quarta-feira, 28 de abril de 2010

O canhoto, este ser sinistro

via Não posso evitar... by Rodolfo Araújo on 4/7/10
Assisti esses dias The mistery of the left hand, um documentário da BBC Horizon onde tomei conhecimento de uma série de fatos curiosos a respeito dos canhotos. Nele, o renomado neurologista Norman Geschwind apresenta uma interessante teoria sobre lateralidade, associando-a...

terça-feira, 27 de abril de 2010

Revista Popular Science grátis no Google

via 365 dias by Fabio Santos on 4/27/10

Para aqueles que gostam de ciência, uma ótima noticia. Recentemente, foram disponibilizados gratuitamente no google books, todas as edições da Popular Science.

A Popular Science é uma publicação de cunho técnico científico, voltada para leigos. Deste modo, experimentos e aplicações práticas da ciência, tem na publicação um perfeito aliado.

popular science magazine

Assim, é possível ver gratuitamente, todas as edições da popular revista americana, a partir de 1872. Confira todas as edições revista Popular Science.

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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Amadu Bailo Djaló, lançamento do livro (2)

O primeiro livro de LUCIO GIL : Impressões de Leitura Álamo Oliveira

via Comunidades - RTP by Lélia Pereira S.Nunes on 4/19/10

O primeiro livro de
LUCIO GIL

Impressões de Leitura

Uma estória verossímil, que se desenvolve durante a II Guerra Mundial, com gentes judias (algumas portuguesas e descendentes de cristãos-novos), constitui a material ficcional que Lúcio Gil escolheu para o seu primeiro romance.
É um tempo e é um tema que continuam a aliciar, com a mesma persuasão, os criativos da escrita. Este livro – À Sombra das Cerejeiras – é prova dessa força, ou dessa tentação, a que Lúcio Gil não resistiu.
Numa breve entrevista a um dos jornais do Rio de Janeiro e republicada neste suplemento, este jovem escritor fala da sua estreia com propriedade e amadurecimento. Isto é: entre o desejo de escrever um livro e decidir que rumo dar à estória há um tempo de silêncios e de indecisões nem sempre mensurável.
Em 183 ps., Lúcio Gil narra a estória de uma família portuguesa, de origem judia e de estatuto sócioeconômico garantido. Tudo parece caminhar sobre os carris de uma harmonia sólida (amor, dinheiro e a guerra longe), até que um militar nazista e alemão se cruza com a única filha do casal, uma tal Isadora que quer ser bailarina e vai para Paris contra a vontade do pai. A intriga vai enredando com situações imprevisíveis e todos acabam por conhecer o sofrimento dos campos de concentração. Nem todos sobrevivem. Outros, porém, resistirão até ao fim da guerra, regressarão a Portugal e, refazendo a vida, serão felizes. (Não deixa de ser curioso saber-se que a felicidade do jovem e sofrido casal – Isadora e Michel – coube também numa lua-de-mel nos Açores - homenagem do autor ao Raminho da Terceira, terra onde seu pai nasceu e onde ele viveu alguns tempos da sua infância, marcados por memórias ainda e sempre muito vivas).
Esse livro narra, assim, uma das muitas estórias da época, resultando de enorme quantidade de informações colhidas por Lucio Gil em muitos dias de pesquisa. Só que o autor não pretendeu deixar, apenas, mais um romance sobre a II Guerra Mundial. Quis, acima de tudo, deixar uma mensagem de esperança a todos os que aceitam ser possível a interferência transcendental ditada por sucessivas reencarnações. À Sombra das Cerejeiras é, por isso, um título com seu quê de metafórico e místico, como espaço privilegiado para a meditação e para o reencontro de memórias.
Importa referir que, apesar da estória ser totalmente européia, este livro está escrito em brasileiro – designação a aceitar enquanto não existir acordo ortográfico. No entanto, não pode deixar de se dizer que Lúcio Gil estreia-se com uma escrita fluente, ecorreita, de vocabulário adequado e erudito. O livro lê-se com apetite e entusiasmo. E teria, com certeza, um outro sabor, caso tivesse sido lido "à sombra das cerejeiras".
A.O.


Lúcio Gil é natural do Rio de Janeiro, formado em Direito na Universidade Santa Úrsula – USU - , é casado e possui um filho. Atualmente estuda métodos orientais de cura prânica e piano clássico. Viveu parte da infância na Ilha Terceira (Raminho), de onde se inspirou para descrever algumas cenas do livro. Desde a adolescência sempre se interessou por diversas culturas e religiões e, após tanto estudo, considera-se hoje um espiritualista.

