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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Turco que tentou assassinar o Papa em 1981 já está em liberdade

«Mehmet Ali Agca, o turco que tentou matar o papa João Paulo II em 1981, foi libertado hoje de uma prisão perto de Ancara, anunciou o seu advogado.»

Fonte: Sic Notícias online de 18Jan2010

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

"Maddie morreu e pais ocultaram"

«A investigação ao desaparecimento de Madeleine McCann, na Praia da Luz, em Maio de 2007, começou como se de um rapto se tratasse. Mas "Kate e Gerry McCann foram constituídos arguidos porque os elementos recolhidos durante a investigação apontavam para morte, simulação de rapto e ocultação do cadáver da criança", garantiu ontem em tribunal o inspector-chefe Tavares de Almeida, um dos investigadores da PJ que teve o caso em mãos até ser afastado - no início de Setembro de 2007 - quando pediu a alteração das medidas de coacção para prisão preventiva "para evitar a sua saída de Portugal".»

Fonte: Correio da Manhã de 13Jan2010

sábado, 26 de dezembro de 2009

Papa atirado ao chão na Missa do Galo (COM VÍDEO)

«Foi a imagem da noite de Natal e rapidamente percorreu o Mundo: uma mulher, Susanna Maiolo, derrubou o Papa Bento XVI quando este percorria o corredor central da Basílica de S. Pedro, em Roma, onde presidia à Missa do Galo, pela primeira vez na história recente da Igreja Católica celebrada, não à meia-noite, mas duas horas antes. Tal antecipação foi atribuída à intensa agenda da quadra e à necessidade de evitar o cansaço do Papa. Internada numa clínica psiquiátrica após a agressão, Susanna Maiolo, que viera de propósito da Suíça, onde vive, garantiu que não pretendia "fazer mal ao Santo Padre". Já no ano passado, também na Missa do Galo, tinha tentado aproximar-se de Bento XVI, mas, nessa ocasião, foi travada pela polícia. Anteontem à noite, conseguiu o intento.»
Fonte: Correio da Manhã de 26Dez2009

terça-feira, 3 de novembro de 2009

"Juro solenemente que estou inocente"

«Inocente. Foi esta a palavra mais ouvida ontem na 446ª audiência do julgamento do processo Casa Pia. Nas últimas declarações, seis dos sete arguidos reclamaram inocência, entre os quais Carlos Cruz, ex-apresentador de televisão, que reafirmou ser "completamente inocente".»

Fonte: Correio da Manhã de 03Nov2009

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Barões do PSD debaixo de tiro

«"Montaram a armadilha a 30 de Agosto de 2007, dia do meu aniversário, e depois houve um kamikaze - leia-se Miguel Cadilhe - que tirou a espoleta da granada e fez rebentar tudo." Foi assim que Oliveira e Costa terminou ao fim de 131 minutos, com dois intervalos de 15 e 13 minutos, respectivamente, a leitura de um extenso documento aos deputados, assessores dos grupos parlamentares e jornalistas presentes na Comissão de Inquérito Parlamentar em que lavou a roupa suja do BPN, disparou a torto e a direito contra um grupo de quatro accionistas, liderado pelo empresário Joaquim Coimbra, dirigente do PSD, Miguel Cadilhe, seu antigo colega de Ministério, também do PSD como ele próprio, e, claro, contra Dias Loureiro, social-democrata e conselheiro de Estado.»

Fonte: Correio da Manhã de 27Mai2009

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Fritzl: Cave sem prova de som

via Correio da Manhã OnLine em 20/05/09

A cave onde Josef Fritzl, que sequestrou a própria filha e violou-a durante 24 anos, não era à prova de som como se pensava. A revelação é feita no livro de Stefanie Marsh e Bojan Pancevski, 'Os Crimes de Josef Fritzl: Descobrir a Verdade'. Refira-se que Fritzl está a escrever um livro.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Pablo Escobar vuelve a ser noticia a través de un libro escrito por su hermana

via Poemas del Alma de Julián Pérez Porto em 08/04/09
Ya pasaron varios años desde aquel 2 de diciembre de 1993, jornada en la cual la Policía abatió a Pablo Escobar, el poderoso narcotraficante colombiano que supo liderar la organización delictiva conocida como el Cartel de Medellín, pero, aún en la actualidad, la figura de este hombre continúa dando qué hablar. Su vida ha sido, en [...]

