o que os portugueses por lá deixaram e o que agora existia, o abandono, as grandes carências, a ausência de lusofonia.


Decidiram voltar daí a dois anos, levando medicamentos, material escolar e outros donativos à população de Saltinho, nas margens do Rio Corbal.
Mas, quando lá chegámos era pouco. Seguiu-se então nova viagem, já no ano passado, com um apoio mais amplo e organizado, um contentor com cerca de 20 pés, novamente composto por material escolar e didáctico, roupa e equipamento médico.
Fernando Ferreira recorda os costumeiros problemas na alfândega e as três noites passadas no porto de Bissau, até conseguir retirar o contentor.

Este ano, o grupo de voluntários – de Coimbra e de outras regiões do Norte e Centro do país – partiu a 21 de Fevereiro e esteve um mês na Guiné-Bissau. Em mente estão já outras missões aquele país, mas não só.
A Associação Humanitária Memória e Gentes, entretanto criada, veio oficializar a actividade solidária do grupo, permitindo uma organização capaz de intervir em diversas situações de carência e catástrofe, diz Fernando Ferreira, presidente do Conselho Fiscal.
A Associação foi criada em Novembro do ano passado, como parceira especializada da Liga dos Combatentes.
José Moreira é o presidente da Direcção e Maló de Abreu o presidente da Assembleia-geral.
__________

Nota de vb: Transcrição do texto da notícia do Diário de Coimbra. Com a vénia devida.

ver artigos de

16 de Março de 2008 Guiné 63/74 - P2648: Notícias da Associação Humanitária Memórias e Gente (Rui Fernandes/Carlos Marques dos Santos)

23 de Fevereiro de 2008 > Guiné 63/74 - P2576: Ser solidário (7): Vinte e tal amigos e camaradas, do Porto e de Coimbra, a caminho de Bissau (Luís Graça / A. Marques Lopes)

21 de Fevereiro de 2008 > Guiné 63/74 - P2567: Ser solidário (6): Pimentel, Álvaro Basto e Xico Allen: Juntos a caminho de Bissau, na rota do Porto-Dakar (A. Marques Lopes)

17 de Fevereiro de 2008 > Guiné 63/74 - P2548: Ser Solidário (5): Ainda a Expedição à Guiné-Bissau (Carlos M. Santos)

13 de Fevereiro de 2008 > Guiné 63/74 - P2531: Ser solidário (4): Coimbra encaixotou o maior contentor de apoio humanitário à Guiné-Bissau

terça-feira, 18 de março de 2008

Reabilitação da estrada entre Luena e Lucusse termina em Dezembro

via Leste de Angola de Jorge Santos - Op.Cripto em 18/03/08
O trânsito automóvel na estrada Luena/Lucusse, província do Moxico, será feito com maior fluidez e segurança dentro de sete meses, altura prevista para a conclusão da reabilitação dos 134 quilómetros da via, soube a Angop no local da empreitada....

Façamos de memória um exercício!... Quais são os municípios (antigas circunscrições) e as comunas (antigos postos administrativos) da província do Moxico (antigo distrito do Moxico?

Aqui vai uma aproximação:
Circunscrições:
Luchazes, Bundas, Alto Zambeze, Circunscrição com sede em Teixeira de Sousa, actual Luau e cricunscrição do Luena na antiga cidade do Luso.

Postos Administrativos:
Circunscrição dos Luchazes com sede em Cangamba: Cassamba, Muié, Cangombe, Alto Cuito
Circunscrição dos Bundas: Sessa, Chiúme,
Circunscrição do Alto Zambeze com sede em Cazombo: Lumbala, Macondo, Caianda, Nana Candundo
Circunscrição do Luau com sede em Teixeira de Sousa: Dilolo?
Circunscrição do Luso com sede na cidade do Luso. Lucusse, Lutuai,

Quem completa ou emenda a lista?

Moio

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Município dos Bundas ganha nova imagem com reabilitação de infra-estruturas

Luena, 10.Dezembro - O administrador municipal dos Bundas, província do Moxico, Júlio Augusto Kwando, disse esta segunda-feira, que a circunscrição que dirige ganhou nova imagem com a reabilitação e construção de infra-estruturas sociais.

