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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Titina -- Note de Mindelo, from Titina Canta B.Leza

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Homenagem a Daniel Roxo no 37º aniversário sobre a sua morte ocorrida em combate a 23Ago1976


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Extinguiu-se um crioulo indo-português

William Rozario, o último falante do crioulo português de Cochim (Foto: The Hindu)

No passado mês de Agosto, faleceu perto de Kochi (Cochim), no estado de Kerala, sudoeste da Índia, um homem chamado William Rozario. Com ele morreu também uma língua: o crioulo português de Cochim. William Rozario era o último dos falantes deste crioulo, que ao longo de quinhentos anos foi usado por sucessivas gerações e que era fruto do contacto entre o português e a língua local de Cochim, o malayalam, além de outros idiomas. Ler mais

terça-feira, 2 de junho de 2009

Lembrando Luís Cabral: das vítimas

via COMBUSTÕES de Combustões em 01/06/09

(...) Luís Assaul, Sold 2ª CC; Fobé Baio, 1º Srg 1ª CC; Braima Baldé, Alf 1ª CC Bambadinca; Dabo Baldé, Fur 2ª CC, Portogole; Malan Baldé, Alf 3ª CC, Cumeré; Samba Baldé, Fur 1ª CC; Silvério Samba Baldé, Fur 2ª CC; Armando Carolino Barbosa, Ten 2ª CC; Braima Bari, Fur 2ª CC; Mamadú Saliú Bari, Alf 2ª CC; Américo Lamine Camará, Fur 2ª CC; Braima Camará, Fur, Gr Vingadores; Bubacar Camará, Fur 3ª CC; Granque Camará, Sold 3ª CC; Mussa Camará, Fur 1ª CC; Quecumba Camará, 1º Srg 2ª CC; Tomás Camará, Ten 1ª CC; Alfa Candé, Fur 2ª CC; Aruna Candé, 1º Srg 2ª CC; Aliu Sada Candé, Alf 2ª CC; António Samba Juma Djaló, Alf 1ª CC; Bacar Djassi, Ten 3ª CC; Bailo Djau, Alf 2ª CC; Alfa Embaló, Fur 2ª CC/Gr Vingadores; Anastácio Moreira Ferreira, Fur BCmds; Augusto Filipe, 2º Srg 1ª CC; Francisco Alenquer Imbadé, Fur 3ª CC; Cube Jaló, Sold 3ª CC; Abdulai Queta Jamanca, Ten 1ª CC; Manga Mané, Fur 1ª CC; António Mendonça, Fur 2ª CC; Belente Mepe, Fur; Marcelino Moreira, Alf 2ª CC; Marcelino Pereira, Alf 2ª CC; Col Quessange, 1º Srg 3ª CC; José Aliú Queta, 1º Srg 2ª CC; Tumane Queta, Sold BCmds; Amarante Saja, Fur 3ª CC; Zacarias Saiegh, Cap 1ª CC; Demba Cham Seca, Alf 1ª CC; João Uloma, Alf 1ª CC; António Vasconcelos, Alf 3ª CC; Cicri Marques Vieira, Ten 2ª CC, (...).

Boinas Verdes (1970)

segunda-feira, 1 de junho de 2009

(título desconhecido) - Reflexão acerca dos tempos coloniais

(título desconhecido) - Reflexão acerca dos tempos coloniais

via Lumege de Zé Oliveira em 01/06/09
Obrigatório ouvir
Reflexão acerca dos tempos coloniais
Sem fazermos juízo de opinião, recomendamos vivamente que se ouça a edição do passado domingo do programa de Paulo Coelho na Antena-1 "Memórias Vivas".

Concorde-se ou não com o que ali é afirmado, a nossa opinião acerca da guerra colonial em que estivemos envolvidos não continua exactamente a mesma depois de ouvirmos o depoimento do almirante Nuno Vieira Matias.

Acerca de África propriamente, ele só fala nos últimos 30 minutos. Mas é importante que se ouça também o primeiro quarto de hora.

Excelente programa de rádio.
Aqui:


Se não entrar directo, procure "Memórias Vivas" e clique em [Audio WMA].