sexta-feira, 6 de março de 2009

Coronel pôs bomba que matou Waié

«Nino' Vieira telefonou três vezes ao primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, já depois da meia-noite, na madrugada de 2 de Março, dia em que foi assassinado. A informação foi confirmada ao CM por um alto responsável militar guineense, que pediu o anonimato. A mesma fonte fez ainda a cronologia dos acontecimentos que culminaram na morte dos dois homens mais poderosos do país. "No dia em que foi morto, Tagmé na Waié reuniu-se com altas patentes militares no quartel-general, onde passava a maior parte do tempo. No final da reunião, deteve-se a conversar com alguns deles longamente, até receber uma chamada telefónica, por volta das 19h00".»
Fonte: Correio da Manhã de 06Mar2009

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Pável não esteve envolvido no assassinato de Trotsky

Pável não esteve envolvido no assassinato de Trotsky

via As Causas da Júlia de juliacoutinho@gmail.com (Júlia Coutinho) em 16/12/08
O jornal Público de hoje, na rubrica Cartas ao Director, publica um esclarecimento de Zínia Rodriguez, filha de Francisco Paula de Oliveira / Pável / Antonio Rodriguez, sobre as insinuações ultimamente vindas a público acerca do possivel envolvimento do pai no assassinato de Trotsky.
Por se tratar de um documento da máxima importância para a clarificação do percurso político-social de Pável, aqui o transcrevemos.

«Em relação ao artigo "O 'olhar triste' de um antigo herói do comunismo", de 21 de Novembro, envio, em nome da família de Pavel, a seguinte resposta para reposição da verdade.
Pavel não esteve envolvido em qualquer tentativa ou acção para assassinar Trotsky no México. Qualquer insinuação a esse respeito é completamente especulativa e infundada.
A História faz-se com factos, documentos claros e investigação da verdade directamente nas fontes.
As pessoas que tiverem dúvidas podem consultar no México a informação existente no Museu Trotsky.
O assassinato de Trotsky está perfeitamente esclarecido. Os nomes dos seus autores são conhecidos.
Pavel chegou ao México em meados de 1939. Trotsky foi assassinado em 1940. Nessa época Pavel já tinha sido afastado pela Internacional Comunista e não tinha qualquer relação com Moscovo. Trabalhava no seu ofício de serralheiro mecânico para poder sobreviver, ao mesmo tempo que ia escrevendo em jornais. Só posteriormente conheceu e se aproximou de intelectuais mexicanos como David Alfaro Siqueiros.
O seu trabalho como jornalista era essencialmente de repórter sobre a situação dos indígenas, para os ajudar a obter melhores condições de vida. E começou a escrever sobre arte anos depois.
Não mais retomou uma actividade partidária, mas continuou a lutar a nível social e cultural, para dar voz às pessoas que não a tinham e ajudar à construção de uma sociedade mais justa.
A vida de Pavel no México é clara e transparente. Para os que quiserem saber a verdade.
Por último, aproveito para informar que, no próximo ano, o Museu Trotsky, na Cidade de México, vai promover uma homenagem à memória de Pavel. Aliás, o director do Museu Trotsky foi aluno e grande amigo de Pavel.
Como representante de minha mãe e meus irmãos,
Zinia Rodriguez (filha de Pavel)»

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Bye, George

via Entre as brumas da memória de Joana Lopes em 15/12/08
«Al menos cien abogados árabes han mostrado su predisposición a defender al periodista iraquí detenido ayer por tirar sus dos zapatos contra el presidente estadounidense, George W. Bush, y llamarle "perro".»

Tivessem os sapatinhos sido um pouco maiores...

