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segunda-feira, 8 de junho de 2009

"I know not what tomorrow will bring. "

via Subjugado pelo conhecimento de AM em 06/06/09
Para quem é amante de Fernando Pessoa está disponível on-line o Arquivo Pessoa, com uma extensa base de dados que inclui primeiras edições e uma larga escolha de edições posteriores.

sábado, 6 de junho de 2009

Poeta e publicitário

via Mundo Pessoa em 06/06/09

 

 

"Primeiro estranha-se. Depois entranha-se."

O ISLA vai dedicar um seminário ao tema Pessoa: Poeta e Publicitário. Dia 16 de Junho será baptizada a "Sala Fernando Pessoa" no ISLA, com a participação dos seus dois sobrinhos, Manuela Nogueira e Luis Rosa Dias. Os mesmos estarão depois à tarde numa tertúlia que pretende reunir testemunhos de pessoas que conheceram o poeta. Ao final da tarde assistir-se-á à inauguração de Os Lugares de Pessoa, exposição cedida pela Casa Fernando Pessoa para o evento. Dia 19 haverão duas sessões de trabalho, uma dedicada à "poesia" e outra ao trabalho "publicitário", com apresentações de investigadores Pessoanos, como Patrício Ferrari e Ana Freitas. A programação completa do seminário pode ser consultada aqui. 

O especialista em ouvir conversas alheias

via Ciberescritas de admin em 26/05/09

Entrevista Marçal Aquino

Isabel Coutinho

Tudo começou quando uma revista pediu ao escritor brasileiro Marçal Aquino um conto. Ele escreveu a história de dois pistoleiros que num parque de diversões se preparavam para "matar um sujeito". Era "uma tocaia", "uma emboscada em que o cara fica ali vigiando para escolher o melhor momento de atacar."
Os dois pistoleiros estavam numa cidade do interior brasileiro atrás de um piloto de avião que iam matar. Mas o escritor não sabia o que é que o piloto tinha feito ou se eles o iam efectivamente matar. "Tanto que o conto termina sem que eles façam algo", explica Marçal Aquino que esteve em Matosinhos a participar no LEV - Encontro de Literatura em Viagem.
Só que quando acaba de escrever este conto - que nunca chegou a publicar - o escritor percebe que quer saber o que está por trás daquela história e recomeça a escrever. Fecha-se em casa e durante 54 dias escreve sem parar porque a história começa a aparecer-lhe de "uma forma muito veloz". Assim nasce "Cabeça a Prémio", romance que publicou no Brasil, em 2003, e que acaba de ser editado pela portuguesa Quetzal.
"Eu não teria tempo para tocar esse livro em três anos. Se eu levasse três anos a escrever 'Cabeça a Prémio' não o teria escrito."
A vida de Marçal Aquino, 50 anos, transtornou-se. Escrevia de manhã, à tarde e à noite: chegava a escrever 17 horas por dia. "'Cabeça a Prémio' saiu desse embrião e a história se mostrou para mim do jeito que está publicada. Ela tem um desarranjo temporal, ela avança, recua, avança, recua, mas não é nada pensado. É assim que a história me apareceu", explica.
Quis contar uma história de amor num ambiente absolutamente hostil, um mundo de traficantes. Aliás, "Cabeça a Prémio" cruza duas histórias de amor. Uma delas acontece entre Brito e Marlene - duas personagens "absolutamente à margem de tudo" que, para serem felizes, não podiam ter ciúmes uma da outra. Ela é uma "cafetina", uma dona de bordel, e ele é um pistoleiro, um matador. Para conseguirem viver juntos fazem "um pacto maravilhoso": "eu não vou perguntar sobre o seu passado, não pergunte sobre o meu presente." Mas, mesmo numa relação "tão acordada, tão feita de acordo, o ciúme acaba envenenando tudo", explica Marçal Aquino, que quando estava a escrever o livro se deparou com uma outra história de amor. A de um piloto, Dênis, que se envolve com Elaine, a filha do traficante para quem ele trabalha e ela fica grávida. "Esta história acabou sendo o eixo narrativo mas no início eu não tinha ideia de qual era a história do livro. Tal como o leitor, quando escrevi o livro, também estava na ignorância. Não sabia bem o que era aquilo. Sabia que estavam atrás de um piloto, não sabia porquê. Mas quando avanço na história vou descobrindo e fica claro: ele tem uma história com a menina e eles fogem." O escritor foi encontrando toda a trama à medida que ia escrevendo, tal como acontece com o leitor quando está a ler este livro. "Não tem nenhum jogo, não tem nenhuma armação. No livro policial se prepara o enigma de modo que o leitor só vem a descobrir na hora certa. 'Cabeça a Prémio' é anti-climático. Termina antes. Tem uma espécie de coda. São jogos que fui estabelecendo e descobrindo à medida que ia escrevendo."
Para escrever este romance, em que uma quadrilha de traficantes domina uma certa região do Norte do Brasil e faz contrabando de droga com pequenos aviões que pousam em pistas clandestinas, Marçal Aquino inspirou-se na realidade brasileira. O mesmo se passou com a personagem do piloto. "Existem. Normalmente são pilotos que não conseguem fazer carreira na aviação comercial e vão trabalhando para traficantes."

