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sábado, 2 de março de 2013

Casa Veva de Lima

Ontem visitei a casa Veva de Lima e gostei. Se puderem, visitem também. Vale a pena. 

Durante a visita, inesperadamente, deparei sobre uma mesinha com dois retratos emoldurados: do rei D. Carlos e de Salazar. 
Esta descoberta fez-me recordar uma situação semelhante ocorrida há anos numa casa para os lados de Loures; por casualidade, entrara na residência da D. Fernanda para pegar um gato que ela oferecera ao meu filho, então uma criança. Eis que, inesperadamente, sobre uma mesinha, deparo com dois retratos emoldurados: um do rei D. Carlos e o outro de Salazar. Então, a simpática dona da casa explicou-me que em pequena convivera com a família real e que no início da vida adulta fora secretária do Profº. Salazar. Disse-me ainda que Salazar durante anos a visitara e à sua família naquela mesma casa e que, por várias vezes, Salazar assistira na capela à missa dominical.

Rui Moio

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Afonso V... longe das invenções de Humberto Nuno Oliveira

Afonso V... longe das invenções de Humberto Nuno Oliveira

via nonas by nonas on 7/26/10
Afonso V... longe das invenções
Alheio às polémicas que nestes anos de desacerto socialista vêm marcando a sua direcção, o Museu Nacional de Arte Antiga apresenta-nos uma notável exposição, patente até 12 de Setembro, embora com alguma reserva minha quanto ao título (muito politicamente correcto, como convém...) "A Invenção da Glória. D. Afonso V e as Tapeçarias de Pastrana", como se a glória africana do Rei D. Afonso V, reconhecida por toda a Europa do seu tempo, carecesse de ser "inventada". 

É a primeira vez, que as quatro Tapeçarias encomendadas por D. Afonso V em Tournai (na Flandres), quatro enormes panos de armar com quatro metros de altura por dez de largura, são expostas entre nós. Ocasião, pois, que nenhum Português cioso do seu passado deve perder. Numa época em que tal era inédito, foi este o modo pelo qual, D. Afonso V entendeu legar para a posteridade uma imagem dos seus feitos de 1471 em Arzila e Tânger. Ler mais

domingo, 13 de junho de 2010

LUSO HOTEL 1968 – HOTEL LUENA 2008

Meu lindo hotel!... Património querido da minha infância, ex-libris da bonita e airosa cidade do Luso.
Ali estive em garoto, por uns bons sete dias, enquanto esperava a camioneta que me levaria à capital dos Lutchazes. Foi nos Lutchazes que comecei a frequentar a escola primária e a professora era uma jovem, mulher de um aspirante e isto foi no longínquo ano de 1955 ou 1956.
Em 1963 (?) viviam no Hotel Luso os oficiais catangueses, elementos que anos depois tanto fizeram pela Portugalidade na luta contra o terrorismo e a integridade nacional.
Rui Moio

via Leste de Angola by Jorge Santos - Op.Cripto on 6/12/10
A imagem do LusoHotel está na memória de todos aqueles que passaram pela capital do Moxico, no Leste de Angola. A cidade, então com o nome de Luso, tem no pós independência, o nome do rio que lhe passa...

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Conversas do Namibe, aliás de Moçâmedes, aliás de Mossâmedes.

via Mario Tendinha's Site on 4/19/10

Conversas do Namibe, aliás de Moçâmedes, aliás de Mossâmedes.
A propósito de um tal 40 Raios, lembrei-me do Bode e dos "caminhos marítimos" e de outras coisas que afinal estavam apenas guardadas. Ouvi o meu pai a falar de um tal 40 Raios, uma personagem de Moçâmedes, que tinha uma filha linda e tal e coisa e que era assim chamado porque estava sempre a dizer "cum 40 raios…" e que teria andado para os lados do Caraculo…
…e falámos das coisas antigas, ainda Mossâmedes, quem me dera, ruas de terra batida, algumas autênticos areais e o VW a enterrar-se, quando nos ia buscar ao colégio das madres, deserto adentro plantado e nós, quase envergonhados, quando outro carro qualquer por ali passava na soberba complacência de olhares dos outros meninos, coleguinhas, que haviam de nos humilhar no dia seguinte, tamanho era o enterranço. O contrário também se aplicava quando impávidos, passávamos nós por eles, enterrados, naquelas areias já tão distantes no tempo.
Na Torre do Tombo, ali mesmo depois...

