Rui Moio
Aqui coloco notícias, sites, artigos publicados na net, em jornais ou em revistas científicas e, por vezes, digo o que me vai na alma. Participa, opina, tece os teus comentários...
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terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Há 40 anos, uma vigília contra a guerra colonial
Rui Moio
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Kuando Kubango - Reinserção Social leva bens diversos à comunidade Khoisan
Quem se lembra do SILVER SKY e do 10 de Janeiro de 1976 em Moçâmedes/Namibe?

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Moçâmedes, 10 de Janeiro de 1976
No dia 10 de Janeiro de 1976, Moçâmedes era uma espécie de cidade fantasma, com as ruas vazias e praticamente abandonada pela maior parte da sua população branca, excepto um pequeno número que , apesar de todos os perigos, insistia em ali permanecer. A "ponte aérea» que em 1975 fora posta à disposição por Portugal, financiada e organizada, como era voz corrente, pelos Estados Unidos, potência que já antes havia feito tudo para correr com os europeus das suas «colónias», encarregara-se de promover em Angola uma autêntica «limpeza étnica». Outros haviam partido há muito, em caravanas de carros, rumo à Namíbia e África do Sul, atravessando a amaldiçoada «Costa dos Esqueletos», e outros ainda, servindo-se de navios de carga, traineiras, etc. etc.
A debandada da maior parte dos dos brancos que insistiram em permanecer após a independência deu-se nesse dia 10 de Janeiro de 1976, quando a UNITA alucinada desce do Lubango, cidade para onde se havia refugiado no seu quartel general, após a caça ao homem que lhe fora feita pela FNLA no dia da independência, e que havia redundado na matança de vários dos seus guerrilheiros. Nesse dia, uma voz ecoava aos microfones do Rádio Clube de Moçâmedes: fujam, fujam que eles aproximam-se e a matança prevê-se enorme... Alguém de origem europeia ligado à UNITA e que já ali havia trabalhado antes, lançara o grito de alarme para avisar a população branca que deveria procurar refugio dentro dos navios que se encontravam atracados no porto e zarparem para o alto mar... Sabe-se que a FNLA reunia nas suas hostes alguns jovens de origem europeia, incluindo mercenários. Foram momentos de grande emoção, em que elementos da FNLA entraram na agência do Banco de Angola e estoiraram com a caixa forte para levar o dinheiro que ali havia, e havia dinheiro antigo espalhado pelo ar e por toda a parte. Enquanto isso, os poucos empregados que restavam do Banco Pinto & Souto Mayor, antes de correrem para o cais, trataram de meter em sacos de sarapilheira o dinheiro dos cofres daquele banco (cerca de mil e tal contos) para levarem consigo para o navio e o entregarem em Portugal, situação que veio a acontecer perante o riso daqueles a quem a quantia viera a ser entregue.
O Silver Sky fez-se ao largo com 1600 pessoas a bordo, incluindo alguns africanos, também eles assustados com as matanças, gente que julgava poder ficar nos mares de Moçâmedes apenas o tempo suficiente até a fúria acalmar e regressar à cidade, mas que ordens emanadas para bordo fizeram o navio deslocar-se para Walvys Bay na Namíbia, e a partir daí foram conduzidas de comboio para um campo de refugiados em Windoek, para em seguida, serem metidos num avião rumo a Portugal, de mãos completamente vazias e coração desfeito.
Aliás, ainda antes da independência, em Setembro/Outubro de 1976, já era problemático para os brancos de Moçâmedes levarem consigo os seus bens. Mesmo antes dos militares portugueses e das autoridades portuguesas terem abandonado o território, para se concentrarem em Luanda, à espera do 11 de Novembro para se porem a milhas, já eram os soldados dos movimentos quem decidia aquilo que podia seguir para os navios e aquilo que não podia, e quem mandava abrir caixotes e bagageiras dos carros de onde eram mandados retirar rádios, electrodomésticos, esquentadores, garrafas de whisky e outras coisas mais que se encontravam ali. Não se deixava embarcar nenhum jeep e com o aproximar da independência só os carros que os «guerrilheiros» entendiam podiam embarcar. Rosa Coutinho decretara que apenas se poderia levantar o máximo 5 contos por semana e os automóveis só podiam abandonar o território se tivessem mais de 1 ano.
Viajaram no Silver Sky, entre outros: Virgilio Nunes de Almeida, Mário Lopes, José Manuel Paulo do Nascimento (Mantela), Silvino Viveiros e mulher (Locas), ex-mulher do Carlos Maria Inácio (Bode), o proprietário da Casa das Noivas, vários elementos da família Minas, Laurindo Couto, ? um dos irmãos Ascenso e mulher, Benvinda e Felício (mestre de traineira), Popey, Rolão, Mário Lopes, Manuela Costa, Tendinha, Celeste Nascimento e marido, Briguidé?, .... e tanta gente mais cujos nomes ainda não consegui reunir. O barco era de carga e não havia condições para acomodar nem alimentar tanta gente. Eram as senhoras que cozinhavam, mas apenas panelas cheias de arroz, arroz, e mais arroz.