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Vale e Azevedo engana BPN com dois milhões de euros

«Vale e Azevedo garantiu ajuda a uma empresa imobiliária e traçou o plano: pedir 40 milhões de euros ao Banco Português de Negócios (BPN) para se lançarem na compra e venda de imóveis. O BPN chegou a dar 2 milhões, mas a empresa garante que nunca viu o dinheiro»

Fonte: Jornal SOL de 06Nov2008 in Notícias do Sapo

sábado, 25 de outubro de 2008

Confessou crime antes de agressões [desaparecimento da Joana]

«Joana apanhou a mãe e o tio nus no sofá na altura em que se preparavam para manter relações sexuais. Assim que a criança de oito anos ameaçou contar tudo ao companheiro de Leonor, esta e o irmão, João, agrediram-na com bofetadas tão violentas que bateu com a cabeça numa parede e morreu ali, na casa da Aldeia de Figueira, em Portimão, onde vivia com o padrasto e dois meios-irmãos.»

Fonte: Correio da Manhã de 23Out2008

terça-feira, 29 de julho de 2008

El Solitario, condenado a 47 años de cárcel por asesinar a dos guardias civ...

via ELPAIS.com - Última Hora by JESÚS DUVA <elpais@elpais.com> on 7/29/08
Jaime Giménez Arbe, El Solitario, ha sido condenado a 47 años de prisión por la muerte de los guardias civiles José Antonio Vidal y Juan Antonio Palmero en Castejón (Navarra) el 9 de junio de 2004, según la sentencia que acaba de ser hecha pública por la sección tercera de la Audiencia de Pamplona. El fallo contempla 20 años por cada asesinato y siete años más por tenencia ilícita de armas en la modalidad de depósito de armas de guerra.

sábado, 26 de julho de 2008

Madeleine "Fizeram uma sindicância à investigação”

via Bloco de Apontamentos by noreply@blogger.com (MC) on 7/24/08
Gonçalo Amaral lamenta que tenha sido feita "uma sindicância à investigação". Na primeira entrevista em que fala do processo, defende que Maddie morreu no Ocean Club. Livro é lançado hoje em Lisboa e promete relançar a polémica.

Correio da Manhã – Qual é a sua tese, como investigador do caso?

Gonçalo Amaral – A menina morreu no apartamento. Está tudo no livro, que é fiel à investigação até Setembro: reflecte o entendimento das polícias portuguesa, inglesa e do Ministério Público. Para todos nós, até ali estavam provadas: a ocultação de cadáver, simulação de rapto e exposição ao abandono.

– O que é que o levou a indiciar os McCann por todos esses crimes?

– Tudo começa numa teoria de rapto forçada pelos pais. E o rapto baseia-se em dois factos: um é o testemunho de Jane Tanner, que diz que viu um homem passar à frente do apartamento com uma criança ao colo; o outro é a janela do quarto que, segundo Kate, estava aberta quando devia estar fechada. Provou-se que nada disso aconteceu.

– Como é que se provou?

– Jane Tanner não é credível: identifica e reconhece pessoas diferentes. Começa por Murat, mais tarde fala-se noutra pessoa, pelo desenho feito por uma testemunha, e ela já diz que é aquela, completamente diferente de Robert Murat.

– O testemunho de Jane Tanner orientou a tese de rapto.

– Para se avançar por aí era preciso dar-lhe crédito: nada mais indiciava o rapto. E a questão da janela do quarto, onde Maddie e os irmãos dormiam, é fulcral. Leva à simulação. Isto é, se estava ou não aberta quando Jane diz que viu o homem de criança ao colo. A mãe da menina, Kate, é a única a falar na janela aberta.

– Isso desmonta a tese de rapto?

– Ali está a solução. Estar ou não fechada indicia fortemente simulação. E porque é que se simula rapto e não se diz só que a criança desapareceu? Pode teraberto a porta e saído...

– As impressões digitais de Kate reforçam a tese de simulação?

– São as únicas impressões digitais na janela. E em posição de forma a abrir a janela.

– Kate teve atitudes suspeitas?

– Sai para jantar e tem, em princípio, três filhos a dormir. Volta, falta um e sai, deixa a janela escancarada com os gémeos a dormir. E a noite, segundo diz, estava muito fria...

– E a cama de Maddie?

– Não tem sinais de pessoa que tenha aliestado. Nem a cadeira ou a cama junto à janela. E não há impressões de estranhos.

– Faltou fazer a reconstituição.