P - De onde surgiu a vontade de escrever ?
LG – Desde criança, sempre gostei de escrever. Adorava as redações escolares e cheguei a escrever uma peça infantil. Acho que é herança do meu avô materno. Ele escrevia versos e trovas para cada acontecimento em nossa família.
P – Ha quanto tempo vem escrevendo o livro ?
LG – A decisão de escrever o livro surgiu no ano de 2000, quando escrevi as 30 ou 40 primeiras páginas. O projeto foi retomado em 2004 e, desde então, foram 2 anos e meio de pesquisas e dedicação integral ao romance.
P – O que conta "À Sombra das Cerejeiras"?
LG – O livro é um romance ambientado na Europa dos anos 40. A obra retrata a saga de uma bem sucedida família de cristão novos que vêem seu império ser arruinado pela política nazista e o sentimento anti-semita que assolou a Europa durante a Segunda Guerra Mundial. Michel, um jornalista em viagem a trabalho, retorna à sua terra natal, no norte de Portugal, vinte anos após a sua mudança para Paris. Recebido pela Família Carvalho Leão, com a qual conviveu durante os primeiros anos da sua vida, o jornalista não consegue evitar as doces recordações da infância. O aconchego da Quinta das Cerejeiras prometia uma breve e prazerosa estadia. No entanto, a chegada da misteriosa Isadora acaba por envolver totalmente o jovem jornalista em uma surpreendente rede de intrigas e todos passam a viver momentos de suspense e tensão em uma fascinante estória de luta pela sobrevivência.
P – Criar um romance dentro de um periodo histórico não é bastante arriscado ?
LG – "À Sombra das Cerejeiras" tem como enfoque primordial uma mensagem de vida. Trata-se de uma ficção onde os dados históricos foram adaptados de forma romanceada e baseados em pesquisa minuciosa, devido à delicadeza do assunto abordado. Isso acaba gerando um comprometimento maior com a escrita. Foram, portanto, dois caminhos percorridos: o da fluência da imaginação e da emoção e o do critério da pesquisa. Risco sempre haverá para aquele que optar por expor seus pensamentos.
P – O que o motivou a escrever a Segunda Guerra Mundial como periodo histórico do livro ?
LG – Decidi escrever um romance ambientado na Europa, na década de 40. A princípio, esse era meu foco principal. Contudo, a estória foi naturalmente encaminhando para a abordagem histórica do Holocausto e não sei dizer exactamente em que momento da escrita isso aconteceu. Quando percebi, havia a necessidade de me aprofundar no tema e tive que voltar ao início do livro para fazer algumas adaptações. Costumo dizer que fui levado por essa estória. As descobertas oriundas da pesquisa são impagáveis.

Entrevista conduzida por Carla Coelho
In: "Petrópolis em Cena", Junho/07
Publicada no Suplemento de Cultura "Vento Norte" do Jornal Diário Insular,coordenado pelo escritor Álamo Oliveira,na edição de 04 de outubro de 2007

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Fotos de caramujos africanos gigantes

via 365 dias by Fabio Santos on 4/21/10

Os caramujos africanos, bem conhecidos dos brasileiros, são animais de excepcional adaptabilidade. Repulsivo para muitos, comestível para outros, é certamente um dos bichos mais controversos.

Mas os caramujos ainda conseguem surpreender. Uma espécie gigante de caramujos que vivem nas florestas de Gana, podem chegar a até 18 centimetros.

Confira algumas fotos dessa impressionante espécie de caramujos:

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Via: Planet Oddity

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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Os Últimos Dias De Savimbi - José Gama

via universidade by Gil Gonçalves on 4/19/10

Luanda - Entre os dias 4 e 8 de Abril de 2001, a UNITA reuniu a sua direcção e militantes, para reflectir estratégias naquilo que veio a ser sua 16ª conferência partidária cuja discussão interna atribuía-lhe particularidades de um congresso. O local escolhido foi a área de saluka, na nascente do rio Kunguene, um afluente do rio Luengue-bungo na província do Moxico. O reconhecimento militar e preparativo da área coube ao chefe das operações das FALA, Abílio Kamalata "Numa". Aquela foi a ocasião em que depois muitos quadros não voltariam mais a se ver. Ler mais

Conversas do Namibe, aliás de Moçâmedes, aliás de Mossâmedes.

via Mario Tendinha's Site on 4/19/10

Conversas do Namibe, aliás de Moçâmedes, aliás de Mossâmedes.
A propósito de um tal 40 Raios, lembrei-me do Bode e dos "caminhos marítimos" e de outras coisas que afinal estavam apenas guardadas. Ouvi o meu pai a falar de um tal 40 Raios, uma personagem de Moçâmedes, que tinha uma filha linda e tal e coisa e que era assim chamado porque estava sempre a dizer "cum 40 raios…" e que teria andado para os lados do Caraculo…
…e falámos das coisas antigas, ainda Mossâmedes, quem me dera, ruas de terra batida, algumas autênticos areais e o VW a enterrar-se, quando nos ia buscar ao colégio das madres, deserto adentro plantado e nós, quase envergonhados, quando outro carro qualquer por ali passava na soberba complacência de olhares dos outros meninos, coleguinhas, que haviam de nos humilhar no dia seguinte, tamanho era o enterranço. O contrário também se aplicava quando impávidos, passávamos nós por eles, enterrados, naquelas areias já tão distantes no tempo.
Na Torre do Tombo, ali mesmo depois...

sábado, 17 de abril de 2010

Guiné 63/74 - P6167: Lançamento do livro do Amadu Bailo Djaló: Lisboa, Museu...