Em 17 de Fevereiro de 1976 os brancos em Moçâmedes contavam-se pelos dedos das mãos quando se dá a derradeira debandada. Contou-me António Gonçalves de Matos, o popular «Sopapo», que nesse dia havia tiroteio em toda a cidade, sangue muito sangue corria para os lados da Aguada e junto da Fortaleza. Mais uma vez o recurso foi a fuga para o cais e para bordo de um navio que ali se encontrava atracado . Um velho navio de ferro de nacionalidade estrangeira, de pequeno porte, levava consigo os brancos que ainda restavam na cidade de Moçâmedes. Já feito ao largo, António lembrara-se do «Patusco», o seu pequeno cão de estimação que havia desaparecido na véspera do quintal de sua casa que ficava por detrás da Associação Comercial (edificio novo). Numa «chata» (pequeno barco), fez-se à terra à procura do cão que foi encontrar no plateau da Torre do Tombo, a caminho da praia Amélia, tendo que saltar um muro para o retirar dali e o levar consigo para bordo. Mas António também fora a terra com outra missão. Era a de procurar pessoas conhecidas que ainda se encontravam retidas no interior de suas casas, como era o caso de António, irmão do Eurico do Cinema, de Louro (analista), marido da Lili Eurico, de Francisco Silva , mulher Maria do Amparo e uma filha na altura grávida e genro. Viajaram também nesse barco, segundo me contou António, o Turra?, o Chico da Conceição?, o Estregildo sapateiro e outros mais cujos nomes ainda não chegaram ao meu conhecimento. Conta-se que, como não haviam mantimentos, antes de embarcar, foram arrombados os armazéns da alfândega que ficavam junto da ARAN, no porto de cais, e retirados daí para o barco. Com António viajou também o seu criado Simão, o cozinheiro do Dr. Gata, mas estes acabariam por ser recambiados ao chegarem a Welvys Bay por falta de documentos.
Outros fugiram de traineiras rumo a Luanda, como foi o caso de Helder Duarte. Ferreira do Saco um dos poucos brancos que insistira em ficar, acabaria por ser abatido junto das suas salinas na Praia Azul. Outro que pereceu nesta confusão foi o moçamedense Mário (Chouriço) quando se encontrava a vender ao balcão de um pequeno bar que fora invadido por guerrilheiros.
Quanto à população africana de Moçâmedes, os «kimbares», estes estavam confusos. Eles nutriam em relação à população branca da cidade uma certa afectividade criada em anos e anos de trabalho juntos, eram pessoas simples e boas que se interrogavam, muitas vezes sem compreender, aquilo que se estava a passar. Até à independência eles nunca ocuparam as casas dos brancos e mesmo após a independência assistiram estupefactos aos assaltos às lojas e aos saques da UNITA e da FNLA que tiveram lugar nessa fase crítica em que a cidade de Moçâmedes ficou sem autoridade.
A independência de Angola não foi , pois, o início da paz, mas o início de uma nova guerra aberta. Muito antes do dia da Independência, a 11 de Novembro de 1975, já os três três grupos nacionalistas que tinham combatido o «colonialismo» português lutavam entre si pelo controle do novo país, e em particular da capital, Luanda. Cada um deles era na altura apoiado por potências estrangeiras, dando ao conflito uma dimensão internacional. A União Soviética e principalmente Cuba apoiavam o MPLA, que controlava a cidade de Luanda e algumas outras regiões da costa, nomeadamente o Lobito e Benguela. Os cubanos não tardaram a desembarcar em Angola (5 de outubro de 1975). A África do Sul apoiava a UNITA e invadiu Angola (9 de Agosto de 1975). O Zaire apoiava a FNLA e invadiu também Angola em Julho de 1975. A FNLA contava também com o apoio da China, mercenários portugueses e ingleses mas também com o apoio da África do Sul. Os EUA que apoiaram inicialmente apenas a FNLA, não tardam a ajudar também a UNITA. Em Outubro de 1975, o transporte aéreo de quantidades enormes de armas e soldados cubanos, organizado pelos soviéticos, mudou a situação, favorecendo o MPLA. As tropas sul-africanas e zairenses retiraram-se e o MPLA conseguiu formar um governo socialista unipartidário. (continua...)
Porque este blog é livre, e pretende a verdade e apenas a verdade dos factos, cabem nele todos os testemunhos desses momentos que anteciparam e se seguiram à independência de Angola, vividos na cidade de Moçâmedes. Eis aqui alguns encontados na Net:
Foram momentos extenuantes de aflição, incerteza e dor. A falta de notícias de seus pais, irmãos e demais familiares, toldava o semblante de Imga de uma agonia misto de revolta e dor, mesclada de impotência. Estariam ainda vivos? A comida escasseava, a água era quase nada. Qualquer movimento, o menor ruido servia de pretexto para que os disparos chovessem em direcção à casa... ninguem se podia mover, nem mesmo para ir à casa de banho...
Foram horas intermináveis! As persianas cerradas, as janelas e portas trancadas, não permitiam discernir entre o dia e a noite. Vencidos pela dor, a fome e o cansaço, adultos e crianças adormecem... Entretanto, sempre alerta, Imga apercebe-se que o barulho dos tiros estava mais disperso. Anel, prima de Imga, lembra-se de um tacho de caldeirada de peixe que ficara na cozinha do quintal. O risco era grande... Quem se arriscaria a sair do esconderijo, atravessar o quintal até à cozinha, para alcançar a famijerada caldeirada?
Anel, como sempre, devota à família, tomou a si essa responsabilidade. Mas, Imga, vivaça como sempre e, do alto da sua inocência, vendo que mais ninguém se decidia, estendeu a sua mãozinha a Anel e puxou-a em passo de corrida, em direcção ao quintal... Ao sairem da cozinha de tacho nas mãos, uma voz entoa em tom ameaçador... Imga, ergue os seus olhos no sentido da voz e, sem deixar transparecer o turbilhão de emoções que lavavam a sua alma infantil, sussurra -"...os meninos têm fome, viemos apenas pegar este tacho..."-, o desconhecido de arma empunhada na sua direcção interpela -"... quem mais está aí?"-, Imga responde,-" ...ninguem..."