Nascimento Rodrigues um homem do Leste de Angola

Era um tempo de dignidade, de heroicidade, de grandeza, de honra, de solidariedade, de amor entre as pessoas e de amor à Pátria... Naquela altura estávamos longe de adivinhar que em 1974 um grupelho de traidores, de desertores, de cobardes, de egoístas, de estrangeirados iria provocar tanta maldade e tanta morte no espaço português. 
Rui Moio

via Leste de Angola de Jorge Santos - Op.Cripto em 01/06/09
Nascimento Rodrigues nasceu no Moxico – Foto «DN» O Diário de Notícias desta segunda-feira diz: Provedor de saída um ano depois do fim do mandato Um ano após o final do seu mandato, Nascimento Rodrigues está de saída da...

Luís Cabral voltou a ser português

via COMBUSTÕES de Combustões em 31/05/09

Cantam os jornais de hoje os costumeiros ditirambos lavrados para a necrologia de marcar-o-ponto a respeito de um tal Cabral, de seu nome Luís, que por Portugal viveu mais de um quarto de século sem que alguém se atrevesse levá-lo à barra dos tribunais. O homem foi um inimigo de Portugal - o que é isso, caramba, coisa de somenos, quando os mais implacáveis adversários da ideia portuguesa se consideram, eles também, portugueses ? - e mandou matar, por atacado, sem dó e sem reserva mental milhares de portugueses negros cujo único crime fora o de servirem o Exército Português Africano. O culto do banditismo político tem sido prática num país que se delícia em escrever a sua anti-história e juntar nomes de vítimas e assassinos, absolvendo as criaturas mais cavilosas a coberto de uma suposta inelutabilidade dos actos individuais, tomados como azares determinados pelas tais "leis históricas" e cobrir de ridículo aqueles que souberam manter a fidelidade a Portugal. Cabral experimentou, como tantos da sua geração - v. Pinto de Andrade - o maior e mais contraditório percurso político: quis ver a África independente, mas transformou-a em campo do experimentalismo do totalitarismo soviético nos trópicos; lutou contra os portugueses para, depois, pedir-lhes misericordioso acolhimento; abriu as portas da selvajaria e foi vítima dela. Luis de Almeida Cabral era a personificação desse desastre que foi a descolonização e o abandono da África.

Vi-o uma vez pelas ruas de Lisboa brincando aos senhores delicados. Quem diria que aquele contabilista Luís de Almeida Cabral, burguês e filho de literato, bolseiro da Casa dos Estudantes do Império, irmão de Amílcar - engenheiro do quadro do Ministério do Ultramar, Inspector-Geral do Comércio da colónia, investigador da Junta de Investigação do Ultramar e assistente universitário - fora durante meia dúzia de anos o mais implacável verdugo de tanto desgraçado atirado de mãos atadas para as valas comuns que deixou como espólio da sua presidência. Depois, quando a lei da cadeia alimentar o tocou de perto, fugiu para Cuba, onde não se conseguiu aclimatar, preferindo colocar-se sob protecção dos portugueses, que tanto detestara, deles recebendo casa e pensão vitalícia.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Goa e as verdades incómodas

via MANLIUS de José Carlos em 29/04/09
Paulo Varela Gomes tem vindo a trazer a lume no Público crónicas bem importantes sobre Goa, a portugalidade, os disparates e as coisas boas que por lá se passam. Todas as quartas o leio com grande interesse.

Na passada semana falou sobre como os ingleses nos viam, considerando-nos pretos. Hoje, contudo, traz-nos uma crónica sobre um escrito "maldito" para "eles" de Jason Keith Fernandes, publicado no Goa Gomantak Times.

Trata-se de um escrito sobre os 35 do 25. Devo dizer que vale a pena ler o texto. Os do 25 vão espumar de raiva ao serem considerados os "racistas", quando os do pré 25 eram não racistas. Ah ah, Lourenço, Mário Soares e sus muchachos "racistas brancos" ... Muitas voltas dá o mundo ... Deixem-me rir um pouco mais, sff.

