Tudo leva a crer que este Kwuenha, tão grandemente homenageado em Angola, não seja outro senão o que matou, directa ou indirectamente, o grupo dos oito camaradas GE's na região de Mavinga. Um dos Ge's que morreu do grupo de 8 foi o herói e compatriota nacional Monjuto que é apontado pelos combatentes de Nerriquinha como irmão ou meio-irmão do Kwuenha.
É triste, muito triste assistirmos a isto: heróis nacionais propositadamente esquecidos por Portugal e inimigos que atormentavam as pacíficas populações laboriosas e as nossas forças levantados em heróis.
Fiz parte da operação Siroco II. Nessa altura falava-se que o Kuenha teria morrido em consequência de ferimentos recebidos em combate. A partir daí o MPLA desapareceu definitivamente da Zona Militar Leste.
Monjuto, comandante dos GE´s de Nerriquinha, é um herói e compatriota que merece o reconhecimento nacional pelos seus feitos. Seria mais que justo que fosse dado o seu nome a uma rua, a uma praça, a um bairro, a um lugar... O seu nome, a sua biografia, como o de muitos milhares de outros compatriotas africanos, deveriam figurar nos livros didácticos sobre a História de Portugal. O seu nome deveria figurar no monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar em Pedrouços - Lisboa.
Rui Moio
Segundo a ANGONOTÍCIAS em despacho de 05 de novembro passado, o Governador Higino Carneiro (Menongue) anunciou a intenção de reconstruir cinco aeródromos do tempo colonial, entre os quais o do nosso conhecido Rivungo. Lendo a notícia, descobri que o aeroporto de Menongue (ex-Serpa Pinto), tem o nome de Comandante Kwenha.
Será o mesmo Kwenho que nós conhecemos como meio irmão do Fulay Monjuto e que seria o lider do grupo, na altura inimigo, que foi responsável pela chacina (ver aqui) a que se faz referência neste blog e na qual o Fulay perdeu a vida?

Sem comentários:
Enviar um comentário
Os comentários são moderados pelo proprietário do blogue.