sexta-feira, 26 de março de 2010

A toponímia Republicana e Fernando Pessoa

via BLOGUE REAL ASSOCIAÇÃO DE LISBOA by João Távora on 3/7/10
Um dos poucos indiscutíveis atributos dos republicanos de 1910 foi o revisonismo de grande parte da toponímia nacional: por exemplo em Lisboa, entre muitas outras renomeações, a avenida Rainha D. Amélia passou a chamar-se avenida Almirante Reis, o comandante da revolta que se suicidou dois dias antes da revolução, a avenida Ressano Garcia, foi rebaptizada avenida da República, e a Av. António Maria Avelar é hoje conhecida por avenida 5 de Outubro.
Também o sitio onde nasceu Fernando Pessoa, refinado antipatizante do regime e da sua casta emergente, o Largo de S. Carlos, onde se situou a sede(directório) do Partido Republicano Português foi vítima da sua voracidade recriadora e passou a chamar-se Largo do Directório. Sobre o assunto, na célebre carta a João Gaspar Simões, Fernando Pessoa diz, a dado passo: «O sino da minha aldeia, Gaspar Simões, é o da Igreja dos Mártires, ali no Chiado. A aldeia em que nasci foi o Largo de S. Carlos». Esta é a parte mais conhecida, mil vezes citada, mas o texto vulgarmente omitido continua assim: " (...) foi o Largo de S. Carlos, hoje do Directório, e a casa em que nasci foi aquela onde mais tarde (no segundo andar; nasci no quarto) haveria de instalar-se o Directório Republicano. (Nota: a casa estava condenada a ser notável, mas oxalá o 4.º andar dê melhor resultado que o 2.º)»
Em cima na imagem: Afonso Costa e outros republicanos na cerimónia oficial da substituição da placa toponimíca pela nova do Largo do Directório.
*Com a colaboração de Vasco Rosa
Publicado originalmente aqui

JÁ AGORA...

via CACETEIRO by noreply@blogger.com (caceteiro) on 3/21/10
E já que estou a falar da Livraria Europa, vi lá este livro que, não dizendo muito aos leitores deste lado da fronteira, fez-me pensar que, se algo do género fosse escrito em Portugal... se a quantidade de vendidos, traidores e amnésicos que eu vi desfilar diante dos meus olhos, durante estes anos, fosse compilada num livro... acho que 500 páginas não chegavam!

As 10 Crónicas de Kandimba

via ANGOLA DO OUTRO LADO DO TEMPO... by MARIANJARDIM on 3/5/10

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgkak3GMN-0o9YIhqnD6FNZr_dCIGjzQwTYZVYNvoQD3SiJISH-8BJ6h1YW4McJfP0PbZklg9BZqEk4bh28WUlcCexa4r6GkdKsMVPA6uXNWhArc6a-T31huE_N8zb2sOq8E5w/s320/SebastiaoCoelho.jpg

Nota Pessoal

Não percam esta oportunidade - a de se deliciarem com as crónicas que o Sebastião Coelho "Kandimba" nos deixou. Kandimba quer dizer "Coelho".
Aconselho que iniciem esta leitura com a CRÓNICA VII - Peixe do Capim e a CRÓNICA VIII - Tukeia, o Peixe Voador. Nelas o autor fala-nos de um peixe diferente de todos os outros. Um peixe que salta e voa, que vive na chanas secas dos Lutchazes, dos Bundas, do Alto Zambeze, do Luau e da sede capital do Moxico - o Luena. Um peixinho que se seca ao Sol cujo habitat se localiza na grande mãe de água de África e de todo o mundo, local onde nascem rios que alimentam três ou quatro dos maiores rios de África e do Mundo: o Zambeze. o Zaire, o Kuanza, o Cuando, o Cubango... e também o Limpopo. Limpopo, pois, este rio moçambicano nasce poucos quilómetros depois das águas do Cuando-Cubango se infiltrarem por entre as areias do Botswana.
Rui Moio

Crónicas do Kandimba de Sebastião Coelho

As 10 Crónicas de Kandimba

CRÓNICA I - Angola País Africano
CRÓNICA II - Angola País de Contrastes
CRÓNICA III - Angola e o Peixe Aventureiro
CRÓNICA IV - Angola, Peixe e Pecadores
CRÓNICA V - Mar, Peixe e Gente do Mato
CRÓNICA VI - Peixe Mulher
CRÓNICA VII - Peixe do Capim