sexta-feira, 26 de março de 2010

A toponímia Republicana e Fernando Pessoa

via BLOGUE REAL ASSOCIAÇÃO DE LISBOA by João Távora on 3/7/10
Um dos poucos indiscutíveis atributos dos republicanos de 1910 foi o revisonismo de grande parte da toponímia nacional: por exemplo em Lisboa, entre muitas outras renomeações, a avenida Rainha D. Amélia passou a chamar-se avenida Almirante Reis, o comandante da revolta que se suicidou dois dias antes da revolução, a avenida Ressano Garcia, foi rebaptizada avenida da República, e a Av. António Maria Avelar é hoje conhecida por avenida 5 de Outubro.
Também o sitio onde nasceu Fernando Pessoa, refinado antipatizante do regime e da sua casta emergente, o Largo de S. Carlos, onde se situou a sede(directório) do Partido Republicano Português foi vítima da sua voracidade recriadora e passou a chamar-se Largo do Directório. Sobre o assunto, na célebre carta a João Gaspar Simões, Fernando Pessoa diz, a dado passo: «O sino da minha aldeia, Gaspar Simões, é o da Igreja dos Mártires, ali no Chiado. A aldeia em que nasci foi o Largo de S. Carlos». Esta é a parte mais conhecida, mil vezes citada, mas o texto vulgarmente omitido continua assim: " (...) foi o Largo de S. Carlos, hoje do Directório, e a casa em que nasci foi aquela onde mais tarde (no segundo andar; nasci no quarto) haveria de instalar-se o Directório Republicano. (Nota: a casa estava condenada a ser notável, mas oxalá o 4.º andar dê melhor resultado que o 2.º)»
Em cima na imagem: Afonso Costa e outros republicanos na cerimónia oficial da substituição da placa toponimíca pela nova do Largo do Directório.
*Com a colaboração de Vasco Rosa
Publicado originalmente aqui

terça-feira, 16 de março de 2010

Vítor Serrão defende preservação do património artístico em Goa

via Folhas de História by História - Mestra da Vida on 3/15/10
"Uma das prioridades da política da cultura deve ser descobrir, inventariar, estudar e defender este património espalhado pelo mundo", defendeu o catedrático, Prof. Doutor Vítor Serrão, abordando em particular o caso da arte luso-indiana no espaço do antigo império português. Entre Janeiro e Fevereiro de 2008, num projecto patrocinado pela Fundação Oriente, Vítor Serrão esteve pela [...]

sexta-feira, 12 de março de 2010

Recife e Olinda festejam mais um aniversário em 2010

via 365 dias by Fabio Santos on 3/11/10
Recife 473 anos, Olinda 475 anos. Morar em duas cidades litorâneas como estas tem o seu charme. Praias abundantes, cultura em ebulição, povo cordial e história, muita história.
Olinda foi no passado a principal cidade de Pernambuco, ainda no período das capitanias hereditárias, perdendo este status para Recife. Hoje, apesar de ter perdido o brilho econômico, Olinda é famosa mundialmente pelo seu carnaval, por suas ladeiras históricas, casarões e igrejas.
Não é a toa que a cidade foi declarada pela Unesco como Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade.
Recife e Olinda
Recife e Olinda, por Pedro Valadares
Recife por sua vez, é hoje a principal cidade do estado de Pernambuco. Com sua pujança baseada especialmente em serviços, oferece ampla variedade shoppings, universidades e prédios históricos, com destaque para o bairro do Recife Antigo.
É uma cidade de grande concentração populacional, onde predominam bairros e comunidades populares. É uma cidade referência no nordeste em diversos setores como saúde, comércio e tecnologia da informação.
Apesar dos problemas inerentes as grandes cidades, Recife e Olinda possuem um charme característico de cidades históricas. O presente que não esquece o passado, as tradições e as raízes culturais. Neste 12 de março, parabéns Recife e Olinda!
Veja mais:
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domingo, 17 de janeiro de 2010

Museos virtuales

via Blog de recursos educativos by Coordinador TIC on 1/17/10
No es de extrañar que el avance de las Nuevas Tecnologías, unido a la escasa afluencia de jóvenes en los museos, haya avivado el ingenio con el fin de atraer a ese público escéptico. Aquí os presento algunas actividades interactivas que proponen algunos museos.