Em declarações à Angop, o responsável municipal destacou a reposição de mais de 20 pontes entre metálicas e baixas de madeira no troço rodoviário de 356 quilómetros, o que já permite a livre circulação de pessoas e bens entre Lumbala-Nguimbo (sede municipal) e a cidade do Luena.

Nesta senda, ressaltou igualmente a construção de raiz de um hospital municipal e uma escola do I ciclo, bem como a reabilitação de uma bomba de abastecimento de combustíveis (gasolina e gasóleo), no âmbito do programa de aumento e oferta dos serviços básicos às populações.

Disse que o governo projectou para o próximo ano a reabilitação do sistema de captação e distribuição de água potável à população da sede municipal e a construção de infra-estruturas administrativas em duas das seis sedes comunais, para dignificar o trabalho do Estado a este nível.

Júlio Kwando pediu a extensão do sinal da Televisão Pública de Angola (TPA) e da Rádio Nacional de Angola (RNA) para que a população, na sua maioria regressada da Zâmbia, conheça a realidade e os programas do governo angolano, sobretudo, nesta fase que o país se prepara para as eleições.

Dado o crescimento do número de trabalhadores da função pública e das actividades comerciais, o administrador solicitou às estruturas bancárias e da rede de telefonia móvel a instalarem os seus serviços naquele município.

O município dos Bundas é um dos nove da província do Moxico, com 47.ooo habitantes distribuídos nos 41.290 quilómetros quadrados de território potencialmente rico em agricultura, pescas fluvial e recursos florestais.

Notícia AngolaPress

Publicado por Jorge Santos - Op.Cripto em dezembro 10, 2007 02:53 PM | TrackBack

Fonte: Blogue Leste de Angola - Post de 10Dez2007

domingo, 19 de agosto de 2007

Memória macaense

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

O gigante de Manjacase

Eu, os meus irmãos e mãe com o Gigante

No tempo dos gigantes

Foi há muito, muito tempo, lá para 1967 ou 1968. Um almoço no campo, para os lados de Boane, que dista 50 ou 60 km de Lourenço Marques. Lá estavam os meus pais, irmãos e avós, mais uma meia centena de amigos e colegas do meu pai. Lá estava - nunca esqueci a figura Pantagruélica - o Coronel Anta, um gigante de quase dois metros que fora observador militar português na Frente Russa durante a Segunda Guerra Mundial. O homem, careca como Mussolini, passou a tarde a comer sardinhas - foram mais de 60 ! - regadas com cinco litros de vinho. No fim da tarde afirmou estar cheio de sede e fome. Um portento.

A surpresa do dia estava reservada a outro gigante, desta vez o de Manjacaze. Um colosso triste e lento, a quem agarrei a enorme mão, quase mitológica, mas que inspirava simpatia e pena. O homem foi atracção mundial, casou com uma portuguesa e regressou a Moçambique para morrer. A lembrar, como Ozymandias, que a estatura não é eterna.

Fonte:

domingo, 8 de julho de 2007

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Luchazes

Leste de Angola
«Comentários: Município dos Luchazes necessita de 34 enfermeiros È com agrado que vejo que aos poucos, aquelas terras do fim do Mundo, onde estivemos começam a ter de novo vida. No nosso tempo militar, o Batalhao Ás de Espadas esteve naquelas paragens, Cangamba, Cangombe, Muié e Tempué(Alto Cuito),de Dez/69 a Julho/71. Ali tentámos sempre fazer \"coisas\" em beneficio das populações e por exemplo no Muié foi construida pelos militares uma Escola que lá ficou e foi a alegria da miudagem da altura. Como estará agora o Muié. Será que alguém sabe ??? Que nos diga para o nosso endereço (civil) batalhao2899@gmail.com Ficamos gratos por qualquer informação. »

Afixado por J REIS em junho 7, 2007 11:13 AM

Belmonte. Cerimónia de homenagem ao capitão Costa Martins

Leste de Angola

«Comentários: BCav 2899 (CCS/CCav 2633/2634/2635) convivem no próximo domingo em Belmonte De referir que cerca das 11 horas junto ao Castelo e Cemitério terá lugar uma homenagem simples ao Cap Costa Martins que faleceu em combate a 27/2/1970 e que se encontra ali sepultado. Estarão presentes os cerca de 260 participantes e também autoridades locais incluindo a GNR na qual o Cap Costa Martins também prestou serviço e que se fará representar. »

Afixado por JReis em maio 26, 2007 10:49 AM

Link: http://weblog.com.pt/MT/come2x.cgi?entry_id=251245

sábado, 30 de junho de 2007

Leste de Angola: CCS do BCav 3882 convive este sábado

Nota Pessoal

O BCAV 3882 esteve em Cangamba de Jul72 a Nov73 - mariajoao.subtil@gmail.com - filha mais velha do 1ª. Sargento Simões do Batalhão falecido em 1978.