Mas tudo o que lá está escrito corresponde à verdade, essa é que é essa ...

segunda-feira, 4 de maio de 2009

A Ilha de Mayote, referenda regressar à França

«Se idêntico referendo corresse em São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Cabo Verde, questionando sobre a reintegração desses países como "regiões autónomas" portuguesas, quantos nacionais destes países não votariam no mesmo sentido dos cidadãos de Mayote?»

Cada vez mais a História dá razão à política que se seguia e que era a da "evolução na continuidade" do que o que realmente veio a acontecer por vontade dos abrileiros, ou seja, a vergonhosa derrota militar e a entrega sem brio nem honra das Províncias Ultramarinas aos inimigos de Portugal e da Portugalidade, aos interesses da União Soviética e do grande capital e o envio para a morte violenta de, seguramente, mais de 3 milhões de compatriotas.
Rui Moio

via Q u i n t u s de Clavis Prophetarum em 30/04/09

http://lesplusbellesiles.blog.free.fr
http://imworld.aufeminin.com
A pequena ilha de Mayote, no oceano Índico e situada não muito longe do extremo norte de Moçambique irá tornar-se de novo num território ultramarino francês. Com efeito, este país islâmico votou recentemente tornar-se o 101º Departamento (município) gaulês numa votação cujo resultado foi absolutamente esmagador.
Não deixa de ser irónico que este "regresso à mãe colonizadora" ocorra no mesmo momento em que as possessões francesas na Caraíbas, como Guadalupe, Martinica e até à Guiana (com fronteira com o Brasil e local de lançamentos dos foguetões Ariane) se deixam submergir por distúrbios populares de grande violência.
Ainda que seja um pequeno país, Mayote é estrategicamente vital para a França não só porque pode servir de uma base de apoio para as operações militares gaulesas no Afeganistão e na Somália, mas também porque pode servir de exemplo de paz e democracia para os países vizinhos onde a influência radical islâmica não pára de crescer, como demonstra o interesse iraniano no vizinho arquipélago das Comores que o presidente iraniano visitou recentemente e onde o Irão financiou a construção de escolas e mesquitas reforçando laços já fortes e que recuam ao tempo em que o presidente das Comores Ahmed Abdallah Mohamed Sambi estudava em Teerão.
Mayote tornou-se independente de França em 1975, mas optou por manter-se sob administração francesa ao contrário do resto do arquipélago das Comores, imerso numa sucessão de golpes de Estado desde essa época. O resultado deste referendo irá fazer cessar o modelo de "administração" e enquadrar a ilha como território francês de pleno direito, com direitos de saúde, educação, segurança social e todas as demais regalias comuns na Europa. Em troca, os habitantes de Mayote terão que abdicar da… Poligamia islâmica. O que apesar de tudo ainda pode pesar bastante na balança de alguns mayotianos…
É claro que as outras ilhas independentes das Comores (exemplos negativos de estabilidade e desenvolvimento) estão furiosas e emparelham com a União Africana num coro de críticas a este suposto regresso do "colonialismo europeu". Talvez o que mais irrite os líderes comoranos é o facto de haver uma grande corrente migratória desde as suas ilhas para Mayote onde - mercê da administração francesa - as condições de vida são muito melhores que no resto do arquipélago.
Agora, uma pergunta… Se idêntico referendo corresse em São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Cabo Verde, questionando sobre a reintegração desses países como "regiões autónomas" portuguesas, quantos nacionais destes países não votariam no mesmo sentido dos cidadãos de Mayote?
Fonte:
http://www.guardian.co.uk/world/2009/mar/26/mayote-referendum-polygamy-islam

sexta-feira, 3 de abril de 2009

ReCil - Repositório Científico Lusófono

via Folhas de História de História - Mestra da Vida em 01/04/09
A Universidade Lusófona já lançou o seu Repósitório Científico Lusófono em que ficarão disponíveis os trabalhos cientificos publicados pelos seus docentes e investigadores.  É um passo importante para a Universidade Lusófona que se tem preocupado em estar à altura de qualquer instituição internacional de ensino superior. E o ensino superior não pode estar desligado da [...]