Liberadas pelo seu algoz, retornam à casa principal juntando-se aos demais... Os tiros recomeçam e ouvem-se gritos e o barulho de algo a cair ao chão nas imediações... As horas passaram, as trocas de tiros cessaram... De repente, alguem bate à porta... o medo paraliza todos os que ali estavam, temia-se o pior...
Entretanto, por entre as batidas ouve-se uma voz, -"... pessoal, respondam por favor, estão todos bem?"
Ao ouvir a voz do pai, Imga corre em direcção à porta e, num misto de tristeza e alegria entre lágrimas e sorrisos constatam que estavam todos vivos pois, de ambos os lados tinha-se temido o pior. Era noite de Natal. E que Natal! Não haveria Ceia, nem Presentes, nem Luzes nem Cânticos. Apenas, a unidade de uma família, em torno da vida que esteve prestes a ser-lhes roubada.
Nos quintais da vizinhança, jaziam corpos de militares. Nas ruas os feridos, os mortos... eram esses os presentes dos Moçamedenses, naquele fatídico Natal de 1975.
A FUGA
As notícias vindas da cidade, eram favoráveis ao regresso da família à vida normal. Os adultos retomam a sua actividade nas lojas e as crianças regressam à escola. A vida tería de seguir o seu curso... Contudo, esta calmia era apenas aparente. O novo ano de 1976 ainda mal havia iniciado. Imga como era costume, todas as manhãs, foi para o colégio acompanhada de seu primo Onem. De repente, o curso normal das aulas é interrompido pelo toque incessante de sirenes. As freiras apelam à calma e ao silêncio, na tentativa de impedir que as crianças saíssem em debandada. Mas, era muito difícil conter o medo e o desespero que se apoderava de todos! As notícias que chegavam indiciavam o reeinício dos confrontos. As portas do Colégio Nossa Senhora de Fátima abriram-se por fim e, entre lágrimas e gritos de desespero, deu-se início a uma louca corrida contra o tempo pois, anunciava-se nas ruas a existência de barcos atracados no Cais, prontos a transportar quem quisesse abandonar a cidade pois, as forças opositoras estaríam a escassos quilómetros.
Muitas crianças desencontraram-se dos seus pais. Até mesmo Imga! Ao chegar a casa a mãe já se encontrava com sacos de mão, pois não havería tempo para arrumar mais nada. Mas o pai, onde estava o pai de Imga? O pai saíra ao seu encontro no colégio. Imga chorava pois não sairia dali sem o seu pai... Felizmente, o pai de Imga chegou, reuniu a família e dirigiram-se para o Cais, apenas com a roupa do corpo e pouco mais...
Lá estava ele: O Silver Sky. O nosso salva-vidas!
Num abrir e fechar de olhos, estávamos a zarpar em direcção ao alto mar.
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Também encontrei este testemunho no blog de Guidha Capelo :
TEXTO ESCRITO DURANTE A FUGA DA CIDADE DE MOÇÂMEDES – GUERRA DE ANGOLA – 1976 ( por um amiga)
Carta a um amor perdido
Estamos em Janeiro de 1976, após vários meses de entendimentos, acordos e desacordos, entre os movimentos de libertação e liderados por homens de educação colonial e solidificada sob princípios católicos. Nesta altura só existe desacordo e desentendimento... a "guerra civil" está no auge... mortes e sofrimento. O tempo aquece nessa parte da África junto ao deserto do Kalahari... 10 de Janeiro de 1976, nove horas e quarenta e cinco minutos, surge a notícia de se ter de abandonar a cidade devido à invasão por parte de um dos movimentos, e da previsão de grandes baixas por parte da população. Rapidamente deixamos nossas casas e haveres, e embarcamos num navio (Silver Sky) que se encontra atracado no cais de Moçâmedes para que este nos leve por alguns dias, até algumas milhas afastadas da costa. Para trás ficam alguns amigos, familiares... e inconscientemente muitos sonhos por concretizar. Mas havia a esperança de voltar... Será que alguém pode imaginar uma multidão desorganizada procurando num curto espaço de tempo preparar sua saída, dando prioridade a algumas coisas (poucas) e preterindo outras (muitas) que à partida pareciam de pouca importância? Longe, muito longe de nossa linda cidade entre o mar e o deserto dentro de um navio muitos jovens aguardam pelo sinal de regresso, esperançados de voltar, de poder continuar a sonhar e construir seu futuro. Nossos pais desgastados que uma vida de trabalho, tudo deixam para trás e as lágrimas rolam por rostos enrugados pelos sacrifícios de uma vida. ... Infelizmente as notícias não são boas. Teremos que definitivamente sair daquelas águas de "expectativa" partindo para outras de "incertezas" e de muita tristeza. Levantamos ferro e zarpamos para as terras do sul da África... Aí nossos corações ficaram apertados, e aqueles jovens sonhadores com uma vida pela frente emudecem, ficam cabisbaixos, seus semblantes tornam-se pesados... O amadurecimento precoce de suas vidas tem início de uma forma abrupta... estúpida... Amanhã atravessaremos algumas léguas de deserto de águas.É tão quente, como se o sol queimasse o nosso corpo. Às vezes os rapazes deliram, enxergam coisas no horizonte e falam como loucos. E é sozinho, à noite, que me pergunto se isto não é o inferno... »
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este texto terá continuidade...
sábado, 27 de dezembro de 2008
Na padaria de Muié em 1970
NOVO ANO 2009

domingo, 21 de dezembro de 2008
AngolaPress - Leia a notícia
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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
O seu filho é parecido com quem?