Pistoleiros de aluguer

Esta preocupação com o real está muito presente na sua obra. Considera-se um escritor "realista". Foi por causa de uma reportagem que foi fazer, ainda na década de 80, na zona de fronteira do Brasil com o Paraguai, que tomou contacto com o universo dos pistoleiros de aluguer e ficou fascinado. Fez parte do grupo de escritores que nos anos 80 trabalharam em São Paulo no "Jornal da Tarde". Abandonou-o em 1990. "Trabalhei num jornal que era o meu sonho. Dava tratamento literário para as matérias, para os textos e valorizava as imagens de uma forma muito diferente. Era um jornal muito bonito graficamente, e ousado." Era "uma delícia" ser repórter. Aquino era repórter policial e quando ia cobrir um crime, o editor pedia-lhe: escreva uma novela policial.
Quando se tornou jornalista "freelance", passou a ter mais tempo para se dedicar à literatura e acabou por ir parar ao cinema. A verdade é que nunca quis trabalhar como argumentista porque achava que em matéria de actividade economicamente inviável já lhe bastava a literatura. "Não precisava de me meter com o cinema", diz a brincar, mas a sua prosa sempre foi considerada "cinematográfica" e as suas narrativas visuais. Não concorda quando dizem que essa prosa visual está relacionada com o seu trabalho de argumentista. "Sempre esteve presente na minha literatura. Desde os meus primeiros livros essa é uma marca da minha literatura."
A sua narrativa é muito visual porque o cinema entrou na sua vida antes da literatura. A primeira vez que o levaram ao cinema tinha seis anos, "nem alfabetizado era" e quando viu "aquela tela" ficou apaixonado.
"Cabeça a Prémio" foi adaptado ao cinema (o filme está em pós-produção no Brasil) como muitas das suas obras. Actualmente, Marçal Aquino tem um livro parado porque está a escrever com Fernando Bonassis o argumento da série policial "Força-Tarefa" em exibição na Globo.
"Não consigo trabalhar de dia no seriado e chegar à noite, desligar, e voltar para o meu livro. O meu livro exige um mergulho. Então tenho uma novela parada. É uma novela que não sei direito o que é ainda."

O espião

Marçal Aquino é um andarilho. Nem carro tem. Anda pela cidade. "Sempre olhando, sempre anotando frases." Precisa de estar sempre em movimento e o que lhe interessa são as pessoas. "Afinal é para as pessoas que eu escrevo", diz.
Sempre se interessou por vidas marginais. Afirma que São Paulo é "um cinema a céu aberto, ininterrupto". Se prestarmos atenção, vemos maravilha e miséria. As duas existem no mundo quotidiano. Tanto o acto de violência, quanto a poesia. "Então você precisa de estar de olho e de ouvido aberto. Essa coisa de ser andarilho, sempre me facilitou."
E é especialista em "ouvir conversa alheia". Já lhe aconteceu dar por si a seguir gente na rua. Hoje em dia é mais difícil porque as pessoas o reconhecem e já sabem que é escritor. Mas o jornalismo ensinou-o a ouvir sem ser visto.
"Já me aconteceu ver um casal brigando, discutindo, e segui-lo por quarteirões e quarteirões." Isso deu em alguma coisa? "Eu queria saber o motivo da briga - como se houvesse um motivo aparente de uma briga de casal. Enfim, tinha essa ilusão de que ia entender o que estava acontecendo. Bem no momento em que parecia que eles iam falar o motivo, entraram num edifício e fecharam a porta. Eu fiquei para fora. E percebi, claro, vou para casa e vou inventar esse motivo. Então aí eu fiz literatura, deixei de fazer jornalismo."
"A revolução tecnológica de certa maneira me prejudicou porque antigamente o Brasil tinha muita linha cruzada de telefone. Eu adorava quando tirava o telefone e tinha alguém conversando. Ficava ouvindo." Porquê? "Pelo extremo sabor que têm os diálogos. Como é difícil escrever um bom diálogo, um diálogo natural. Sempre digo que cansei de ver no cinema brasileiro um sujeito sair correndo atrás de um 'trombadinha' que tomou a carteira dele a gritar: 'Peguem-no! Peguem-no!'. Ninguém grita: 'Peguem-no!'. Grita-se: 'Pega ele'. Pode até ser um erro gramático mas ele grita: 'Pega ele!'"
O "diálogo naturalista", a "sintaxe da fala coloquial" sempre o interessou. E no dia-a-dia só consegue isso "espionando as pessoas."