CRÓNICA VIII - Tukeia, o Peixe Voador
CRÓNICA IX - A Palanca Preta Gigante
CRÓNICA X - Conversa à Luz das Estrelas

Portugal Euro-Ultramarino

via Euro-Ultramarino by noreply@blogger.com (Euro-Ultramarino) on 3/2/10
Por completo acaso este fantástico livro me veio parar às mãos; e apenas ontem pude iniciar o que será a atenta, emocionada e demorada leitura das suas nutridas 648 páginas. Autêntico tratado sobre a essência euro-ultramarina do Portugal histórico, Portugal. Do Minho a Timor é uma brilhante defesa do que foi a nossa maneira de estar no mundo. E uma implacável denúncia da sua programada e implacável destruição. De parabéns estão os dois autores, pois além de produzirem um trabalho monumental, conseguem transmitir, em cada linha escrita, o intenso amor pátrio que lhes brota da alma. Leitura absolutamente obrigatória.

No terceiro quartel do século XX, durante um período revolucionário de dois anos, alguns portugueses inverteram com êxito o sentido histórico de Portugal. A fundamental mudança que se verificou em Portugal, em 1974/1975, foi essa inversão e o abandono da Pátria Ultramarina. Trata esta obra de Portugal, não dos regimes ou dos sistemas de governo, mas da doutrina e da política ultramarina portuguesa, tentando descortinar as razões que motivaram alguns portugueses a defender o sentido atlântico e luso-tropical que tinha garantido a independência de Portugal ao longo dos últimos oito séculos, bem como as motivações de outros que optaram pelos caminhos do continente, da Ibéria e da Europa civilizada, sacrificando, a partir de Julho de 1974, com sangue, destruição e tragédias sem paralelo, pedaços da Nação. Nesta obra defende-se, portanto, contrariamente ao que defendem os dirigentes saídos da revolução de 1974/1975, que a instauração de um regime democrático não exigia a destruição do Portugal Uno que estava em construção. Outros regimes, outros sistemas de governo, outras elites, outras gerações de portugueses tudo fizeram para preservar a Pátria d'aquém e d'além-mar.

quinta-feira, 25 de março de 2010

JUSTIÇA? MAS QUE JUSTIÇA?


Um texto de Vera Lúcia
É inconcebível quando se diz que se pretende uma justiça moderna, nas decisões muitas vezes importantes que alguns têm que tomar , e que nós tenhamos tantas vezes esta tendência em nos referirmos a castigos bárbaros os infligidos no Terceiro Mundo ,,quer porque nos julgamos bons cristãos ou porque nos cremos bons muçulmanos, quer ainda por supor sermos superiores. Ler mais

terça-feira, 23 de março de 2010

Núcleo Arqueológico do Castelo de S. Jorge


Desde o dia 18 de Março já é possível visitar o núcleo arqueológico do Castelo de S. Jorge, cuja colecção resulta das investigações arqueológicas que decorreram, desde 1996, ao abrigo de protocolo estabelecido entre o então Instituto Português do Património Arquitectónico (agora integrado no IGESPAR), a Câmara Municipal de Lisboa e a empresa municipal Equipamentos dos Bairros Históricos de Lisboa (hoje EGEAC).

Escolhendo quem bem escolhe

via O líder acidental by Rodolfo Araújo on 3/22/10
Uma das mais notáveis qualidades dos bons líderes reside em sua capacidade de cercar-se sempre de pessoas inteligentes – às vezes até mais do que eles próprios, mas isso já é outro assunto. Para rodear-se de gente inteligente, porém, você precisa ser capaz de identificá-las corretamente. Uma das maneiras de fazer isso é entender a forma [...]

segunda-feira, 22 de março de 2010

Goa: O turismo internacional e o novo imperialismo

via Folhas de História by História - Mestra da Vida on 3/19/10
É um texto interessante e bem informado de Vikaram Gill sobre os desafios de turismo para Goa: http://www.geog.ubc.ca/~ewyly/students/gill.pdf

Related Posts with Thumbnails