sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Juros da casa em queda

«A Euribor a seis meses tocou ontem no mínimo histórico de 1%, ficando exactamente igual à taxa praticada pelo Banco Central Europeu (BCE) nos empréstimos à Banca comercial, isto no dia em que a instituição presidida por Trichet anunciou, sem surpresas, a manutenção da taxa de juro de referência.»

Fonte. Correio da Manhã de 06Nov2009

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Uma homenagem aos mega-radialistas José Ramos e António Sérgio prematuramente falecidos

Chegou a tua hora, Lobo (António Sérgio 1950-2009)



«Assim, de repente, há cerca de uma hora atrás. Faleceu repentinamente, vitima de crise cardiaca, o António Sérgio, 59 anos, singular homem da Rádio, voz-off da SIC (estranhamente assumiu esta função em substituição de outro mega-lucutor, o José Ramos, que tambem prematura e inesperadamente nos deixou),»

Caiu-me em cima como uma bomba. Assim, de repente, há cerca de uma hora atrás. Faleceu repentinamente, vitima de crise cardiaca, o António Sérgio, 59 anos, singular homem da Rádio, voz-off da SIC (estranhamente assumiu esta função em substituição de outro mega-lucutor, o José Ramos, que tambem prematura e inesperadamente nos deixou), e mentor musical de uma fatia substancial de um par de gerações, responsável por programas miticos e indeléveis como ‘O Som da frente”, o “Lança-chamas” ou “A hora do lobo”.

O A.Sérgio era o ultimo dos grandes radialistas, daqueles que têm uma ‘marca registada’ associada ao seu nome. Mesmo quando os tempos mudaram e o empurraram para as madrugadas na Rádio Comercial, ele manteve sempre a sua independencia. Era uma espécie de região autónoma musical. Havia a musica dos outros e a musica do Sérgio. É certo que eu não fui seu ouvinte, nos ultimos 10 anos. E mesmo no tempo do ‘Som da frente’, os meus gostos musicais raramente casavam com os dele. Mas sei, e sinto, e sente-se nos comentários que já hoje fui lendo, o peso quase reverencial da sua influência num vasto conjunto de gente do meio musical, assim como do cidadão anónimo.

Em finais de 2007, ele foi ‘dispensado’ da Rádio Comercial. Efeitos da globalização...
Os espanhois tomaram conta daquilo e estiveram-se positivamente borrifando, por mero desconhecimento e ignorância, para o que ele representava enquanto divulgador de outros sons e outras musicas que nunca, por outra via, teriam tempo de antena. Mas, como disse o Miguel Esteves Cardoso por essa altura, o A.Sérgio é uma rádio ambulante, e assim, pouco depois, foi convidado pela Radar FM para um novo programa, que ele manteve até agora. Desta vez não foi despedido; despediu-se e foi enriquecer musicalmente ‘o outro lado’.

Com o silêncio do A.Sérgio termina um muito relevante capitulo da história da nossa Rádio.

Termino dizendo que tive o privilégio, durante um curto periodo da minha vida, há quase 20 anos (era eu um puto, portanto), de privar de perto com ele, numa época em que eu me armei em locutor de rádio, numa rádio local, e em que fui convidado pela sua esposa, minha ex-colega de trabalho, para colaborar sob a forma escrita numa aventura de curta duração chamada ‘Rock Power’, uma nova revista dedicada ao ‘Hard and Heavy’. Fruto desse trabalho, pude fazer algumas coisas que nunca me passariam pela cabeça, como conhecer uma Rádio a sério por dentro, ir assistir a concertos como ‘reporter’, ou entrevistar de viva voz os Extreme (ainda alguem se lembra deles). É um grato e marcante periodo que registei na minha vida, e onde pude constatar o bacano simples, acessivel, humilde, low-profile, mas inteligente e culto que ele era. E é especialmente por essas memórias que escrevo estas linhas, e que me dói ainda mais encarar esta fatalidade.

Depois...o tempo foi passando, a distancia instalou-se, e acabei por lhe perder o rasto, assim como á esposa. Fui com grande e grata supresa que o descobri, por mero acaso, a ser entrevistado na TV, muito recentemente, no programa do Fernando Alvim. Mal eu sabia que ...


Obrigado, Sérgio, pelos momentos e experiencias que me permitiste usufruir, pela tua boa onda, e por tantas musicas fora do ‘mainstream’ que só tu poderias dar a conhecer a este país.