(publicado no suplemento de Ípsilon de 22 de Maio de 2009)

domingo, 24 de maio de 2009

Um Homem: Kurt Crüwell

via Bibliotecário de Babel de José Mário Silva em 23/05/09

A Ofensa
Autor: Ricardo Menéndez Salmón
Título original: La Ofensa
Tradução: Helena Pitta
Editora: Porto Editora
N.º de páginas: 128
ISBN: 978-972-0-04502-7
Ano de publicação: 2009

A 1 de Setembro de 1939, quando completa 24 anos, o alfaiate Kurt Crüwell tem o destino traçado: herdará um dia a loja do pai, casará com a namorada (uma dactilógrafa judia) e circulará no mundo pequeno-burguês de Bielefeld. Acontece que Adolf Hitler, nesse mesmo dia 1 de Setembro, ordena a invasão da Polónia, o que muda tanto o curso da História como o futuro pacato de Crüwell.
Destacado para o 19.º Corpo Blindado do 6.º Exército, Kurt deixa-se apanhar pela euforia militar nazi em Saarbrücken, onde «tudo eram grinaldas, bandeiras ao vento, veículos velozes em cujas carroçarias se espelhavam os lombos dos corcéis e o cetim das braçadeiras». A «besta loura» prepara-se para conquistar o mundo e o poder das suas tropas parece invencível. Sem ter que disparar um tiro, limitando-se a conduzir num sidecar o seu superior hierárquico (Hauptmann Löwitsch), Kurt deambula pela França ocupada e encanta-se com o ambiente artístico de Montmartre. Quando a sua divisão chega a Nantes, porém, a realidade da guerra mostra-lhe por fim o seu rosto brutal.
Na manhã de 2 de Janeiro de 1941, numa pequena aldeia da Bretanha, aparecem mortos quatro cavaleiros alemães. Para vingar estas mortes, Löwitsch fecha todos os habitantes da aldeia na igreja (91 pessoas) e manda incendiar o templo. «Como reage o corpo de um homem face à presença do horror? (…) Pode um corpo dizer: "Basta, não quero ir mais longe, isto é demasiado para mim"? Pode um corpo esquecer-se de si próprio?» Diante do massacre, Kurt colapsa, recusa o mundo, esquece-se efectivamente de si próprio. Ou seja, torna-se insensível.
No sanatório onde recupera, há um médico (de cuja identidade se apropriará mais tarde) que vê, neste paciente único, «A Metáfora». Porquê? Porque no gesto radical de «suspender os seus vínculos com a realidade», Crüwell está a ser apenas o «molde de uma Europa cobarde» que se vergou ao fascismo e optou pela «paralisia, pela abnegada e fatídica paralisia». Uma paralisia a que ironicamente Lasalle, o médico, também sucumbirá, talvez porque «o pavor e a ferocidade não têm pátria e nidificam por igual em todos os corações».
Romance de pendor filosófico, A Ofensa é uma exploração dos caminhos mais negros e absurdos da experiência humana. Com o seu estilo cuidado (de longas frases, à maneira de Marcel Proust), com o seu notável sentido da economia narrativa e as suas subtis transições entre as várias escalas da História (dos movimentos colectivos às angústias individuais), Menéndez Salmón escreveu um livro certeiro, em que a brevidade é apenas sinónimo de rigor e depuração.

