quarta-feira, 29 de junho de 2005

Saudades... Fernando Pessoa

Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos. Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais-de-semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido. Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar quem sabe...... nos e-mails trocados.
Podemos nos telefonar conversar algumas bobagens.... Aí os dias vão passar, meses...anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo.... Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão quem são aquelas pessoas. Diremos...
Que eram nossos amigos.
E...... isso vai doer tanto!
Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!
A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um ultimo adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos. Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado. E nos perderemos no tempo.....
Por isso, fica aqui um pedido desta humilde amiga: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades seja a causa de grandes tempestades....

Fonte: Clube MSN Clube Namoro ou Amizade - post de 26Jun2005

Se Um Dia...

Se um dia lhe der uma louca vontade de chorar...
Me chama.
Não lhe prometo fazer sorrir,
Mas posso chorar com você.

Se um dia resolver fugir;
Não se esqueça de me chamar.
Não lhe prometo convencer de ficar,
Mas posso fugir com você.

Se um dia lhe der uma louca vontade
De não falar com ninguém;
Me chama assim mesmo.
Prometo ficar bem quietinho(a).

Mas...

Se um dia você me chamar e eu não responder...
Vem correndo ao meu encontro...
Talvez eu esteja precisando de você...

Autor Desconhecido

Fonte_ Grupo do MSN Mundo Grego - post de 29Jun2005

segunda-feira, 27 de junho de 2005

ROTULAR AS PESSOAS

Uma das grandes falhas da psicologia, está na ânsia da maioria dos psicanalistas pretenderem sempre, rotular as pessoas e os diversos tipos de comportamentos. Parece que é só verificar em qual tipo de rótulo a pessoa se identifica melhor, e a maioria dos problemas estariam resolvidos ( para o psicológico).

Desta maneira, adjetivos como egocêntrico, extrovertido, introvertido, psicótico, emotivo, radical, megalomaníaco, esquisóide, esquizofrênico, paranóico maníaco depressivo, compulsivo, impulsivo compulsivo convulsivo, psicodependente, quimiodependente, ostracismo, isolacionista, conservador, liberal de esquerda, liberal de direita, liberal de centro, neoliberal, existencialista, egoísta, temperamental,

Complexada, poeta, filosofo, ermitão, miserável, piedoso, generoso e mais dezenas de outros adjetivos qualificativos de comportamento, que engrossariam muito mais esta enorme lista.

A falha do psicanalista estaria na sua acomodação, assim que encontra o tal rotulo (muitas vezes sem aprofundar) para identificar o tipo de comportamento em que o indivíduo mais se identifica.

Mas se perguntarem a uma pessoa, se gosta de ser rotulada, a resposta sempre será: ­Detesto!

Realmente ser preconceituado com rótulos, seria a coisa mais desagradável que se poderia imaginar. Não só intolerável como tambem injusta, já que nenhum rotulador teria a capacidade de possuir informações suficientes para conceber essa classificação.

A prova maior de que ninguém pode ser rotulado de louco ou normal, estaria na necessidade de se inteirar de uma gama de dados tão grande, quanto fossem necessárias para se chegar a essa síntese sem grandes margens de erros. (estamos excluindo casos de deformações patológicas visíveis) E outro agravante de se chegar a síntese, seria alcançar a soma de dados necessária para saber onde a pessoa age como louco e onde a pessoa age como normal?

Muitos são os casos em que se classifica a pessoa com adjetivos, frutos dos nossos sentimentos:

Se a amamos ela será: normal, magnifica e maravilhosas.

Se a odiamos ela será: anormal, nociva, alienada, egoísta e perigosa.

De modo geral parece que tudo é produto da idiossincrasia do momento.

Existem muitas pessoas que tem o famoso "ataque dos 5 minutos" onde poderiam ter manifestações tidas como anormal, levando-as a atos de agressão ou gestos menos aceitáveis ou mesmo perigosos para si ou outros semelhantes. Mas mesmo nestes casos, caberia a trabalhosa informação de se saber onde, como, quando, porque, quem e o que produzem estes tipos de reações. Dificilmente alguém iria tão fundo, e pela lei do mínimo esforço, acaba-se classificando comodamente, o elemento em qualquer adjetivo que o desqualifique como normal e fim do problema. Outra grande sombra de duvidas, seria a qualificação como normal, por quem nunca assistira as reações inconvenientes da pessoa.

Apenas queremos salientar de que não é fácil classificar as pessoas quanto aos seus possíveis tipos de comportamento. Poderíamos quando muito, perceber certas tendências o que nos levaria a classificar o indivíduo num grupo de alto risco, e simplesmente elimina-lo do grupo dos normais.

Outra grande questão que não pretendemos entrar na área neste momento, seria o que se chama de normalidade?

Fica bem claro, que uma das coisas mais difíceis seria identificar um indivíduo quanto as suas faculdades, personalidade, carater , aptidões. Inteligencia e desvios de comportamento.