FALA COM ELA

via RADAR 97.8FM by radar on 11/4/09
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António Sérgio é o convidado deste Fala Com Ela. Com Inês Meneses

terça-feira, 3 de novembro de 2009

"Juro solenemente que estou inocente"

«Inocente. Foi esta a palavra mais ouvida ontem na 446ª audiência do julgamento do processo Casa Pia. Nas últimas declarações, seis dos sete arguidos reclamaram inocência, entre os quais Carlos Cruz, ex-apresentador de televisão, que reafirmou ser "completamente inocente".»

Fonte: Correio da Manhã de 03Nov2009

MAS QUE GRANDE "MAGANO" O FRANCO! NEM BOM VENTO NEM MELHOR CASAMENTO PARA CÁ...

via DA TAILÂNDIA COM AMOR E HUMOR de Jose Martins em 03/11/09
Hitler e Franco encontram-se em Hendaye

Roger Viollet

Há 70 anos que se suspeitava que a Espanha franquista projectara invadir Portugal. Primeiro, os falangistas vitoriosos desafiaram o caudilho a "fazer um passeio triunfal até Lisboa", em Março de 1939. Depois, com a II Guerra Mundial, Franco aproximou-se perigosamente de Hitler. Contudo, faltavam provas credíveis dessas intenções.
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Graças ao investigador espanhol Manuel Ros Agudo, confirma-se que, em Dezembro de 1940, Portugal esteve a um passo de ser invadido. O documento, dos arquivos da Fundação Francisco Franco, descoberto em 2005, "é precioso", comentou ao Expresso o historiador Fernando Rosas. "Prova que os espanhóis não só tinham um plano de invasão, como o tencionavam executar à margem dos alemães".
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Datado de Dezembro de 1940, o "Plano de Campanha nº 1 (34)" - elaborado pelo Estado-Maior espanhol - foi, esta semana, apresentado por Ros Agudo numa conferência no Instituto de Defesa Nacional. Em 120 páginas, previa-se um ataque surpresa, levado a cabo por uma força de 250 mil homens, coordenado com uma ofensiva hispano-germânica sobre Gibraltar (operação Félix). A invasão de Portugal destinava-se a impedir que os britânicos reagissem, ocupando os portos do seu velho aliado.
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Especial: Como aprender idiomas online (grátis)

via TECNOFAGIA em 03/11/09
Quer aprender um novo idioma de graça? Então confira nosso artigo especial Como aprender idiomas online (grátis), são várias alternativas, aproveite. Existem várias formas de se aprender inglês,...

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

COLÓNIA MÁRTIR, COLÓNIA MODELO

via Livro di Téra de BMF em 02/11/09

Cabo Verde no pensamento ultramarino português (1925-1965)

Sem as riquezas "inesgotáveis" de Angola e Moçambique ou a vigorosa produção agrícola das ilhas de S. Tomé e Príncipe, o arquipélago de Cabo Verde ocupou, em todo o caso, um lugar à parte na ideologia ultramarina portuguesa a partir dos anos 30 do século passado. Dir-se-ia que a sua importância não passou tanto pelo valor comercial, mas pela "imagem" de colónia africana mais "civilizada" e até de colónia mais aparentada com a metrópole. Embora já desde o século XIX, o cabo-verdiano gozasse, pelo menos teoricamente, da plena cidadania portuguesa e fosse reconhecido como "assimilado" aos "padrões civilizacionais europeus", seria preciso esperar pelo desenvolvimento da propaganda estado novista para que tal facto passasse a ser amplamente publicitado. Assim, aos olhos do regime de Salazar, Cabo Verde foi, sobretudo, um paradigma multirracial e multicultural a brandir contra a crescente vaga anticolonialista e descolonizadora dos anos 50 e 60 do século XX.

Autor: Sérgio Neto

Editor: Imprensa da Universidade de Coimbra
Ano de edição: 2009

domingo, 1 de novembro de 2009

«Guerra Colonial» foi justa! Escreve Brandão Ferreira

via Folhas de História de História - Mestra da Vida em 01/11/09
«Por aquilo que é secundário, negoceia-se; pelo que é importante, combate-se; pelo que é fundamental, morre-se». Brandão Ferreira
O livro, com quase 600 páginas, é lançado quarta-feira, na Academia Militar, em Lisboa, pela Publicações D. Quixote. No prefácio, o professor universitário Adriano Moreira recorda que «foi o elo militar o definitivamente atingido pela fadiga, e a decisão, do centro do poder que deslizou para as bases, foi a de colocar um ponto final [...]

Nota: Mais um livro que espelha a grande traição perpetrada contra a Pátria e a Nação Portuguesa nos anos horríveis de 1974/1975.
Obrigado senhor Tenente-Coronel Brandão Ferreira por mais este acto de coragem.
Rui Moio

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