domingo, 27 de janeiro de 2008

Agente infiltrado aponta Portugal como alvo

via Diário de Notícias on 1/26/08

Um agente dos serviços secretos franceses, infiltrado na célula de islamitas radicais presos no passado fim-de-semana em Barcelona, revelou que o grupo estava a preparar uma vaga de atentados em cinco países da Europa: Portugal, França, Portugal, Reino Unido e Espanha (três ataques previstos (…)

sábado, 26 de janeiro de 2008

Sem Comentários - Alfredo Cândido

via Blog da Rua Nove by blogdaruanove on 1/26/08

Alfredo Cândido (1879-1960), caricatura do banqueiro Henrique Burnay (1838-1909; a partir de 1886, Conde de Burnay) realizada em 1906.

Bilhete postal emitido por A Editora.

© Blog da Rua Nove

Nota Pessoal
No meu mundo houve o nome Burnay, um amigo bom e de porte aristocrático.
Pode-se admirar o imponente Palácio Burnay na Junqueira, praticamente à frente da antiga FIL - Feira Internacional de Lisboa. Infelizmente já não se pode ver o palacete onde parte da família Burnay viveu no Largo Saldanha por ter sido destruído para nesse lugar se construir o Atrium. Foi pena...
Rui Moio

Envio deste post

Do Cumbijã ao Cacheu, do Geba ao Corubal...



Nota Pessoal
Do Cumbijã ao Cacheu, do Geba ao Corubal...
Do Rovuma ao Maputo...
Do Zaire ao Cunene...
De Damão a Goa e a Macau
Dos Açores a Cabo Verde e S. Tomé...
Do MINHO a TIMOR... e ao Brasil.
Rui Moio

Aqueles olhos verdes - Os dedos do pianista escorregavam pelo teclado, e sua vo...

via O Homem Sincero on 1/26/08

Aqueles olhos verdes


Os dedos do pianista escorregavam pelo teclado, e sua voz medíocre, caricatura da voz de Sinatra, ecoava pelas mesas do salão escuro e chique naquela noite quente. O homem sombrio olhou para a jovem de imensos olhos verdes a seu lado e sorriu. Divisou a silhueta de seus seios livres por baixo do vestido leve de verão, e foi invadido por fugazes pensamentos concupiscentes.

Sorriu de novo. “Por que você ri tanto?”, ela perguntou, os cabelos claros displicentemente atirados para trás. Respondeu com mais um sorriso. Talvez risse tanto por causa dos dois gins-tônicas que tomara, talvez porque a própria situação fosse, de certa forma, risível. Olhava os vultos elegantes espalhados pelo salão e identificava, neles, pessoas que pertenciam a um mundo bem diferente do seu.

Outro mundo. Sorriu de novo. Quando jovem, sonhara com a possibilidade de, um dia, contribuir para o fim desse outro mundo. O tempo liquidara a chama. O leitor de O Capital se transformara num admirador e pregador do capitalismo. Só o mercado salva, como Hayek, o gênio do liberalismo, tanto pregara. Não, não ia falar sobre Hayek com ela, e nem sobre sua conversão, não agora, pelo menos. A jovem bonita e atraente olhava-o intensamente nos olhos, e cantarolava a canção que vinha do canto onde ficava o piano. You must remember this, a kiss is still a kiss, a sigh is just a sigh. As time Goes By. O homem pediu ao garçom o terceiro gin-tônica e lembrou a velha cena. Rick, bêbado, pede a Sam que toque a música. Sam não quer. Você tocou para ela, tem que tocar para mim, ordena Rick. It seems the same old story, a fight for love and glory, a case of do or dye. Rick e Ilse, amores impossíveis, braços que se desenlaçam em despedidas supremas. Era o que escrevera, há tantos anos, Eça.

Será que alguém o lia ainda hoje?