– Não se fez, a dez, 15 dias dos factos, por o aldeamento estar cheio de turistas e jornalistas. Confiámos que mais tarde se poderia fazer. Não pôde.

– Pediram dados sobre o grupo?

– Às 08h00 de dia 4 foi pedido ao oficial de ligação da polícia inglesa, mas nunca chegou.

– O que é que queriam saber?

– Quem são as pessoas, antecedentes. E a criança, se há queixas contra os pais ou outros. Como se comportava no colégio. Para saber se era alvo de abusos.

– Qual é a importância no caso da testemunha irlandesa?

–Explicou onde é que ele e a família tinham avistado, às 22h00 de 3 de Maio, um homem com uma menina ao colo. E não era Murat. Não viram o rosto, mas descreveram a forma atlética e desajeitada como levava a criança ao colo.

– Estávamos ainda em Maio.

– Quando os McCann voltaram a Inglaterra, na testemunha, ao ver Gerry descer do avião e caminhar na pista com um filho ao colo, fez-se luz. Pela forma de andar e pela forma desajeitada como levava o filho, tem 70 a 80 por cento de certeza de que era a pessoa que vira naquela noite. Diz ele e os outros membros da família.

– O que é que fizeram?

– Nas vésperas da minha saída de Portimão estávamos a tratar dessa vinda a Portugal. Depois pediu-se a inquirição da testemunha via oficial de ligação da polícia irlandesa em Madrid, o que levou meses. Nesse tempo a testemunha terá sido abordada por pessoas ligadas ao staff dos McCann, não sei com que intenções. Sentiram-se pressionados. Mais tarde chegou a inquirição e ele mantém a probabilidade de 70 a 80 por cento de ter sido Gerry a levar a menina ao colo na direcção da praia.

– Não podia ter sido incluído na carta rogatória?

– Podia e devia. O ideal era ter vindo a Portugal, como testemunha-chave. Tal como o casal de médicos que descreve a situação de Maiorca.

– Desfeita a teoria de rapto, como se constrói a tese de morte?

– Com os elementos que existem só poderíamos chegar até ao acidente, morte natural, qualquer causa sem intervenção de terceiros. Estávamos a cimentar provas e a avançar para perceber o que aconteceu ao corpo da menina. Com base também em informações do laboratório britânico sobre vestígios encontrados dentro do carro alugado pelos McCann.

– Onde e como é que conseguiriam esconder o corpo por mais de vinte dias?

– Era o que estávamos a tentar saber. Procurar dentro dos amigos, porque o casal tinha muita gente conhecida. Tentávamos perceber onde é que a menina podia ter estado aqueles vinte e tal dias.

– Fora do alcance das buscas.

– Sim. Havia informações de que tinham visto o casal a ir na direcção de determinado bloco de apartamentos, estávamos a tentar perceber qual o apartamento. Quem é que tinha acesso a esse apartamento. Mas tudo parou.

– Como é que interpreta esse parar tudo, na altura da sua saída?

– Dá ideia de que fizeram quase uma sindicância à investigação.

– Chegou a dizer-se que o sangue encontrado não era humano.

– Os cães só cheiram sangue humano. A amostra que é recolhida e levada para Inglaterra, para ser analisada pela técnica de Low Copy Number, é microscópica. A técnica não lhes permite dizer se é sangue ou qualquer outra espécie de fluído – mas garante que é humano.

– A família procurou justificar-se.

– Mais tarde, um cunhado e um primo de Kate disseram ter transportado na bagageira uns bifes que descongelaram, até lixo, mas não. Os cães não vão ao cheiro do lixo nem de sangue não-humano. Depois há uma testemunha, que nunca foi ouvida, uma jurista que vivia ao lado do casal, já na segunda casa fora do aldeamento, a dizer que aquele carro tinha a bagageira aberta durante a noite para arejar. Mas se calhar foi por causa do lixo...

– Na tese de envolvimento dos pais, consegue reconstituir aquela noite?