Museo Nacional del Prado:
  • El Prado en Google Earth: si tienes Google Earth, podrás acceder a las obras en una calidad envidiable. Además, podrás entrar en el museo en 3D. Una delicia.
  • Prado Play: cuatro sencillas actividades ("pinto yo", "puzzle", "memo" y "las 7 diferencias"). Escasas, pero entretenidas.
  • Galería online: indicamos el título o el autor y tenemos acceso a ellos. Su presentación no es muy atractiva, pero hace las veces de enciclopedia gráfica.


Museo Thyssen-Bornemisza:


Museo Nacional Reina Sofía:

  • Obras en Flickr: galería de imágenes de numerosas obras de la colección.


Otras propuestas:

  • Arounder: web interesante desde la que podrás visitar en 3D y 360 grados monumentos representativos de diferentes ciudades del mundo sin salir de casa. Incluye los museos Thyssen y Del Prado.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Dubai

via Memória Virtual by Leonel Vicente on 1/4/10

Sinal dos tempos

sábado, 2 de janeiro de 2010

O CHARME CENTENÁRIO DO PALÁCIO VALLE FLÔR

via Rotas & Destinos on 12/29/09
Chegar aos 100 anos não é para todos. Chegar com saúde, classe e imagem intocáveis é algo ainda mais raro. O Palácio Valle Flôr, espaço que alberga o...

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

A marca portuguesa

via Rotas & Destinos on 12/17/09
A calçada portuguesa continua a ser uma das maiores marcas da diáspora lusitana. Contudo, ao contrário do que muitas vezes se possa pensar, não está...

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

GERAÇÕES de MARCENEIRO na CASA A CESÁRIA

via Lisboa no Guiness de Lisboa no Guiness em 20/10/09
A Casa de Fados "A Cesária", situada na Rua Gilberto Rola em Alcântara, era uma tasca já desde o século XIX.
Já no século XX passou a ser uma casa de "prostituição", que na época eram autorizadas, funcionava com o nome de Bar Sábá. Tinha dois andares, em baixo bebia-se e acordava-se o preço com as "meninas", em cima havia dois quartos de curta permanência, á disposiçaõ dos interessados.
Mais tarde o seu proprietário Mário Lopes de Oliveira, aproveitando o edifício ter dois pisos, passou para o 1º piso a parte da "prostituição" criando para tal uma porta de entrada independente pela rua. No rés-do- chão abre uma casa típica com petiscos e onde se podia cantar o Fado com o nome "Casa A Cesária", a pouco e pouco começa a ter bastante afluência, principalmente aos fins de semana, em que iam pessoas para ouvir o Fado, e os próprios Fadistas apareciam, porque gostavam do ambiente.
Pouco tempo passado e as casas de prostituição são proibidas e obrigadas a fechar, o proprietário que mais tarde passou a ser conhecido pelo Mário da Cesária, como tem alvará de bar, consegue licença para ampliar a casa, o primeiro andar é aberto, ficando como uma varanda com visão para a divisão de baixo, que passou a ser o pátio das cantigas, era uma casa muito "castiça" quer pela decoração quer pela construção , pois dava a ideia que estávamos num pátio lisboeta, passando a dar Fado todos os dias.
Imagem do interior da casa retirada de um anúncio e ainda o painel em azulejo existente na parede da casa
Carlos Duarte uma noite na Cesária
Segundo a tradição, terá sido neste local, outrora uma "taverna" que Maria Cesária, terá cantado pela última vez em 1877.
Nos anos sessenta como já referi, passaram pela Cesária quase todos os fadistas da época, destacando-se o meu tio Carlos Duarte, que nunca foi profissional, mas ali ía todos os dias, aos dias de semana só até cerca de meia-noite, pois no dia seguinte tinha que ir trabalhar, aos sábados e domingos as "fadistisses" iam até de madrugada, acabando muitas das vezes, em que fadistas, empregados e clientes, acabavam no cacau da ribeira, até o sol nascer. (Grandes noites, ainda tive oportunidade de viver algumas delas, com o meu pai e o meu avô, o meu tio Carlos e o meu primo Valdemar).
Carlos Duarte canta "Vestido Azul"
Quando fui para o serviço militar em 1967, também já era por lá e pelo Timpanas mais ao lado, que eu ía continuando a dar os primeiros passos no Fado. Nesta altura, o Mário contrata o meu primo Valdemar Duarte, filho do meu tio Carlos Duarte (que faleceu em 1966), como gerente artístico e também para cantar.
Entretanto o meu primo Valdemar Duarte, casa-se e organiza a vida e demite-se da Cesária, nunca mais cantou, e foi pena pois cantava muito bem, na linha que nós todos da família comungamos, é o "ADN do Marceneiro", já tinha angariado bastantes admiradores, tenho muita pena que ele infelizmente não tenha nada gravado, mas o Fado está-lhe na alma, actualmente anda a aprender a tocar guitarra.
A Casa A Cesária fechou definitivamente as portas em 1977.
Há uma realidade que é inegável, é que os "Marceneiros", estiveram sempre com o FADO e no Fado.... E continuam
© Vítor Duarte Marceneiro
Carlos Duarte na Cesária a cantar e em convívio (1964)
Foto Valdemar Duarte a cantar na Cesária ao lado está a irmã Judite Duarte,
também filha de Carlos Duarte (1966)
Foto Tirada na Cesária em 1966
Da esquerda para a direita: Vítor Duarte Marceneiro, Aida Duarte (filha de Marceneiro), Aida Duarte (sobrinha de Marceneiro, filha de seu irmão Júlio Duarte), e seu marido Carlos
Seguem-se mais alguns elementoa relacionados com A Cesária:
Painel de Azulejos, a fachada do edificio actualmente, um copo gravado,