Avaliação: 8,5/10

[Texto publicado no n.º 79 da revista Ler]

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Livro: Correspondência de António Sardinha

via nonas de nonas em 21/05/09
A Universidade Católica Editora deu à estampa em Novembro de 2008 este volume epistolográfico do grande Mestre do Integralismo Lusitano, com 520 páginas que inclui um prefácio do Dr. Rui Ramos e uma introdução da Drª Ana Isabel Sardinha Desvignes, autora da interessante e séria tese de doutoramento "António Sardinha (1887-1925). Um Intelectual no século" editada em Dezembro de 2006 pelo Instituto de Ciências Sociais da da Universidade de Lisboa.

domingo, 17 de maio de 2009

MOVIMENTO LEGITIMISTA PORTUGUÊS: A BATALHA E O CARMO

Reprodução parcial do comentário da leitora Maria ao corajoso artigo do Joaquim Maria Cymbron

«Eu não sou ninguém na blogosfera mas neste inferno em que transformaram este infeliz país, tento à minha modesta maneira fazer o que posso para desmascarar os crimes que se têm vindo a cometer desde há 35 anos por um bando de ladrões e criminosos de altíssimo calibre disfarçados de íntegros cidadãos e impolutos homens de Estado, sendo esta a pior seita que os portugueses tiveram um dia a triste ideia de receber de braços abertos e aceitar como seus governantes.»
Uma peça de literatura, de coragem, de verdade, de nacionalismo, de História com "H" grande...
Rui Moio

via MOVIMENTO LEGITIMISTA PORTUGUÊS de Joaquim M.ª Cymbron em 16/05/09
MOVIMENTO LEGITIMISTA PORTUGUÊS: A BATALHA E O CARMO

sábado, 16 de maio de 2009

Download Pai Rico Pai Pobre

via E-Book Gratuito de noreply@blogger.com (Luizebas) em 16/05/09
Pai Rico, Pai Pobre
O livro Pai Rico, Pai Pobre é o novo Best-Seller sobre Dinheiro e Investimento.
Ao escrever Pai Rico, Pai Pobre, os autores utilizaram uma linguagem bem direta, que é enriquecida por "boxes" adicionais com perguntas e respostas. O Livro mostra, literalmente, o caminho para o sucesso.
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quarta-feira, 13 de maio de 2009

Jornadas Pessoa-Crowley

via Mundo Pessoa em 12/05/09

 

A Casa Fernando Pessoa e a Junta de Freguesia de Santo Condestável organizam, no fim-de-semana de 30 e 31 de Maio de 2009, as Jornadas Pessoa-Crowley, sobre o "estranho" encontro em 1930, entre o poeta português, Fernando Pessoa, e o mago britânico Aleister Crowley, e a sua influência no pensamento e obra de Pessoa, cuja importância foi recentemente evocada a propósito do polémico "Dossier Pessoa-Crowley". As Jornadas Pessoa-Crowley terão como coordenador científico o Professor José Manuel Anes, licenciado em Química, tendo sido durante 19 anos criminalista do Laboratório de Polícia Científica da Polícia Judiciária. Foi, também, durante 18 anos, docente convidado da Faculdade de Ciências Socais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, leccionando cadeiras de Métodos Quantitativos e, nos últimos anos, de Antropologia da Religião. É membro da ESSWE (European Society for the Study of Western Esotericism) e é autor de uma Tese de Doutoramento nesta área. Também é autor de vários livros, entre os quais Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos (3ª edição e com uma 1ª edição em castelhano), Os Jardins Iniciáticos da Quinta da Regaleira (2ª edição) e Um Outro Olhar - A Face Esotérica da Cultura Portuguesa, todos editados na Ésquilo.

 
Actividades mediante inscrição (10 euros), com limite de 66 participantes. Inscrições e informações, de 4 a 25 de Maio, na Casa Fernando Pessoa. Entradas individuais na Quinta da Regaleira a pagar pelo participante no próprio dia.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Debater outro Abril

via jantar das quartas de DB em 08/05/09
Hoje, pelas 18 horas, na Fnac do Colombo, terá lugar um debate sobre o recém-publicado livro de história alternativa Alvorada Desfeita, de Diogo de Andrade, com a participação de António Marques Bessa, Joaquim Aguiar e Luís Salgado de Matos.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Otro cuento de Cronopios de Julio Cortazar

via Inventario de Lauren Mendinueta em 04/05/09

v_8_ill_883885_cortazar-1.jpg picture by LaurenblogCuando el año pasado supe que Rayuela, la novela de Julio Cortázar, iba a ser publicada por primera vez en Portugal, me alegré y me entristecí al mismo tiempo. ¿Cómo era posible que una obra maestra como Rayuela hubiese tardado 45 años en ser publicada aquí? Sentí pena por los lectores y escritores portugueses que no habían tenido la oportunidad de conocer a La Maga y a su bebé Rocamadour. Y es que muchos de nosotros, lectors y escritores latinoamericanos, nos enamoramos de Paris, y en Paris, siguiendo las páginas de Rayuela. Cortázar nos enseñó que la novela podía ser "otra cosa", un cuerpo vivo, espiritual y libre. Conozco colegas que se saben capítulos de Rayuela de memoria y cuando los recitan las chicas caen como moscas a su alrededor. Yo creo que pocas mujeres podrían resistirse al hombre que le susurrara al oído el capítulo 68.