– Já tínhamos concluído, muito antes da testemunha irlandesa, que a haver envolvimento daquelas pessoas só havia uma hipótese. Apontava para o lado da praia. Não só pelo que eles conheciam mas também pelas condições do terreno. Naquela zona não é fácil abrir buracos. Ou se conhece onde existam buracos ou então não se consegue, em pouco tempo, decidir onde se há-de pôr um corpo sem se conhecer a zona. A haver envolvimento, seria para a zona da praia. O que depois é corroborado pela testemunha irlandesa.

– À hora a que o turista irlandês terá visto Gerry há vários testemunhos que colocam o pai da criança no Ocean Club.

– Não são credíveis. Os empregados não sabem dizer as horas a que estavam lá as pessoas, quanto tempo demorou cada uma delas quando dizem ter ido aos apartamentos. E o grupo não é credível. Dizem que nas noites anteriores, de 30 em 30 minutos, cada um por si ia ver apenas os seus filhos; mas naquela noite, entre as 21h30 e as 22h00, quase de cinco em cinco minutos alguém vai curiosamente ver aquele apartamento, não indo ver os outros.

– E em relação a Gerry?

– Justifica algum tempo com uma ida à casa de banho. Não são cinco minutos, depois encontra outro indivíduo lá fora. Daí a necessidade da reconstituição. Para saber quanto tempo é que levavam para ir aos apartamentos, por onde é que iam, etc. Reconstituição conjugada com o movimento do restaurante, porque quando se diz que a partir das 21h00 pediram a comida, houve um que pediu um bife. E esse bife foi reaquecido porque esse alguém não esteve no local. É preciso saber de quem era o bife. Esteve muito mais tempo fora...

– Um adulto e uma criança ao colo, até à praia, quanto tempo?

– Quinze minutos.

– Como é possível o apartamento ter sido alugado depois do crime?

– O apartamento foi logo completamente contaminado pela acção dos pais, antes de chegar a polícia. Montou-se ali um arraial completo e foi exigido, a determinada altura, cães para dentro de casa.

– Admitiram a hipótese de terem sido dados soporíferos à criança.

– Os gémeos, de luz acesa, luz fechada, com um arraial de gente a entrar e a sair, dormiram até às 02h00, quando foram transportados para outro apartamento. Mesmo aí continuaram a dormir. Aquele sono não é normal.

– Mas a Judiciária nada fez.

– Mais uma vez inibimo-nos. Pensámos pedir aos pais para se realizar exames ao cabelo, para se perceber se havia ali algum sedativo, mas quando se soubesse iam dizer que estávamos a suspeitar dos pais e tentava-se evitar a todo o custo que se tornasse público que essas suspeitas existiam.

– Como é que há margem de especulação nos resultados de ADN? Foram os resultados que permitiram avançar para a constituição de arguidos.

– Quem especula é o cientista que faz o exame. Começa por dizer, no relatório preliminar, que era fácil afirmar que se tratava de Maddie. Depois veio com outras questões. Claro que só com esses dados não se acusa ninguém.

"CADÁVER FOI CONGELADO"

Correio da Manhã – O que é que na sua opinião aconteceu ao corpo?

Gonçalo Amaral – Tudo indiciava que o corpo, depois de estar num determinado local, foi movimentado de carro para outro, vinte e tal dias depois. Com os vestígios encontrados no carro, a menina teria d ter sido ali transportada.

– Como é que pode afirmar isso?

– Por aquele tipo de fluído, dizemos nós polícias, peritos, que o cadáver foi congelado ou conservado em frio e ao ser colocado na bagageira, com o calor que fazia na altura, parte do gelo derreteu. Numa curva, por exemplo, caiu alguma coisa do lado direito da mala, por cima da roda. Podem dizer que é especulação, mas é a única forma de explicar o que ali aconteceu.

– Se o corpo foi primeiro escondido na zona da praia esteve sempre fora do alcance das buscas?

– A praia foi batida a uma hora que não se sabe se o corpo ainda lá estava. Utilizando cães, mas os cães--pisteiros têm limitações, como a água salgada, por exemplo. Depois, poderá ter sido removido.

"DEVÍAMOS TER FEITO ESCUTAS"

Correio da Manhã – Sentiu pressão política na investigação?