domingo, 13 de setembro de 2009

Tabella

via Aerograma de Afonso Loureiro em 12/09/09
Numa das esquinas da Igreja do Carmo há uma velha porta de ferro fundido que sempre me intrigou. Passava lá sempre de carro e não conseguia perceber o que tinha escrito.
A curiosidade venceu-me e, um dia, fui de propósito até lá. Assim que percebi o que era, voltei a casa para ir buscar a máquina fotográfica. Pérolas destas são raras e aparecem nos locais mais insuspeitos.
Trata-se de uma tabela dos toques de incêndio que relaciona o número de badaladas com as várias áreas da Luanda de tempos longínquos. Pelo número de locais importantes referido e a sua relativa proximidade, fazemos uma imagem mental de uma cidade muito mais pequena que a actual.
Suspeito que houvesse mais dez placas iguais a esta, mas não faço ideia quantas terão resistido até hoje.
Antiga tabela dos toques de incêndio
Tabela de toques de incêndio
Como o texto custa um pouco a ler, transcrevo-o.
TABELLA
DOS TOQUES DE INCÊNDIO
5 IGREJA DO CORPO SANTO
6 IGREJA DOS REMEDIOS
7 MUTAMBA
8 MERCADO
9 FORTALEZA DE S MIGUEL
10 OBSERVATORIO
11 IGREJA DA MIZERICORDIA
12 HOSPITAL MILITAR
13 ABEGOARIA
14 IGREJA DO CARMO
15 IGREJA DA NAZARE
PARA PARAR 3 BADALADAS
Luanda não deixa de me surpreender. A cada canto se tropeça num pedaço de História.

sábado, 12 de setembro de 2009

AS DUNAS DE SOSSUSVLEI

Aqui estão as maiores dunas do mundo. Coisa linda!... Um património da natureza!...
Rui Moio

via DIÁRIO DA ÁFRICA de Diário da África em 02/09/09
Como nunca estive no Saara, não tenho como comparar.
Mas ousaria dizer que Sossusvlei é mais do que um deserto.
É uma experiência.

A visão de qualquer uma das dunas protegidas dentro do Parque Nacional é algo de impactante.
O melhor horário para se chegar lá, é claro, é antes de o sol nascer.
Só assim será possível ver a sombra que o raiar do dia lança sobre as dunas.
Com sol alto, fica tudo da mesma cor, sem contraste, sem contorno.

De longe, parece uma serpente do deserto que avança sobre a montanha.
As dunas são montanhas de areia.
A foto não mostra, mas de perto é possível ver uma fina camada de areia que passa de um lado para o outro, dependendo da direção em que sopra o vento.

Os grãos de areia são lançados para um lado pela manhã.
À tarde, quando o vento muda de direção, os grãos retornam para o lado em que estavam mais cedo.
Uma duna nunca é a mesma.
Essas de Sossusvlei não mudam de lugar por causa dessa mudança de direção do vento.
Mas mudam ligeiramente de formato.
Se o vento estiver mais forte, é possível ver a velocidade com que as pegadas deixadas na areia são apagadas.