Estava ficando piegas, sentimental, e decidiu, então, parar de beber. Bêbado sentimental, eis uma das mais perversas combinações que a humanidade jamais produziu. Pensou na jovem. Ela inclinou-se para apanhar seu copo de vinho e ele sentiu seu cheiro perturbador de fêmea no esplendor, e esse cheiro era melhor ainda do que o que vinha do gin-tônica, e por um momento desejou tê-la em pleno bar. “Ih, meu Deus, estou trabalhando demais”, ela lhe contara. “Pareço a Amélia.” Não, não parecia. Ou parecia tanto quanto uma nota de um euro parece uma nota de um peso equatoriano. Falou-lhe de seus namorados, a voz suave manobrando astuciosamente para não mostrar saudades. Traíra certa vez um, Dona Flor dos Jardins. Gostava dos dois, precisava dos dois, dormia com os dois. Contava tudo sem nenhum sentimento de culpa e isso, se um dia poderia tê-lo chocado, agora de certa forma o encantava.

O pecado pode ser puro, aprendera. E belo.

Tinha havido até um príncipe, um remoto descendente de reis e rainhas, um jovem destronado que talvez se convertesse em Pedro 87 ou 88 caso fosse restabelecida a monarquia. “Ele era o máximo”, dissera ela, convicta. Será que as noitadas reais também eram o máximo?, pensou ele em voz alta. Ela riu e não quis responder. Pareceu ao homem que os olhos dela diziam que sim, e ele achou então que havia pelo menos um motivo para respeitar Pedro 87 ou 88, o quase príncipe. O pianista deixara de tocar e o bar agora estava silencioso. O homem gostou. Não queria ouvir nada além da voz dela, e suas histórias sobre o lugar onde trabalhava, seus namorados, suas viagens, seus sonhos de capricorniana. Capricornianas, será que elas sempre se atravessariam em seu caminho?, o homem se perguntou. Muito tempo atrás, existira uma, olhos verdes, tão verdes e tão puros e tão doces e tão enfeitiçadores que ao mesmo tempo enterneciam e intimidavam. Machucara-a e fora machucado, achara um dia que jamais iria parar de doer, e um dia parara, e ele curiosamente ficara frustrado quando parara. Ele saberia, anos depois, que Proust escrevera sublimemente sobre a dor da perda da dor amorosa.

Nada dura para sempre, nem os amores eternos. Nem a dor da perda desses amores eternos.

Não restava ninguém no bar além dos dois, o homem sombrio mergulhado em reflexões tolas, a jovem interessante se encaminhando com graça para o carro. Deixou-a na porta de seu apartamento, aquele ovo, como ela dizia, aquele ovo na Consolação do qual ela haveria de sentir saudade o resto da vida, e se foi.

No caminho, começou a cantarolar Aqueles Olhos Verdes, mas logo parou. Ninguém ligava mais para um bolero.

Nota Pessoal
O encanto da película Casablanca e da bela melodia "As Time Goes By"... Um texto lindo este!...
Rui Moio

Ms. Dewey

via Miss Pearls by MissPearls on 1/25/08

Meet Ms. Dewey
Um motor de pesquisa persnonalizado da Microsoft, que utiliza a tecnologia flash para interagir com o utilizador. Tem piada, porque o personagem Ms. Dewey vai reagindo aos resultados das pesquisas, podendo mesmo ficar irritada quando o utilizador demora muito tempo a escrever o termo da pesquisa.
Como curiosidade, Ms. Dewey deve ser ainda aparentada com um dos bibliotecários mais famosos da biblioteconomia, Melvil Dewey, criador da primeira classificação decimal, na qual são utilizados números para simbolizar os assuntos. Ou melhor, a Classificação Decimal Dewey (criada em 1876) divide o conhecimento em nove classes e ainda contém uma décima para as obras gerais (Filosofia, Ciência, Artes, etc.), utilizando para o efeito três dígitos, que podem ser seguidos por um ponto e subclasses. Se o leitor "ler" decimalmente esta classificação, ou seja, 869 Literatura Portuguesa como oito seis nove e nunca oitocentos e sessenta e nove, então é bibliotecário.

George Bernard Shaw

via Quotes of the Day on 1/25/08


"The reasonable man adapts himself to the world; the unreasonable one persists in trying to adapt the world to himself. Therefore all progress depends on the unreasonable man."

Nota Pessoal

Sem dúvida que as rupturas acontecem com a liderança dos homens inadaptados. Mas, curiosamente, estes homens "fujões de regras" consciente ou inconscientemente, criam regras para os seus seguidores.