G.A. – Inibição. Um dos erros foi não termos avançado para este grupo com tudo o que legalmente estava ao nosso alcance: escutas, vigilâncias.Erapreciso,por exemplo, recuperar a roupa que a menina vestia quando saiu do infantário para casa. Aí pensámos: se vamos, diz-se logo que suspeitamos dos pais. Essa inibição ocorreu ao longo dos tempos.

– E isso levou-vos para o rapto.

– Tivemos de provar que não havia rapto para depois nos podermos centrar naquelas pessoas...

– Como é que aparece a pressão?

– Logo a 4 de Maio, pela manhã, com um cônsul a ligar para a embaixada a dizer que a PJ não estava a fazer nada. Depois um embaixador. A seguir um assessor e o primeiro-ministro inglês.

"PAYNE É O ÚLTIMO A VÊ-LA"

Correio da Manhã – Quando é que chegam testemunhos por comportamentos de David Payne a indiciar práticas sexuais com menores?

Gonçalo Amaral – Ainda em Maio. Algo de errado ocorreu numas férias com aquele grupo: David Payne teria feito gestos reveladores de comportamentos relativamente a crianças. Até a Maddie. Pedimos informações mas já chegaram depois de 26 de Outubro. Mandaram a informação sem lhe dar relevo.

– O que chegou em concreto?

– Um casal de médicos terá passado férias em 2005, em Maiorca, com David Payne, os McCann e outro casal. A senhora diz que assistiu a Payne de dedo na boca, num movimento de entrar e sair, e a esfregar o mamilo com a outra mão. E estaria a falar de Maddie ao lado do pai, Gerry. Esses depoimentos deviam ter tido outro tratamento por parte da polícia. Era muito relevante o acesso à informação, de pessoas médicas, tão credíveis quanto as outras.

– O que é que fica mais por esclarecer em relação a David Payne?

– Será o último a ver Maddie com vida depois das 17h30, quando ela sai do infantário. Encontra Gerry a jogar ténis e pergunta-lhe por Kate e pelos miúdos. Gerry responde que estão no apartamento e ele vai lá. Regressa 30 minutos depois. Kate diz que foram 30 segundos. Aqui há algo que não bate certo.

In: Correio da Manhã por Eduardo Dâmaso/Henrique Machado

sexta-feira, 18 de julho de 2008

A ligeireza com que se difama

via Cheiro a Pólvora on 7/17/08

"Foi devastador, não só para mim, mas também para a minha família, a minha mãe e a minha filha",

Robert Murat, o primeiro arguido no caso "Maddie", vai receber 750 mil euros de indemnização de uma televisão e dez tablóides britânicos acusados de difamação.

O inglês que vive na Praia da Luz prepara-se para fazer o mesmo com alguns órgãos de comunicação social portugueses.

Deixo uma parte do escrevi no livro "Por que Adoptámos Maddie" sobre a forma como Murat foi então tratado por jornalistas portugueses e britânicos.

Carlos Vaz, cameraman inicialmente contratado pela Sky News, conheceu Robert Murat logo no dia seguinte ao desaparecimento: "Estava na esquina da casa, muito solícito e sempre pronto a ajudar toda a gente. Disse que estava a fazer a ligação entre os pais e a polícia portuguesa. Percebi de imediato que era uma fonte importante e comecei a fazer perguntas, onde estão os pais, como são, mas rapidamente me avisou de que não poderia dizer nada. Apenas me revelou coisas soltas como ´sim, eles estão lá dentro`; e ´a polícia também já lá está`".