Sede do município do Alto-Zambeze terá iluminação pública em Janeiro
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Pável não esteve envolvido no assassinato de Trotsky
O jornal Público de hoje, na rubrica Cartas ao Director, publica um esclarecimento de Zínia Rodriguez, filha de Francisco Paula de Oliveira / Pável / Antonio Rodriguez, sobre as insinuações ultimamente vindas a público acerca do possivel envolvimento do pai no assassinato de Trotsky. «Em relação ao artigo "O 'olhar triste' de um antigo herói do comunismo", de 21 de Novembro, envio, em nome da família de Pavel, a seguinte resposta para reposição da verdade.
As pessoas que tiverem dúvidas podem consultar no México a informação existente no Museu Trotsky.
O assassinato de Trotsky está perfeitamente esclarecido. Os nomes dos seus autores são conhecidos.
Zinia Rodriguez (filha de Pavel)»
Universidades da Índia: Catálogo online
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
El tren de los sueños
Víctor López es el ganador del Safari Fotográfico 2008 que organiza la UOC en el marco de su programa de viajes. Su trabajo es tan impactante como bucólica… Bajo el título de "El tren de los sueños", Víctor López nos transporta a Thailandia.
El autor comenta que realizó la fotografía en la zona de Kanchanaburi (Thailandia). "Concretamente en el tren que cruza el famoso puente sobre el río Kwai, más conocido como el 'Tren de la muerte'. Aunque yo preferí bautizarlo como 'Tren de los sueños' pues quedan lejos ya aquellas reminiscencias de la segunda Guerra Mundial, donde, en un tren condenado a muerte ahora se puede dormir plácidamente", apunta el autor.
El viajero añade que el ferrocarril presentaba un aspecto vetusto y descuidado, elementos que le conferían un aspecto todavía más misterioso y encantador. "Los vagones debían ser los originarios, pues el estado de conservación, la estética y el ruido eran de lo más auténtico. El viaje formó parte de un largo trayecto y al verme encerrado en aquel vagón me dediqué a observar y fotografiar todo lo que había a mí alrededor, incluidos los pasajeros, como es el caso de la señora que duerme plácidamente. Aunque creedme el ruido de los vagones circulando sobre la vía era para no pegar ojo…", concluye.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
PASSEIO DE DOMINGO - ANGOLA, FOZ DO CUANZA
Como o tempo passa... Esta fotografia tirei-a há seis meses, na Foz do Cuanza, no raid à Foz do Cunene. Agora estava a rever a primeira edição dos JOGOS AFRICANOS e apeteceu-me reviver essa última passagem por Angola. Até para me consolar da quantidade de "gralhas", não só de forma como de substância, que deixámos passar por muito cuidado que (pensamos) que tivemos.Uma, quase imperdoável:a propósito da batalha do Cuíto, em 1993-1994, eu escrevi que foi uma espécie de "mini-Leninegrado"! É claro, e um amigo chamou-me a atenção, que é "mini-Estalinegrado"!
Já está corrigida - esta e outras de menor gravidade - para a segunda edição, que vai sair dentro de dias. Quer no meu livro de "Introdução à Política", quer na Tese de Doutoramento, tenho muitas páginas sobre esta batalha decisiva da Segunda Guerra. Mas imagino o gozo ressabiado de alguns "amigos" , dos que à falta de outras actividades se entretêm pacientemente a procurar e explorar estes erros que nós, os que fazemos coisas - escrevemos, publicamos, ensinamos, estamos na linha da frente das causas que são comuns - acabamos por dar de vez em quando.
Cazombo terá água potável a partir de Janeiro/2009
Afirmações polémicas de Lobo Antunes no México
.... que, por impossibilidade de colocação dos seguintes últimos 3 comentários, no devido local - seja, no CM online -, porque após as 00:41 de ontem (15Dez2008), a notícia supra 'ipsis verbis' transcrita, misteriosamente "desapareceu" do respectivo portal, http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=620371E0-E04C-49DA-AB9A-76243A432317&channelid=00000013-0000-0000-0000-000000000013 aqui ficam à consideração desta CArt3514 e bem assim dos seus visitantes, muito especialmente veteranos de guerra e seus familiares, as gravíssimas acusações que aquele indivíduo lançou aos seus camaradas-de-armas, directos e indirectos - designadamente quando se refere a:
«uma "guerra de crianças" (por causa da idade dos soldados) e [...] que, para ser transferido para uma zona mais [!?] calma [distrito de Malanje], o seu batalhão [BArt3835-GACA2] matou indiscriminadamente.
"Matava-se tudo, não se faziam prisioneiros".»:
1 - Seria interessante o CM perguntar aos homens da CArt3313, das referidas "matanças"...
2 - O cmdt da CArt3314 era o capitão Melo Antunes (apenas enquanto no sudeste angolano). Terá ele também "matado" muito?
3 - As «crianças» do BArt3835 mataram «indiscriminadamente»?! Quem tão gravemente acusa, faz prova. De contrário...
4 - ... aquele celebrado escrevinhador arrisca-se ao epíteto, no mínimo, de celebérrimo pantomineiro!!!
16 Dezembro, 2008 00:10
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Roosevelt: Um Grande Traidor?

