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domingo, 13 de junho de 2010

LUSO HOTEL 1968 – HOTEL LUENA 2008

Meu lindo hotel!... Património querido da minha infância, ex-libris da bonita e airosa cidade do Luso.
Ali estive em garoto, por uns bons sete dias, enquanto esperava a camioneta que me levaria à capital dos Lutchazes. Foi nos Lutchazes que comecei a frequentar a escola primária e a professora era uma jovem, mulher de um aspirante e isto foi no longínquo ano de 1955 ou 1956.
Em 1963 (?) viviam no Hotel Luso os oficiais catangueses, elementos que anos depois tanto fizeram pela Portugalidade na luta contra o terrorismo e a integridade nacional.
Rui Moio

via Leste de Angola by Jorge Santos - Op.Cripto on 6/12/10
A imagem do LusoHotel está na memória de todos aqueles que passaram pela capital do Moxico, no Leste de Angola. A cidade, então com o nome de Luso, tem no pós independência, o nome do rio que lhe passa...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Guerra colonial - O mistério da urna selada há 42 anos

via Leste de Angola by Jorge Santos - Op.Cripto on 5/27/10
Foto: «Diário de Notícias» Trasladação nos arredores de Peniche encontrou areia, um sapato e roupa no lugar das ossadas A perturbação de descobrir areia no lugar das ossadas do soldado Tertuliano Henriques impediu, segunda-feira, os familiares de repararem se...

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Escritor russo revela plano de decapitação de dirigentes da UNITA e FNLA cas...

via ANGOLA DO OUTRO LADO DO TEMPO... by MARIANJARDIM on 5/19/10

Maputo - Contrariamente ao que se julgava, o Almirante Rosa Coutinho, que após o golpe de 25 de Abril de 1974 em Portugal foi nomeado alto-comissário português em Angola, não foi o único a favorecer o MPLA na tomada do poder pela força em Luanda à revelia do Acordo de Alvor que previa a realização de eleições livres. Leonel Cardoso, que viria a substituir Rosa Coutinho no cargo de alto-comissário português, desempenhou na prática um papel igualmente pernicioso para o futuro do novo Estado independente.


De acordo com Vladimir Shubin, autor do livro, «The Hot Cold War – the USSR in Southern Africa», em Outubro de 1975, cerca de um mês antes da proclamação da independência de Angola, Leonel Cardoso convidou Igor Uvarov, oficial russo que trabalhava sob a capa de correspondente da agência TASS em Luanda, para uma conversa, tendo-lhe confidenciado que "Portugal deparava com um problema: a quem deveria transferir o poder em Angola." Cardoso disse ainda a Uvarov que "no dia anterior, as autoridades portuguesas em Angola haviam informado o Bureau Político do MPLA de que não poderiam transferir o poder apenas para este movimento, mas que teria de faze-lo para 'o povo angolano'".

O autor do livroautor do livro, «The Hot Cold War – the USSR in Southern Africa», revela que Leonel Cardoso em Outubro de 1975, cerca de um mês antes da proclamação da independência de Angola, pediu a Uvarov para que "enviasse uma mensagem a Moscovo no sentido da União Soviética influenciar o MPLA de forma a que a transferência de poderes fosse de 'natureza conjunta'", para depois fazer recordar ao correspondente da TASS que "anteriormente as tropas portuguesas haviam ajudado o MPLA a expulsar de Luanda unidades da FNLA e da UNITA".

Leonel Cardoso chegou mesmo a dizer que "caso os dirigentes da FNLA e da UNITA viessem a Luanda para a cerimónia de transferência de poderes, estas organizações poderiam ser 'decapitadas'."

No livro, Vladimir Shubin cita Sérgio Vieira, antigo chefe da polícia política, SNASP, como tendo revelado que o regime da Frelimo também deu o seu aval à violação do Acordo de Alvor, favorecendo a tomada do poder pela força por parte do MPLA, enviando para Luanda uma peça de artilharia, vulgo órgão de Stalin, que, conjuntamente com outras peças idênticas fornecidas por Moscovo, permitiram às tropas de Agostinho Neto impedir que forças fiéis a outros movimentos entrassem na capital angolana para a proclamação da independência.
Fonte: Canalmoz





domingo, 16 de maio de 2010

APONTAMENTOS PARA A HISTÓRIA DO QUITEXE V - A DIVISÃO ADMINISTRATIVA


via QUITEXE by Quimbanze on 5/16/10
Sob o primeiro governo de Norton de Matos (1912-1915) foi publicado um novo regulamento administrativo através da Portaria nº 375, de 19 de Abril de 1913 (Boletim Oficial de Angola, nº 51, 1913)
De acordo com o citado regulamento, Angola passou a compor-se de 35 circunscrições civis, 25 capitanias, 11 concelhos e uma intendência. Ao aplicar o regime das circunscrições, a província centrou-se no Distrito de Luanda, cujos concelhos eram: Luanda, Cambambe, Novo Redondo, Dande, Ambaca, Cazengo, Golungo Alto, Ícolo e Bengo, Lícolo, Muxima, Pungo Andongo e as capitanias-mores de Amboim, Dembos, Encoge e Quissama.
Esta divisão deverá permanecer até à Reforma Administrativa de 15 de Agosto de 1914, traduzido na "Lei Orgânica da Administração Civil das Províncias do Ultramar", que terá criado o Distrito de Cuanza Norte que, como vimos, já existia em 1915. Ler mais

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Moxico - Administração dos Luchazes define prioridades para programa de desenvolvimento rural

via Leste de Angola by Jorge Santos - Op.Cripto on 5/2/10
Luena, 2.Maio – A melhoria das principais vias de acesso e construção de moradias para quadros locais são as prioridades da Administração municipal dos Luchazes (Moxico), no âmbito do Programa Integrado de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza....

