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domingo, 30 de abril de 2017

Videoaula (análise) "Dom casmurro", de Machado de Assis (UFRGS e FGV)


domingo, 26 de março de 2017

O Dia do Encontro (entre George Steiner e António Lobo Antunes)

"Em Janeiro de 2011
George Steiner manifestou o desejo
de se encontrar com António Lobo Antunes"

Vídeo com 1h14 m.



Fonte: Youtube.com

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

UM DOCUMENTO...


Se há no mundo coisas que valem bem a pena fazer, o prazer da boa leitura é uma delas, porque nos vai cultivando o espírito e nos dá uma perspectiva das coisas mais consentânea com a realidade... especialmente se o autor fôr credível e nos fizer participantes da história que escreveu. Ler mais

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Uma história da Índia

Uma história da Índia

via A Matéria do Tempo by Fernando Ribeiro on 8/19/10

Vista parcial do palácio do antigo nababo Sujá Doulá (Suja ul Dowla) em Fizabad, Índia, por William Hodges, 1787 (British Library)
I
O Bangaló
No districto de Oude, ao sul do famoso Gográ, e a breve distância de Lucnou, está situada Fizabad, a antiga capital do reino. Opulenta outr'ora, as suas muralhas tinham sido famosas antes de 1775, mas jazem hoje desmoronadas; o seu palacio de Sujá Doulá fôra magnificente mas caiu em ruinas; a sua população rica emigrou para Lucnou; fugiram d'alli os reis, os principes, a côrte, o luxo e as paixões, cedendo o seu logar aos lavradores, aos rouxinoes, á amenidade e ao trabalho. É campo o que fôra cidade. Ler mais

sexta-feira, 16 de julho de 2010

A MORTE DO OUVIDOR

via Livro di Téra by BMF on 7/16/10


A 28 de Fevereiro de 1764 é preso em Santiago, Cabo Verde, o coronel António de Barros Bezerra de Oliveira, e com ele nove cúmplices, acusados de terem assassinado o ouvidor João Vieira de Andrade. Transportados para Lisboa, são julgados e condenados à morte, e enforcados no Rossio. As cabeças são cortadas e enviadas para Santiago, para serem espetadas em paus e exibidas em público. A Morte do Ouvidor é um romance histórico que se centra neste acontecimento e que o relata em todos os pormenores, dando um quadro muito vivo da vida na colónia de Cabo Verde no tempo do Marquês de Pombal.

GERMANO ALMEIDA é o mais importante escritor cabo-verdiano vivo. Dele a Caminho publicou vários romances.

Autor: Germano Almeida

Editor: Editorial Caminho
Colecção: "Outras Margens"
Ano de edição: 2010

sábado, 5 de junho de 2010

Tombuctú, de Paul Auster

via Poemas del Alma by Verónica Gudiña on 5/6/10
En 1999, año de aparición de novelas como "El último judío" (creación del estadounidense Noah Gordon) e "Hija de la fortuna" (lanzada por Isabel Allende), el escritor Paul Auster amplió su producción literaria a través de "Tombuctú". Al momento de aparecer, este material de final agridulce causó una gran sorpresa en los seguidores del autor porque [...]

sexta-feira, 26 de março de 2010

As 10 Crónicas de Kandimba

via ANGOLA DO OUTRO LADO DO TEMPO... by MARIANJARDIM on 3/5/10

http://2.bp.blogspot.com/_qmUsVCruM6c/Rcp3hu47p-I/AAAAAAAAAK8/7YnyPyk1ZBk/s320/SebastiaoCoelho.jpg

Nota Pessoal

Não percam esta oportunidade - a de se deliciarem com as crónicas que o Sebastião Coelho "Kandimba" nos deixou. Kandimba quer dizer "Coelho".
Aconselho que iniciem esta leitura com a CRÓNICA VII - Peixe do Capim e a CRÓNICA VIII - Tukeia, o Peixe Voador. Nelas o autor fala-nos de um peixe diferente de todos os outros. Um peixe que salta e voa, que vive na chanas secas dos Lutchazes, dos Bundas, do Alto Zambeze, do Luau e da sede capital do Moxico - o Luena. Um peixinho que se seca ao Sol cujo habitat se localiza na grande mãe de água de África e de todo o mundo, local onde nascem rios que alimentam três ou quatro dos maiores rios de África e do Mundo: o Zambeze. o Zaire, o Kuanza, o Cuando, o Cubango... e também o Limpopo. Limpopo, pois, este rio moçambicano nasce poucos quilómetros depois das águas do Cuando-Cubango se infiltrarem por entre as areias do Botswana.
Rui Moio