Bye, George
Tivessem os sapatinhos sido um pouco maiores...
domingo, 14 de dezembro de 2008
Eco Luminoso, você sabe o que é isso?
sábado, 13 de dezembro de 2008
Lembrando Francisco da Cunha Leão
Da obra deste importante pensador português destacamos "Ensaio de Psicologia Portuguesa" (Guimarães Ed.) e "O Enigma Português" (Guimarães Ed.).
Já em 2007 foi publicado o "Do Homem Português" (Guimarães Ed.), que reúne alguns dos seus ensaios, para além de estudos de António Quadros, António Braz Teixeira, Pinharanda Gomes e Artur Anselmo.
Um grande motivo para passar pela Guimarães Editores.
Caminhos de Darwin: expedição passa por Macaé nesta sexta-feira
Percorrer os caminhos que o cientista inglês Charles Darwin passou há 176 anos, conhecendo um pouco mais de ciência biológica, geológica e histórica, além de geográfica, é uma experiência fascinante para os componentes da expedição Caminhos de Darwin.
Darwin percorreu, em abril de 1832, um trajeto entre a capital e o norte fluminense, visitando cidades, fazendas e rios: "Alguns dias depois de chegar, comecei uma expedição de 150 milhas (241 Km) para o rio Macaé (...). Ali, vi pela primeira vez, uma floresta tropical em toda sua grandeza sublime. (...) Nunca experimentei tão intenso deleite".
Nesta quarta-feira (26), o grupo de 100 pessoas, entre cientistas, professores, jornalistas, estudantes e representantes do Ministério de Ciência e Tecnologia e da Casa de Ciência do Rio de Janeiro inaugurou placas alusivas à passagem do evolucionista no Jardim Botânico (Rio), Maricá e Saquarema.
As cidades de Araruama, São Pedro da Aldeia e Cabo Frio receberem a visita da comitiva nesta quinta-feira (27) para o descerramento de suas placas. Já na sexta-feira (28), Casimiro de Abreu (Barra de São João) e os municípios de Macaé e Conceição de Macabu serão os anfitriões do grupo. No sábado (29) a expedição chega às cidades de Rio Bonito, Itaboraí e Niterói, onde o tataraneto de Darwin, Randal Keynes proferirá palestra.
Charles Darwin – A origem das espécies e a viagem do Beagle
De acordo com dados do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), em primeiro de julho de 1858 uma sessão científica na Linnean Society, em Londres, deu partida a uma mudança radical na visão de mundo na humanidade. Foi apresentada uma nova teoria para explicar a origem das espécies, baseada na seleção natural. Em 1859, a publicação de "A Origem das Espécies", de Charles Darwin, abalaria profundamente as concepções tradicionais sobre o desenvolvimento da vida e a origem do Homem.
Essa teoria havia sido proposta, de forma independente, por dois cientistas britânicos, Darwin e Alfred Wallace. Ambos estiveram no Brasil e se extasiaram com a diversidade da flora e fauna. Darwin passou por Salvador e Rio de Janeiro, em 1832; Wallace esteve na Amazônia, entre 1848 e 1852.
Em 1831, aos 22 anos, surgiu a oportunidade que mudaria a vida de Darwin: uma viagem ao redor do mundo, a bordo do navio Beagle. Em 27 de dezembro, partiu em direção à América do Sul, onde permaneceu por mais de três anos. Depois de atravessar o oceano Pacífico, passou pela Austrália, África do Sul e novamente pelo Brasil, retornando à Inglaterra em outubro de 1836.
Durante a viagem, maravilhou-se com a diversidade tropical brasileira, descobriu e estudou fósseis na Argentina, analisou aspectos geológicos no Chile e fez inúmeras observações sobre plantas e animais. A variedade e as diferenças entre as aves nas ilhas de Galápagos, no Equador, tiveram importante influência no desenvolvimento da teoria da evolução. Para Darwin: "A viagem no Beagle foi o acontecimento mais importante de minha vida e determinou toda a minha carreira... Nessa viagem tive a primeira formação ou educação verdadeira de minha mente".
Nas décadas posteriores à viagem, ele escreveu sobre a teoria da seleção natural, desenvolvendo-a e analisando-a. Discutiu a evolução do homem e publicou muitos livros científicos. Casado com Emma Wedgewood, teve dez filhos e faleceu no dia 19 de abril de 1882, aos 73 anos de idade.
Caminhos de Darwin
Em seu relato, faz observações sobre geologia, fauna e flora, com anotações a respeito do país, pessoas e costumes. Além de retratar o ambiente e a vida social que conheceu no Rio de Janeiro, também criticou a escravidão e a brutalidade com que os negros eram tratados.
Livro: Os Despautérios do Padre Libório e outros contos pícaros de Couto Viana
Aí estão "Os despautérios do Padre Libório e outros contos pícaros". São nove divertidos e humorísticos contos, dos quais destaco "O Senhor Macário e a Menina América" e "Os despautérios do Padre Libório", numa edição da Opera Omnia em tamanho de livro de bolso, com 120 páginas.
Livro: Adolf Hitler als Maler und Zeichner
Para os interessados e estudiosos da Pintura e da Ilustração eis um álbum editado, em 1983, sobre as pinturas, ilustrações, desenhos e esboços da autoria de Adolf Hitler que ao longo das 256 páginas nos revela uma faceta praticamente desconhecida do Führer do III Reich.
Esboço do Volskwagen (carro do povo) em 1932 para ser entregue ao eng. Ferdinand Porsche.

Desenho de 1929
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Manoel de Oliveira “emocionado” com homenagens no dia em que faz 100 anos
Primeiro-ministro e Presidente da República enviam mensagens a centenário
Moçambique será o próximo país a receber programa de exumação de ex-militare...