Para que uma liderança carismática se perpectue é necessário legitimar o poder e, isto faz-se, criando-se regras para que à época revolucionára e desregrada se siga um tempo de regras de comportamento e de previsibilidade na normalidade.

Rui Moio

Sapo Fotos 2.0

via MUIOMUIO.NET by Mario Andrade on 1/26/08

No passado dia 22 foi lançada uma nova versão do Sapo Fotos.
A nova versão sofreu uma mudança de plataforma e com ela veio um grafismo renovado assim como novas funcionalidades e melhor desempenho.
Sapo Fotos / Blog Oficial do Sapo Fotos

Biografía de André Malraux

via Poemas del Alma by Verónica Gudiña on 1/25/08

El novelista y político francés André Malraux nació el 3 de noviembre de 1901 y creció en Bondy, un suburbio de clase media en las afueras de París. Al cumplir los 18 años, abandonó sus estudios y, ya instalado en el propio París, se convirtió en autodidacta. Aunque nunca se matriculó y evitó cursar los estudios universitarios, asistió con frecuencia a la escuela parisina de Lenguas Orientales.

André MalrauxPor ese entonces, comenzó a investigar en la Escuela Francesa de Extremo Oriente sobre hallazgos arqueológicos en las colonias francesas de Indochina y se ganaba la vida a través de la compra-venta de libros extraños y antiguos. Gracias a esa actividad, André Malraux se vinculó a la edición y realizó impresiones minoritarias de lujo para coleccionistas y obras de pornografía fina.

Fuera del ámbito laboral, se convierte en un exponente del dandismo y se empieza a mostrar en diferentes círculos artísticos de vanguardia. Respecto a su carrera literaria, cabe recordar que, por esa época, colabora con varias revistas culturales y, al cumplir veinte años, autoedita su primer libro, que recibió como título “Lunas de papel”. En 1921, deja la soltería para casarse con Clara Goldsmidt, la hija de un matrimonio alemán de origen judío. Ambos deciden invertir el dinero obtenido tras la boda en acciones de una compañía minera mexicana, pero tiempo después la firma quiebra. Ante esa situación, Malraux decide organizar una expedición con el objetivo de robar piezas de arte. El viaje, en el que también participaron su esposa y un amigo de su infancia, tuvo lugar en 1923 y su destino fue Phnom Penh, la capital del Reino de Camboya. Una vez allí, se dirigen hacia el templo abandonado de Banteay Srei y arrancan varios relieves, pero su suerte cambia cuando quedan descubiertos por las autoridades coloniales y terminan detenidos.

Un año después del inicio de esa aventura, André y su amigo terminan procesados en Saigón y condenados a prisión, pero ninguno terminó por cumplir la condena. Polémico y provocador, Malraux decide por esos tiempos fundar, junto al abogado Paul Monin, el diario “L’Indochine”, un medio de gran contenido crítico hacia el sistema colonial que soportó censuras y hasta un cierre, razón por la cual se determinó modificar su nombre para pasar a ser “L’Indochine Enchainée” y así permaneció hasta su cierre definitivo, en 1926.

Diez años después, al desencadenarse la Guerra Civil Española, el escritor se puso a disposición del gobierno de la II República y, gracias a sus contactos, logró movilizar bombarderos, cazas y aparatos de escolta que fueron financiados con fondos del gobierno español. Ya en Madrid, Malraux organiza los equipos y las tripulaciones bajo el nombre de Escuadrilla España. Por todo este accionar, el Ministerio de Aire español decide darle carácter oficial a esta iniciativa del novelista, quien, sin haber realizado el servicio militar, logra obtener el grado de Teniente Coronel.

A partir de 1947, ejercerá el cargo de Ministro del Interior y, tiempo después, se desempeñará como Ministro de Cultura. En este marco, sus múltiples iniciativas lo harán responsable de hacer brillar a la cultura francesa a nivel mundial.

La muerte del autor de obras como “Reino estrambótico”, “El tiempo del desprecio”, “Los nogales del Altenburg”, “La vía real”, “La condición humana” y “El museo imaginario”, entre otras, se produjo el 23 de noviembre de 1976.

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