Rui Moio


http://lestedeangola.weblog.com.pt/arquivo/240528.html

Às de Espadas

Às de Espadas - BCAV 2899
http://batalhaoasdeespadas.no.sapo.pt/Bem%20vindo.gif
http://batalhaoasdeespadas.no.sapo.pt/index.htm

Os Luenas - Grupo do MSN

Grupo Os Luenas

Nota Pessoal

José Ribeiro procura pelo administrador Fausto Ramos de Cangamba
Rui Moio

http://groups.msn.com/OsLuenas/_memberprofile.msnw?user=Ribeiro&pps=k

sábado, 7 de outubro de 2006

Busca No Google - Administração Luchazes


Administração municipal do Luchazes recupera infra-estruturas sociais
Governador do Moxico satisfeito com trabalho realizado em 2005
Discurso de Primeiro-Ministro Fernando da Piedade Dias dos Santos em Cangamba

Partes dos discurso

...Foi neste muncípio em que morreu, em combate, a 22 de Fevereiro de 2002, o então presidente da Unita, Jonas Savimbi, acontecimento que veio a propiciar o fim da guerra e o início da era de paz que o país actualmente vive.
A sua localidade de Kassamba albergou, dias depois, as conversações preliminares entre militares do Governo e da Unita, em que foram esboçadas as linhas mestras do acordo do Luena que viriam, depois, a dar lugar ao Memorando de Entendimento Complementar ao Protocolo de Lusaka, assinado a 4 de Abril, em Luanda.
Durante o período mais crítico da invasão sul-africana, Cangamba foi reduzida a escombros, em consequência de bombardeamentos aéreos. A totalidade da sua população, actualmente estimada em cerca de 12 mil habitantes, foi forçada a refugiar-se em outras províncias vizinhas e na Zâmbia.
Nos Luchazes perderam igualmente a vida destacadas figuras da guerrilha do MPLA, nos anos 60, como é o caso do médico Américo Boavida e do pioneiro Augusto Ngangula.
Se pretender continuar a ler a notícia e o discurso

[PDF] PROVÍNCIA DO MOXICO GRUPO PROVINCIAL DE AVALIAÇÃO DE VULNERABILIDADE

28. Escolas-Oficinas

... Assim, no dia 16 de Novembro desse ano de 1922, foi criada a escola-oficina de Cangamba, no então distrito da Luchazes, com sede naquela localidade. Destinava-se a ensinar os ofícios de ferreiro-serralheiro, carpinteiro, oleiro, sapateiro e alfaiate, sendo frequentada apenas por crianças do sexo masculino.
Se pretender continuar a ler a notícia

[PDF]Revolta dos Luchazes de 1919
Distrito Militar do Moxico, Relatório da revolta dos Luchazes no mês de Fevereiro 1919. In: cx. 305: Correspondência diversa, Arquivo Histórico Nacional de Angola, Luanda (AHA), Distrito Militar do Moxico.

[PDF] Aristides Guedes Coelho
«De Angola para Portugal
A vila de Cangamba, circunscrição dos Luchazes, em Angola,
viu Aristides Guedes Coelho nascer a 4 de Abril de 1928. (...)»

Zala - google Earth - Relato de um militar que aí esteve colocado

http://malaposta.blogspot.com/2005_10_01_malaposta_archive.html

Administrador Burnay de Viana

Libelo acusatório de Cândida Duarte

Nota: o artigo que segue é um texto comovente de glorificação dos funcionários do Quadro Administrativo e de suas famílias; os homens e as suas mulheres que serviram a Pátria com enormes sacrifícios, muita abnegação e muita coragem. Bem hajam!
E um obrigado muito especial à autora da carta que abaixo reproduzo.
Rui Moio

***********

Porque, afinal, também faz parte de mim, da minha história, e em grande parte aqueles anos contribuíram para me formar como pessoa, acho que devo à minha mãe que reproduza, aqui também, a carta que escreveu e que o Jornal ABC publicou na página 9 de uma das suas edições dos anos «"prec"ianos», numa altura em que, ditos "retornados" [ainda que, como eu, grande parte nem conhecesse Portugal...] éramos acusados de tudo o que de mal se passava... tanto lá, como cá... Tomei a liberdade de lhe adicionar algumas notas de rodapé, para melhor explicitação do seu texto.