Processo concluído em Cabo Verde e São Tomé
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Cidade do Luena em 2008 (03) [Túmulo do Presidente Jonas Savimbi]
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Estaline Planeava Destruir Moscovo Se os Nazis Avançassem

Estaline planeava fazer explodir mais de 1.200 edifícios, incluindo o Teatro de Bolshoi e Catedral de S. Basílio, se os nazis tomassem Moscovo, revelam documentos recentes. Uma mostra de documentos secretos destinados a comemorar os 90 anos de contra-informação militar mostram aquilo que o alto comando Soviético estava preparado para fazer se a cidade caisse. Os documentos foram obtidos dos arquivos do chamado "Plano de Moscovo", desenvolvido em Outono de 1941, quando as forças Alemãs estavam a 19 milhas da cidade. [leia a notícia na íntegra]
ONU - há 60 anos
«De facto, a Arábia Saudita passou-me despercebida!... Peço desculpa pelo erro.
Mas... em 8 países, 6 eram da área comunista.
Em que área ideológica estão os Direitos Humanos!??? No Século XX, houve tanta gente de bem que viveu ludibriada. O pior é que devido aos erros dessa gente milhões de pessoas morreram ou sofreram horrivelmente!
Rui Moio»
ONU - há 60 anos
Singin' in the Rain - Kantante sub la Pluvo aŭ Kantante en la Pluvo
Nota: Com legendas em Esperanto
Rui Moio
Para onde vai o nosso dinheirinho (7)
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
BCav 2899 «Ás de Espadas» embarcou para Angola há 39 anos
jangada sobre o Cuanza, perto da MuximaFoto extraída, com a devida vénia, do Blogue "Leste de Angola"
Atravessei-a uma vez, no sentido Sul-norte, numa viagem de autocarro de Novo Redondo para Luanda. Nessa viagem, utilizei outra jangada. Foi a que nos transportou de uma a outra margem do rio N'gunza, no Capolo - a terra onde viveu o Tomás Vieira da Cruz.
Este Post é lindo, não só porque nos mostra esta foto, mas também porque nos recorda o "Ás de Espadas" que tão brilhantemente defendeu Portugal em Cangamba e nos Luchazes.
Rui Moio
BCav 2899 «Ás de Espadas» embarcou para Angola há 39 anos
António Alçada e a aventura da Moraes
New Editor for Survey Questions
The good news is that we've added a new editor to our questions. Now you will be able to add colors, images, and other decorations to your questions.
Here is a snapshot of what the editor looks like:
The current limitation is that you can only add rich text to the "question description" and not to the "question title" or the "question choice" fileds (although, we should be implementing this across the survey creator soon!).
We hope that this will help you create more beautiful surveys going forward. If you do have any questions/comments/suggestions, do leave us a message in the comment area.
Enjoy!
fluidSurveys Team
(member of the Chide.it Network)
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Quanto a casa gasta
Via O Reaccionário fui dar no Portugal aos Portugueses. Pois aí encontrei uma interessante tabela com a evolução dos preços de vários itens, de 1974 a 2008, tudo actualizado e em euros. Fica-se boquiaberto com inflação de lavra democratítica... De bom alvitre seria incluir igualmente a trajectória dos ganhos - plus benefits - dos excelsos para-lamentar-es, ministros, secretários e quejandos, durante esses trinta e quatro luminosos anos, quando, no Estado, servir deu lugar a servir-se.domingo, 7 de dezembro de 2008
ANTÓNIO ALÇADA BAPTISTA, 1927-2008
Morreu hoje a seguir ao almoço o escritor António Alçada Baptista. Tinha 81 anos. Entre outras obras singulares no panorama literário português, é autor de Peregrinação Interior, obra de carácter filosófico de que se publicaram dois volumes, o primeiro em 1971, o segundo em 1982. Os menos jovens estão lembrados ter sido ele um dos fundadores da revista O Tempo e o Modo. O funeral realiza-se amanhã.Honoris causa e o espírito académico [4]
Quando iniciei aqui, prossegui aqui e aqui a série sobre a atribuição de Doutoramentos Honoris Causa à figuras públicas pelas nossas universidades, não imaginava que a corrida era de velocidade, mas uma maratona. A medida que o número Doutores Honoris Causa cresce vertiginosamente nota-se o quão competitiva e atlética é a corrida. A corrida ultrapassa até as fronteiras nacionais. O Jornal Notícias de hoje danos o testemunho de mais duas doutoradas, uma pela universidade de Évora, em Portugal, e a nossa menina de ouro pela, Faculdade de Ciências de Educação Física e Desportos da Universidade Pedagógica. Em Setembro Mutola obteve o mestrado, agora o Doutoramento, quem sabe o próximo passo da UP será abertura da Cátedra Lurdes Mutola. Mutola já havia manifestado vontade de ser ministra dos desportos, mas como no nosso País ministro é sinónimo de corrupto, melhor mesmo é ser DOUTOR(A) ou Professora Catedrática.
UP distingue Lurdes Mutola
A CONSAGRADA atleta moçambicana Maria de Lurdes Mutola vai receber o título de Doutora Honoris Causa em Ciências do Desporto, em reconhecimento do mérito desportivo conseguido por ela à escala mundial.
Maputo, Sábado, 15 de Novembro de 2008:: Notícias
O título, a ser conferido pela Faculdade de Ciências de Educação Física e Desportos da Universidade Pedagógica, será atribuído na próxima sexta-feira, em Maputo, numa cerimónia a ser presidida pelo Chefe do Estado, Armando Guebuza. A Universidade Pedagógica já havia distinguido Lurdes Mutola, em Setembro de 1993, com o título de Mestre em Desporto.