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Os Últimos Dias De Savimbi - José Gama

via universidade by Gil Gonçalves on 4/19/10

Luanda - Entre os dias 4 e 8 de Abril de 2001, a UNITA reuniu a sua direcção e militantes, para reflectir estratégias naquilo que veio a ser sua 16ª conferência partidária cuja discussão interna atribuía-lhe particularidades de um congresso. O local escolhido foi a área de saluka, na nascente do rio Kunguene, um afluente do rio Luengue-bungo na província do Moxico. O reconhecimento militar e preparativo da área coube ao chefe das operações das FALA, Abílio Kamalata "Numa". Aquela foi a ocasião em que depois muitos quadros não voltariam mais a se ver. Ler mais

Conversas do Namibe, aliás de Moçâmedes, aliás de Mossâmedes.

via Mario Tendinha's Site on 4/19/10

Conversas do Namibe, aliás de Moçâmedes, aliás de Mossâmedes.
A propósito de um tal 40 Raios, lembrei-me do Bode e dos "caminhos marítimos" e de outras coisas que afinal estavam apenas guardadas. Ouvi o meu pai a falar de um tal 40 Raios, uma personagem de Moçâmedes, que tinha uma filha linda e tal e coisa e que era assim chamado porque estava sempre a dizer "cum 40 raios…" e que teria andado para os lados do Caraculo…
…e falámos das coisas antigas, ainda Mossâmedes, quem me dera, ruas de terra batida, algumas autênticos areais e o VW a enterrar-se, quando nos ia buscar ao colégio das madres, deserto adentro plantado e nós, quase envergonhados, quando outro carro qualquer por ali passava na soberba complacência de olhares dos outros meninos, coleguinhas, que haviam de nos humilhar no dia seguinte, tamanho era o enterranço. O contrário também se aplicava quando impávidos, passávamos nós por eles, enterrados, naquelas areias já tão distantes no tempo.
Na Torre do Tombo, ali mesmo depois...

domingo, 21 de março de 2010

Declarações do Rosa Coutinho

«Diário De Savimbi Em Posse Das FAA»

via universidade by Gil Gonçalves on 3/19/10


Lisboa - O malogrado líder da antiga rebelião armada, Jonas Malheiros Savimbi terá deixado as suas memórias concluídas e que terão sido apanhadas na esfrega do choque militar que envolveu a sua coluna e a unidade de elite do vigésimo batalhão das forças armadas angolanas (FAA), a 22 de Fevereiro de 2002, soube o Club-k.net de fonte familiarizada ao assunto.
Fonte: Club-k.net
Líder rebelde deixou dois volumes das suas memórias
De acordo com a fonte, as memórias encontravam-se em forma de manuscrito tendo o autor iniciado a escrever, a partir do Andulo, ao tempo em que o seu partido tinha transformado aquele município em bastião da UNITA. Até ao momento da sua morte, o líder da guerrilha trasia nos seus pertences pessoais "dois manuscritos consigo" e que cujo paradeiro "somente os soldados das FAA, envolvidos naquela operação militar poderão dar-vos a resposta", segundo disse a fonte que vimos fazer referencia.

A mesma conta que a primeira vez que o velho deu a conhecer que estava a escrever as suas memórias aconteceu no, Andulo, no decorrer de uma palestra em 1998 tendo revelado que o primeiro volume retrataria o inicio da luta armada até o ano de 1991 e a segunda parte faria uma incursão desde 1992 até os últimos dias.

Referendiado como tendo possuído, na Jamba, uma biblioteca pessoal com cerca de 3000 livros, Jonas Malheiro Savimbi é autor de diversas obras, como "a cartilha do guerrilheiro", editado em 1977, " A resistência em busca de uma nova nação", publicada em 1979, "Angola: por um futuro melhor" editado em 86, e o "guia pratico do quadro" que é uma síntese de lições elaboradas pelo mesmo e que serviram de livro de apoio no Centro de Estudos Kapesse Kafundanga, no seu antigo bastião.

Há também diversos livros sobre a sua vida, sendo o mais popular, "Savimbi: uma chave para África" escrito pelo jornalista e biografo Fred Bridland. Quando ambos se zangaram, Bridland tornou a escrever outro livro "mortes em África" retratando os episódios que levaram a tragédia do "caso Tito Chingunji".

Na década de 80 um escritor togolês Abodoli editou, em frances, um livro sobre Jonas Savimbi que é uma entrevista em que o falecido presidente da UNITA fala da sua trajetória e aborda a perspectiva do futuro. Recentemente o seu partido editou igualmente um livro em sua homenagem contendo entrevistas e discursos feitos entre 1976 a 91 por aquele que foi o fundador do movimento do "galo negro".