Libelo acusatório...
Sou filha de minhotos. Meus pais, depois de venderem umas territas que possuíam na sua aldeia, vieram para Angola, fixando-se no Distrito da Huíla, onde já se encontravam radicados os dois únicos irmãos do meu pai. Por parte de minha mãe, só havia uma irmã que nunca constituiu família. Assim, nada tenho que me prenda ou ligue a Portugal, donde vim com apenas três anos de idade, já lá vão quase cinquenta e três.
Meu pai construiu uma casita em adobo, coberta a telha, e um moinho movido a água, para farinar trigo e milho. Tive pois fartura de pão de trigo e broa à moda da nossa terra.
Miséria, passei-a sim, depois de casar com o funcionário do quadro administrativo, aspirante provisório, pago miseravelmente. Tinha eu dezanove anos. Ele vinte e quatro.
Meu marido, filho de matrimónio de pai europeu e mãe angolana, foi de muito novo enteado. E foi-o duas vezes...
... A primeira quando, aos seis anos, perdeu a mãe e o pai voltou a casar.
... A segunda quando entrou para o quadro administrativo[1], tendo como habilitações literárias o curso geral dos liceus, tirado num colégio do Porto. Ainda tentou outros quadros, mas as vagas eram poucas e padrinhos só aceitou os do baptismo e casamento. Foi no quadro administrativo que acabou por ficar...
Ainda como aspirante foi nomeado para chefiar alguns postos, sempre com o vencimento corresponde à sua categoria...
Bem, o de chefe de posto não era muito melhor, mas qualquer tostãozito a mais viria sempre em boa hora, tanto mais que os filhos começaram a vir com diferença de ano e meio. E naquele tempo não havia o abono de família. Nem o subsídio de isolamento...
Isolados os postos? Mais que isolados. Sem condições de espécie alguma, pelo menos aqueles por onde passamos os melhores (melhores?) anos da nossa mocidade.
Nunca me hei de esquecer que, um ano após o casamento, meu marido, que então estava colocado na circunscrição dos Gambos, Huíla, foi mandado seguir para o Posto do Chitado.
Para ali fomos, sabe Deus como, já com uma filhinha recém-nascida. Completamente isolados, sem comunicações de qualquer espécie e com meio de transporte uma carrocita puxada a quatro bois, que iria uma vez por mês ao posto da Cahama, junto à estrada Sá da Bandeira - Quanhama, buscar o correio e o "rancho", fornecido pela firma Pereira Simões, de Sá da Bandeira. Aconteceu que numa dessas viagens a carrocita regressou apenas com o correio, pois o "rancho" que deveria ter sido deixado na Cahama por uma espécie de
carreira que ali passava quando Deus queria e a lama deixava, foi descarregado no posto do Umbe[2], sem que disso tivéssemos conhecimento. Voltou a carrocita duas ou três vezes à Cahama, levando cerca de oito dias entre a ida e o regresso, e sempre sem o tão ansiado rancho. Passamos fome? Tínhamos, graças a Deus, um pouco de pirão[3] e leite de cabra. Não tínhamos horta, por falta de água, pelo calor infernal e aridez do solo, que impediam o crescimento das plantas.
Meu marido, que é um bom fumador, andava que nem leão enjaulado.
Até que, providencialmente, um inspector administrativo, que na sua missão de serviço passou pelo posto do Umbe, soube que o "rancho" do chefe do Chitado ali se encontrava havia bastante tempo. Ordenou então que o carregassem e seguiu de imediato para aquele posto, onde chegou ao anoitecer.
Quando os cipaios[4] começaram a gritar "Senhor chefe, senhor chefe, um carro, um carro"; corremos para a varanda da casita, que era toda em madeira, coberta de zinco, com apenas três compartimentos, sendo um deles a secretaria, e... oh! céus!... as luzes de um carro lá ao longe a aproximarem-se...
Não me lembrei da nossa miséria, não. Há quanto tempo não via um carro? Havia quase um ano... E quando vi as luzes, ajoelhei-me e chorei.
O primeiro gesto do inspector, quando parou o carro, foi puxar do seu maço de cigarros e oferecê-lo ao meu marido.