Uma duna é uma montanha de areia pronta a ser escalada.
E todo mundo escala.
O contraste do céu azul com a areia meio cor de ferrugem lança dúvidas sobre a veracidade da foto.
Terá sido manipulada num photoshop?
Pois não.
As cores são essas mesmas.

E todos parecem caminhar sobre as costas da serpente de areia.
Algumas dunas chegam aos 200, 300 metros.
A sensação é a de quem caminha no fio da navalha.
O ponto em que as areias passam de um lado para o outro lembra uma lâmina.
É preciso equilíbrio para avançar.

O esforço é recompensado por uma breve pausa para admirar um oceano de grãos de areia.
Também há vida por ali.
Camuflada no próprio deserto.


Os mais ousados descem por caminhos menos tradicionais.


Abaixo das dunas, Deadvlei.
Árvores secas centenárias
Rodeadas de areia.
Um dia estarão petrificadas.

Sossusvlei é o coração do deserto do Namibe.
Com alguma sorte, é possível avistar alguns antílopes na região, como o Orix.
Desta vez não conseguimos.
Mas vimos um outro visitante solitário.

Diogo Cam

via Aerograma de Afonso Loureiro em 11/09/09
Coisa curiosa, a maneira como a História é encarada em Angola, especialmente no que toca às referências a Portugal.
A seguir à independência, as estátuas do colono foram retiradas de Luanda. Os símbolos na nova nação não se queriam os mesmos, até porque as referências culturais almejadas eram outras.
As estátuas que foram deixando os pedestais desocupados passaram a conversar umas com as outras em frente à Fortaleza de São Miguel, depois de passearem por um ou outro sítio. A dos Combatentes da Grande Guerra sofreu um destino mais trágico, envolvida em plástico cor-de-rosa e dinamitada para dar lugar a um blindado descomissionado, um monumento à guerra ou ao material militar russo, não sei bem.
Mas em Angola também se travaram batalhas na Primeira Guerra Mundial. Apesar dos massacres nas Ardenas ocuparem a imaginação de todas, a guerra estendeu-se ao Médio Oriente, onde combateu T.E. Lawrence, outra figura mítica, mais conhecido por Lawrence da Arábia, e até mesmo à fronteira de Angola com a Namíbia, na altura uma colónia alemã. Os Combatentes da Grande Guerra não se referem apenas a ideais da metrópole longínqua, mas também a um pedaço de História que decorreu em território angolano.
A estátua de Diogo Cão, o primeiro Português a chegar a Angola, também foi removida, mas o seu pedestal foi deixado intocado. As datas, as quinas do escudo, as coroas e os nomes ficaram lá. A estátua foi desmontada e as várias fatias deixadas junto dos velhos aviões da guerra colonial.
Diogo Cão às fatias
Diogo Cão
Há uns meses, a Praça 4 de Fevereiro, entalada entre o Hotel Presidente, o Palácio de Vidro, o edifício principal do Porto de Luanda e as obras da baía, foi arranjada e limpa. Os lancis foram pintados de preto e branco ou com as cores nacionais, os coqueiros moribundos foram trocados por uns ainda saudáveis e, coisa estranha, o pedestal da estátua retirada em 1975 foi todo recuperado. Antes parecia um velho pedestal abandonado. Agora parece incompleto.
Pedestal da estátua de Diogo Cão
Só falta a estátua
Se encontrarem as peças todas, não falta muito para haver outra vez um monumento a uma figura importante da História de Angola.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Obras no Luena (03)

Contém uma fotografia da fachada do colégio S. Bento do Luso onde o conhecido radialista angolano José Ramos iniciou a meio da década de 60 do século passado os seus estudos secundários.

Rui Moio

via Leste de Angola de Jorge Santos - Op.Cripto em 27/08/09
Mais uma imagem captada pela luena Sandra Aires, na sua recente visita àquela cidade, e que nos mostra o Colégio S. Bento, que está a sofrer obras de beneficiação. No canto superior esquerdo da foto podemos ver em pormenor...

