segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

IGNARA#GUERRA COLONIAL - Apresentações

via FÓRUM IGNARA#GUERRA COLONIAL de Susana em 28/11/08

#O LADO AFRICANO

A segunda fase, que agora se apresenta, procura, fazendo uso de material similar ao «Fazer o Trabalho de Casa», traçar um retrato mais «fiel» dos Movimentos Independentistas (e seus intervenientes) que durante 13 anos se sublevaram contra o Estado Novo Português. A primeira apresentação de «IGNARA#O LADO AFRICANO» (em co-produção com a Associação Cultural Alagamares), está agendada para o dia 11 de Dezembro (Quinta-feira) no Bar 2 ao Quadrado, em Sintra, às 22 horas.
#CONCLUSÃO
Do cruzamento do resultado destas duas apresentações (e discussão – em sede de Fórum de IGNARA#GUERRA COLONIAL- daí decorrente) resultará uma conclusão acerca das razões por que somos ignaros da guerra colonial. Talvez que, mercê dessa socrática assunção, possa surgir o princípio do seu oposto: sermos cidadãos mais esclarecidos de um País reconciliado com o seu passado. Relatos de pós-memória (na perspectiva de filhos de ex-combatentes), reencontro de ex-combatentes de ambos os lados, ou, o fenómeno de edição de textos memoriais sobre a guerra colonial, serão, entre outros, alguns dos temas em apreço. A primeira apresentação de «IGNARA#CONCLUSÃO» (em co-produção com a Associação Cultural Alagamares), está agendada para o dia 18 de Dezembro (Quinta-feira) no Bar 2 ao Quadrado, em Sintra, às 22 horas.
11 DE DEZEMBRO |#O LADO AFRICANO | 22h
18 DE DEZEMBRO| #CONCLUSÃO | 22h
[Entrada livre]
Ficha Artística e Técnica
Direcção, interpretação e dramaturgia|Filipe Araújo, Susana Gaspar, Paulo Campos dos Reis Grafismo|Alex Gozblau Produção executiva|Pedro Alves Produção|teatromosca Co-produção|Associação Cultural Alagamares Parcerias|Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Núcleo de Sintra da Delegação de Lisboa da Associação dos Deficientes das Forças Armadas Apoios|Câmara Municipal de Sintra, 5àSEC (Rio de Mouro), Sporting Clube de Lourel, Junta de Freguesia de Santa Maria e S. Miguel, Utopia Teatro, Casa de Teatro de Sintra e Associação de Estudantes da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

«FAZER O TRABALHO DE CASA»

via FÓRUM IGNARA#GUERRA COLONIAL de Susana em 28/11/08
IGNARA#GUERRA COLONIAL

Desde Abril de 2007, o teatromosca vem produzindo um projecto teatral que compreende a pesquisa, análise e apresentação de conteúdos subordinados a um dos mais importantes temas da História Contemporânea Portuguesa: A Guerra Colonial. «IGNARA#GUERRA COLONIAL», assim se designa o projecto, está dividido em três fases de trabalho, correspondendo cada uma delas, a derivações sobre o tema geral aduzido.

A primeira fase, concluída em Maio de 2008, designada «FAZER O TRABALHO DE CASA», apresentou o seguinte material:

a) Historiográfico – citações de compêndios de história sobre a génese do conflito que opôs o Estado Novo às forças independentistas Africanas.
b) Ensaístico – validação da tese «a Guerra Colonial é ainda hoje um tema ignorado/esquecido/silenciado» (por via da citação e/ou recolha testemunhal de diversos ex-combatentes/autores.).
c) Fotográfico – Pesquisa, recolha e selecção de fotografias de guerra emblemáticas.
d) Literário – Pesquisa, recolha e selecção de textos literários que a crítica especializada vem considerando como os mais representativos sobre o tema.
e) Internet – Pesquisa, recolha, selecção e edição de material on-line, trabalho que culminou com a criação de um pequeno centro de documentação virtual designado: FÓRUM IGNARA#GUERRA COLONIAL, cujo endereço é http://projectoignara.blogspot.com/.

«FAZER O TRABALHO DE CASA» apresentou-se entre Abril e Maio de 2008 no Núcleo de Sintra da Delegação de Lisboa da Associação dos Deficientes das Forças Armadas, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e na Biblioteca Municipal de Sintra – Casa Mantero (em co-produção com a Associação Cultural Alagamares), e todas as sessões foram seguidas de debate com o público presente.

domingo, 30 de novembro de 2008

Fortificações recuperadas

«Seis municípios do distrito de Lisboa uniram esforços para recuperar as Linhas de Torres. O projecto orçado em dois milhões de euros e que ontem viu inaugurado o circuito da Enxara, no concelho de Mafra, visa preservar parte do sistema de fortificações militares construído entre 1809 e 1810, que teve por objectivo travar a terceira invasão francesa. O que viria a acontecer em Novembro de 1810, quando o marechal Massena renunciou a atacar e retirou, dirigindo-se para Santarém.»

Fonte: Correio da Manhã de 23Nov2008

Aquela tatuagem no braço

via Caminhos da Memória de Rui Bebiano em 29/11/08
Versão de um texto publicado originalmente na revista LER Pouco se tem escrito sobre aqueles cujos pais sobreviveram aos campos nazis de extermínio. As consequências pesadamente traumáticas para os próprios deportados são hoje bem conhecidas, mas a presença do seu eco junto dos descendentes mais directos tem permanecido silenciada. Este livro destaca treze testemunhos de filhos [...]

sexta-feira, 28 de novembro de 2008


a Morreu o catedrático francês Michel Laban, especialista em literaturas africanas de língua portuguesa e tradutor de autores como Pepetela, Luís Bernardo Honowana e Baltazar Lopes, foi ontem anunciado em Lisboa pelo Instituto Camões.