De realçar que está a ser preparada uma tese de doutoramento, sobre Jonas Savimbi e a UNITA, numa universidade britânica. O autor desta obra acadêmica é Justin Pierce, um connhecido jornalista da BBC que mora na África do Sul e que recentemente ficou largos meses no interior de Angola a desenvolver a sua pesquisa nas áreas onde terá passado Jonas Savimbi.

Ainda na senda de livros sobre a UNITA de Jonas Savimbi, apurou-se que o veterano Samuel Chiwale deste partido tem prontas o segundo volume das suas memórias e um outro dirigente Chipindo Bonga anuncio recentemente aos jovens da JURA que também esta a escrever a sua obra histórica.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

A Ponte Aérea da Vergonha.Esquecer??? NUNCA.

via BRAVOS RETORNADOS, ESPOLIADOS, DESLOCADOS... by MariaNJardim on 2/10/10
Começou em Julho de 75 e acabou a 3 de Novembro, desse mesmo ano. Quatro meses para evacuar meio milhão de pessoas e dizer adeus a Angola. Centenas de aviões, milhares de voos. Aos números imprecisos soma-se a crónica dos ressentimentos. O que aconteceu e quem teve a culpa?
Os nomes baralham-se, calam-se os dramas. O ódio é sempre mais espesso que o sangue, mas há um momento em que nem isso adianta. É quando Portugal e traição já não se distinguem e os arautos do tempo repetem o veredicto. Ventos da História, descolonização possível. Desresponsabilização, descontracção e água benta. Cobardia. Pois claro.

A 17 de Julho, a ponte aérea começa.

Gonçalves Ribeiro, mais tarde alto-comissário para os refugiados, afirma o seu pudor em abordar a matéria em causa, que define como "a experiência da sua vida". Mal ou bem, é ele o nome que todos apontam como coordenador do air-lift-ponte aérea-que em três meses e meio transportou quase meio milhão de pessoas de Nova Lisboa e Luanda para o aeroporto da Portela.

"Houve necessidade de um certo voluntarismo, por uma questão de dignidade nacional. Era uma da últimas coisas que Portugal tinha de fazer. Ter a certeza de que quem quisesse vir não ficava. Usávamos o rádio para chegar aos sítios mais isolados, à mata, para tentar saber onde é que havia gente a precisar de transporte. Mandávamos lá a Força Aérea para as trazer aos dois grandes aeroportos. Chegavam de todo o lado, exaustos, traumatizados, sem nada. Chegou a uma altura em que a tropa portuguesa já se tinha vindo quase toda embora e mesmo em Luanda as pessoas só se sentiam seguras no aeroporto. Chegámos a ter lá 5000, numa caserna para 500 homens."

A comida era a da base, quando havia, as instalações inexistentes. As possíveis.
O homem da ponte aérea suspira.

"Para ser diferente era preciso que houvesse aqui uma situação estável. A pergunta principal é porque é que se levou tanto tempo a descolonizar. Toda a gente fala dos militares, mas não fomos nós que começámos a guerra. E aguentámos-la catorze anos. Chegava para encontrar uma solução política, não? Até porque a situação em Angola estava perfeitamente controlada do ponto de vista militar: com a UNITA não tínhamos qualquer confronto e a Leste e a Norte, as forças que se nos opunham estavam, respectivamente, na Zâmbia e no Zaire. Mas assim, desta forma, tudo tinha de correr mal."

O desespero era tal para entrar num avião que as pessoas ofereciam tudo. Aos funcionários de check in, aos pilotos, a quem encontrassem. Termos de café, comida, álcool, casas, carros, barcos, dinheiro, diamantes, favores variados. E quando não era para entrar num avião era para meter lá dentro mais qualquer coisa. Nem toda a gente podia ou tinha tempo de despachar os pertences por mar.

Mais ou menos rigoroso no seu trabalho de check in, mais quilo menos quilo e um recorde de 26 horas seguidas ao balcão, João F., nascido em Luanda, funcionário da Tap, viu acontecer muita coisa. O tráfico de influências corria à desfilada, e para quem fosse habilidoso havia sempre um expediente para mandar tudo para Lisboa. Os mais modestos iam todos os dias ao aeroporto despachar pequenos embrulhos, os mais ambiciosos certificavam-se de ter tudo do outro lado do mar antes de dizer adeus a Angola.

Coisa que não deixava de ser arriscada: a João F., que despachou o frigorífico e o fogão, desapareceram-lhe os dois no aeroporto da Portela.

"Mais tarde descobri que tinha sido um colega e recuperei as coisas. Houve muita desonestidade. As pessoas traziam o que era delas e o que não era, aproveitavam-se da situação. Gente que nunca tinha estado em Angola chegava ao sítio do aeroporto onde as coisas se iam amontoando e escolhia o que queria. Houve nitidamente um abandono daquela gente."

Regressado a 1 de Novembro, de 1975, com um pedido de transferência, teve de procurar outro emprego: só foi readmitido na TAP dois anos depois e para cúmulo retiraram-lhe o tempo da ponte aérea.
"Os registos perderam-se e ninguém se lembra", conclui com um encolher de ombros.
"Dizem eles."

