Mostrar mensagens com a etiqueta Culinária. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Culinária. Mostrar todas as mensagens

domingo, 15 de março de 2009

Provas multigastronómicas

via COMBUSTÕES de Combustões em 15/03/09

Na Ásia, em Banguecoque em particular, é-nos possível integrar na mesma refeição pratos diversos - de peixe, carne ou vegetarianos - de proveniências várias - Japão, Coreia, China, Malásia, Tailândia - frios e quentes, doces e picantes. Para os tailandeses, a refeição não é um ritual de sucessão (sopa, prato principal, sobremesa), mas um conjunto de provas entrecortadas com bebidas ou frutas. Hoje saí com amigos franceses e saltámos de restaurantezinho em restaurantezinho debicando as iguarias e especialidades de cada um. Começámos por um plaamêuk grelhado regado com molho de soja. O acompanhamento foi feito com uma salada de soja. Refeição muito ligeira, saímos e andámos calmamente falando das actividades que nos prendem. Meia hora volvida, entrámos numa casa muito pequena, com meia dúzia de mesas e pedimos uma sopa de arroz acompanhada por uns bolinhos de soja temperados com ervas. Esta sopa de arroz foi outrora muito gabada pelos viajantes europeus que pelo Sião andaram em meados do século XIX e trata-se, sem dúvida, de contributo da minoria urbana chinesa.


De novo em movimento, comprei uns kanomkáy - bolos de ovos - numa cozinha de rua. É um bolo que denuncia a aquisição pelos siameses da doçaria europeia - talvez portuguesa - e é excelente no acompanhamento de uma taça de chá preto ou café. Os bolinhos são feitos para o freguês, saindo directamente da forma para uns pequenos sacos em papel que lhes preservam a temperatura.


Finalmente, pedindo um café, fomos a uma confeitaria. Pedimos um gelado de chá verde, depositado sobre uma base em gelatina vermelha e comemos, também, um bolo de amoras com pêssegos e natas. Feitas as contas, cada um pagou a exorbitância de 400 Bath pela digressão gastronómica, ou seja, 7 Euro.


Confesso que gosto de comer. Comer bem não é propriamente encher a barriga até cair para o lado. No percurso, revoltado e quase entristecido, passei por muitos fast food abarrotados de basbaques ocidentais engolindo aquele lixo que a América espalhou pelo mundo ao longo das últimas décadas: as batatas fritas, os hamburguers a tresandar a gordura, com aqueles pestíferos molhos, os gelados-lixo, as saladas-lixo; eu sei lá, rações-lixo para a engorda e que são verdadeiro arsenal de doenças para a pandemia de gordos que vai transformando o Ocidente numa caricatura boteriana.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Morreu Alfredo Saramago

via PAPIRO de maremoto em 26/05/08

Há noticias que nos chocam, não sei porquê, que nos deixam uma sensação de vazio e de futilidade que não sabemos explicar.

Soube, hoje, que morreu Alfredo Saramago.

Pelos seus livros sobre a gastronomia portuguesa. Pelo seu saber sobre a origem e as tradicções da alimentação em Portugal. Pelo seu conhecimento de vinhos e suas recomendações. Pela dua direcção da revista EPICUR. Pela sua imagem de patriarca. Pelas suas criticas a "casas de pasto" e a restaurantes. Pela sua imensa cultura geral, histórica e antropológica. Aqui deixo este post de homenagem.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Domingo com Bimby...

via Pedro Rolo Duarte de PRD em 23/02/08

Sobre a “Bimby”, o robot de cozinha que se tornou “a minha melhor amiga” na cozinha, já escrevi e publiquei: “É tudo aquilo com que sonha uma cozinheira exímia, um homem sozinho a querer fazer jantar bem e depressa, uma família sem tempo. Uma máquina simples, prática, e com poucos botões (basicamente, três: velocidade, temperatura, peso), que faz tudo o que um microondas jamais sonhou saber fazer. Instruções claras dizem-nos passo a passo qual o caminho para um prato maravilhoso. E o resultado nunca engana. Olho todos os dias para a minha “Bimby” e pergunto-me: como vivi tantos anos com microondas e varinhas e robots de vão-de-escada? Onde andavas tu, minha querida “Bimby”?!”
Leio agora num jornal espanhol que a Bimby – em Espanha chama-se Thermomix, nome bastante mais “prof”... – é responsável pelo maior número de novos clientes do banco “Citi Espanha”, que tem a exclusividade do crédito para a compra do aparelho (custa 900 euros). Das cerca de 100 mil operações de crédito ao consumo feitas pelo Citi em 2007, 15% terão ido direitinhas para a compra de máquinas “Bimby”. O mesmo jornal adianta que em Espanha se vende uma máquina por cada cinco minutos...
... Os detractores da “Bimby”, os que não percebem a “Bimby”, os que desdenham a “Bimby” – em geral, pessoas que não conhecem o potencial do robot, seja para quem gosta de cozinhar e sabe, como eu, ou para quem não sabe nem gosta... -, podem agora agarrar-se a mais um argumento. A “Bimby” também deixa os seus clientes presos a uma divida, juros, créditos.
Ao mesmo tempo, em casa de quem descobriu a pólvora que a “Bimby” constitui, ninguém se preocupa com isso e salta mais uma receita... Esta inventei eu:


Creme de Legumes com ervilhas

No copo da Bimby coloco, partidos em bocados grosseiros:
1 cebola
2 ou 3 cenouras médias
1 batata
1 dente de alho

Meio caldo de legumes (agora há uns óptimos com azeite Gallo)

1 tomate pequeno
Uma ou duas folhas de alface
1 folha de manjericão fresco

1 colher de sopa de coentros esmagados

Sal qb

Água até cobrir os ingredientes


No recipiente Varoma deito 300 gramas de ervilhas cruas congeladas (Bonduelle é a minha marca favorita)

Programo 20 minutos, temperatura 100, velocidade 1

Quando termina, retiro as ervilhas e reservo, deito 20 gramas de azeite no copo, e deixo estar mais 3 minutos com a temperatura 100 e a velocidade 1.

No fim, transformo tudo em creme com 40 segundos na velocidade 7

Deito o creme no recipiente de servir, misturo as ervilhas, mexo. Sirvo em pratos com uma colher de natas à solta e folhas de coentros a enfeitar.

Experimentem (se tiverem a Bimby, claro)...

domingo, 30 de dezembro de 2007

Faça banana-passa no microondas

Fonte: Rev. TecnoCientista de 16Dez2007

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

De onde vem as varetas de canela?

Fonte: Rev. TecnoCientista de 18Dez07

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Livro de autor espanhol afirma que tempura tem origem portuguesa


Tempura introduzida no Japão por missionários portugueses
Tempura introduzida no Japão por missionários portugueses
«A tempura, um prato com peixe e vegetais fritos envoltos em massa, não tem origem japonesa, como muitos julgam, mas portuguesa, assinala o autor espanhol Ramón Nuñez no seu livro "Un científico en la cocina" ("Um Cientista na Cozinha").»

Próxima dos peixinhos da horta (feitos com feijões verdes cozidos envoltos em massa), a fritura terá sido, segundo um artigo da Wikipédia, "introduzida no Japão por missionários portugueses durante o século XVI" e a origem da palavra "derivará, provavelmente, do verbo português temperar".


Fonte: CienciaHoje de 19Dez2007

Related Posts with Thumbnails