terça-feira, 3 de abril de 2007

Gramática de Interlingua em 30 lições

Com exercícios e vocabulário útil

por Rui Rabelo Mariano, União Brasileira de Interlingua 1991 (UBI)

Nota Pessoal

Estudo da expressão Poner del sol

Cientistas traçam cenário negro para meados do século - Alterações Climáticas

Escassez de água, aumento da pobreza e extinção de várias espécies compõem um cenário pessimista dos efeitos do aquecimento global para meados deste século, segundo um estudo das Nações Unidas que vai ser divulgado esta semana
VISAO.pt 2 Abr. 2007
O Painel Intergovernamental para as Alteração Climáticas (IPCC, na sigla inglesa), uma rede que reúne mais de 2.000 cientistas, iniciou esta segunda-feira, cinco dias de negociações em Bruxelas (Bélgica), que vão culminar num novo relatório que alerta para as consequências do aquecimento global.

Numa antecipação da agência noticiosa Associated Press, os cientistas desenham um cenário negro em que se evidencia o aumento da pobreza, a escassez de água potável, o derretimento dos glaciares e das calotas polares e o desaparecimento de várias espécies até meados do século, se não forem tomadas acções imediatas para reduzir as emissões de dióxido de carbono e outros gases causadores do efeito de estufa.

Algumas regiões, como o norte dos continentes europeu e americano irão colher alguns benefícios dos Invernos mais suaves e do prolongamento das estações mais quentes, pelo menos a curto prazo, mas mesmo as previsões mais optimistas referem que o clima vai continuar a mudar e que o planeta será irremediavelmente afectado.

No encontro estarão 285 delegados de 124 países e mais de 50 cientistas que compilaram o relatório, além de dezenas de observadores de organizações não-governamentais.

As negociações à porta fechada vão centrar-se nas previsões sobre o número de pessoas, que estará em risco devido à mudança dos ecossistemas e dos ciclos da água e sobre até que ponto fenómenos meteorológicos específicos como o furacão Katrina podem ser atribuídos ao aquecimento global.

O documento preliminar contém avisos severos quanto ao futuro. Nos próximos 25 anos, a fome e as mortes provocadas por diarreia vão ameaçar os países pobres afectados pela escassez de água potável.

No final do século XXI, o aquecimento dos mares deverá destruir recifes de coral e os peixes que os alimentam e poderá levar ao envenenamento dos crustáceos. Milhares de pessoas que habitam em zonas costeiras ou junto aos rios deverão ser afectadas por inundações e as reservas de água potável serão provavelmente contaminadas com água do mar. Pequenas ilhas poderão ser submersas devido à subida do nível do mar. Escaravelhos e outras pragas deverão invadir as florestas, sendo também cada vez mais frequentes os fogos. Mas os cientistas dizem que nem todas estas consequências são inevitáveis.

Fonte: Visaonline de

Ressaca eleitoral

A noite foi longa. O espanto colara-se à cara de Maria Elisa, acentuando a pálida magreza e aquele ritus agressivo e arrogante que passou a manifestar a partir do momento em que percebeu qual seria o desenlace do concurso. A RTP dispusera-se a este pleito e falhara rotundamente. Pensaram, erradamente, que da propaganda, da intoxicação e da lavagem cerebral de décadas sairia, naturalmente, um resultado afeito ao regime, aos seus mitos e heróis. Correu-lhes tudo mal. Um número cada vez mais expressivo de portugueses - que também é amante da liberdade, mas não a quer confiscada e interpretada - libertou-se do medo, votou em protesto e votou imune à torrente de frases-feitas, historietas, semi-mentiras e semi-verdades que ainda rodeiam a figura de Salazar.

Regalei-me de gozo pela histeria da bruxa comunista, bem como da langage de bois de meia dúzia de turiferários que levou de trela. O PC não aprendeu nada e não esqueceu nada. É um fóssil digno da maior comiseração, cada vez mais afundado em memórias octogenárias, que já poucos conseguem compreender. As gargalhadas com que foram acolhidas as suas intervenções exprimem o total corte existente entre o PC e os portugueses. Por seu turno, a esquerda burguesa do socialismo de subsidiação, das grandes tenças e das dinastias familiares sentadas à mesa do orçamento, foi confrontada com a irrealidade em que vive num país cada vez mais pobre, mais desesperado e desiludido. Vi no olhar de João Soares a perplexidade de quem, tendo vivido as últimas décadas emparedado no aquário da opulência oligárquica, não quer ver na votação de Salazar um enorme cartão vermelho a tudo o que ele [Soares] representa para o "povo boçal e inculto".

Gostei, sinceramente, da prestação de Nogueira Pinto: calmo, sem condescendências artificiais, seguro e senhor numa posição a que muito poucos aspirariam, como ficou provado pelo medo que fez calar Leonardo Mathias, que ali mesmo resolveu desertar. Gostei, uma vez mais, da enorme coragem de Dacosta, que fulminou aquela gente ociosa, poseur e arrogante com verdades banidas das pantalhas pela censura informal que vigora nas redacções de jornais e televisões desta apagada e vil liberdade hemiplégica em que vivemos. Ontem, Salazar entrou na história pelo voto do povo. Agora, aquela historiografia à Rosas, adjectivadora, preconceituosa, intelectualmente desonesta e facciosa deixou de ter cabidela. Salazar descansa. Só ontem, verdadeiramente, por vontade popular, deixou de ser uma alma penada alvo do delírio obsessivo de uma ou duas gerações crispadas pelo ódio, indiferentes à passagem do tempo e agarradas a sinecuras que são escândalo para uma sociedade sem entusiasmo, sem esperança e sem futuro.