Pocos escritores latinoamericanos despiertan en el público la simpatía de Cortázar. Lo maravilloso es que sus simpatizantes también son sus lectores. Cientos de miles de cortazarianos por el mundo. Y cuando ya creíamos haberlo leído todo de nuestro maestro, aparece un libro con textos inéditos de Julio. Los editores lo han titulado Papeles Inesperados y contiene: 11 relatos; 3 historias de cronopios; una de las cuales reproduzco aquí en el blog; un capítulo del 'Libro de Manuel'; 11 episodios protagonizados por Lucas; 4 autoentrevistas; 13 poemas; además de ensayos, prólogos y papeles inclasificables.

El libro está disponible en las librerías españolas desde el pasado 2 de mayo. A Colombia llegará el próximo día 15. ¡Qué afortunados somos los lectores hispanos! No quiero ni imaginar cuánto tardará este libro en ser traducido al portugués.

Vialidad (Historias de Cronópios y Famas)

Un pobre cronopio va en su automóvil y al llegar a una esquina le fallan los frenos y choca contra otro auto.

Un vigilante se acerca terriblemente y saca una libreta con tapas azules.

¿No sabe manejar, usted? ¿grita el vigilante.

El cronopio lo mira un momento, y luego pregunta:

¿Usted quién es?

El vigilante se queda duro, echa una ojeada a su uniforme como para convencerse de que no hay error.

¿Cómo que quién soy? ¿No ve quién soy?

Yo veo un uniforme de vigilante -explica el cronopio muy afligido-. Usted está dentro del uniforme pero el uniforme no me dice quién es usted.

El vigilante levanta la mano para pegarle, pero en la mano tiene la libreta y en la otra mano el lápiz, de manera que no le pega y se va adelante a copiar el número de la chapa. El cronopio está muy afligido y quisiera no haber chocado, porque ahora le seguirán haciendo preguntas y él no podrá contestarlas ya que no sabe quién se las hace y entre desconocidos uno no puede entenderse.

Julio Cortazar (1952)

Entradas relacionadas

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Livro Alvorada Desfeita de Diogo de Andrade

via nonas de nonas em 26/04/09

Editado a coincidir com os 35 anos da revolução dos cravos, com a chancela da Izipress, do grupo editorial Guimarães, Alvorada Desfeita conta com um prefácio do professor de Ciência Política António Marques Bessa. A obra é uma ficção histórica alternativa, que descreve o cenário da derrota do Movimento dos Capitães, em 25 de Abril de 1974, graças à decidida resposta armada do Governo à sublevação militar. No centro do enredo está a personagem ficcional do jovem ministro da Defesa Ricardo Valera, cuja determinação faz gorar a revolução dos cravos, após sangrentos combates travados em Lisboa. O autor, de pseudónimo Diogo de Andrade, conheceu e privou com muitas das personagens reais do livro.