Do "rancho" pouco se aproveitou. Batata podre, bacalhau com lagartos, chouriço bolorento, tabaco húmido... Dinheiro deitado à rua. E que falta ele nos fazia!
... Entretanto a carrocita lá nos trazia o "rancho" de mais um mês.
Posto do Dima[5], no Cuando-Cubango, as verdadeiras terras do "fim-do-mundo". Para ali foi o meu marido transferido já tínhamos três filhos. Ali permanecemos dois anos, para "cumprirmos" mais dois na circunscrição de Mavinga. Se possível, mais isolados, sem meios de comunicação, sem os menores recursos. Ali nem a carrocita, nem leite, nem fruta, salvo a que se ia colhendo na mata. Mas ali conseguimos fazer um hortazinha.
No posto do Dima nasceu-nos mais uma filha. Entretanto começaram as febres, as convulsões. Era o paludismo. Não conseguíamos arranjar quinino, fosse por que preço fosse. Um frasco de comprimidos para crianças custava quinhentos escudos, mas só por muito favor nos dispensavam.
Assim nos foi encontrar o Capitão Henrique Galvão, então inspector administrativo, que se condoeu da nossa triste situação, prometendo interceder por nós. No seu regresso a Luanda remeteu-nos todo o quinino que lhe estava destinado, dizendo, num cartão que ainda hoje conservo, que nos fazia mais falta que a ele, e que mais não tinha conseguido.
Também me lembro que tínhamos que jantar ainda de dia, pois os leões abundavam naquela zona e a cozinha ficava distante da casa. Os leões, habituados à carne humana, devoravam os nativos que eram apanhados nas lavras e nos próprios "quimbos"[6].
Quantas noites ao frio, em cima das "mutalas", perdidas pelo meu marido, tentando dar-lhes caça. Até que foi superiormente determinado que para ali se deslocasse uma brigada com aquela finalidade.
No entanto o meu marido saía muitas vezes para fora, a pé, pois detestava andar de tipóia. Na altura do recenseamento muitas vezes o acompanhei com os meus filhos descalços, vestidos de riscado, com as pernas fininhas e franzinos.
Ali fui "obrigada" a juntar cerca de doze contos - uma fortuna -, por não ter o que comprar. Dinheiro que viria a gastar todo (e mais algum) no tratamento dos meus filhos, em Benguela. Dinheiro que me fazia chorar, que detestava por ser o símbolo da nossa miséria.
Tanto a casa do Dima como a de Mavinga eram de "pau-a-pique", chão de terra batida e cobertas a capim.
Ali aconteceu, na tarde do dia 6 de Outubro de 1946, cair uma faísca, precisamente sobre o quarto onde me encontrava recolhida com os meus quatro filhos. Ficamos todos sem sentidos. Por sorte, meu marido, que se encontrava noutro compartimento, socorreu-nos de pronto. Em menos de um quarto de hora a casa ficou completamente destruída. Só foi possível ao marido retirar-nos para a rua.[7]
Todos os nossos haveres se perderam.
Ali também muitas vezes fui colocar flores silvestres na campa rasa, caiada a cal e com um nome e uma data, da que havia sido esposa de um administrativo, vitimada por uma biliosa. Seu marido, obrigado pelas circunstâncias, fora obrigado a arrancar umas portas para lhe fazer um triste caixão.
Foi ali também que o meu marido adquiriu direito à única licença graciosa que gozou. Um licença graciosa especial porque, naqueles tempos, os naturais de Angola a ela não tinham direito.
Que posso eu contar mais?
Tanto que daria um romance de muitas páginas. As fotografias que conservo são bem demonstrativas de tanta miséria, tanta dificuldade... e tanta coragem.
Quadro Administrativo?
O meu marido com água pela barriga, martelo ou alavanca nas mãos, construindo pontes[8]...
O meu marido percorrendo a pé dezenas de quilómetros, procedendo ao recenseamento, à abertura de novas estradas...
E ambos a envelhecermos, rodeados de "mobílias" feitas de caixotes para que não sentíssemos pena de abandoná-la quando das muitas transferências a que sempre estivemos sujeitos. Sem vivermos, que a este modo de vida se poderia chamar tudo... menos viver.
