terça-feira, 20 de julho de 2010

Filipe Zau: O velho tribalismo e o moderno clientelismo

via Lusofonia Horizontal by Daniel on 7/19/10


A seguir, artigo publicado no Jornal de Angola da última sexta-feira, 16 de Julho de 2010:


O velho tribalismo e o moderno clientelismo

Filipe Zau*

A propósito da morte do jornalista, escritor e historiador inglês Basil Davidson, revisitei um dos últimos trabalhos, que, em língua portuguesa, surgiu sob o título "O Fardo do Homem Negro – Os efeitos do Estado-Nação em África", uma edição angolana da Associação Chá de Caxinde.

Sobre a questão étnica africana, Basil Davidson afirma que num sentido histórico bastante lato, "o tribalismo tem sido usado para exprimir a solidariedade e as lealdades comuns de pessoas que partilham entre si um país e uma cultura". Citando Crawford Young, considerou inócuo o tribalismo antigo e ao clientelismo de Estado apelida-o de moderno "tribalismo" em África. Para Young, um professor de Ciência Política da Universidade de Wisconsin (Madison, EUA), que, em 1963, publicou um estudo sobre a experiência da edificação do estado-nação na actual República Democrática do Congo, as questões étnicas ligadas ao tribalismo sempre existiram em África ou em qualquer outro lugar. Para Davidson o tribalismo tem sido, muitas vezes, uma força do bem, que cria uma sociedade civil dependente de leis e de um Estado de Direito. Daí que, neste sentido, o conceito de "tribalismo", para ele, pouco divirja, na prática, do conceito de "nacionalismo". Ler mais

M227 - RANGER Mexia Alves no jornal Correio da Manhã. de 27 de Junho de 2010

M227 - RANGER Mexia Alves no jornal Correio da Manhã. de 27 de Junho de 2010

via COISASDOMR by Eduardo J. Magalhães Ribeiro on 7/17/10

O RANGER Joaquim Mexia Alves, cumpriu a sua comissão militar nas Guiné nos anos de 1971 a 1973, e no passado dia 27 de Junho de 2010, o jornal Correio da Manhã, na série inserida na revista com o título: "A minha guerra", publicou uma reportagem que, com a devida vénia e agradecimento, reproduzimos a seguir:
"Portugal desprezou soldados africanos"
Quando a guerra acabou, os homens das forças africanas foram fuzilados, presos ou agredidos pelas autoridades locais. 
"Entrei para a recruta no Quartel de Mafra em Janeiro de 1971, finda a qual fui "escolhido voluntariamente" para me apresentar em Lamego onde fiz a especialidade de Operações Especiais, vulgo, Rangers. Ler mais

domingo, 18 de julho de 2010

Caminho de Ferro vai melhorar desenvolvimento do Kuando Kubango

Nota
Há o Sud-Express, há o Express Orient, há o transiberiano, há o comboio do Cairo a Luxor!... 

Em Angola tínhamos o CCB-Caminho de Ferro de Benguela - comboio mala, o CFM-Caminho de Ferro de Moçamedes, a bitola estreita de apenas uns 120 quilómetros de Sá da Bandeira ao Chiange!... 
Linhas férreas desta envergadura poucas mais há no mundo todo.

Que pena tenho de nunca ter experimentado o troço de Sá da Bandeira a Serpa Pinto com "apenas" 700 quilómetros!... Infelizmente, o 25 de Abril chegou primeiro!... 
Rui Moio

Caminho de Ferro vai melhorar desenvolvimento do Kuando Kubango

via Leste de Angola by Jorge Santos - Op.Cripto on 7/17/10

Lubango, 18.Julho – O vice-ministro dos Transportes, José João Kuvíngua acredita que os serviços do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes (CFM), podem acelerar o desenvolvimento económico do Kuando Kubango e melhorar o nível de vida dos seus habitantes....

Basil Davidson, o jornalista que quis libertar África


Li alguns dos livros de Basil Davidson, nomeadamente, os relacionados com a História de África. Apreciei e aprecio este autor que me deu uma panorâmica cultural nova sobre a cultura africana e a História de África. Por isto, admiro-o e tenho-o em muita consideração.

Uma outra coisa é este homem ter-se colocado ao lado dos líderes dos movimentos africanos anti-portugueses; Amílcar Cabral, Agostinho Neto, Eduardo Mondlane e Samora Machel. Visitou os guerrilheiros dos movimentos pró-soviéticos em campanha e promoveu-os na imprensa britânica e mundial. Foi inimigo de Portugal, da Portugalidade, da Nação Portuguesa. Por isto, não o tenho como meu amigo ou amigo da Nação Portuguesa no seu todo pluriracial e pluricontinental.

É profundamente lamentável que em 2002, o então Presidente da República de Portugal, Jorge Sampaio, o tenha condecorado em Londres com o grau de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique por “serviços prestados a Portugal e à expansão dos valores da cultura portuguesa”.

Ironia do destino e profunda vergonha nacional que este homem, David Davidson, tenha sido condecorado com uma medalha que leva o nome do Infante D. Henrique e que a razão da condecoração tenha sido por "serviços prestados a Portugal e à expansão dos valores da cultura portuguesa". Uma medalha de grande prestígio, que noutros tempos, honrou gente de grande valor e de coragem dentro da esfera da portugalidade!