Os jornalistas questionam-se: quem é esse tal Murat que andou sempre perto dos repórteres e dos investigadores? É inglês, tem uma agência imobiliária em Lagos, vive há muito em Portugal e é divorciado. Tem uma filha também de quatro anos e muito parecida com Madeleine que vive no Norte de Inglaterra com a ex-mulher, ele reside com a mãe a cerca de cem metros do local onde a filha dos McCann desapareceu. E é essa casa que a PJ investiga agora. As câmaras colocadas na rua gravam lá para dentro pelo meio dos arbustos. Vêem-se agentes da Polícia Científica vestidos de branco da cabeça até aos pés e polícias que trazem videocassetes nas mãos. As televisões transferiram os "estúdios ao ar livre" para o novo foco de interesse, a Casa Liliana; os repórteres percorrem a distância mostrando para as câmaras como ficam perto o apartamento local do crime e a moradia do agora suspeito; os fotógrafos e os cameraman disparam sobre todos os carros que entram e saem da casa e há quem relembre que a mãe dele, uma enfermeira reformada já com mais de setenta anos de idade, foi das primeiras pessoas a ver o retrato-robô e que montou ela própria uma banca perto do aldeamento, onde se dispunha a receber todas as informações que os turistas ingleses tivessem e não quisessem dar à Polícia portuguesa. Fazia-se transportar numa carrinha verde com cartazes de Madeleine nas janelas. O batalhão de jornalistas diminuíra nos últimos dias e até a Sky News reduzira a equipa para oito pessoas. Com as novidades da manhã, a televisão inglesa repõe o satff nos valores iniciais e todos fazem o mesmo. Há mesmo quem reforce com mais equipas e outros órgãos de comunicação social estrangeiros que não tinham apostado na história nos primeiros dias, fazem-no agora na expectativa de uma rápida resolução do caso.

Multiplicam-se os artigos nos jornais e as conversas dos comentadores em que, a ser verdade, a atitude deste inglês encaixa-se noutros casos conhecidos. É a oportunidade que os implicados num crime têm de acompanhar as investigações e desviar a polícia ou os jornalistas quando sentem que eles estão no caminho certo. No início da década de noventa, uma menina de nove anos, igualmente britânica, chamada Rachel Charles foi assassinada por estrangulamento com um cordão de nylon, nos arredores de Albufeira. O autor também se ofereceu e participou nas buscas. Michael Cook, amigo da família, acabou desmascarado e foi condenado a dezanove anos de prisão. O "Caso Rachel" vem dar consistência às suspeitas e alguns jornalistas portugueses e estrangeiros passam a tratar Murat como "um pedófilo sem cadastro". Antes que a polícia o tornasse arguido, já a imprensa o tinha carimbado e condenado. Os jornalistas davam mostras de querer estar um passo à frente da investigação. Depois de ser constituído arguido, Robert Murat dá uma entrevista à Sky News onde acusa a Polícia Judiciária de tentar fazer dele um "bode expiatório" e que "a única maneira de sobreviver a isto, é o raptor ser detido".

Retirado do livro "Por que Adoptámos Maddie"

de Luís Castro

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Gonçalves acusa as FARC de serem terroristas

via RTP Vídeo / Mundo em 08/07/08
photoO luso-descendente Marc Gonçalves, que esteve durante vários anos refém das FARC, na Colômbia, falou pela primeira vez após a libertação. Gonçalves acusou os seus raptores de serem terroristas, pedindo também a libertação dos outros reféns.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Filha-neta de Joseph Fritzl sai do estado de coma

via RTP Vídeo / Mundo em 11/06/08
photoA jovem austríaca vítima sexual do pai durante vários anos saiu do estado de coma. Foi ela, que permitiu por fim à chamada casa dos horrores. Kerstin Fritzl , a mais velha dos filhos-netos de Joseph Fritzl, ficou muito doente com uma infecção generalizada.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Julgamento em Guantânamo

via RTP Vídeo / Mundo em 05/06/08
photoSete anos depois dos atentados do 11 de Setembro começa hoje em Guantânamo o processo judicial contra Jalid Sheik Mohamed.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Distribuição geográfica dos crimes

via Links Interessantes de Alberto Vale em 15/05/08
Pode parecer estranho, mas com um pouco mais de atenção este link revela-se talvez um bom contributo no combate ao crime. A ideia do Wikicrimes é registar ocorrências criminais no computador directamente num mapa digital o local onde tenha ocorrido diversos tipos de crime (furto, roubo, tentativa de furto, homicídio, violência doméstica, abuso de autoridade, etc). Wikicrimes não é um projecto

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Mulher austríaca sequestrada agradece apoio

via RTP Vídeo / Mundo em 14/05/08
photoElisabeth e os filhos mandaram afixar um cartaz na principal praça da cidade de Amstetten a agradecer o apoio que tem recebido.

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