Em Nova Lisboa a situação era tremenda. Havia uma espécie de grande hangar e as pessoas chegavam das mais variadas formas, carregadas de malas. Como não as podiam levar — havia um limite de 30 kg por passageiro — havia uma montanha incrível de bagagem deixada para trás. Não havia condições nenhumas, a sanita era um antigo avião de campanha completamente recuperado que um oficial qualquer tinha resolvido pôr ali como monumento. Imagine-se, um avião que tinha andado na guerra!

"Quem controlava eram os guerrilheiros da Unita, que tinham um aspecto inacreditável. A tropa já se tinha vindo embora. Assim tínhamos de discutir horas com os UNITAS que queriam entrar nos aviões para ir lá buscar pessoas, e assegurar que eles não inutilizassem o avião. Era essa a minha maior preocupação quando estava no solo."

José Nico, brigadeiro da Força Aérea, na época capitão, não esconde a amargura que lhe ficou.

"O que andei a fazer sobretudo, foi evacuar os militares e suas famílias. Naqueles tempos era tudo ao contrário. Evacuava-se a tropa antes dos civis. A situação era tal que um dia, quando me pediram para ir complementar a acção dos aviões civis — porque o grosso da ponte propriamente dita foi feita por eles — e embarcar aquela gente que estava no aeroporto de Luanda à espera em vez de uma companhia de militares, os soldados se revoltaram. Armaram uma situação tão crítica que obrigou a uma intervenção."

Cala-se, pensativo. Viveu a juventude em Luanda, foi estudar para a metrópole. O resto da família regressou antes da independência. À excepção do pai, que só voltou em 79.

"Era empregado numa companhia que não fechou. Teve de se mudar para um quarto ao lado do escritório para não andar na rua, mas mesmo assim iam lá visita-lo muitas vezes para o revistar. O que quer dizer roubar. Ele não se abre muito."
O silêncio quebra-se uma última vez.
"Foi um abandono de todo o povo português. Vivi muitos anos revoltado até me habituar à ideia de que tinham sido os ventos da História."

É a 11 de Novembro de 1975, que tudo é suposto acabar. A ponte aérea acaba só a 3 de Dezembro desse ano. A esposa de Vitor B. regressa no dia anterior, num avião regular da TAP. Agora e durante algum tempo, os funcionários da imigração ainda apõem nos passaportes o carimbo Luanda-Portugal — saída.

Resta na cidade o alto-comissário, almirante Leonel Cardoso, e os seus colaboradores mais próximos, além de uma companhia de pára-quedistas, dois helicópteros e dois navios.

No palácio do governo, contra um painel do mapa-mundi com caravelas, o almirante lê a declaração de entrega da soberania do território. Ao povo de Angola.Já que não há mais ninguém na sala além dos portugueses e de um batalhão de jornalistas.
Ninguém para cantar o hino.
....Levantai hoje de novo o esplendor de Portugal,...
Logo de seguida, Leonel Cardoso, séquito e bandeiras partem nos navios, pela calada da noite, escondidos da vergonha, e da cobardia dos políticos e militares, que atraiçoaram séculos de História, entregando de mão beijada, o futuro de milhões de seres humanos, á crueldade do abandono e da incerteza do futuro. Esquecer? NUNCA.
17 de Abril de 2008 por Fernanda Câncio
FONTE

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Filme fuga à guerra da descolonização

via BRAVOS RETORNADOS, ESPOLIADOS, DESLOCADOS... by MariaNJardim on 1/21/10

'Vitória' recorda fuga de África

Ouvir com webReader
Drama: Emoções fortes na nova novela da SIC
Vitoriasic

Acabada de chegar da Nova Zelândia, Danae Magalhães está radiante com a participação na futura novela 'Vitória', que a SIC vai transmitir e cujo enredo assenta na vivência dramática dos portugueses, que tiveram de abandonar as colónias africanas e deixar tudo para trás, regressando sem bens e, em muitos casos, sem familiares.

"É uma experiência muito rica e que me toca de forma especial. Os meus pais tiveram de sair de Moçambique", contou ontem a actriz e antiga miss, nas filmagens da novela em Viana do Castelo, junto ao navio 'Gil Eanes', que transportou milhares de retornados de África.
A recriação do ambiente de 1975 – que inclui o porto de Alcântara – promete ser um dos aspectos mais marcantes da novela, produzida pela SP Televisão, que mobilizou 300 figurantes, usando em muitos casos roupas e objectos da época cedidos por famílias de retornados.
"Como psicóloga e apaixonada por História e investigação, este é um trabalho estimulante", frisou Danae Magalhães, empenhada no papel de 'Alice', mãe de 'Rodrigo' – o protagonista da novela, representado por Diogo Morgado, que contracena com Joana Seixas. O elenco inclui Virgílio Teixeira, a apresentadora Helena Ramos e o cantor Carlos Mendes.
Os laços de amizade e de ódio despoletados por antepassados na fuga à guerra da descolonização vão marcar as relações familiares dos novos tempos. "Esta novela vai provocar o debate e a atenção que são devidos às pessoas que viveram o drama da descolonização e que o Estado português procurou escamotear", assegurou Sofia Almeida, chefe de produção, convicta de que 'Vitória' vai emocionar os portugueses, e sobretudo os que "viveram o drama de perder tudo mas venceram, assumindo-se os grandes impulsionadores da economia portuguesa".
Mário Fernandes - CORREIO DA MANHÃ(Lisboa) - 31.08.2008.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

A INDEPENDÊNCIA DOS INIMIGOS

via DIÁRIO DA ÁFRICA by Diário da África on 2/5/10
Reportagem da revista Veja sobre a independência de Angola.