Quadro Administrativo?
Cinco filhos. Sem escolas. Só por caridade de pessoas amigas nos foi possível dar-lhes a instrução primária, primeiro, e depois o quinto ano dos liceus aos rapazes. As raparigas ficaram com o 4º ano comercial uma e o 2º ano do liceu a outra, com 15 e 11 anos de idade respectivamente, tendo a mais velha começado a frequentar a escola com 8 anos de idade. Mas foi preciso que se empregassem, quando da colocação do meu marido em Cabinda[9], a mais velha como escriturária e a mais nova numa papelaria, porque naquela cidade não havia um liceu e os irmãos tinham que continuar os estudos em Silva Porto.
A nossa luta pela sobrevivência continuou. Seis anos depois da colocação em Cabinda fomos para o Distrito da Huíla, a pedido do meu marido, uma vez que o nosso filho mais novo estava a frequentar o curso de regente agrícola no Tchivinguiro.
Mas já com a saúde completamente arruinada.
Quatro anos na Huíla. Promoção do meu marido a secretário. Nos concursos eram-lhe sempre atribuídas baixas classificações, embora conhecedor do serviço e com boas informações e louvores.
Com a promoção, a transferência. Desta vez para o Mussende, a pior Administração do Quanza Sul, embora a 140 quilómetros de Malange. Ali permanecemos três anos.
Com mais um louvor e ainda como secretário, ou adjunto de administrador como passaram a ser designados, fomos transferidos para o Rivungo. Ao fim de trinta anos, novamente as terras do "fim-do-mundo".
Ali permanecemos quatro anos, agora sem os filhos a nosso cargo, com mais ou menos miséria, não por falta de dinheiro, mas por falta de transportes adequados. Só em "colunas" era possível o trânsito. O "rancho" chegava mnuitas vezes deteriorado. Um pequeno avião da Taza mal chegava para nos trazer um bocadinho de manteiga, um pouco de fruta, um quilito de peixe e pouco mais, pois os cinco passageiros, que em todas as viajens o ocupavam, necessitavam do pequeno espaço para transportar as suas poucas bagagens.
Ali permanecemos quatro anos. Porquê? Apenas porque idealizámos possuir uma casita e não tínhamos economias nenhumas. Ali sim!... Era o vencimento, os subsídios de isolamento, de emergência, permanência, sei lá que mais... Tanta coisa para quem já estava habituado a tão pouco. Como não conseguir o necessário para uma casita?
E ela lá está, em Sá da Bandeira, com um nome em letras - "VIVENDA CÂNDIDA". O meu nome, porque os meus filhos assim o pediram.
Teria valido a pena está vida? Para chegar a quê?
Saúde arruinada, anos de preocupação, dores e miséria.
Uma revolta que ferve dentro de mim.
ODEIO O QUADRO ADMINISTRATIVO!!
Cândida Duarte
Esta minha "história" era destinada a ser publicada num jornal da capital de Angola, Luanda, no ano de 1974, o que acabou por não acontecer.
"Retornei" a Portugal em Outubro de 1975, com meu marido, na companhia da minha filha mais velha, casada com um Vila Condense. Para minha grande surpresa foi publicada no jornal ABC, no dia 25 de Julho de 1979. Porquê? Não sei...
Apesar de tudo o que passei ainda por cá ando, com 86 anos, viúva, recebendo uma modesta pensão de sobrevivência por morte do meu marido, que para tal descontou durante mais de quarenta anos.
Vêm-me agora à memória outras coisas...