Crónicas do Kandimba de Sebastião Coelho

As 10 Crónicas de Kandimba

CRÓNICA I - Angola País Africano
CRÓNICA II - Angola País de Contrastes
CRÓNICA III - Angola e o Peixe Aventureiro
CRÓNICA IV - Angola, Peixe e Pecadores
CRÓNICA V - Mar, Peixe e Gente do Mato
CRÓNICA VI - Peixe Mulher
CRÓNICA VII - Peixe do Capim

CRÓNICA VIII - Tukeia, o Peixe Voador
CRÓNICA IX - A Palanca Preta Gigante
CRÓNICA X - Conversa à Luz das Estrelas

quarta-feira, 3 de março de 2010

Maravilhas para todos os tamanhos (COM VÍDEO)

«'Alice' herdou do pai uma qualidade ímpar: mesmo antes do pequeno-almoço, ela já conseguiu pensar em seis coisas impossíveis. Uma: que há líquidos capazes de encolher uma pessoa; duas: que há um bolo que faz crescer... entre outras loucuras que se desvendam neste estranho mundo de Lewis Carroll, reinventado por Tim Burton. 'Alice no País das Maravilhas' chega amanhã aos cinemas e é o filme mais esperado do ano.»
Fonte: Correio da Manhã de 03Mar2010

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

António Manuel Couto Viana: 60 Anos de Poesia

via ÁREA NACIONAL by camisanegra on 1/27/10
"No seu percurso poético, Couto Viana não seguiu sempre a mesma estrada. Depois do inicial egotismo de Avestruz Lírico, conhece companheiros com afinidades electivas e literárias, que se reúnem na revista Távola Redonda. Mas o seu solar mundo estético foi subitamente perturbado por circunstâncias obscuras, que se exprimem na linguagem sibilina, e por vezes áspera, de Relatório Secreto. E quem se olhava sempre a si próprio abre os olhos ao mundo circundante, vendo, ainda que não visível, o que ele já pressente: o poeta faz-se vate. A partir de Pátria Exausta, ouve o ruído surdo de uma tempestade que se aproxima. O pressentimento transforma-se em lamento, quando faz o inventário do desastre. Refeito do desespero, renasce a esperança de um futuro ainda possível. No longínquo Oriente, descobre pegadas de antepassados nossos, que lhe restituem o orgulho de ser português. No Oriente, descobre também outro universo e outra civilização, exóticos para olhos ocidentais. Da lírica intimidade, a sua poesia acede ao visual e descritivo. Regressando à terra e a si mesmo, escreve os poemas crepusculares e, não raro, irónicos de Café de Subúrbio. Uma Lisboa periférica é o melancólico observatório em que o «Velho» - assim se autodenomina o Poeta - vê, desencantado, os outros e se a si mesmo."

(Os dois volumes de "60 anos de poesia" estão disponíveis na INCM)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Editoras cobiçam os inéditos que J. D. Salinger terá deixado

via Blogtailors - o blogue da edição by Booktailors - Consultores Editoriais on 2/1/10
«Em 1965, J. D. Salinger desistiu, à última hora, de autorizar a edição em livro do último conto que publicou na revista The New Yorker, intitulado Hapworth 16, 1924. O autor de Uma Agulha no Palheiro, falecido na quinta-feira, aos 91 anos, nunca mais autorizou que se fizessem antologias dos seus contos, ou a sua reprodução sob qualquer forma.

Em 1974, numa rara declaração a um jornalista do The New York Times, Salinger disse: "Há uma paz maravilhosa em não publicar. É pacífico. Publicar significa uma horrível invasão da minha privacidade. Gosto de escrever. Adoro escrever. Mas escrevo só para mim e para meu próprio prazer."

Agora, a morte de Salinger despertou o desejo das editoras, ávidos de publicar os inéditos do autor que viveu mais de meio século em reclusão na sua casa de campo em Cornish, no New Hampshire.» Ler no Diário de Notícias.
Consulte a oferta de formação da Booktailors na barra lateral do blog.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

110 años de Hemingway

via Toda la noche oyendo pasar pájaros by Pedro Schwarze on 5/28/09
Entre 18 y 21 de junio se llevará a cabo en Cuba un encuentro internacional para conmemorar los 110 años del nacimiento del escritor estadounidense Ernest Hemingway y las siete décadas desde que compró su casa en San Francisco de Paula, en las afueras de La Habana. Se trata del 12° coloquio internacional Ernest Hemingway, que tiene caracter de bienal, en el que participarán algunos expertos norteamericanos e isleños.