Publicada em 19 de novembro de 1975.

Clique nas páginas para ler o texto.

OBS: Clique sobre a imagem para a aumentar.








segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Moçãmedenses posam para a posteridade em dia de casamento ...

Que surpresa boa!!!



A 17 de Janeiro o Cabordé faria 78 anos de idade se fosse vivo, pois nasceu em Benguela em 1932 e, nesse dia, por acaso, dou neste blogue com uma fotografia dele, tirada no casamento do Armando Maria Inácio com a Eliza Pinto Miranda. Que surpresa boa!!!

O Hélder Roberto (Cabordé) naquele dia estava bonito, bonito como nunca deixou de ser, no corpo e na alma!

Rui Moio



via GENTE DO MEU TEMPO (Album de recordações) by MariaNJardim on 1/18/10





















Não tenho por norma colocar fotos de casamentos neste blog, mas que me perdoe a família Maria Inácio, uma das mais antigas e reconhecidas famílias de Moçâmedes, pois não resisti em colocar aqui esta foto do casamento de Armando Maria Inácio e Eliza Pinto Miranda, retirada de Sanzalangola (fio de Lay Silva: que me perdoe também), porque não só se tratam de pessoas conhecidas, como de elementos de uma geração que em Moçâmedes marcou uma época: os anos 50. Refiro-me ao grupo «Os Tragateiros» aqui bastante bem representados:

De cima para baixo e da esq. para a dt.:
1. Os noivos Eliza Pinto Miranda e Armando Maria Inácio, tendo à sua esq. Carlos Guerra (Calita), e por detrás duas senhoras cujos nomes não consigo recordar.
2. Raúl Guedes, Fernando Miranda, Andrade, João Mangericão (Neco) e Carlos Diogo.
3. Alexandrino Silva, Abreu, Frederico Costa e Hélder (Cabordé).

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

FOTOS LEGENDADAS (50, INSELBERGS)

via MUKANDAS do Monte Estoril by Irdea on 1/12/10

Inselbergs significa «montes ilhas», termo introduzido na Geologia pelo alemão

Bergassor Bornhardt para significar montanhas pré-cambrianas, geralmente monolíticas,

de gnaisse e granito, abruptamente emersas da superfície onde afloraram.

Palavras arrevesadas para referir os impressionantes e enormíssimos penedos que

surgem em algumas paisagens africanas. E não apenas aí, conforme os tratados garantem.

Povoações como a do Lépi, no Planalto Central de Angola, nasceram e cresceram junto

de tais colossos; coladas a tão permanentes e fiéis guardiões, pareciam assim

querer proteger-se dos perigos que rondavam por perto...

Francisco Bernardo,

in Fotos Recolhidas e Legendadas de uma Angola de Antigamente (obra inédita)

domingo, 20 de dezembro de 2009

OS BÓERES NO PLANALTO DA HUÍLA

via Africandar by Leston Bandeira on 12/20/09





Os meus agradecimentos ao meu amigo António Trabulo que me enviou este texto e também algumas das fotografias da sua colecção particular.


Os bóeres são descendentes dos colonos holandeses que se fixaram no Sul da África, nos meados do século XVII, e dos huguenotes franceses fugidos às guerras religiosas da Europa, que se lhes juntaram, vinte e cinco anos depois.