Não foi precisamente o contrário que ele fez? Onde chegaste, meu povo, minha Nação? Tanta mentira!...
Rui Moio

Basil Davidson, o jornalista que quis libertar África

via Angola: os poetas by kinaxixi on 7/17/10
Sérgio C. Andrade (in jornal "O Público, 17.07.2010)



Jornalista britânico foi também agente secreto, herói da Segunda Guerra Mundial e o europeu que deu voz às lutas dos povos africanos contra o colonialismo, sobretudo o português Ler Mais


Falecimento de Basil Davidson

Falecimento de Basil Davidson

via Lusofonia Horizontal by Daniel on 7/17/10

A morte do controverso jornalista, historiador, ensaísta político e grande conhecedor das culturas dos países africanos de língua portuguesa, com a idade avançada de 95 anos, foi destaque recente no obituário feito pelo britânico The Guardian (clicar aqui).


Um pequeno resumo: Homem de espírito inquieto, já aos 16 anos abandonou a escola porque queria ser escritor. Durante a Segunda Guerra, esteve associado ao Destacamento de Operações Especiais dos Aliados, e depois ao lado das guerrilhas iugoslavas de Josip Tito. Conheceu a fundo o processo de formação do Estado de Gana, sob a liderança de Kwame Nkrumah. Mais tarde, ainda nos anos 6o, chegará a ser um dos primeiros jornalistas estrangeiros a acompanhar as guerrilhas anticoloniais em Angola e na Guiné-Bissau. Em solo africano, reiterou sua afeição ao espírito de camaradagem, de senso de verdade e a força de espírito a serviço de elevados ideais, antes polidas a duras penas nos Bálcãs. Apresentou ao mundo algumas realidades dos colonialismos e do apartheid, com suas reportagens e seus livros. Em Cuba, nos anos 80, criticou pessoalmente o apoio de Fidel Castro ao coronel Mengitsu, da Etiópia, cujas tropas primeiro surraram o Exército somali do invasor Siad Barré e depois sufocaram o movimento separatista da Eritreia. E, ainda nos anos 80, dedicou-se a teorizar o que havia visto sobre a política africana. Embora não fosse exatamente um marxista, foi também um dos intelectuais ligados ao amplo movimento da New Left britânica, ao lado de seus amigos Thomas Hodgkin, E. P. Thompson e Eric Hobsbawm. Trabalhou em diversos jornais ingleses e chegou a participar de uma série de televisão, sobre história. Recebeu condecorações de várias universidades, inclusive em Portugal e Cabo Verde.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

A MORTE DO OUVIDOR

via Livro di Téra by BMF on 7/16/10


A 28 de Fevereiro de 1764 é preso em Santiago, Cabo Verde, o coronel António de Barros Bezerra de Oliveira, e com ele nove cúmplices, acusados de terem assassinado o ouvidor João Vieira de Andrade. Transportados para Lisboa, são julgados e condenados à morte, e enforcados no Rossio. As cabeças são cortadas e enviadas para Santiago, para serem espetadas em paus e exibidas em público. A Morte do Ouvidor é um romance histórico que se centra neste acontecimento e que o relata em todos os pormenores, dando um quadro muito vivo da vida na colónia de Cabo Verde no tempo do Marquês de Pombal.

GERMANO ALMEIDA é o mais importante escritor cabo-verdiano vivo. Dele a Caminho publicou vários romances.

Autor: Germano Almeida

Editor: Editorial Caminho
Colecção: "Outras Margens"
Ano de edição: 2010

quarta-feira, 14 de julho de 2010

5 técnicas e processos que utilizo para aumentar a produtividade

5 técnicas e processos que utilizo para aumentar a produtividade

via Insistimento by Marcos Rezende on 7/13/10
O meu volume de trabalho aumentou bastante nos últimos dois meses e com isso a valorização de técnicas e processos para melhorar o meu desempenho na execução das tarefas e tornar-me mais produtivo na gestão do meu tempo também. Além disso, percebo um gargalo muito grande na produtividade e na gestão do tempo de quem ainda é pequeno e não ultrapassou aquele limite invisível que o separa as pequenas, das médios e grandes empresas. Falta de tempo, estresse, acúmulo de tarefas urgentes e inexistência de planejamento estratégico fazem a maioria das empresas afundar ou, pelo menos, não faturar como esperado. O que fazer então para melhorar o desempenho na gestão do seu tempo e da sua produtividade sem perder a qualidade de vida? Neste artigo, introduzo uma parte das técnicas e processos que utilizo diariamente para manter-me focado na execução das minhas atividades, gerindo com eficiência ao máximo o meu tempo, que podem estar fazendo falta àqueles que almejam produzir mais e melhor com menos esforço. Ler mais

Livro: Homens, Espadas e Tomates de Rainer Daehnhardt

Livro: Homens, Espadas e Tomates de Rainer Daehnhardt

via nonas by nonas on 7/12/10



A Zéfiro lançou no mercado este magnífico livro Homens, Espadas e Tomates de Rainer Daehnhardt com mais de 12.000 exemplares vendidos.
Este livro que relata episódios de feitos heróicos dos Portugueses dos Descobrimentos acaba por ser uma verdadeira afronta aos portuguesinhos de hoje que deviam ler e meditar sobre a Heroicidade da gesta de Quinhentos em contraposição aos dias de hoje.
Número de Páginas - 288.
PVP - 20€
A Batalha de Ormuz
Pintura de Mestre Carlos Alberto Santos

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