Pinche las fotos para ampliarlas. Todas las imagenes son de Alejandro Ernesto, de EFE. Son el uniforme de corresponsal de guerra y varias botas de Hemingway, el yate Pilar y una vista de la casa del escritor, todas ellas en Finca Vigía.

domingo, 6 de dezembro de 2009

-" António Lobo Antunes e a escrita mentirosa "

Este médico das letras por dinheiro é capaz de vender a alma ao diabo! Consultem as cartas que ele escreveu à mulher quando era médico militar em Angola. Embora militar, rapidamente arranjou um tacho como médico civil, em Marimba. A tropa para este senhor não foi nenhum sacrifício, mas uma fonte de receitas.

Agora, vomita estas enormidades para melhor se enquadrar na "verdade" destes tempos e, possivelmente, também, porque assim arrecada muito mais dinheiro do que se dissesse a verdade.
Rui Moio

via OSIRISLUX by Osiris on 12/4/09
Custa-me encontrar um título apropriado à escrita de António Lobo Antunes que, podendo ganhar dinheiro com a profissão de médico, prefere a escrita para envergonhar os portugueses.

Talvez este início de crónica escandalize quem costume venerá-lo. Eu, por maior benevolência que para com ele queira usar não posso, nem devo. Por várias razões, algumas das quais vou enunciar. Porque não gosto de atirar a pedra e esconder a mão.
Este senhor foi mobilizado como médico, para a guerra do Ultramar. Nunca terá sabido manobrar uma G-3 ou mesmo uma Mauser. Certamente nem sequer chegou a conhecer a estrutura de um pelotão, de uma companhia, de um batalhão. Não era operacional mas bota-se a falar como quem pragueja. Refiro-me ao seu mais recente livro: Uma longa viagem com António Lobo Antunes.
João Céu e Silva pode reclamar alguns méritos deste tipo de escrita. Foi o entrevistador e a forma como transpõe as conversas confere-lhe alguma energia e vontade de saber até onde o entrevistado é capaz de levar o leitor. Mas as ideias, as frases, os palavrões, os impropérios, as aldrabices - sim as aldrabices - são de Lobo Antunes.
Vejamos o que ele se lembrou de vomitar na página 391:
«Eu tinha talento para matar e para morrer. No meu batalhão éramos seiscentos militares e tivemos cento e cinquenta baixas. Era uma violência indescritível para meninos de vinte e um, vinte e dois ou vinte e três anos que matavam e depois choravam pela gente que morrera. Eu estava numa zona onde havia muitos combates e para poder mudar para uma região mais calma tinha de acumular pontos. Uma arma apreendida ao inimigo valia uns pontos, um prisioneiro ou um inimigo morto outros tantos pontos. E para podermos mudar, fazíamos de tudo, matar crianças, mulheres, homens. Tudo contava, e como quando estavam mortos valiam mais pontos, então não fazíamos prisioneiros».

Penso que isto que deixo transcrito da página 391 do seu referido livro, se vivêssemos num país civilizado e culto, com valores básicos a uma sociedade de mente sã e de justiça firme, bastaria para internar este «escriba», porque todo o livro é uma humilhação sistemática e nauseabunda, aos Combatentes Portugueses que prestaram serviço em qualquer palco de operações, além fronteiras. É um severo ataque à Instituição militar e uma infâmia aos comandantes de qualquer ramo das Forças Armadas, de qualquer estrutura hierárquica e de qualquer frente de combate. Isto que Lobo Antunes escreve e lhe permite arrecadar «350 contos por mês da editora» (p. 330), deveria ser motivo de uma averiguação pelo Ministério Público. Porque em democracia, não deve poder dizer-se tudo, só porque há liberdade para isso. Essa liberdade que Lobo Antunes usou para enriquecer à custa o marketing que os mass media repercutem, sem remoques, porque se trata de um médico com irmãos influentes na política, ofendeu um milhão de Combatentes, o Ministério da Defesa, uma juventude desprevenida, porque vai ler estes arrotos literários, na convicção de que foi assim que fez a Guerra, entre 1961 e 1974. E ofende, sobretudo, a alma da Portugalidade porque a «aldeia global» a que pertencemos vai pensar que isto se passou na vida real nos finais do século XX.