O impronunciável ganhou



Depois de dúvidas sobre o resultado do veredicto - sempre ameaçado pelos que consideram o povo "populaça", quando este vota ao arrepio do interesse do "país esclarecido" - a vitória de Salazar vem demonstrar que, afinal, os regimes passam mas a memória justiceira prevalece. Tudo foi tentado para intimidar, rebaixar, silenciar e minimizar o resultado de um concurso que foi, afinal, mais que um divertimento, uma autêntica votação retroactiva. Se não esperavam pelo resultado, terão ficado elucidados quanto à percepção popular daquele que é o mais alto valor que justifica um lugar cimeiro na história: o serviço da nação. Se o esperavam, não o querendo aceitar, é altura de compreenderem o aviso. Creio ter sido virada uma página na história emocional deste país. Salazar voltou para reocupar o seu lugar na memória colectiva.

Guerra das Falklands ou o único país europeu que não perdeu a coragem

A França foi à luta e perdeu na Indochina, foi à luta na Argélia e assustou-se. A Bélgica, que se dera ares de importante, saiu do Congo carregada de vergonha. A Espanha descolonizou sem honra nem glória no Sahara Espanhol: mandou regressar o exército e entregou o território e respectivas populações às colunas da Marcha Verde. Portugal ganhou militarmente em África, mas no fim abandonou tudo, sem regatear e sem prover, condenando Angola a uma guerra de 27 anos, Moçambique a 20 anos de matanças e Timor-Português ao genocídio indonésio.
A descolonização europeia terá sido um dos maiores desastres humanitários do século XX, mas no conjunto dessa imensa tragédia escapou o Reino Unido: deu luta aos comunistas na Malásia e venceu-os, deu luta aos Mao-Mao, venceu-os e só depois de os civilizar concedeu a independência ao Quénia. Em 1982, um general argentino encurralado entre a hiper-inflação, o descrédito e a ilegitimidade, empurrou país para uma aventura que estimava impune. Não contava que os britânicos - que jamais aceitaram os "ventos da história" e outras crenças revolucionárias, posto continuarem a ser uma monarquia, súbditos e fiéis a uma Constituição histórica - conhecem a honra nacional, o sacrifício e o valor das responsabilidades do Estado. As Falklands foram retomadas pela força pois, para os britânicos, não há direitos históricos sem a anuência das populações, não há factos consumados ao arrepio da legalidade internacional, não há cedências perante os interesses permanentes da nação. Os argentinos foram esmagados, os habitantes das Falklands voltaram a ser leais e livres súbditos e hoje o arquipélago é o mais rico do hemisfério sul. O ditador argentino foi apeado, a Argentina caiu no desastre insolvente que se conhece e os argentinos - que se portaram com grande coragem na luta - dedicam-se hoje a proezas futebolísticas. Foi uma lição. Se a Europa tivesse na Grã-Bretanha o seu espelho de virtudes outro galo cantaria.

Fonte: Combustões. post de 02Abr2007

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Base de dados para doentes hipertensos e com risco cardiovascular


Fonte: Rev. CiênciaHoje de 01Abr200Publish7

O Maior Português de Sempre: saber bem interpretar os resultados


Fonte: Rev. CiênciaHoje de 31Mar2007

Novo Desassossego - entrevista a Teresa Sobral Cunha

http://visao.clix.pt/default.asp?CpContentId=333134

«Fernando Pessoa: Outro Livro do Desassossego. Entrevista com a organizadora Teresa Sobral Cunha (link 1) e pré-publicação de novos trechos da edição. Inéditos de António Mora, apresentados por Jerónimo Pizarro. «Erratas» por Manuela Parreira da Silva»

Fonte. Jornal de Letras nº. 952 de 28Mar2007

Jornal de Letras, Artes e Ideias - nº 952


Destaques de edição que vai estar nas bancas de 28 de Março a 11 de Abril de 2007
JL 28 Mar. 2007

JL 952

Fernando Pessoa: Outro Livro do Desassossego. Entrevista com a organizadora Teresa Sobral Cunha (link 1) e pré-publicação de novos trechos da edição. Inéditos de António Mora, apresentados por Jerónimo Pizarro. «Erratas» por Manuela Parreira da Silva

António Lobo Antunes: Prémio Camões 2007. Texto de Maria Alzira Seixo

Figura: Teresa Salgueiro, uma voz do mundo

Novos livros de Helena Marques e Ondjaki, entrevistas e pré-publicações

A pintura de Teresa Magalhães

Caimão: o novo filme de Nanni Moretti

Carta a Marília, por Jorge Pinheiro

Os lugares de António Mega Ferreira

Guilherme d’Oliveira Martins escreve sobre Ruben A

Autobiografia de José Medeiros Ferreira

Breve encontro com Ana Luísa Guimarães, Paolo Kellerman e Fernando Júdice (Sal)


Par ou ímpar: Ping & Pong, Lda

[em destaque] Ficção JL: a quatro mãos

Lançámos o desafio e quatro escritores aceitaram. Escrever um conto a quatro mãos, a partir do mote «Erros Meus, Má Fortuna, Amor Ardente», o primeiro verso do soneto de Camões. Leia aqui os dois primeiros capítulo, da autoria de João Tordo e Miguel Castro Caldas (link). David Machado e Rui Vieira são os escritores que se seguem

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