Mas de qualquer forma temos que conviver com pessoas da nossa sociedade, e sempre existirá a possibilidade de seremos surpreendidos com reações das mais diversas, que provocariam o choque da situação do imprevisível, apesar de todos os nossos esforços de tentar compreender o nosso próximo.

A pretensa psicanálise se agrava quando se trata de uma mulher querendo entender o comportamento masculino ou quando um homem pretende se inteirar do comportamento feminino. De um lado ou de outro, certos comportamentos sempre parecerão ridículos e/ou condenáveis. Não se pode deixar de lado, a grande verdade de que nem tudo provem da lógica e da razão pura. Todos os pensamentos estão sempre mesclados com os estímulos e as tendências do instintivo. O que é atraente para uns é repulsivo para outros. O que é justo fica injusto aos olhos de outros.

O melhor conselho parecer ser a forma dos árabes de dizerem: "Todo mundo é bom." (pelo menos da boca para fora.)


Fonte_Grupo Yahoo - Artigos e Ensaios post - final de Junho 2005

quinta-feira, 3 de março de 2005


tyuio Posted by Hello

Cometi um pecado

Na vitrina escolhi um prato vegetariano ou de opção. Assim decidido, entrei na cantina mas por ver a senhora servir ao cliente da frente uns bifes apetitosos com batatas fritas finas, chegada a minha vez um segundo depois, pedi sem hesitar:
- bifes com batatas fritas e salada de tomate, por favor.
A senhora começou de imediato a servir o prato. Só então dei conta do erro. Quis voltar atrás e dizer:
- Desculpe, mas não era esse o prato que pretendia. E num lamento justificativo, acrescentaria: Tem de ser dieta... tem de ser dieta...
Mas, afrouxei o ímpeto, já era tarde! A senhora acabara de servir o prato.
Cometi um pecado. Fôra um acto irreflectido, fruto das circunstâncias. Se eu não tivesse visto a senhora servir aqueles bifes e aquelas batatas fritas, eu não teria tido a tentação de pedir o mesmo que o senhor da frente.
Soube-me bem, muito bem, mas seria melhor que não tivesse cometido este pecado!... Agora sinto-me mal.
E tal com acontece aos cristãos, invadiu-me um desejo de pedir perdão, porque com a penitência, o maldito pecado seria apagado de mim.

Rui Moio

sábado, 29 de janeiro de 2005

“É uma obrigação, não é um direito”

No hall, por detrás de um pilar, surgiu um homem baixote, mal-arranjado, de cabeleira branca e crescida, encaracolada e desgrenhada com uns papéis soltos entre as mãos. Anunciou - Rui Alexandre Moreira... Após o sinal de "presente" ele pediu para o seguirmos ao 2º. andar ao mesmo tempo que perguntava:

- trás advogado?
- não, porquê? vai haver julgamento, perguntei;
- sim, vai haver julgamento e terá de se arranjar um advogado ofcioso, disse.

Chegámos ao 2º. piso e encaminhámo-nos para uma sala de audiências que se encontrava vazia. Entrámos, e logo vimos o lugar que o coitado do jovem Alexandre irá ocupar - o do banco dos réus. O senhor de cabeleira branca e encaracolada entrou para outra dependência e pouco depois voltou acompanhado de uma jovem mal-vestida - era a advogada que calhou em sorte. Saí da sala e o Alexandre relatou-lhe o que se passara enquanto a jovem tomava apontamentos e pedia esclarecimentos sobre dúvidas que ia tendo. O Alexandre pediu-me para não assistir ao julgamento. Mantive-me fora da sala. Muito tempo depois, o senhor de cabelo encaracolado passou por mim a abotoar uma toga preta enquanto me dizia:

- não é testemunha. pode entrar.

Contudo, não o fiz, respeitei o pedido do Alexandre e de fora perguntei ao Alexandre se ele queria que eu descesse. Respondeu-me como um sinal afirmativo, desci a escadaria e esperei pelo final do julgamento no hall do rés-do-chão do efifício.
Muito tempo depois, desceram as escadas o Alexandre e a advogada. Conversavam, ela dava-lhe o número do telefone do seu patrono para o caso do Alexandre vir a precisar dela.
Depois, o Alexandre disse-me qual fora a punição: 60 dias de multa a 2 euros por dia e as custas que, segundo a advogada, rondariam os 200 euros.

Para sabermos o que fazer dirigimo-nos à secretaria do 2º. juízo criminal onde uma senhora simpática e elegante esclareceu as dúvidas que apresentámos. Ao dizer que nas custas se incluiam 125 ou 128 euros para o advogado oficioso, o Alexandre exclamou:

- Como, não é um direito!?
- É uma obrigação não é um direito, diz com ar sabichão e de gozo o escrivão, o tal da cabeleira grande, encaracolada e desgrenhada.