FEIRA INTERNACIONAL DE MINERAIS, GEMAS E FÓSSEIS

via Sopas de Pedra de A. M. Galopim de Carvalho em 27/11/08
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O GOSTO PELOS MINERAIS e pelos fósseis pode nascer na escola, no seio da família, num passeio pelo campo ou numa visita a um museu. Esse gosto resulta quase sempre da atracção despertada, quer pelas formas cristalinas dos minerais, suas cores e brilhos, quer pela grande beleza das muitas variedades de restos de seres vivos petrificados. Dessa atracção nasce, por vezes, o interesse em saber-se algo mais acerca deles: nome, composição, origem, utilidade.
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Como testemunhos da longa história da Terra e à semelhança de um qualquer documento, as rochas podem ser lidas. E entre as letras que permitem essa leitura estão os minerais e os fósseis. Decifrar a história do nosso planeta passa, pois, por conhecer os minerais e os fósseis. Mas estes objectos naturais valem também por si. Sobre os minerais assentou a vida económica de todos os tempos. Eles estiveram e estão no nosso quotidiano, dos utensílios de sílex dos nossos mais primitivos antepassados, aos minérios de cobre e de estanho da idade do bronze, aos de nióbio e de titânio das naves espaciais, ao quartzo do relógio que trazemos no pulso. Grande parte dos objectos que nos rodeiam tem nos minerais a principal matéria-prima. Da mais rudimentar ferramenta ao bisturi do cirurgião, da pulseira de pechisbeque à tiara de diamantes, dos tijolos secos ao sol, ao betão, alumínio e vidro dos arranha-céus da sociedade de consumo, toda a civilização assentou e assenta no conhecimento dos minerais. Por seu lado, os fósseis mostram-nos muitos dos elos da cadeia evolutiva dos nossos antepassados, desde os mais próximos primatas aos mais recuados vertebrados marinhos, passando pelos dinossáurios e por uma infinidade de invertebrados, de vegetais e até de bactérias.
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Muitos são hoje, entre nós, os profissionais e os amadores-coleccionadores atraídos pelas respectivas disciplinas, na sequência de uma visita a uma Feira de Minerais, como as que têm tido lugar, ininterruptamente, no Museu Nacional de História Natural da Universidade de Lisboa, desde 1989, ano do primeiro deste tipo de certames realizado em Portugal. Imediatamente aceite por um largo sector da população, esta importante manifestação cultural criou e desenvolveu uma clientela de onde saíram e continuam a sair coleccionadores e amadores, em número considerável, além de que despertou vocações para licenciaturas na área das Ciências da Terra. É reconfortante sentir o pulsar da grande sala repleta de crianças e adolescentes e, ainda mais, ver chegar-nos aqui um estudante universitário ou um jovem licenciado e dizer-nos, feliz: «Sabe, foi aqui que me decidi pela licenciatura em Geologia».
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A Feira Internacional de Minerais Gemas e Fósseis de Lisboa, este ano na sua 22ªedição, dedicada aos minerais fluorescentes, vai ter lugar entre 5 e 8 de Dezembro próximo, esperando-se um número de visitantes próximo da dezena de milhar, na confirmação da linha ascensional que tem caracterizado a sua história. O gosto pelos minerais e pelos fósseis instalou-se em Portugal e, tanto assim é, que este certame já se realiza, com regularidade anual, no Porto, em Coimbra e em Oeiras, tendo-se repetido, esporadicamente, em Aveiro, Angra do Heroísmo, Braga, Évora, Ponta Delgada, Vila Real e este ano, pela primeira vez, em Mangualde.
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Ao publicitar esta que vai ser mais uma festa da Mineralogia e da Paleontologia, na cidade de Lisboa, desejo evocar a memória de Luís Teixeira Leite, mineralogista amador e coleccionador, cuja excepcional competência e qualidades humanas foram decisivas para introduzir em Portugal este tipo de certames. Bem relacionado com profissionais, universidades e museus dos quatro cantos do mundo, o desaparecimento precoce deste nosso amigo e colaborador, ocorrido vai para treze anos, constitui, para nós, uma perda irreparável, particularmente sentida nesta época.

Proposta para hoje : Jogos Africanos

via Os Veencidos Da Vida de Lory Boy em 24/11/08
É hoje lançado o livro Jogos Africanos de Jaime Nogueira Pinto. A apresentação será feita pelo embaixador Francisco Seixas da Costa e terá lugar na Associação Comercial de Lisboa pelas 18h30.


Jaime Nogueira Pinto, JOGOS AFRICANOS, A Esfera dos Livros, Lisboa, 2008, 544 pp.
Sobre o livro, ver o que escreveu o autor no JN.

Pintura angolana por Neves de Sousa

via O Lupango da Jinha em 16/11/08
Albano Silvino Gama de Carvalho das Neves e Sousa nasceu em 1921 em Matosinhos, Portugal. Fez o curso do liceu em Luanda, Angola. Faleceu em Salvador, em 11 de Maio de 1995. Além de pintor, era também poeta e soube retratar como ninguém as belezas do povo e da terra de Angola, a sua grande paixão. A sua obra pode ser vista em África e em países como Brasil, Portugal e Espanha. O resultado de seu trabalho vinha das inúmeras viagens que fez e dos desenhos acompanhados por anotações que não deixavam que a memória de tudo o que via se perdesse no tempo. Jorge Amado, em texto dedicado ao catálogo de uma das exposições do pintor, definiu-o como um artista completo, apaixonado e exigente. Segundo Amado, Neves e Sousa incorporou-se na vida baiana de corpo e alma, não sabia guardar distância, viver isolado, sozinho. Era um ser solidário, um criador de arte nascida da intimidade com o povo.

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