Criaram raízes na terra. Pretendiam ficar. No entanto, quase século e meio antes da eclosão dos movimentos nacionalistas africanos, já a História os colhera na sua rede. Em 1815, a Holanda viu-se forçada a ceder a Colónia do Cabo à Inglaterra.
Fartos dos ingleses, a partir de 1835 os bóeres começaram a emigrar para Norte. Foi a grande marcha, o Trek. Fundaram sucessivamente o Estado Livre de Orange, o Natal e a República do Transvaal. Os britânicos não lhes deram sossego e obrigaram-nos a lutar pela liberdade. Os africânderes, como também eram chamados, bateram-se bem, mas foram vencidos.
Em 1876 terminou a guerra do Transvaal.
Seiscentas famílias bóeres penetraram no deserto do Calaari, procurando novo local para se instalarem, longe da bandeira inglesa. Viajaram em grandes caravanas que se organizavam, nas paragens, em posições defensivas. Os carrões bóeres eram parecidos com que se vêem nos filmes de cobóis. A estrutura dos veículos era simples: uma caixa grande de madeira assentava em dois eixos. As rodas de trás, maiores, eram fixas. As dianteiras, um pouco mais pequenas, giravam à vontade do condutor. Um bom sistema de travagem tornava seguras as descidas íngremes. O tecto, de lona esticado sobre arcadas de madeira, isolava o interior da chuva e, até certo ponto, do calor, do pó e dos mosquitos. Havia muitas peças móveis que se adaptavam às necessidades. As arcas de arrumação serviam também de assentos. Eram puxados por seis a oito bois, por vezes por mais.
Ao longo do Trek, os bóeres passaram fome e sede. Sofreram com a seca e com as febres, nas estações das chuvas. Perderam gente, gado e haveres e foram dispersando.
Uns tantos desistiram e voltaram para trás. Outros prosseguiram até ao Sul de Angola e percorreram as margens dos grandes rios Cubango e Cunene. Acabaram por estabelecer contactos com as autoridades portuguesas e obtiveram do Governo de Lisboa a concessão de três mil hectares de terra para se instalarem.
Vale a pena citar uma cláusula do contrato estabelecido entre os representantes do nosso governo e os líderes da comunidade bóer: Terreno cultivado pelo gentio é propriedade deles e não pode ser dado aos colonos que, portanto, não podem tirar-lhes o mesmo. O documento assinado garantia também, aos que chegavam, total liberdade de culto religioso.
Em Janeiro de 1881, oitenta famílias bóeres vieram estabelecer-se nas terras altas da Humpata. Além do gado de tracção traziam rebanhos soltos. Eram também caçadores. Jacobus Botha chefiava o grupo. Era o patriarca, à maneira bíblica: chefe religioso, político e militar, experimentado em guerras e sofrimento. Vira mesmo um dos seus criados ser devorado por um crocodilo, quando atravessava o rio Cunene, agarrado à cauda dum cavalo.
Os bóeres chegaram e construíram um canal de irrigação de seis quilómetros de comprimento, com uma levada de água para cada casal.
Nessa época, estavam fixados naquela área apenas dois portugueses. Artur de Paiva, jovem alferes, serviu como intérprete de língua inglesa e ficou a comandar o destacamento militar que se estabeleceu no local. Casou com uma das filhas de Jacobus Botha. Boa parte do sucesso de Artur de Paiva nas campanhas de ocupação do Sul de Angola ficaria a dever-se à ajuda prestada pelos cavaleiros bóeres.
Em 1883, foram enviadas para a Humpata seis famílias da falhada colónia Júlio de Vilhena, em Pungo Andongo. No ano seguinte, fixou-se na região um grupo de colonos madeirenses.
Os africânderes não gostaram da companhia. Acharam os novos vizinhos atrasados. Multiplicaram-se pequenos conflitos, resultantes da delimitação das propriedades e da distribuição da água de rega. Muitos bóeres venderam os seus terrenos e mudaram-se para a Palanca, a sete quilómetros de distância. Passados poucos anos, mais famílias abandonaram a Humpata e foram à procura de outras terras nos distritos do Huambo e do Bié. Uns tantos ficaram.
Existia, no papel, o Esquadrão Irregular de Cavalaria da Humpata, composto por praças de Caçadores 4. Em 1891, apenas três soldados sabiam montar. Quando eram necessários cavaleiros, contratavam-se bóeres. Traziam armas e montada, eram destemidos e conheciam o terreno. Faziam-se pagar bem.
Os bóeres ao serviço de Artur de Paiva raramente terão ultrapassado a meia centena. Foram determinantes na ocupação de Cassinga e na expedição ao Bié, em 1890, após o suicídio do sertanejo Serpa Pinto. Foi então aprisionado o soba Dunduma e estabelecido o domínio português na região. Algum tempo depois, os cavaleiros contratados colaboraram na campanha do Humbe, após o massacre do pelotão comandado pelo tenente Conde de Almoster.
A segunda guerra dos bóeres, travada com a Grã-Bretanha entre 1898 e 1902 não parece ter influenciado a situação dos africânderes residentes na região.
Em 1927 a África do Sul, pretendendo contrariar a influência eleitoral alemã na árida Damaralândia, desenvolveu uma campanha destinada convencer os bóeres fixados no Planalto da Huíla a regressarem à terra mãe. A iniciativa teve êxito. Em 1928, quase todos os bóeres se mudaram para o território do Sudoeste Africano. Foi um novo Trek.
Quatro famílias apenas ficaram na Humpata. As outras, uma a uma, carregaram novamente os seus carrões. Carrão após carrão rolou terra abaixo pela bem conhecida carreteira que conduz ao vale do Cunene, perto do Chitado. Na margem esquerda do rio, ao avistarem a bandeira sul-africana, reuniram-se todos para cantarem hinos de acção de graças. A pequena colónia constituída por 270 pessoas de raça branca que tinha viajado para o Norte até à Humpata em 1880 cresceu muito, contando agora perto de 2.000 almas.
Referências:
Estermann, Charles, Etnografia de Angola (Sudoeste e Centro). Instituto de Investigação Científica Tropical, Lisboa, 1983.
Gama, António, Uma história de vida. Blogue Memórias e Raízes, 2009.
Trabulo, António, Os Colonos. Esfera do Caos, Lisboa, 2007.
Fotografias: colecção do autor.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

A despedida do Herói [homenagem ao Eng. Geógrafo Frias de Barros]

Nota: os bolds são meus.
Rui Moio

via Aerograma by Afonso Loureiro on 12/13/09

Este ano tem sido cruel para as minhas figuras de referência. A idade também pesa nos ombros dos heróis e não há eternidade merecida que compense a efemeridade do corpo.