Já está nas livrarias Alvorada Desfeita, uma história alternativa onde o MFA é derrotado e o 25 de Abril fracassa. O autor, de pseudónimo Diogo de Andrade, falou ao DN sobre esta obra inédita em Portugal.
A história alternativa é um género praticamente desconhecido em Portugal. Foi influenciado por alguma obra para escrever Alvorada Desfeita, ou o livro é apenas um reflexo da sua vivência da época, e das suas meditações sobre o 25 de Abril e as consequências que teve?
A história virtual romanceada tem escassa projecção em Portugal. Na opção que tomei terão pesado algumas obras estrangeiras de ficção alternativa, como Fatherland, de Robert Harris (que retrata a vitória do III Reich e a sua nova ordem décadas depois), Terra Nostra, de Carlos Fuentes (o triunfo da Invencível Armada), e o A Conspiração Contra a América, de Philip Roth, que concebe uns EUA em que Roosevelt é derrotado por Charles Lindbergh.
Porque é que optou por um enredo que integra o romanesco no cenário alternativo ?
Nos últimos 35 anos vingou, como verdade única e indiscutível, uma interpretação "autêntica" do 25 de Abril, feita pelos capitães vitoriosos e crismada pela historiografia oficial da III República, a qual considera que a revolução era irreversível, que só essa opção poderia ter vencido e que o destino de Portugal e do seu Ultramar só poderia ter sido o que foi. A discussão de cenários alternativos ao da revolução triunfante nunca foi trabalhada por historiadores e politólogos, em nome de um "dogma de fé" de correcção política transformado em filosofia pública, o qual formatou a mesma revolução como via única para um regime democrático. Um novo estudo, 35 anos depois, seria, apenas mais um, enquanto um romance de história virtual consegue ser inovador. É um meio mais lúdico, mais provocador e mais apto a transmitir uma ideia, às pessoas fora das áreas militar, política e académica.
A personagem do ministro Ricardo Valera é totalmente ficcional? E porque não houve um Ricardo Valera, na realidade?
O ministro Ricardo Valera, que encarna a resistência à revolução, é uma figura ficcionada, já que não existia no Governo de Marcello Caetano ninguém cujo perfil lhe pudesse corresponder. Em qualquer caso, a sua personalidade seria sempre incompatível com a geron- tocracia incolor, servil e imobilista que predominava no último Governo de Caetano, pelo que a sua nomeação teve que ser concebida como obra do acaso. Ora o acaso é uma realidade imponderável que faz muitas vezes história, mas que, às seis da manhã de 25 de Abril de 1974 não visitou o Terreiro do Paço. No seu lugar estava a figura previsível do professor Silva Cunha.
Qual foi o momento- -chave que definiu a vitória da revolução e a derrota das forças do antigo regime, impedindo que o cenário alternativo de Alvorada Desfeita se realizasse?
No plano militar, o triunfo da revolução foi traçado no momento em que, no Terreiro do Paço, elementos das forças leais, comandadas pelo brigadeiro Junqueira dos Reis, recusaram acatar a ordem deste oficial para abrirem fogo sobre os revoltosos. As forças governamentais detinham um maior poder de combate do que o dos rebeldes, pois eram mais numerosas e tinham carros de combate claramente superiores aos dos seus adversários. Não tenho dúvidas de que, se a ordem de fogo do brigadeiro Reis tivesse sido acatada e o material estivesse operacional, a coluna de Santarém seria derrotada. Tal não significaria, necessariamente, o colapso da revolução, mas constituiria para esta um sério revés, já que os revolucionários teriam perdido a sua força móvel de "embate" mais importante. No plano político, a derrota do regime foi ditada pela bizzarra clausura de Marcello Caetano no refúgio indefensável do Carmo e pela ordem ( da qual existe uma gravação) que deu ao director da DGS para não fazer correr sangue. Ora uma revolta com a dimensão da do 25 de Abril não poderia ser vencida sem o uso da força. No fundo, Marcello recusou bater-se.
Há neste livro algum wishful thinking retroactivo, alguma catarse ou "ajuste de contas" com o 25 de Abril, 35 anos depois? Ou é apenas uma obra de especulação histórica, tout court?
Trata-se de um mero exercício romanceado de especulação histórica. Quem questiona subliminarmente se o 25 de Abril valeu a pena parecem ser aqueles que o comemoram todos os anos e que assinaram este ano um manifesto algo sombrio sobre o estado a que o País, na sua opinião, chegou.
Eurico de Barros
In Diário de Notícias

domingo, 26 de abril de 2009

E se o 25 de Abril tivesse falhado?

Se em vez de ficção, tivesse sido verdade!!! 
Seríamos ainda a grande nação do mundo, teríamos fronteira com mais de duas dezenas de países, continuaríamos a ser a nação plutiracial e pluricontinental que sempre fomos e não teriam morrido milhões de compatriotas nossos.
Rui Moio

via jantar das quartas de Eurico de Barros em 25/04/09
Um novo livro de ficção histórica alternativa, Alvorada Desfeita, editado esta semana, especula sobre o falhanço do golpe militar do 25 de Abril, graças à resposta armada do Governo à sublevação do Golpe dos Capitães, e à consequente derrota deste. Escrito por Diogo de Andrade, pseudónimo de um quadro superior do Estado que optou pelo anonimato, com um prefácio da autoria do professor de Ciência Política António Marques Bessa, e publicado pela Izipress, uma chancela do grupo editorial Guimarães, Alvorada Desfeita está nas livrarias exactamente 35 anos após a revolução dos cravos. Este livro de história virtual, ou alo-história, um género quase sem expressão na literatura em português, vulgarmente conhecido no mundo anglo-saxónico como what if... ("e se..."), baseia-se num conjunto de factos reais para elaborar uma alternativa ficcional mas verosímil, causada por um factor ou conjunto de factores que deram origem à divergência histórica. 