Fui combatente, em Angola, uns anos antes de Lobo Antunes. Também, como ele fui alferes miliciano (ranger). Estive numa zona muito mais perigosa do que ele: nos Dembos, com operações no Zemba, na Maria Fernanda, em Nuambuangongo, na Mata Sanga, na Pedra Verde, enfim, no coração da guerra. Nunca um militar, qualquer que fosse a sua graduação ou especialidade, atirou a matar. Essa linguagem dos pontos é pura ficção. E essa de fazer cordões com orelhas de preto, nem ao diabo lembraria. E pior do que tudo é a maldade com que escarrou no seu próprio batalhão que tinha seiscentos militares e registou centena e meia de baixas...Como se isto fosse crível!
Se o seu comandante que na altura deveria ser tenente-coronel, mais o segundo comandante, os capitães, os alferes, os sargentos e os soldados em geral, lerem estas aldrabices e não exigirem uma explicação pública, ficarão na história da guerra do Ultramar como protagonistas de um filme que de realidade não teve ponta por onde se lhe pegue.
Em primeiro lugar esta mentira pública atinge esses heróicos combatentes, tão sérios como todos os outros. Porque não há memória de um único Batalhão ter um décimo das baixas que Lobo Antunes atribui àquele de que ele próprio fez parte. É preciso ter lata para fazer afirmações tão graves sobre profissionais que para serem diferentes deste relatório patológico, basta terem a seu lado a Bandeira Portuguesa e terem jurado servi-la e servir a Pátria com honra, dignidade e humanismo. Não conheço nenhum desses seiscentos militares que acolheram António Lobo Antunes no seu seio e até trataram bem a sua mulher que lhes fez companhia, em pleno mato, segundo escreve nas páginas 249 e 250. Mereciam eles outro respeito e outros elogios. Porque insultos destes ouvimos e lemos muitos, no tempo do PREC. Mas falsidades tão obscenas, nem sequer foram ditas por Otelo Saraiva de Carvalho, quando mandou prender inocentes, com mandados de captura, em branco e até quando ameaçou meter-me e a tantos, no Campo Pequeno para a matança da Páscoa. Estas enormidades não matam o corpo, mas ferem de morte a alma da nossa Epopeia Nacional.

Autoria: Barroso da Fonte

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Couto Viana no Jornal de Notícias

via nonas by nonas on 11/8/09

terça-feira, 18 de agosto de 2009

José Ramos - nota biográfica do autor de "No Ar - Live on Paper"

Periodo Literário

Literatura Contemporânea
Séc. XXI

Biografia
José Ramos nasceu em Angola, a 18 de Julho de 1954. Iniciou-se profissionalmente na Rádio Clube de Angola, foi professor de Ciências da Comunicação, locutor de Rádio e de Publicidade e, em televisão, era aVoz Offda SIC. Na rádio, destacou-se, entre outros, na realização e apresentação, na década de 1980, com os programas "Tempo de Fuga", "Manhãs da Comercial" e "Círculo em FM". Colaborou ainda com a Rádio Nova, do Porto.
Sendo um homem da rádio, mostra a sua faceta de escritor com "auto-retrato até à medula", que, segundo ele, não era uma autobiografia, era antes um "photomaton de retalhos da sua vida". Em 2005, lança o livro “No ar: live on paper” - segundo ele, uma descarada homenagem à forma como sempre gostou de fazer rádio: EM DIRECTO! Onde as emoções têm mais valor...
José Ramos, em Junho de 2005, no programa “Cabaret da Coxa”, na Sic Radical, afirmou que «a televisão é uma merda» e que «gostaria de voltar a trabalhar na rádio». A concretização desse desejo deu-se em Novembro de 2005, quando José Ramos regressou aos microfones da rádio, na Antena 1, com o programa "Os Reis da Rádio".
Títulos

sábado, 15 de agosto de 2009

Reportagem da homenagem a Couto Viana na SHIP

via nonas de nonas em 11/08/09

Reportagem da homenagem a António Manuel Couto Viana publicada nas páginas centrais do n.º 272/273 (Ano XXV, Agosto/Setembro de 2009) do Boletim Informativo da Sociedade Histórica da Independência de Portugal.

Crítica de Urbano Tavares Rodrigues ao livro: Que é que eu tenho, Maria Arna...