No princípio de Dezembro morreu um dos Heróis de Portugal em África. Não esteve lá, ao contrário de muitos outros, a defender cinco séculos de História com armas e farda, mas nem por isso foi menos bravo.

O Engenheiro Frias de Barros foi, para gerações de engenheiros geógrafos, uma figura de referência, o ideal do que era ser, verdadeiramente, um engenheiro geógrafo. Ensinava não só pelos conhecimentos teóricos, mas também pela imensa experiência de campo.

Todos os seus alunos se recordam dos exames orais no final do semestre, em que nunca se chumbava mas, se a matéria não estivesse bem sabida, se marcava um novo exame para a semana seguinte. Só se passava depois de saber. Os bons professores medem-se não pela quantidade de alunos que reprovam, mas pela quantidade de alunos que de facto aprendem.

Começou a sua carreira em Macau. Acabado de sair do curso e sem experiência de campo, foi incumbido da missão de observar e calcular latitudes e longitudes astronómicas para a determinação de pontos de Laplace (uma coisa esotérica que só os engenheiros geógrafos apreciam). Aprendeu por si métodos práticos que refinou e ensinou às gerações seguintes. Nasceu não só para ser engenheiro e resolver problemas, mas também para ensinar.

De 1958 até 1975, enquadrado na Missão Geodésica de Angola, passou seis meses de cada ano em Angola, longe da família e dos confortos da civilização, percorrendo os extremos do território naquela que foi a última grande campanha geodésica do mundo. Durante meio ano observava triângulações e no meio ano restante, em Lisboa, tratava e calculava os dados recolhidos, tendo sido um dos pioneiros na utilização de computadores em Portugal, na década de 1960.

A sua experiência no cálculo destas redes revelava-se quando fazia cálculos aritméticos em base sexagesimal com a mesma facilidade com que os fazemos na base decimal, coisa que nos deixava sempre espantados.

Com a revolução de 1974 foi traído e esquecido pela História. Tornou-se guardião do tesouro que são os dados das redes geodésicas ultramarinas, numa instituição que, por ter um nome associado ao passado colonial português, foi também ela quase esquecida.

Foi herói merecedor das odes dos poetas e de constar nas epopeias que ainda se hão-de escrever. A sua memória perdura nas gerações de engenheiros geógrafos que formou e será, para todos eles, o verdadeiro Professor.

E sei que todos eles se recordarão das alturas em que interrompia a lição e dizia, com o seu sotaque algarvio "Isso tem muita história…", antes de contar mais um episódio de uma vida aventurosa.

Durante dezassete anos usou vários teodolitos. Aproveitei uma visita ao Instituto Geográfico e Cadastral de Angola para fotografar um dos instrumentos que talvez tenha passado pelas mãos deste herói.

Teodolito Wild T3
O seu instrumento de eleição

Presto-lhe esta singela homenagem, na tal da internet que lhe acabou por substituir os almanaques que tanto amava, porque não vou já a tempo de lhe contar as minhas aventuras pessoalmente.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Moxico - Administração investe mais de 31 milhões de kwanzas em projectos sociais

via Leste de Angola by Jorge Santos - Op.Cripto on 12/11/09
Luchazes, 11.Dezembro – A administração municipal dos Luchazes (Moxico) vai investir em 2010, mais de 31 milhões de kwanzas em projectos de impacto social, no âmbito do Fundo de Gestão Municipal. A decisão foi tomada na sétima sessão ordinária daquela...

domingo, 6 de dezembro de 2009

-" António Lobo Antunes e a escrita mentirosa "

Este médico das letras por dinheiro é capaz de vender a alma ao diabo! Consultem as cartas que ele escreveu à mulher quando era médico militar em Angola. Embora militar, rapidamente arranjou um tacho como médico civil, em Marimba. A tropa para este senhor não foi nenhum sacrifício, mas uma fonte de receitas.

Agora, vomita estas enormidades para melhor se enquadrar na "verdade" destes tempos e, possivelmente, também, porque assim arrecada muito mais dinheiro do que se dissesse a verdade.
Rui Moio

via OSIRISLUX by Osiris on 12/4/09
Custa-me encontrar um título apropriado à escrita de António Lobo Antunes que, podendo ganhar dinheiro com a profissão de médico, prefere a escrita para envergonhar os portugueses.