Misturando personagens imaginárias e semificcionais com figuras históricas reais, do regime deposto na realidade mas vitorioso neste Portugal alternativo, da oposição e dos golpistas aqui derrotados, o enredo de Alvorada Desfeita tem como pivô Ricardo Valera, o jovem e dinâmico ministro da Defesa do trémulo Governo de Marcello Caetano. A determinação deste perante a eclosão do golpe militar leva ao fracasso do Movimento dos Capitães, à repressão dos movimentos marxistas clandestinos e a uma solução de regime em que Marcello Caetano e Américo Tomás são afastados dos seus cargos, a "descolonização exemplar" não se dá e os países do Ultramar não caem nas mãos dos movimentos de obediência soviética. 

Há, assim, uma alteração do poder político e militar em Portugal na sequência da revolução abortada, à qual nem o general Spínola escapa. Alguns dos nomes envolvidos no novo processo político acabam afastados, mostrando "que as revoluções ou as contra-revoluções devoram sempre os seus próprios filhos". Pelo meio da narrativa de ficção histórica "pura e dura" de Alvorada Desfeita, passa um subenredo sentimental e romanesco, envolvendo o jovem ministro, que foi nomeado à pressa e sob pressão para o cargo na sequência do golpe frustrado das Caldas da Rainha, e que acaba por se revelar decisivo no esmagamento da revolução dos cravos. Os acontecimentos são narrados no decurso de um dia (o 25 de Abril), que abrange a maior parte do livro, e seguidos hora a hora. Os violentos combates que se travam em Lisboa (ao contrário do que aconteceu na realidade), causam centenas de mortes entre militares e civis, e levam à destruição de parte da Baixa pombalina. Os confrontos no Terreiro do Paço e ruas limítrofes são particularmente sangrentos. 

Outra personagem decisiva nos acontecimentos alternativos de Alvorada Desfeita é o coronel Sérgio de Melo, de Cavalaria 1, o "operacional" que, em ligação permanente com o ministro Valera, lidera a resposta militar do regime aos sublevados, assumindo a repressão metódica e implacável do Movimento das Forças Armadas. O autor do livro conheceu e privou com várias das personagens reais do livro, cujos "desabafos, expectativas, decepções e confidências" ajudaram a dar forma a Alvorada Desfeita. E a revolução de Abril não triunfou...

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Resumo - Vidas Secas - Graciliano Ramos

via E-Book Gratuito de noreply@blogger.com (Luizebas) em 19/04/09
Vidas Secas, Graciliano Ramos
Se você precisa de um Resumo do livro Vidas Secas, de Graciliano Ramos, seja para fazer algum Vestibular (Vidas Secas está na lista de todos os grandes Vestibulares, por ser um dos maiores clássicos da literatura brasileira) ou para alguma prova do ensino médio, não perca tempo! Você acabou de achar o melhor Resumo do livro Vidas Secas disponível na internet!
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domingo, 19 de abril de 2009

Espólio de Antero de Quental disponível online

via Mundo Pessoa em 17/04/09

 O espólio do poeta açoriano Antero de Quental existente no Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea da Biblioteca Nacional passou a estar online. O espólio do autor de Odes Modernas passa a integrar a Biblioteca Nacional Digital, onde se encontram já disponíveis os de outros escritores, como Eça de Queirós, Vitorino Nemésio, Florbela Espanca, Fernando Pessoa e Rómulo de Carvalho. O espólio de Antero de Quental fez parte do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, tendo sido transferido para a Biblioteca Nacional em 1997. (fonte: Público) 

terça-feira, 14 de abril de 2009

Adiós a la novelista romántica Corín Tellado

via Poemas del Alma de Julián Pérez Porto em 13/04/09
Este fin de semana, para ser más exactos en la madrugada del pasado sábado, la literatura mundial perdió a una de sus representantes más destacadas: a la escritora española María del Socorro Tellado López o Corín Tellado, tal como se hizo conocida en el universo literario. Según informa la agencia AFP, el deceso de esta [...]

domingo, 12 de abril de 2009

Para uma liturgia do Condestável por Rodrigo Emílio

via nonas de nonas em 11/04/09
PARA UMA LITURGIA DO CONDESTÁVEL
Predicação de claustro, pronunciada à sombra do Carmo e da Trindade

Faz hoje, hoje mesmo hoje, muitos anos que se finou para os caminhos do mundo e que nasceu para o reino dos céus uma das figuras cardiais, e capitais, da nossa História.
Os restos imortais do Santo Condestável jazem sepultados, neste alpestre Mosteiro da Virgem do Carmo — onde agora nos encontramos — desde o dia 1.º de Abril de 1431. Mas duvido que em paz repousem, hoje por hoje, os ossos do herói. É que há duas dezenas de anos — contados quase dia por dia — que teve este mesmo templo a desdita de assistir de perto ao fim histórico de Portugal. Foi aqui defronte, à porta do Convento, que a nossa colectiva perdição se consumou. Também em Abril. Todos sabemos o dia. E o ano. E todos conhecemos, já agora, as circunstâncias cem-por-cento indecorosas em que se produziu a catástrofe.
Não estremeceram tanto estas pedras, nem os ossos que nos escutam estremeceram mais com o terramoto de 1755, do que com esse de 1974. Porque foi há vinte anos — e não há duzentos e tantos anos — que tudo, de facto, ruíu por terra, não ficando da grandiosa Catedral Lusíada pedra sobre pedra.
Apesar disso — e/ou até por isso mesmo... —, seja D. Nuno encarado, nesta hora, não bem (ou não tanto) como figura votiva, mas como figura activa (espiritualmente activa), cujo recorte importa convocar, solicitar e ter presente nos tempos que correm, se nos quisermos nós guiar, sem desvios nem extravios de maior, no caminho que conduz do malogro ao milagre.
Começa porque Nun`Álvares sempre foi e será sempre um agente de primeira na produção de futuro para o destino de Portugal; e depois, na mesma e também, porque o milagre, procedendo, decorrendo e/ou resultando da acção de guerreiros de porte providencial (e foi D. Nuno, por mais de uma vez, a ilustração viva do prodígio salvador, operado in extremis), o próprio milagre vem a ser, afinal, e assim com`assim, uma das grandes permanentes e constantes — e uma das componentes e ordenadas principais, mais reiteradas — de toda a nossa alta História.
Quanto ao exemplar espírito de missão com que, em vida, o grão Pereira se projectou e evoluíu numa das mais ínclitas côrtes da Terra, é de certeza absoluta o mesmo que, ainda agora, O move e anima na Côrte celeste. E daí, a fézada inabalável de que do Céu nos está Ele, a esta hora, contemplando e assistindo — e sobremodo, instigando a levar de vencido o atoleiro em que nos atascaram. O que faremos.

Rodrigo Emílio.
In Agora, n.º 7, Ano II, 1994, pág. 8.

Gabriel Garcia Marquez - El Amor en Los Tiempos Del Colera

via Scribd Feed em 21/02/09
EL AMOR EN LOS TIEMPOS DEL CÓLERA GABRIEL GARCÍA MÁRQUEZ **Para Mercedes, por supuesto. **En adelanto van estos lugares: ya tienen su diosa coronada. Leandro Díaz **Era inevitable: el olor de las almendras amargas le recordaba siempre el destino de los amores contrariados. El doctor Juvenal Urbino lo percibió desde que entró en la casa todavía en penumbras, adonde había acudido de urgencia a ocuparse de un caso que para él había dejado de ser urgente desde hacía muchos años. El refugiado antillano Jeremiah de Saint-Amour, inválido de guerra, fotógrafo de niños y su adversario de ajedrez más

sábado, 11 de abril de 2009

Resumen del libro El fantasma de Canterville

via Poemas del Alma de Julián Pérez Porto em 10/04/09
En 1887, el escritor irlandés Oscar Wilde decidió sorprender a los amantes de la literatura con un original relato que se caracterizó por parodiar a las obras de terror. Al incluir en la historia una presencia fantasmal, el autor bautizó a este indiscutido clásico de la literatura universal como "El fantasma de Canterville". A lo [...]

Resumen de Crónica de una muerte anunciada

via Poemas del Alma de Verónica Gudiña em 10/04/09
Desde que el colombiano Gabriel García Márquez decidió combinar su creatividad con su talento literario y darlo a conocer, el mundo se benefició con una gran cantidad de obras dignas de apreciar. Después de haber hecho referencia a "Cien años de soledad", "El coronel no tiene quien le escriba" y "El amor en los tiempos [...]

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Resumen de la obra Padre rico, Padre pobre

via Poemas del Alma de Julián Pérez Porto em 09/04/09
Robert Kiyosaki, nacido el 8 de abril de 1947, es un escritor, empresario e inversionista que llegó a la fama con "Padre rico, padre pobre", una obra donde pretende instruir al lector acerca del uso adecuado del dinero y de la libertad financiera. Pese a haber conseguido una gran trascendencia (y dinero) por este libro, [...]

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