Nota

Eu estive lá. Sinto-me honrado e feliz no meio dos meios.
Obrigado Amadú Bailo Djaló por ter escrito estas memórias e por ser quem foi e é. São memórias que representam milhares e milhares de outras, de heróis de África, da Ásia, da Oceânia e do Brasil que ao longo de séculos fizeram o grande Portugal Histórico, pluriétnico e pluticontinental que existiu até ao fatídico 25 de Abril de 1974.
Rui Moio


via Luís Graça & Camaradas da Guiné by Luís Graça on 4/16/10

Lisboa > Museu Militar > 15 de Abril de 2010 > O Amadu, 70 anos, de fato completo, gravata, e as suas condecorações, autografando o seu livro... A seu lado, a filha e o neto... Pareceu-me estar feliz, apesar do peso da idade e da doença crónica... Disse-lhe, na brincadeira: "Agora é que vais ser famoso e rico"...


Lisboa > Museu Militar > 15 de Abril de 2010 > O Amadu, a filha e o neto, antes do início da sessão... O Amadu foi apresentado como um grande contador de histórias, dotado de uma prodigiosa memória, como um homem bom, recto e profundamente religioso, bem como um grande operacional que serviu, com coragem e dedicação o exército colonial português, a partir de 1962, ano em que fez a sua recruta em Bolama... Promovido a 1º Cabo em 1966, foi sucessivamente graduado em furriel (1970), 2º sargento (1971) e alferes (1973). Na foto, ostenta a sua Medalha de Cruz de Guerra de 3ª Classe, ganha em 1973. O subtítulo deste poste é retirado de uma citação do seu livro: "Os cobardes, esses, vivem mais, mas nunca hão-de ter música para dançar"... Como todos os provérbios populares, e nomeadamente africanos, não tem uma leitura imediata nem linear...



Lisboa > Museu Militar > 15 de Abril de 2010 > A filha e o neto do Amadú (que tem mais uma filha e um filho, a viverem no estrangeiro).


Lisboa > Museu >Militar > 15 de Abril de 2010 > Apesar de ter perdido ainda recentemente a sua mãe, o Virgínio Briote estava feliz pelo Amadu e pela concretização de um projecto onde ele investiu muito do seu tempo, talento, camaradagem e generosidade.. Estevbe sempre atento ao Amadú, segredando-lhe ao ouvido algumas dicas...A felicidade do nosso querido amigo, camarada e co-editor seria completo se o Amadu tivesse aproveitado a ocasião, como era a sua intenção, para a estender a mão aos inimigos de ontem, num gesto histórico de reconciliação, que teria grande simbolismo. Mas o Amadu não se sentiu muito confortável nem em condições de saúde para dizer as palavras que estavam nop seu coração e na sua cabeça (e que estão no seu livro).

Por detrás dele, sentada, a Maria Irene, sua esposa, professora do ensino secundário que sempre o acompanha nestes actos públicos. Na foto, à direita, o nosso camarada Carlos Santos, que veio de Coimbra (Recorde-se que foi Fur Mil da CCAÇ 2700, Saltinho, 1970/72). A malta do nosso blogue esteve presente em força, querendo com isso testemunhar o seu apreço e carinho ao Amadu. Em próximos postes, apresentaremos mais fotos e vídeos.


Lisboa > Museu Militar > 15 de Abril de 2010 > Sessão de lançamento do livro "Guineense, Comando, Português" (edição da Associação dos Comandos, 2010). Aspecto geral da assistência, completo a ala central das famosas caves manuelinas... Na primeira fila, do lado direito, reconheço a Dra. Maria Irene, esposa do Virgínio Briote bem como o comandante Alpoím Galvão, além do representante do Chefe do Estado Maior do Exército.


Lisboa > Museu Militar > 15 de Abril de 2010 > A apresentação do livro este a cargo de três oradores: O Cor Comando Ref Raul Folques (de que lamentavelmente não temos foto, apenas um vídeo que será aqui reproduzido noutro poste; foi o último comandante do Batalhão de Comandos Africanos), o Cor Inf Ref e escritor Manuel Bernardo (na foto) e ainda o jornalista e analista político Nuno Rogeiro.


Lisboa > Museu Militar > 15 de Abril de 2010 > Outro orador, o Nuno Rogeiro, apresentado como um amigo da Associação de Comandos... Disse que leu o livro de um trago. Fez uma análise original, que temos registado em vídeo.



Lisboa > Museu Militar > 15 de Abril de 2010 > O Autor, Amadu Bailo Djaló, membro da nossa Tabanca Grande, e o presidente da Associação de Comandos, Dr. José Lobo do Amaral... Nas suas palavras de abertura fez questão de, em nome da associação,. agradecer "ao sócio comando Virgínio António Moreira da Silva Briote a disponibilidade, competência e dedicação com que acompanhou esta Memória, sem a qual não teria sido poossível esta edição"... No final, também me agradeceu a divulgação dada pelo nosso blogue e manifestou o seu regozijo pela entusiasmo com que foi recebida o 1º volume das memórias do Amadu bem pelo pluralismo das abordagens dos oradores.

Fotos e legendas: © Luis Graça (2010). Direitos reservados

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