via nonas de nonas em 31/07/09
O talento narrativo de António Manuel Couto Viana, a beleza e o rigor da sua escrita, a sua vastíssima cultura, o esplendor da sua ironia estão sempre presentes neste saborosíssimo livro de contos, que ele próprio, no título, define como pícaros. E são-no, de facto não tanto pela sujeição às regras da picaresca espanhola – a itinerança, a condição servil do narrador e o seu despojo vocabular, na esteira do Lazarillo ou do Gusmán de Alfarache, mas essencialmente no burlesco, no grotesco, na soltura verbal em que prima.
Fabulosos contos que nos põem a rir às escâncaras e em que admiramos mais uma vez o profundo conhecimento que o autor tem da sua «cidadezinha» (Viana do Castelo) e dos costumes, pechas, fraquezas das suas gentes.
A maioria dos contos situa-se ou na transição da monarquia para a república ou na primeira metade do séc. XX e mostra-nos as manias e as «partidas» de senhoras da decorosa burguesia e as figuras dos tolos, maníacos, doidos da aldeia, vítimas da sua ingenuidade em cenas por vezes delirantes de comicidade como a dos cornos do pretendente a maçon ou a do maluquinho dos comboios. Não se esquece mais a caganeira do chefe de Estado e sua digníssima esposa depois de ingerirem no banquete oficial que a cidadezinha lhes oferece os gostosos «badamecos» cujo segredo é uma substância cuja receita as suas criadoras não divulgam e que, desde que se carregue a dose, pode ter efeito laxante.
O all right de satisfação erótica de Hermengarda de Fermentelos e do Nuninho das bonecas, as andanças dos velhos Ford Anglia, trocados, esquecidos, roubados, pelas ruas de Lisboa e pelas esquadras de polícia, as peripécias do enterro do «Côdeas» e as manigâncias do Toninho, tudo neste livro ressume graça e poder inventivo, mas a mais assombrosa história que atinge o auge do inesperado burlesco, é de facto essa obra-prima do conto inimaginável
Que é que eu tenho, Maria Arnalda?
A coroa de glória do António Manuel Couto Viana contista. Um texto de antologia, que fica na literatura portuguesa.
O poeta, o ensaísta, o dramaturgo, o encenador de múltiplos talentos, é um ficcionista de primeira linha.

Urbano Tavares Rodrigues
2009

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

O Reino da Incompetência

via INCONFORMISTA.INFO de Miguel Vaz em 07/07/09
«Os incompetentes são sempre o maior número. E é esse maior número de incompetentes que tem de eleger, de descobrir as competências. Como há-de fazê-lo?
Para se adquirir uma competência determinada, foi preciso seguir um curso, realizar certos estudos, trabalhar durante longos anos. E quando se chega ao fim, aparece o voto anónimo e leviano dos incompetentes — e é esse que decide!
Com a sua vibrante lucidez, o sindicalista Georges Sorel definiu assim a Democracia, a ditadura da incapacidade.
Aceitemos a definição, e poderemos, alterando ligeiramente os termos, dizer: logo, a Democracia, suspensa dos juízos, sem preparação nem autoridade, do maior número — é o reino da Incompetência.»

João Ameal

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Blogue "Sentires Sentidos" contemplado com o Prémio "Blog de Ouro"

via Angola: os poetas de kinaxixi em 04/08/09
Prémio

Foi-nos atribuído o Prémio Blogue de Ouro. Este blogue tem muito pouco, ou quase nada, do seu autor, uma vez que é essencialmente escrito pelos poetas angolanos. É uma questão da mais sensata justiça afirmar que o prémio é deles.
Curiosamente recebemos o prémio de um poeta angolano, Namibiano Ferreira, também blogger, que agradecemos. E, com certeza, nos envaidece.
Agora, cumprindo as regras devo indicar 5 outros blogues. Aqui vão, depois de publicar as regras. É das regras:
1. Exiba a imagem do selo "Blog de Ouro";
2. Poste o link do blog de quem te indicou;
3. Indique 5 blogs de sua preferência;
4. Avise seus indicados;
5. Publique as regras;
6. Confira se os blogs indicados repassaram o selo.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

‘Vamos ouvir José Rodrigues Miguéis’

via Bibliotecário de Babel de José Mário Silva em 12/06/09

A Fundação José Saramago vai organizar, no dia 15 de Junho, às 18h30, uma homenagem ao autor de A Escola do Paraíso e O Milagre Segundo Salomé, com a presença dos professores David Brookshaw, Duarte Barcelos, José Albino Pereira, Teresa Martins Marques e Onésimo Teotónio de Almeida. Local: Casa do Alentejo (Lisboa).


quinta-feira, 11 de junho de 2009

10 de Junho - Aos Heróis

via Euro-Ultramarino de noreply@blogger.com (Euro-Ultramarino) em 10/06/09
Deus dê sempre à nossa alma a virtude,
Deus nos dê sempre a Fé e o Amor,
Santa fonte em que vamos beber
Para Pátria grandeza e valor.

Nós queremos ser filhos

Da Pátria sem rival,

Queremos a grandeza
Do nosso Portugal!


(Hino do Colégio da Via Sacra, António de Oliveira Salazar, 1909)

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