Talvez este início de crónica escandalize quem costume venerá-lo. Eu, por maior benevolência que para com ele queira usar não posso, nem devo. Por várias razões, algumas das quais vou enunciar. Porque não gosto de atirar a pedra e esconder a mão.
Este senhor foi mobilizado como médico, para a guerra do Ultramar. Nunca terá sabido manobrar uma G-3 ou mesmo uma Mauser. Certamente nem sequer chegou a conhecer a estrutura de um pelotão, de uma companhia, de um batalhão. Não era operacional mas bota-se a falar como quem pragueja. Refiro-me ao seu mais recente livro: Uma longa viagem com António Lobo Antunes.
João Céu e Silva pode reclamar alguns méritos deste tipo de escrita. Foi o entrevistador e a forma como transpõe as conversas confere-lhe alguma energia e vontade de saber até onde o entrevistado é capaz de levar o leitor. Mas as ideias, as frases, os palavrões, os impropérios, as aldrabices - sim as aldrabices - são de Lobo Antunes.
Vejamos o que ele se lembrou de vomitar na página 391:
«Eu tinha talento para matar e para morrer. No meu batalhão éramos seiscentos militares e tivemos cento e cinquenta baixas. Era uma violência indescritível para meninos de vinte e um, vinte e dois ou vinte e três anos que matavam e depois choravam pela gente que morrera. Eu estava numa zona onde havia muitos combates e para poder mudar para uma região mais calma tinha de acumular pontos. Uma arma apreendida ao inimigo valia uns pontos, um prisioneiro ou um inimigo morto outros tantos pontos. E para podermos mudar, fazíamos de tudo, matar crianças, mulheres, homens. Tudo contava, e como quando estavam mortos valiam mais pontos, então não fazíamos prisioneiros».

Penso que isto que deixo transcrito da página 391 do seu referido livro, se vivêssemos num país civilizado e culto, com valores básicos a uma sociedade de mente sã e de justiça firme, bastaria para internar este «escriba», porque todo o livro é uma humilhação sistemática e nauseabunda, aos Combatentes Portugueses que prestaram serviço em qualquer palco de operações, além fronteiras. É um severo ataque à Instituição militar e uma infâmia aos comandantes de qualquer ramo das Forças Armadas, de qualquer estrutura hierárquica e de qualquer frente de combate. Isto que Lobo Antunes escreve e lhe permite arrecadar «350 contos por mês da editora» (p. 330), deveria ser motivo de uma averiguação pelo Ministério Público. Porque em democracia, não deve poder dizer-se tudo, só porque há liberdade para isso. Essa liberdade que Lobo Antunes usou para enriquecer à custa o marketing que os mass media repercutem, sem remoques, porque se trata de um médico com irmãos influentes na política, ofendeu um milhão de Combatentes, o Ministério da Defesa, uma juventude desprevenida, porque vai ler estes arrotos literários, na convicção de que foi assim que fez a Guerra, entre 1961 e 1974. E ofende, sobretudo, a alma da Portugalidade porque a «aldeia global» a que pertencemos vai pensar que isto se passou na vida real nos finais do século XX.

Fui combatente, em Angola, uns anos antes de Lobo Antunes. Também, como ele fui alferes miliciano (ranger). Estive numa zona muito mais perigosa do que ele: nos Dembos, com operações no Zemba, na Maria Fernanda, em Nuambuangongo, na Mata Sanga, na Pedra Verde, enfim, no coração da guerra. Nunca um militar, qualquer que fosse a sua graduação ou especialidade, atirou a matar. Essa linguagem dos pontos é pura ficção. E essa de fazer cordões com orelhas de preto, nem ao diabo lembraria. E pior do que tudo é a maldade com que escarrou no seu próprio batalhão que tinha seiscentos militares e registou centena e meia de baixas...Como se isto fosse crível!
Se o seu comandante que na altura deveria ser tenente-coronel, mais o segundo comandante, os capitães, os alferes, os sargentos e os soldados em geral, lerem estas aldrabices e não exigirem uma explicação pública, ficarão na história da guerra do Ultramar como protagonistas de um filme que de realidade não teve ponta por onde se lhe pegue.
Em primeiro lugar esta mentira pública atinge esses heróicos combatentes, tão sérios como todos os outros. Porque não há memória de um único Batalhão ter um décimo das baixas que Lobo Antunes atribui àquele de que ele próprio fez parte. É preciso ter lata para fazer afirmações tão graves sobre profissionais que para serem diferentes deste relatório patológico, basta terem a seu lado a Bandeira Portuguesa e terem jurado servi-la e servir a Pátria com honra, dignidade e humanismo. Não conheço nenhum desses seiscentos militares que acolheram António Lobo Antunes no seu seio e até trataram bem a sua mulher que lhes fez companhia, em pleno mato, segundo escreve nas páginas 249 e 250. Mereciam eles outro respeito e outros elogios. Porque insultos destes ouvimos e lemos muitos, no tempo do PREC. Mas falsidades tão obscenas, nem sequer foram ditas por Otelo Saraiva de Carvalho, quando mandou prender inocentes, com mandados de captura, em branco e até quando ameaçou meter-me e a tantos, no Campo Pequeno para a matança da Páscoa. Estas enormidades não matam o corpo, mas ferem de morte a alma da nossa Epopeia Nacional.

Autoria: Barroso da Fonte

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

40 anos do 'Ás de Espadas'

via Leste de Angola by Jorge Santos - Op.Cripto on 12/3/09
3 de Dezembro de 1969 - 3 de Dezembro de 2009 Saudações a todos ASES de ESPADAS, sócios e simpatizantes, usando linguagem futebolística. 40 ANOS passados, parece efectivamente que foi ontem! Muita coisa se passou e se escreveu na história...

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

(título desconhecido) - Vídeo sobre Moçamedes - Namibe

via GENTE DO MEU TEMPO. de PrincesadoNamibe em 29/10/09
NÃO PERCAM ESTE VIDEO ACABADINHO DE CHEGAR DA CIDADE DO NAMIBE: MOÇÂMEDES


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