sábado, 28 de março de 2009

Goa: Roteiro Histórico-Cultural

via Folhas de História de História - Mestra da Vida em 27/03/09
Está já disponível em linha o Roteiro para os Portugueses ( e não só) que queiram visitar Goa e só tem uma semana para o fazer! http://www.scribd.com/doc/13716086/Goa-Roteiro-Historico-Cultural- Pode ser impresso o guia quase inteiro. Foram retiradas 3 páginas de referências bibliográficas e algumas imagens para respeitar os direitos do autor! Posted in Culturas Lusófonas, Goa, impérios coloniais [...]

quarta-feira, 25 de março de 2009

Guiné 63/74 - P4076: Os nossos camaradas guineenses (4): Amadu Djaló, com marcas no corpo e na alma

via Luís Graça & Camaradas da Guiné de Luís Graça em 24/03/09
Guiné > Brá > 29 de Junho de 1973, o Dia do Comando > Cerimónia de imposição de crachás aos novos comandos do Batalão de Comandos Africanos, na presença do General Spínola. Foto de Voz da Guiné, nº 203, Separata, 30 de Junho de 1973, dedicada ao Dia do Comando > Legenda: "O Major Almeida Bruno, manifestamente satisfeito, ao impor novas divisas um dos seus 'comandos' Nesse dia, o Batalhão de Comandos da Guiné passou a ter mais 2 Tenentes, 1 Alferes, 12 Primeiro-Sargentos, 3 Segundo-Sargentos e 24 Furriéis. Foto da autoria do fotógrafo Álvaro Geraldo.

Imagem gentilmente cedida por Magalhães Ribeiro (2006), nosso camarada e amigo da Tabanca de Matosinhos.


Guiné > Bissau > Voz da Guiné > Separata do nº 203, de 30 de Junho de 1973, dedicada ao Dia dos Comandos (1). Mais fotos, na 3ª página, do



1. Comentário, com data de ontem, de Virgínio Briote, nosso co-editor, ao poste P4607 (*)


Caros Carlos Marques dos Santos, Torcato, Artur Conceição, Jorge Picado e mais Camaradas:

Obrigado pelo vosso incentivo.

Hoje passei a tarde com o Amadu. Soube mais dele,vou-o sabendo aos poucos.É uma alma muito grande. Nasceu oficialmente em 1940. Mas, na verdade, veio ao mundo de Bafatá, em 1938, filho de pai de Fulamori e de mãe de Boké, ambos da Guiné-Conacri.

Tem duas mulheres a viver em Bafatá e dez filhos ao todo. Como foi preso e sujeito a sevícias três vezes, tem receio de regressar à cidade natal. Aqui, não lhe reconhecem o posto de Alferes que usou, vezes e vezes, durante a guerra, como soldado ou comandando grupos nas matas de Madina, do Oio, da Coboiana, até na cidade de Conacri e nas matas de Kumbamory.

Três marcas no corpo e muitas feridas na alma. Nada de reconhecimentos, nem um pão para a boca, vive do trabalho das duas filhas, aqui, em Odivelas, onde vivem quase todos os nossos Camaradas africanos. É um homem desiludido e amargurado. Não pode deixar de o ser. Portugal recusa-o a aceitar. Nem o considera militar português, e temente da instabilidade na terra dele, Amadu receia regressar.

Os comandos africanos ainda não são bem vistos, ao contrário de nós, europeus, que nos recebem [,os guineenses], pelos vistos, de braços abertos. Vou levar o trabalho até ao fim (**). Depois, reformo-me também da guerra.

Um muito obrigado a todos.

vb

2. Comentário de L.G.:

Há tempos (**), o vb mandou-nos, a título informativo, uma amostra (ou um excerto) do índice (provisório) do livro que tomamos a liberdade de reproduzir, para informação do dos leitores... Os amigos e camaradas da Guiné serão seguramente dos primeiros a comparecer ao lançamento do livro do nosso camarada guineense Amadu Djaló, um homem abandonado e amargurado que precisa da nossa solidariedade (que já lhe está ser dada, na pessoa do vb, o nosso querido co-editor que está praticamente a 100% a trabalhar na fixação e revisão do texto manuscrito do Amadu e que já nos prometeu, para tristeza nossa, que depois disso se vai "reformar também da guerra"... Tristeza por que aquela expressão pode ter também um outro significado, o da despedida do nosso blogue... Ou pode pura e simplesmente querer dizer: estou em paz com a Guiné, saldei as minhas contas, exorcizei os meus fantasmas, fiz o luto... Um dia vai acontecer-nos isso a todos nós: afinal, já andamos a fazer 'blogoterapia' há quatro anos, desde Abril de 2005...