Esqueci de contar que, quando saímos da Gabela para o tal Posto do Dima, com sede no Kunjamba, levámos uns poucos de dias para lá chegarmos. Naqueles tempos era uma autêntica odisseia... Da Gabela fomos num transporte rodoviário até Nova Lisboa. De lá, fomos de comboio até Silva Porto para seguirmos de camioneta até Serpa Pinto, também conhecida como Menongue. O resto do percurso até ao Dima fizemo-lo de carrinha, o que levou também uns dias, dormindo primeiro no Cuito Cuanavale para depois atravessarmos o rio Cuito, que nessa época levava grande caudal. Com não havia ponte, foi numa comprida canoa, com as nossas três crianças que passamos para a outra margem. A canoa era guiada por dois autócones, um à frente e o outro ao fundo, que remavam, remavam até chegar ao outro lado. A carrinha passou numa espécie de jangada, , muito tosca, puxada por cordas, o que era uma operação muito arriscada, pelo que era mais seguro as pessoas atravessarem na tal canoa. Lembro-me que dormimos, não sei precisar se uma, duas ou três noites antes de chegarmos ao destino, porque a "estrada" era só um areal sem fim onde muitas vezes a carrinha "patinava" e não saía do mesmo sítio... Era só mato e mais mato e dormíamos em algum quimbo próximo da estrada.
O Cuito Cuanavale, onde pernoitamos antes de nos metermos a caminho do Dima, era um Posto Administrativo onde fomos muito bem recebidos pelo seu Chefe. Aí já havia alguns comerciantes, ao contrário dos Postos mais distantes como aquele para onde fomos mandados... Felizmente que, quando o meu marido foi transferido para lá, esse Posto tinha mudado a Sede para o Kunjamba, onde tempos antes tinha existido uma Missão Protestante - lá estava, para atestá-lo a campa de um Missionário ali falecido, tendo o Governo aproveitado o local para Sede do Posto do Dima. Ainda bem, porque, no primeiro recenseamento que o meu marido fez e no qual eu e as nossas três crianças o acompanhamos e fomos até esse Dima, que, meu Deus, ficava bem mais dentro do mato, perto do rio Cuando, com mosquitos aos montes, enquanto o Kunjamba ficava num alto e, ao fundo da ravina corria um riachozinho, onde tínhamos a nossa horta, bem cercada por paus de espinheiras para evitar que os veados entrassem e a destruíssem.
Fomos, decorria o ano de 1946, para Mavinga, que era a Sede da Circunscrição e ficava, e ainda fica, claro, a pouco mais ou menos 20 quilómetros, quando aconteceu a desgraça de nos cair a faísca em casa e tivemos que nos mudar para outra casa, igualzinha á que se incendiou , só que não tinha o quintal fechado com muro alto, como a primeira, onde as crianças podiam brincar à vontade. Nesta outra já não. As trovoadas continuaram e as crianças entravam em pânico. De noite, então, era horrível. Tinha que as meter a todas na minha cama até a tempestade passar. Logo no primeiro transporte que apareceu fomos todos para Silva Porto, para um Hotel, já em 1947.
Quando estivemos no Posto do Chitado, uma vez por outra, aos domingos, íamos à pesca no rio Cunene que passa mais ou menos a sete quilómetros. A pé, claro, por um carreiro de cabras, subindo e descendo aquela espécie de dunas, a Maria da Glória, única filha então, ia à cavalitas do pai e eu levava uma cana de pesca. O cipaios levavam também canas de pesca e espingardas e, claro, uma caixa com o nosso farnel, que geralmente eram chouriços para assar, pão, sal, uma frigideira e azeite. Acontece que, do outro lado do rio havia também um Posto que pertencia à Africa do Sul e o Chefe desse Posto atravessava o rio a nado, com um saco de lona impermeável amarrado às costas, com roupa seca e alguns mimos para nós. Atenção que, antes de ele se meter à água eram disparados alguns tiros para a água para afugentar os jacarés, que abundavam naquele rio.
O Chefe do Posto Sul Africano principalmente bolachas e leite em pó, que pela primeira vez conheci, visto só conhecer o leite condensado que tínhamos do lado de cá da fronteira. O senhor, na primeira vez que aconteceu encontrarmo-nos todos ali, fez chá e misturou com o leite, que eu achei delicioso. Prometeu trazer-nos uma lata de leite em pó no domingo seguinte, o que realmente aconteceu, e nós oferecemos-lhe uma garrafa de vinho do Porto. Estávamos no inicio da década de quarenta. e essas são lembranças agradáveis, apesar de tudo.