"Honoris Causa" para Graça Machel
A PRESIDENTE da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), Graça Machel, recebeu ontem o título de Doutora Honoris Causa pela secular Universidade de Évora, de Portugal.
Maputo, Sábado, 15 de Novembro de 2008:: Notícias
A atribuição do grau honorífico a Graça Machel, a mais alta distinção da Universidade de Évora, foi aprovada por unanimidade pelo Senado Universitário e surge "do seu papel social a favor da ampliação e generalização dos direitos humanos, em especial das mulheres e crianças, e da criação de uma sociedade civil internacional". Graça Machel juntou-se a uma "galeria" de personalidades já agraciadas pela Universidade de Évora, que inclui nomes como José Saramago, Sebastião Salgado, Ximenes Belo, Mário Soares, a Rainha Sofia de Espanha, Cláudio Torres, Rómulo de Carvalho, o músico catalão Jordi Saval e o jornalista e escritor libanês Amin Maalouf.
Madrid: La ciudad ‘castiza’
A orillas del río Manzanares, más de tres millones de personas despiertan cada día en una urbe condenada a ser un referente, obligada a ser distinta, invitada a diseñar el futuro. Madrid consolida su espíritu de ciudad auténtica, única, genuina.
Más de 600 km2 de historia
Dos son las acepciones principales del término "castizo": 'De buen origen y casta' y 'Típico, puro y genuino de un lugar'. Todas ellas vienen a retratar la esencia de la capital de España. La que antaño fuera de Villa de Madrid se presenta hoy día como una urbe "auténtica" y con "casta". Junto al río Manzanares, crece una ciudad que ha sabido renovarse a cada instante, que ha sabido mantener un espíritu genuino, que ha sabido reinventarse día a día. Incluso, hay quien asegura que el visitante encuentra en Madrid un mezcla entre lo viejo y lo nuevo, entre la tradición y la modernidad, entre el pasado y el futuro que no existe en ninguna otra capital. Así es la ciudad "castiza".
Hace 25.000 años…
El asentamiento humano más antiguo del Paleolítico en Europa estaba ubicado en los alrededores de Madrid. De este modo, en un lugar plagado de uros y elefantes, se asentaron las bases de un poblado que dio paso a un castillo que luego se convirtió en villa y más tarde… en una de las principales capitales de Europa.
A pesar de la existencia de asentamientos celtiberos, romanos y visigodos en la zona, Madrid no era más que una pequeña aldea cuando los ejércitos árabes llegaron a la península. Muhammad I, hijo de Abderramán II y emir independiente de Córdoba, ordenó, entre los años 852 y 886, la construcción de la primera edificación del lugar. Se levantó un castillo con sus correspondientes murallas destinado a defender a Toledo de los ataques cristianos. Bajo el nombre de Mayrit o Magerit, este enclave se convirtió en un punto estratégico.
En 1083, Alfonso VI conquistó Madrid y lo incorporó al reino cristiano. Según cuenta la leyenda, el rey encontró una imagen de la virgen junto a un almudín (depósito de trigo). Tras convertir la mezquita en iglesia, el monarca decidió dedicar la iglesia a la Virgen de la Almudena que se convirtió en la patrona de la villa. En 1561, Felipe II instaló su corte en la villa de Madrid, que pasó a ser el centro político de la monarquía. Sin embargo, la ciudad se convirtió definitivamente en capital en el año 1606.
De este modo, se iniciaba la historia de una ciudad que esconde entre sus largas avenidas y sus laberínticas calles un sinfín de leyendas y tesoros. Pasear por las calles de Madrid o visitar sus edificios, sus palacios, sus jardines y sus museos constituye un viaje a través del tiempo que lleva al visitante desde las imponentes iglesias de la Edad media hasta las sofisticadas obras de ingeniería del siglo XXI.
Del medievo al renacimiento
El legado del Madrid árabe y del cristiano medieval se ha visto reducido con el paso de los años. La ampliación dela ciudad y la reconstrucción de algunas edificaciones han contribuido, entre otros factores, a su desaparición. Sin embargo, la urbe esconde todavía algunas pistas de esta época. Algunos restos de la antigua muralla árabe se puede observar en la cuesta de la Vega y, en la calle San Nicolás, la iglesia del mismo nombre que con su torre de estilo mudéjar toledano constituye uno de los pocos monumentos medievales que conserva Madrid.
De la época de paso del gótico al renacimiento también se conservan pocos vestigios. Entre ellos, destaca la capilla del Obispo, construida a principios del siglo XVI por Francisco de Vargas, o el colegio de San Ildefonso, cuyos alumnos han sido los encargados de cantar la lotería nacional desde su instauración en la época de Carlos III.
El secreto de la monumentalidad
El Madrid de los Austrias y el borbónico acaparan los principales monumentos de la ciudad. De estos periodos, destaca la Plaza Mayor, una de las joyas de esta época. Además de albergar viviendas, la plaza fue construida para permitir el desarrollo de actos oficiales, fiestas populares y corridas de toros. Debido a ello, los propietarios de las viviendas estaban obligados a alquilar los balcones durante los festejos.
Junto a la Plaza mayor, se encuentran edificios de gran belleza como el Palacio Real, iniciativa de Felipe V, el primer Borbón de la dinastía; la plaza de Oriente; la puerta del Sol y el parque del Retiro. El Paseo del Prado, que une las fuentes de Cibeles y Neptuno, sigue manteniendo su encanto y señorío que, durante los siglos XVIII y XIX, lo convirtieron en el paseo más elegante de Madrid donde se construyeron importantes mansiones de la nobleza.