Isto despertou-me para a possível existência do termo "Obrigação" na terminologia jurídica a par dos termos já meus conhecidos de "direito e dever". Contudo, parece-me difícil identificar com rigor a fronteira entre “dever” e “obrigação” ou seja, parece que a um dever está associada uma abrigação e a esta uma coação: Apresento a seguir exemplos relativos a um “dever associado a obrigação” e a um “dever sem obrigação”:

- Temos o dever e a obrigação de pagar impostos – se não o fizermos, seremos punidos.
- Temos o dever de votar mas se não o fizermos não poderá ser aplicada nenhuma coação jurídica.
Rui Moio. Jornal Íntimo de 27Jan2005

sábado, 22 de janeiro de 2005

Deslocação a Berlim - 21 de Janeiro de 1996

Hoje é dia para comemorar. Faz 9 nove anos que fui a Berlim pela Universidade Aberta para proferir uma conferência internacinal. Como o tempo passa! Na altura, tinha a esperança de estar a viver uma viragem de 180 graus na minha vida. Finalmente, parecia chegado o momento de poder vir a trabalhar como professor e investigador nalguma universidade, a adquirir não só o grau de mestre mas também o de doutor a que se seguiriam cursos de pós-graduação e muitas e muitas viagens ao estrangeiro para conferências e debates com os meus pares - doutores e investigadores. Na altura, pensava que já estava alguns anos atrasado para conquistar o futuro que merecia e que tanto desejei e desejava. Assistia ao abrir de portas para o mundo. Estavam a entreabrir-se; era apenas necessário continuar com o que ia fazendo e determinado a continuar bater-me pelo meu futuro na conquista da viragem total. Estava com uma licença sem vencimento que era para duar alguns anos. Saíra há meses da vida estupidificada do Instituto Geográfico e Cadastral e dia a dia era confrontado com mimos e considerações por parte das professoras e professores do mestrado. Depois, fez-se o mestrado com alto brio e convite para fazer o doutoramento. Seguiu-se um ano de amarguras na busca de uma colocação que me tirasse definitivamnte do antro de desconsideração que era o inferno do Instituto a que pertencia. De novo, entreabriram-se portas, nomeadamente a hipótese de trabalhar como secretário de um curso de mestrado e como assistente para a Universidade Aberta enquanto faria o doutoramento em Ciências Sociais. E, ainda o de trabalhar como assistente no Instituto de Investigação Científica Tropical. Depois, tudo se gorou, e o que restou foi a sorte de ter ido parar a Biblitoeca Nacional onde se seguiram uns dois anos de concepção e monitorização de cursos de formação na área de Psicologia, a integração no quadro de pessoal da Biblioteca Nacional. Foi uma mudança radical mas o doutoramento ficou por se fazer. Uns anos depois, poderia enveredar pelo doutoramento na área da violência nas escolas na Faculdade de Ciências de Educação e Psicologia da Universidade de Lisboa mas não sentia interesse em encetar um caminho novo nessa área. E, agora, passaram-se já 9 anos sobre a deslocação a Berlim, o maior marco da minha vida à excepção da defesa da tese de mestrado e o o doutoramento está por se iniciar... Publicações também quase que não houve... Sinto-me fracassado, por não ter conseguido ultrapassar o desapoio e pesadissimo ambiente doméstico que era e é completamnte contrario aos meus interesses mais profundos de vida e de conquista da felcidade. É necessário voltar ao combate mas aogra a hipótese de ganhar uma bolsa está longe, muito longe, talvez reste ainda a possibilidade de poder vir a dar umas aulitas nalguma universidade...

Jornal Íntimo de 21Jan2005

sábado, 13 de novembro de 2004

Centrais foucaulianas

O pensamento divagava sobre o processo de se produzir energia eléctrica a partir do movimento pendular do Pêndulo de Foucault. Paulatinamente, foram surgindo as seguintes ideias

Comecei por pensar que as bolas de ferro deveriam tocar num sensor que produzisse uma diferença de potencial entre os dois pólos do circuito. Depois, o pensamento derivou para as leis do electromagnetismo, associando o núcleo de ferrite manipulado com uma mão com as alterações produzidas num fio condutor posicionado sobre o íman. Aqui, deu-se o salto: o trabalho manual da mão do homem poderia ser substituído pelo movimento pendular. Assim, os pesos dos pêndulos deveriam ser de material magnético. O espaço pendular deveria ser fechado a influências exteriores e cercado de uma bobina de fios condutores. Todos os materiais que entrariam no sistema não poderiam ser de ferro, teriam de ser materiais que não influenciassem o movimento pendular. Um conjunto de sistemas destes formaria uma central foucauliana. Devido à natureza do movimento pendular estas centrais apenas poderiam funcionar nas zonas temperadas do planeta.

Rui Moio. Diário Íntimo - 12Nov2004

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