LIVRO 1

Libertação

Grupo Fantasmas

Índice ou Temas

Traços Gerais
Carta de condução
Reunião de ajudantes condutores
Contacto com o Governador-Geral da Guiné
Audiência com Sua Excelência
Concentração na Administração do Conselho
1ª Incorporação no Exército Português - Ano de 1959
Viagens ao Senegal
Terminadas as viagens ao Senegal
Circuncisão
Incorporação no Exército Português - Ano 1960/61
Meu tio-avô …..
Tratamento medicamentoso
O Mercado Municipal
Ida à Administração Civil
Regresso da Administração Civil
Dia seguinte e intervenção do Tenente Carrasquinha
A minha incorporação no Exército Português – Ano de 1962
O 9 de Janeiro de 1962
O tocar da corneta
1º Contacto com o quartel
Escola de condução em Bissau
O 1º contacto com o capitão Simões
O 2º contacto com o capitão Simões
Correria do QG para o refeitório da B.A.C.
Concentração de todos os adidos
Passagem por porto de Inchudé
Porto de …
Bedanda

A 1ª saída em Bedanda
Uma granada espanhola
A ida para Cacine
Bedanda, nosso poiso
O meu destacamento para Cacine
A minha actividade em Cacine
A morte prematura de …
As minhas férias
Terminadas as férias em Bafatá e embarque para Bissau
Bolama à vista
Regresso de férias, partida de Catió para o porto de …
Novamente em Bedanda
Adeus Bedanda
Finalmente em Bissau
Farim, o meu destino
Regresso inesperado
A minha 1ª saída em Farim
A minha ocupação
A recolha de pelotões
A tabanca de Bricama
Atitude sensata do Comandante
Nova ida à tabanca de Bricama
O 1º ataque do PAIGC
(...)
______

Nota de L.G.:

(*) 22 de Março de 2009 > Guiné 63/74 - P4067: Os nossos camaradas guineenses (3): Amadu Djaló, Fula de Bafatá, comando da 1ª CCA, preso, exilado... (Virgínio Briote)

(**) Em 13 de Fevereiro último, o vb explicou-nos como lhe chegou às mãos este manuscrito:

"Fui contactado há tempos pelo Lobo do Amaral, Presodente da Associação de Comandos, para colaborar na revisão das memórias de um comando, natural de Bafatá. Na altura, embora no íntimo muito interessado, respondi que não me sentia em condições para tal projecto.

"Ontem, voltou à carga. Que a Associação de Comandos quer publicar em livro as memórias de um guineense que viveu os anos todos da guerra e que na Guiné conheceu os governos de Silva Tavares até Spínola.

"Eu quero fechar a minha vida na Guiné e não posso. Estive hoje na Associação de Comandos com o Presidente. Passou-me para as mãos as memórias do Amadú Djaló. Desde 1958 até 1974. Desde soldado até alferes. Toda uma vida de um guineense qque se afirma tão português como muitos de nós. Que escreve em crioulo, ou melhor num misto que ainda não consegui perceber bem. E de que vos mando uma amostra, uma primeira abordagem que comecei esta tarde a fazer.

"Os olhos doem-me de perceber a escrita manual do Amadú e de escrever para um português perceptível, respeitando o estilo da escrita do autor.Foi meu camarada nos comandos [,em Brá, 1965/67,], embora nunca no grupo a que pertenci. Pertenceu ao grupo do Saraiva, depois ao do Luís Rainha. Mais tarde esteve em Fá Mandinga, na formação dos comandos africanos.

"Cumbamori e Conacri fizeram parte do itinerário de vida do Amadú. Penso que vamos ter aqui uma obra que vai abrir o blogue aos combatentes africanos que estiveram do nosso lado.