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

(título desconhecido)

(título desconhecido) - [Memórias fotográficas de Angola]

via Lumege de Zé Oliveira em 03/08/09
Memórias fotográficas
O Hipólito mandou um endereço que nos permite apreciar uma grande quantidade de fotos antigas de cidades angolanas, muitas delas reportando os tempos em que lá estivemos.
A fotografia a cores vulgarizou-se durante o período de dois anos em que estivemos em Angola, lembram-se? As fotos de Angola dos nossos albuns pessoais começam por ser a preto e branco mas, por fim, eram a cores. Ora, neste site, verifica-se exactamente isso: foi no dobrar dos anos 60 para os anos 70 que apareceu a cor nas fotografias.

No site, as fotos são antecedidas de uma nota que inserimos abaixo, seguida da respectiva tradução de nossa lavra. Na maioria, as fotos são contemporâneas da guerra colonial, embora essa nota possa fazer crer que são anteriores, a começar pelo próprio título.

Mas é bom não esquecer que foi a própria guerra colonial o factor de impulso para a vida social de Angola, designadamente para a mencionada qualidade do urbanismo das suas cidades, que não passaria de "canto do cisne" do nosso teimoso colonialismo.

Pre War Angola Photos
Angola was such a beautiful place before the war. Very nice and well-planned cities. It desserves its own thread. Although most of us weren´t born when all these pictures here where taken, I will try to capture the pre-war era! Let´s all hope and pray that this country gets rebuilt quickly and efficiently! Most of the pictures date back to the late 60´s and 70´s!

Tradução: "Fotos de Angola antes da Guerra
Angola era um sítio imensamente belo antes da guerra. Cidades muito bonitas e bem planeadas. As suas linhas eram muito próprias. Apesar de muitos de nós não serem ainda nascidos quando todas estas fotos foram tiradas, tento imaginar os tempos anteriores à guerra. Deixem-nos desejar e rezar para que este país consiga consiga reconstruir-se rápido e eficientemente! A maioria destas fotos é anterior aos idos anos 60 e 70!"

Visitem, clicando na linha seguinte:
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=418274

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Moxico - Cultura expõe peças museológicas ao público

«No programa consta igualmente a realização de uma palestra sobre a importância dos museus no contexto nacional, exposição de peças museológicas nas nove administrações municipais, nomeadamente Kamanongue, Léua, Kameia, Luacano, Luau, Alto-Zambeze, Bundas e Luchazes

via Leste de Angola de Jorge Santos - Op.Cripto em 15/05/09
Luena, 15.Maio – Uma exposição fotográfica de peças museológicas da província do Moxico está patente, no Luena (Moxico), no âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Museus, a comemorar-se a 18 de Maio....

sábado, 9 de maio de 2009

Governo confirma Museu da Língua Portuguesa em Belém

via Mundo Pessoa em 08/05/09

O Museu da Língua Portuguesa vai ficar mesmo instalado no edifício que acolheu o Museu de Arte Popular, em Belém, e a sua instalação vai ficar a cargo da sociedade Frente Tejo, S.A. A decisão foi tomada em Conselho de Ministros, que a justifica dizendo que a intervenção visa "promover a requalificação do edifício do antigo Museu de Arte Popular, situado na Avenida de Brasília, reconvertendo aquele que foi originalmente o pavilhão da Vida Popular da Exposição do Mundo Português num inovador e contemporâneo espaço multimédia e centro privilegiado de promoção da língua portuguesa". A nova instituição, com a localização em Belém atrás referida, foi lançada pela anterior ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, em 2006, então com a designação de Museu do Mar e da Língua Portuguesa, num projecto assumidamente inspirado no museu congénere (na imagem) existente em S. Paulo. (fonte: Público)

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Visitas Virtuais a Museus e Outros Locais Históricos

via Viajar Mais Barato de admin em 04/05/09

Se costuma visitar monumentos, museus e outros locais históricos quando viaja para cidades como Barcelona, Madrid, Valência, Atenas, Berlim, Amesterdão, Milão, Praga, Paris, Veneza, Oslo, Copenhaga, etc, saiba que pode também fazê-lo em modo virtual no Arounder.

visitas-viruais-arounder

O Arounder é um site de navegação fácil com o Google Maps e dá a viajantes um sentido vivido do que uma cidade tem para oferecer: catedrais e obras de arte históricas, museus que caracterizam artistas famosos, cafés e lojas locais, parques e jardins.

Boas visitas virtuais.

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