La entrada al nuevo siglo
El 4 de abril de 1910, el rey Alfonso XIII inauguró las obras de la Gran Vía. Así, el monarca, con un piqueta de oro, iniciaba simbólicamente un proceso urbanístico revolucionario: la demolición de un conjunto de edificios, siguiendo la moda que en París inició el barón Haussman. La influencia neoyorquina quedó plasmada con la construcción del rascacielos de Telefónica, el primero construido en Madrid y que fue terminado en 1920. La Casa de Campo, uno de los mayores parques de Madrid, cubre alrededor de 1.700 hectáreas de arboledas formada por pinos, encinas y álamos. Concebido inicialmente como un lugar de cacería, el gobierno de la República lo declaró en 1931 patrimonio de la Comunidad de Madrid y abrió sus puertas al público. El recinto, considerado como el pulmón verde la ciudad, incluye el Zoológico y el Parque de atracciones.
Junto al estilo clásico de este conjunto de edificaciones, los últimos años del siglo XX engalanaron a la ciudad con edificaciones en las que el acero, el cristal y el hormigón han sido los materiales protagonistas. Entre ellos se encuentran la torre Picasso, uno de los edificios habitados más altos de Madrid; la Torre España, conocida como el "Pirulí"; la Torre Europa o la Puerta de Europa también llamada torres de KIO.
Foto: Sonia Herrera.
Cuadernos Livingstone. Experiencias de viajeros
Desde la Editorial UOC, con Lluis Pastor como director, nace niberta, un nuevo sello editorial que engloba algunas nuevas colecciones. Es el caso de Cuadernos Livingstone. Experiencias de viajeros.
Con esta nueva colección de libros se persigue recobrar el verdadero sentido del verbo viajar, recuperando su relevancia como vía de conocimiento, y divulgar las experiencias de viajeros intrépidos, de viajeros en definitiva como tú y como yo. Todos tenemos un gran explorador en nuestro interior y todos podemos ser protagonistas de las más insospechadas y hermosas aventuras antes sólo reservadas a unos pocos. Esta colección recoge estás experiencias y las sirve de forma amena y cómoda, en volúmenes asequibles y atractivos. Una literatura activa que sirve otra manera de viajar o, mejor dicho, una forma de revivir apasionantes viajes y aventuras.
Viajes y viajeros… La aventura de viajar. Desde los orígenes hasta nuestros días, es el primer volumen de la colección Cuadernos Livingstone. Sus autores son Jordi Serralonga y David Rull.Hoy no es raro que cualquiera de nosotros relacione los conceptos de viaje y viajero con la cultura del ocio y la industria que se deriva. Pero la dimensión del viaje y el viajero, incluso en el mundo contemporáneo, es mucho más amplia y diversa. La humanidad jamás ha abandonado las mismas necesidades, inquietudes y objetivos que nuestros antepasados imprimieron al hecho de viajar: supervivencia, exploración, conocimiento…Y es que viajar es una actividad inherente al ser humano. En este libro se presentan algunos viajes y viajeros -no están todos ni pretenden ser los más importantes- que inspiran una original reflexión, por parte de los autores, sobre la evolución del concepto de viajar desde los orígenes hasta nuestros días.
Jordi Serrallanga es arqueólogo y naturalista. Dirige diferentes proyectos y expediciones de campo (Arqueología, Primatología, Etnología y Evolución) en varias regiones del planeta: África, América, Australia y Europa. Ha sido profesor de Prehistoria, Etnoarqueología y Evolución de la conducta humana en la Universitat de Barcelona (UB), y hoy es director de HOMINID Grupo de Orígenes Humanos del Parque Científico de Barcelona-UB, a la vez que asesor del Museo de Ciencias Naturales, el Museo Etnológico de Barcelona y el Museo de Arqueología de Catalunya. Premio de investigación de la Sociedad Geográfica Española y fundador, así como guía de expediciones, de Ciencia y Aventura. Ha escrito libros (Los Guardianes del Lago. Diario de un arqueólogo en la tierra de los maasai), artículos y guiones televisivos sobre viajes y la aventura de la ciencia. También es consultor de Prehistoria de la UOC y coautor y docente del curso "Viajes y Viajeros" del Programa de viajes de la UOC.
David Rull es licenciado en Filosofía (UAB) y Máster en Estudios Orientales–Egiptología (IEPOA–UAB). Investigador y profesor colaborador del Institut d'Estudis del Pròxim Orient Antic (UAB) y consultor de la UOC. Es especialista en religión y mentalidad egipcias y, actualmente, se dedica a la traducción y el estudio de los "Textos de las Pirámides". Es autor de artículos especializados y, también, de divulgación sobre el antiguo Egipto (GEO). Desde hace casi de diez años se dedica a asesorar, organizar y guiar viajes y expediciones culturales a Egipto, el norte de África y el Sáhara para diversas agencias y empresas especializadas. A parte del continente africano y sus desiertos también ha viajado por diversos lugares de Asia como la India, Tibet y Nepal.Tambien es coautor y docente del curso "Viajes y Viajeros" del Programa de viajes
de la UOC.
As três línguas da revista
Odetta Holmes (1930-2008)
Interessante...
O "25 de Abril" queimou livros das escolas
E ainda dizem que o regime "fascista" perseguia as pessoas...
Parabéns ao administrador do "Abril Prisões Mil"