Logo à noite, às onze e meia... Durante a noite... Libelo acusatório

Sonetos

Outra Poesia
Passatempo
Humor
Curiosidades
Mapa do site


[1] Quadro Administrativo – conjunto de funcionários do Estado, numa organização que tinha a seu cargo a ligação entre as populações e aquele, substituindo as diferentes entidades oficiais nos locais onde as mesmas não existiam, sendo “pau para toda a colher”, desde cobradores de impostos a oficiais do registo civil, de autoridades policiais ou recenseadores da população a gestores de entrepostos comerciais aquando das colheitas dos produtos locais, de encarregados de projectos simples de engenharia (abertura de estradas e sua pavimentação, criação e manutenção de pequenas barragens para aproveitamento das águas pluviais, instalação e manutenção de centrais eléctricas com base em geradores, etc.). Regra geral era à volta do Posto Administrativo que começavam a surgir as casas de comércio e assim, uma nova povoação ao jeito europeu.
[2] Fala-se aqui de localidades perdidas no Distrito da Huíla e nos anos 40...
[3] Espécie de conduto feito com farinha de milho cozida em água, com sal, que normalmente acompanha pratos de carne ou peixe. Mas muitas vezes ele mesmo constituindo a refeição, à falta de outra coisa...
[4] Auxiliares das autoridades administrativas, recrutados entre a população autóctone.
[5] Para melhor “vizualização” refira-se que o Posto do Dima era ainda mais isolado que o de Kunjamba, sede administrativa, localizado nas proximidades ou mesmo na posteriormente conhecida Jamba, sede por muito tempo da UNITA de Jonas Savimbe.
[6] Conjunto de habitações autóctones, geralmente feitas com ramos de arvores, amarrados com cordas feitas da casca das mesmas, revestidas e cobertas de capim ou folhas de palmeira, de uma enorme fragilidade quanto a investidas de predadores de grande porte como é o caso dos leões, sobretudo dos que, devido à idade já não se sentiam capazes de grandes correrias para caçar o sustento e então procuravam-no ou nos currais de gado ou nas próprias povoações. Com curiosidade, refira-se que, durante as noites frias, os nativos acendiam uma pequena fogueira que aquecia toda a família, deitada em esteiras e coberta apenas com mantas leves. Nunca ouvi falar de incêndios que tenham sido provocados por tais fogueiras...
[7] Ver fotografias no final da página.
[8] Ver fotografia no final da página – um exemplo das pontes que tinham que se construir para que os postos tivessem acesso ou a outros postos ou à sede do Concelho a que pertenciam...
[9] Antes de Cabinda, vivemos ainda nos os Postos de Cachingues e Mutumbo, no Concelho do Chitembo, Distrito do Bié.
Na busca no google por "Posto do Dima"

sexta-feira, 6 de outubro de 2006

Município de Cangamba acolhe acto central da Paz

Moxico: Município de Cangamba acolhe acto central da Paz
Luena, 01/4 - A sede municipal dos Luchazes (Cangamba), província do Moxico, vai acolher o acto central das comemorações do quarto aniversário da paz e reconciliação nacional, a assinalar-se a quatro deste mês.Em Cangamba, 329 quilómetros a sudoeste do Luena, será inaugurado um centro político administrativo e lançada a primeira pedra para a construção de um centro de saúde, no âmbito do programa de oferta e melhoria de assistência básica às populações. Na cidade do Luena, segundo a agenda do governo local, está reservado para o dia quatro de Abril um culto de acção de graças, que já mobiliza a participação das igrejas e da população em geral.Ainda em Cangamba, para onde se deslocará uma delegação do governo central, o ponto culminante das festividades da data será a leitura de uma mensagem dos órgãos da defesa, segurança e ordem interna durante um comício.Várias actividades desportivas e recreativas preenchem o programa do governo local, aberto sexta-feira, com uma campanha de limpeza nas artérias da cidade do Luena. Para hoje está agendada uma palestra alusiva à efeméride
Fonte: AngolaPress

Casa do Admnistrador de Porto Alexandre


http://www.rna.ao/ngolayeto/noticias.cgi?ID=9726

Ao fundo vê-se a árvore grande localizada no quintal da casa onde construi uma casinha com a madeira da casota do cão.

Galeria de Fotos de Porto Alexandre
http://www.sanzalangola.com/galeria/albuo65/Tombwa
Fonte. site Sanzalangola

Gado morre por falta d’água - Declarações do Administrador dos Gambos

http://www.rna.ao/ngolayeto/noticias.cgi?ID=9726
Fonte: Radio N'gola Yetu

Kuando Kubango: População de Mavinga viveu momento inesquecível


http://www.angolapress-angop.ao/noticia.asp?ID=473247
AngolaPress 18Set06

Related Posts with Thumbnails