Aqui coloco notícias, sites, artigos publicados na net, em jornais ou em revistas científicas e, por vezes, digo o que me vai na alma. Participa, opina, tece os teus comentários...
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segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
Um obrigado aos leitores e comentaristas e desejos de um BOM ANO de 2008
Aos leitores, familiares e amigos desejo um excelente ano de 2008. Que o pior de 2008 seja o melhor de 2007.
Rui Moio
domingo, 30 de dezembro de 2007
Web de blogs - Blogue de José Luis Orihuela
Fonte: Blogue "Memória Virtual" - post de 29Dez2007
Doze painéis solares dão luz à Berlenga
Fonte: Correio da Manhã de 30Dez2007
sábado, 29 de dezembro de 2007
Blogs para principiantes
Blogs para principiantes
Porque é importante ajudar quem está apenas no inicio, decidi fazer uma compilação dos artigos que considero que todos os principiantes. Esta é uma colectaria de artigos importantes que todos os bloggers devem ler pelo menos uma vez.
- O que é um blog
- Onde alojar o blog
- 5 erros comuns em bloggers principiantes
- Como ter sempre assunto para escrever
- Como escrever algo que vale a pena ler
- 5 métodos para incentivar comentários
- 6 dicas para atrair mais comentários
- Gerir o tempo online
- 5 Ideias para artigos
- Atrair leitores para o blog
- Saber filtrar a informação
- Como arranjar mais leitores RSS (regulares)
Se gostaram dos artigos não se esqueçam de os partilhar com outros bloggers, deixar a vossa opinião ou sugestão.
http://muiomuio.net/blogs-para-principiantes/
Fonte: Blogue Muiomuio.net - