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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Chefe índio Almir Surui - uma lição de vida, uma experiência inédita

Oiçam o discurso pausado e profundo do chefe índio Almir Surui, chefe de uma tribo indígena da Amazónia brasileira. Vejam como numa parceria entre o Google e uma tribo indígena índia da Amazónia brasileira se tenta preservar a floresta tropical e o viver tradicional do povo Surui. A aliança sábia entre a alta tecnologia e o saber tradicional de um pequeno povo que tem sido muito sacrificado pela exploração desenfreada das madeiras da sua floresta - a floresta amazónica que, segundo o chefe Almir, é um bem precioso não só para a sobrevivência do povo Surui mas também para a sobrevivência de toda a Humanidade.   
Uma lição de humanismo e de como é possível conciliar a alta tecnologia e o saber tradicional para algo de tão importante para todos nós!
Rui Moio



sábado, 18 de setembro de 2010

O Presidente do Irão, Mahmoud Ahmadinejad, é de origem judaica

O Presidente do Irão, Mahmoud Ahmadinejad, é de origem judaica

via Um Homem das Cidades by Diogo on 9/13/10
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Daily Telegraph - Mahmoud Ahmadinejad revelou ter um passado judeu

Ahmadinejad a mostrar documentos durante as eleições. Estes documentos mostram que o anterior nome da sua família era judeu.

Uma fotografia do Presidente iraniano a segurar o seu cartão de identidade durante as eleições em Março de 2008 mostram claramente que a sua família tem raízes judaicas.

Uma vista mais aproximada do documento revela que Ahmadinejad era anteriormente conhecido como Sabourjian – um nome judeu que significa tecelão [cloth weaver].

A pequena nota rabiscada no cartão sugere que a sua família alterou o seu nome para Ahmadinejad quando se converteu para abraçar o Islão depois do seu nascimento. Ler mais

domingo, 1 de agosto de 2010

Carta de Martin Luther King a uma angolana na revolução

Nota
Diz-se no artigo que a Deolinda Rodrigues foi uma "activista incansável dos Direitos Humanos". Como o poder político e o politicamente correcto da onda mundial em que vivemos mistifica e mente tão descaradamente!? 

Então, uma activista de um movimento que iniciou e manteve uma guerra, mesmo que se aceite que tenha sido uma guerra "emancipalista", foi uma activista dos Direitos Humanos? Poderemos aceitar que tenha sido uma heroína do movimento que utilizou a guerra para alcançar a emancipação política de Angola mas nunca alguém que tivesse tido no seu espírito uma vontade de fazer o bem e a paz e de praticar e defender os Direitos Humanos... Foi precisamente o contrário disto o que ela fez!...
Rui Moio

Fonte: Jornal de Angola de 39Jul2010; carta em inglês de Martin Luther King

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Guilhermina Suggia

Guilhermina Suggia

via A Matéria do Tempo by Fernando Ribeiro on 7/29/10


(Foto: Alvin Langdon Coburn)

Guilhermina Suggia (Porto, 27 de junho de 1885 - Porto, 30 de julho de 1950), de seu nome completo Guilhermina Augusta Xavier de Medin Suggia, foi uma grande violoncelista portuguesa, com ascendência italiana e espanhola por parte do pai. Dotada de um temperamento impetuoso, Guilhermina Suggia foi um dos maiores intérpretes do violoncelo no séc. XX, instrumento que tocava de maneira apaixonada e com o qual arrebatava as plateias que a ouviam. É de destacar que o seu talento e força de vontade foram tais, que se tornou na primeira mulher na história da música a profissionalizar-se como violoncelista.


Adagio para violoncelo e orquestra com harpa, sobre duas melodias judaicas (Kol Nidrei), op. 47, de Max Bruch (1838-1920), por Guilhermina Suggia

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segunda-feira, 26 de julho de 2010

A RESPEITO DOS AMIGOS

Trata-se de um texto extraído de uma psicografia do espírita Divaldo Franco. 

Uma noite, num ano entre 1966 e 1969  assisti nos jardins fechados do Palácio do Governo de Luanda a uma palestra inolvidável proferida pelo já famoso orador Divaldo Franco. Ele começou o seu discurso  com a frase "Deus morreu" mas queria dizer precisamente o contrário. Uma peça de literatura e de oratória extraordinária que eu gostaria imenso de rever. Será que existe uma gravação?   
Rui Moio

Fonte: «Redação do Momento Espírita, com base no cap. 32, do livro Legado Kardequiano, pelo Espírito Marco Prisco, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.» in Blogue "Sedimentos"... - post de 19Jul2010

A RESPEITO DOS AMIGOS

via Sedimentos... on 7/19/10

É fácil conquistar amigos. Basta uma tarde tranquila em local aprazível, na natureza, para se dispor à troca de gentilezas e a um bate papo amistoso. Trocam-se endereços, números de telefones, marcam-se outros encontros.
Programam-se idas ao teatro, um passeio mais demorado no final de semana com as crianças que, afinal, têm idades próximas.
É fácil iniciar novas amizades. Basta um pouco de gentileza e um sorriso, um aperto de mão, a quebra do gelo. Ler mais



Os diários de Salazar

Os diários de Salazar

via nonas by nonas on 7/22/10









(Clicar nas imagens para aumentar)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Salazar: Misa tridentina em Buenos Aires

Vamos todos lá estar, fisicamente ou em espírito, para homenagearmos um homem com H grande que não traíu a Pátria, que não matou a Nação! Um Homem que preencheu a vida com Dignidade e Honra e que, pelo exemplo, fez-nos acreditar que a Pátria Portuguesa era de dimensões continentais e que a sua e nossa Nação era constituída por homens de todas as latitudes em que a grande maioria era feita de gente da têmpera dos verdadeiros heróis nacionais, como foram os Albuquerques, os Gugunhanas, os Aleixos Corte-Reais, os Mandumes, os Marcelinos da Mata, os João Bakar Djaló, os Daniel Roxo... Glória para sempre aos nossos maiores que souberam ser portugueses e lutar por isso.
Rui Moio

Salazar: Misa tridentina em Buenos Aires

via Euro-Ultramarino by noreply@blogger.com (Euro-Ultramarino) on 7/20/10

Misa en el cuadragésimo aniversario de la muerte del
Profesor António de Oliveira Salazar

El próximo martes 27 de julio, al cumplirse 40 años de la muerte del Profesor António de Oliveira Salazar, insigne pensador y estadista portugués, modelo de gobernante católico, se hará celebrar una Santa Misa, ese mismo día, a las 19 hrs, en la Capilla Nuestra Señora Mediadora de Todas las Gracias, de la Fraternidad San Pío X, Venezuela 1320 (1095), Ciudad Autónoma de Buenos Aires.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Filipe Zau: O velho tribalismo e o moderno clientelismo

via Lusofonia Horizontal by Daniel on 7/19/10


A seguir, artigo publicado no Jornal de Angola da última sexta-feira, 16 de Julho de 2010:


O velho tribalismo e o moderno clientelismo

Filipe Zau*

A propósito da morte do jornalista, escritor e historiador inglês Basil Davidson, revisitei um dos últimos trabalhos, que, em língua portuguesa, surgiu sob o título "O Fardo do Homem Negro – Os efeitos do Estado-Nação em África", uma edição angolana da Associação Chá de Caxinde.

Sobre a questão étnica africana, Basil Davidson afirma que num sentido histórico bastante lato, "o tribalismo tem sido usado para exprimir a solidariedade e as lealdades comuns de pessoas que partilham entre si um país e uma cultura". Citando Crawford Young, considerou inócuo o tribalismo antigo e ao clientelismo de Estado apelida-o de moderno "tribalismo" em África. Para Young, um professor de Ciência Política da Universidade de Wisconsin (Madison, EUA), que, em 1963, publicou um estudo sobre a experiência da edificação do estado-nação na actual República Democrática do Congo, as questões étnicas ligadas ao tribalismo sempre existiram em África ou em qualquer outro lugar. Para Davidson o tribalismo tem sido, muitas vezes, uma força do bem, que cria uma sociedade civil dependente de leis e de um Estado de Direito. Daí que, neste sentido, o conceito de "tribalismo", para ele, pouco divirja, na prática, do conceito de "nacionalismo". Ler mais

domingo, 18 de julho de 2010

Basil Davidson, o jornalista que quis libertar África


Li alguns dos livros de Basil Davidson, nomeadamente, os relacionados com a História de África. Apreciei e aprecio este autor que me deu uma panorâmica cultural nova sobre a cultura africana e a História de África. Por isto, admiro-o e tenho-o em muita consideração.

Uma outra coisa é este homem ter-se colocado ao lado dos líderes dos movimentos africanos anti-portugueses; Amílcar Cabral, Agostinho Neto, Eduardo Mondlane e Samora Machel. Visitou os guerrilheiros dos movimentos pró-soviéticos em campanha e promoveu-os na imprensa britânica e mundial. Foi inimigo de Portugal, da Portugalidade, da Nação Portuguesa. Por isto, não o tenho como meu amigo ou amigo da Nação Portuguesa no seu todo pluriracial e pluricontinental.

É profundamente lamentável que em 2002, o então Presidente da República de Portugal, Jorge Sampaio, o tenha condecorado em Londres com o grau de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique por “serviços prestados a Portugal e à expansão dos valores da cultura portuguesa”.

Ironia do destino e profunda vergonha nacional que este homem, David Davidson, tenha sido condecorado com uma medalha que leva o nome do Infante D. Henrique e que a razão da condecoração tenha sido por "serviços prestados a Portugal e à expansão dos valores da cultura portuguesa". Uma medalha de grande prestígio, que noutros tempos, honrou gente de grande valor e de coragem dentro da esfera da portugalidade!

Não foi precisamente o contrário que ele fez? Onde chegaste, meu povo, minha Nação? Tanta mentira!...
Rui Moio

Basil Davidson, o jornalista que quis libertar África

via Angola: os poetas by kinaxixi on 7/17/10
Sérgio C. Andrade (in jornal "O Público, 17.07.2010)



Jornalista britânico foi também agente secreto, herói da Segunda Guerra Mundial e o europeu que deu voz às lutas dos povos africanos contra o colonialismo, sobretudo o português Ler Mais


Falecimento de Basil Davidson

Falecimento de Basil Davidson

via Lusofonia Horizontal by Daniel on 7/17/10

A morte do controverso jornalista, historiador, ensaísta político e grande conhecedor das culturas dos países africanos de língua portuguesa, com a idade avançada de 95 anos, foi destaque recente no obituário feito pelo britânico The Guardian (clicar aqui).


Um pequeno resumo: Homem de espírito inquieto, já aos 16 anos abandonou a escola porque queria ser escritor. Durante a Segunda Guerra, esteve associado ao Destacamento de Operações Especiais dos Aliados, e depois ao lado das guerrilhas iugoslavas de Josip Tito. Conheceu a fundo o processo de formação do Estado de Gana, sob a liderança de Kwame Nkrumah. Mais tarde, ainda nos anos 6o, chegará a ser um dos primeiros jornalistas estrangeiros a acompanhar as guerrilhas anticoloniais em Angola e na Guiné-Bissau. Em solo africano, reiterou sua afeição ao espírito de camaradagem, de senso de verdade e a força de espírito a serviço de elevados ideais, antes polidas a duras penas nos Bálcãs. Apresentou ao mundo algumas realidades dos colonialismos e do apartheid, com suas reportagens e seus livros. Em Cuba, nos anos 80, criticou pessoalmente o apoio de Fidel Castro ao coronel Mengitsu, da Etiópia, cujas tropas primeiro surraram o Exército somali do invasor Siad Barré e depois sufocaram o movimento separatista da Eritreia. E, ainda nos anos 80, dedicou-se a teorizar o que havia visto sobre a política africana. Embora não fosse exatamente um marxista, foi também um dos intelectuais ligados ao amplo movimento da New Left britânica, ao lado de seus amigos Thomas Hodgkin, E. P. Thompson e Eric Hobsbawm. Trabalhou em diversos jornais ingleses e chegou a participar de uma série de televisão, sobre história. Recebeu condecorações de várias universidades, inclusive em Portugal e Cabo Verde.

sábado, 3 de julho de 2010

A resistência de um GE

via Caçadores 3441 by Egidio Cardoso on 7/2/10

Na guerra colonial em qualquer dos territórios das antigas províncias ultramarinas, o exército português contou sempre com o apoio de grupos recrutados entre a população nativa.
O objectivo era óbvio. Envolver as populações no esforço de guerra e dar-lhes importância eram formas de arregimentar homens que, a não ser assim, poderiam engrossar as hostes dos guerrilheiros.
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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Portuguesas com História - Séc. XX

via Fernanda de Castro by António Quadros Ferro on 6/30/10
Livro de Anabela Natário sobre as vidas de Fernanda de Castro, Isabel Aboim Inglês, Irmã Lúcia, Beatriz Costa, Virgínia Rau, Cesina Bermudes, Maria Helena Vieira da Silva, Carolina Loff, Helena Sá e Costa, Amália Rodrigues, Catarina Eufémia, Natália Correia, Maria de Lurdes Pintasilgo, Maluda e muitas outras figuras femininas do Portugal do século XX. Edição Temas e Debates, 2009.

domingo, 20 de junho de 2010

Biografia de José Saramago: Três amores na vida

Nota
As três mulheres de José Saramago; Ilda Reis com quem casou quando o escritor tinha apenas 22 anos e de quem teve a única filha Violante Saramago Matos, a escritora Isabel Nóbrega e a jornalista e escritora espanhola Pilar del Rio que o lançou no mundo de fala castelhana.
Rui Moio

O grande amor nos tempos de glória de José Saramago foi a jornalista e tradutora espanhola Pilar del Río, que conheceu em 1986, quando ela se deslocou expressamente a Lisboa para o conhecer. O interesse de Pilar despertara numa visita a uma livraria em Sevilha. Deparou com 'Memorial do Convento' numa estante. O título cativou-a. Comprou e "devorou-o".

quinta-feira, 17 de junho de 2010

ORIGENS DE MARCENEIRO - Fados do meu Fado

via Lisboa no Guiness by Vítor Marceneiro on 6/16/10
Fados da minha vida
O destino marca a hora, e chegou a hora de voltar às origens.
Sou natural de Alcântara, Lisboa, mas os meus bisavós paternos eram da Vila do Cadaval, (ver texto biográfico sobre meu avô).
Meu avô tendo nascido em Campo d´Ourique, Lisboa, sempre enalteceu as suas origens do Cadaval, incutindo em nós, filhos e netos também esse sentimento. Ler Mais


domingo, 13 de junho de 2010

A aventureira

via Rotas & Destinos on 6/11/10
Condessa Marga d'Andurain. O nome pode não dizer muito à maior parte das pessoas, mas a verdade é que esta mulher tem uma história de vida que em...

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Jorge Jardim (1920-1978)

via Estado Sentido by Pedro Félix on 6/2/10

Este sim um grande português, deu a vida por Portugal. Com um coração tão amplo que nele cabiam amigos oriundos das mais diversas proveniências sociais e étnicas. Fez frente, por vezes sem pegar numa arma a muitos inimigos de Portugal, pois provinham de uma terra a que ele se habituou a amar.
É um caso paradigmático do Império Ultramarino Português. Um Império cujas características ultrapassam as questões fronteiriças e o domínio económico e/ou militar.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Estaline Impediu Duas Tentativas de Assassinato de Hitler

via Revisionismo by Johnny Drake on 5/26/10

O ditador Soviético Estaline bloqueou duas tentativas para assassinar Adolf Hiter durante a Segunda Guerra Mundial, temendo que a sua substituição como líder Nazi levasse à paz com os Aliados Ocidentais, referiu um General superior Russo na terça-feira. Um plano para atacar o 'bunker' de Hitler, em 1943, e uma trama em 1944 envolvendo um assassino que tinha ganho a confiança da liderança Nazi foram ambos cancelados por ordens de Estaline, referiu o General Anatoly Kulikov numa conferência histórica em Moscovo. "Foi desenvolvido um plano para assassinar Hitler no seu abrigo, mas Estaline, subitamente, cancelou-o em 1943 com medo que após a morte de Hitler os seus seguidores elaborassem um tratado de paz em separado com a Grã-Bretanha e com os Estados Unidos", acrescentou a agência noticiosa Russa RIA. [leia a notícia na íntegra]

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Dra. Ella Lingens - uma médica testemunha de Auschwitz


via Um Homem das Cidades by Diogo on 5/25/10
No Wikipedia:

O objetivo principal do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau não era o de manter prisioneiros como força de trabalho (casos de Auschwitz I e III) mas sim de exterminá-los. Para cumprir esse objetivo, equipou-se o campo com quatro crematórios e câmaras de gás. Cada câmara de gás podia receber até 2.500 prisioneiros por turno. O extermínio em grande escala começou na Primavera de 1942.

Os prisioneiros eram trazidos de comboio de toda a Europa ocupada pelos alemães, chegando a Auschwitz-Birkenau diariamente. Na chegada ao campo, os prisioneiros eram separados em dois grandes grupos – aqueles marcados para a exterminação imediata, e os que fiavam registados como prisioneiros. O primeiro grupo, cerca de três quartos do total, era levado para as câmaras de gás de Auschwitz-Birkenau em questão de horas; este grupo incluía todas as crianças, todas as mulheres com crianças, todos os idosos, e todos aqueles que, após uma breve e superficial inspecção pelo pessoal das SS, não se mostravam em condições de trabalhar. Ler mais

terça-feira, 18 de maio de 2010

ANITA GUERREIRO - Artista de Variedades

via Lisboa no Guiness by Vítor Marceneiro on 4/18/10
Bebiana Guerreiro Rocha Cardinali , actriz e fadista , que adoptou o nome artístico de Anita Guerreiro nasceu em Lisboa a 13 de Novembro de 1936, no Bairro do Intendente,
Com apenas sete anos, por ser uma das "miúdas", fadistas infantis que ficavam identificados com o bairro de onde vinham, passou a ser conhecida com "A Miúda do Intendente",
Aos quinze anos de idade, Anita Guerreiro concorreu ao passatempo do popular programa radiofónico "Comboio das Seis e Meia", onde obteve tal êxito que Marques Vidal logo a contratou para artista privativa do programa.
Em 1953 estreia-se no Fado profissional como contratada no "Café Luso".
Canta com garra e vivacidade que ainda antes de completar os vinte anos, era já vedeta de revista, género em que se estreou em 1955, na Revista " Ó Zé Aperta o Laço", é aliás no teatro de revista que obtém um dos seus maiores sucessos com a criação do Fado-canção " Cheira a Lisboa" em 1969 na Revista "Peço a Palavra", foi um tema que ficou na boca do povo e até aos dias de hoje. Pouco tempo depois deste sucesso colossal, Anita Guerreiro afastou-se da revista durante mais de uma década, apenas regressando em 1982.
Manteve-se entretanto activa como fadista, cantando em casas de fados e actuando no estrangeiro, foi ainda, proprietária de uma casa de Fados no Parque Mayer a "Adega da Anita".
Esteve radicada vários anos nos Estados Unidos da América, mas quando regressou não tinha sido esquecida, voltou rapidamente a ocupar o lugar que lhe pertencia no meio artístico,
Nos últimos anos tem desfilado vezes sem conta na Avenida, no grande espectáculo de Lisboa que são as marchas populares.
Anita Guerreiro continua ainda hoje a trabalhar e a ser muito acarinhada pelo público, continua a cantar em Casas de Fado e em espectáculos e participa regularmente em telenovelas e séries de comédia na TV.
CHEIRA A LISBOA
Letra de: César Oliveira
Música de: Carlos Dias

Lisboa já tem sol, mas cheira a lua
Quando nasce a madrugada, sorrateira
E o primeiro eléctrico da rua
Faz coro com a chinela da Ribeira
Se chove cheira a terra prometida
Procissões têm o cheiro a rosmaninho
Nas tascas das vielas mais escondida
Cheira a iscas com elas e a vinho

Estribilho

Um craveiro numa água-furtada
Cheira bem, cheira a Lisboa
Uma rosa a florir na tapada
Cheira bem, cheira a Lisboa
A fragata que se ergue na proa
A varina que teima em passar
Cheiram bem porque são de Lisboa
Lisboa tem cheiro de flores e de mar

Lisboa cheira aos cafés do Rossio
O Fado cheira sempre a solidão
Cheira a castanha assada se está frio
Cheira a fruta madura quando é Verão
Nos lábios tem o cheiro dum sorriso
Manjerico tem o cheiro de cantigas
E os rapazes perdem o juízo
Quando lhes dá o cheiro a raparigas

Estribilho

terça-feira, 4 de maio de 2010

Fundador das secretas morreu aos 79 anos

«Ramiro Ladeiro Monteiro, considerado um dos mais influentes directores do Serviço de Informações de Segurança (SIS), faleceu ontem, aos 79 anos, de doença prolongada.»

Fonte: Correio da Manhã de 04Mai2010

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