"Um abraço do vb".

sexta-feira, 13 de março de 2009

O regresso d'A Guerra, a obra aberta de Joaquim Furtado

via Leste de Angola de Jorge Santos - Op.Cripto em 11/03/09
Nunca na televisão portuguesa se terá feito algo assim. Passaram nove horas em prime time, hoje começam a passar mais 11, e ainda falta um terço. É História sem deixar de ser jornalismo, e ainda é política, porque muitos protagonistas...

Voltei à Guiné

via Cheiro a Pólvora em 07/03/09
É o regresso a um país onde fui deixando muitos amigos ao longo dos últimos onze anos. Infelizmente, muitos já estão mortos.
Do grupo com quem acompanhei a guerra de 1998/99 e o golpe de estado de 2003, foram quase todos assassinados.
Privei de perto com Ansumane Mané, Veríssimo Seabra e Tagma Na Wai, os três chefes do Estado maior das Forças Armadas abatidos nos últimos anos. Outros como Manuel Mina e Zamora Induta continuam vivos. Com todos mantive contacto e amizade.
São tantas as memórias que estou tentado a escrever um livro sobre a Guiné dos últimos dez anos.

Luís Castro
http://tv1.rtp.pt/noticias/?headline=20&visual=9&tm=7&t=Os-militares-da-Guine-Bissau-reafirmaram-que-se-submetem-ao-poder-politico.rtp&article=206564

quarta-feira, 11 de março de 2009

Portugal vai reabilitar cemitérios militares nos PALOP

via Publico.pt Última Hora de Lusa em 11/03/09

Preservação de sepulturas de ex-militares portugueses

Portugal reabilitará, em breve, os cemitérios militares em Moçambique, Angola e Guiné-Bissau, no âmbito de um projecto de preservação e valorização de sepulturas de ex-militares portugueses que morreram na guerra colonial.

terça-feira, 10 de março de 2009

PNETMoçambique

via Memória Virtual de Leonel Vicente em 10/03/09
Numa iniciativa de José Pimentel Teixeira - visando «um registo o mais completo e actualizado possível do bloguismo em/sobre Moçambique » - foram integrados no portal PNETMoçambique (agregador de notícias) cerca de 140 blogues em actividade, para além de outros cerca de 50 blogues actualmente inactivos.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Coronel pôs bomba que matou Waié

«Nino' Vieira telefonou três vezes ao primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, já depois da meia-noite, na madrugada de 2 de Março, dia em que foi assassinado. A informação foi confirmada ao CM por um alto responsável militar guineense, que pediu o anonimato. A mesma fonte fez ainda a cronologia dos acontecimentos que culminaram na morte dos dois homens mais poderosos do país. "No dia em que foi morto, Tagmé na Waié reuniu-se com altas patentes militares no quartel-general, onde passava a maior parte do tempo. No final da reunião, deteve-se a conversar com alguns deles longamente, até receber uma chamada telefónica, por volta das 19h00".»
Fonte: Correio da Manhã de 06Mar2009

quinta-feira, 5 de março de 2009

Linha-férrea de Moçamedes chega Julho a Menongue

via Leste de Angola de Jorge Santos - Op.Cripto em 04/03/09
Lubango, 4.Março – O vice-presidente da empresa chinesa Hywai, Wei Kui, encarregada pela reabilitação do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes (CFM), anunciou para Julho deste ano a conclusão da reparação da linha férrea da Matala ao Kuando-Kubango, numa extensão de 505 quilómetros....

terça-feira, 3 de março de 2009

Nino Vieira foi morto à catanada, depois de ferido a tiro

via Publico.pt Internacional by PÚBLICO on 3/3/09

A versão de Frederick Forsyth

O Presidente João Bernardo Vieira “foi cortado em pedaços, à catanada”, revelou hoje à BBC o romancista britânico Frederick Forsyth, que acompanhou os acontecimentos de ontem em Bissau.

(título desconhecido) - Seis fuzilamentos em Bissau - Nino será o próximo?

via Africandar de Leston Bandeira em 03/03/09

Foi Há mais de vinte anos que escrevi esta primeira página do Jornal "África". Tardou, mas, finalmente, aconteceu.

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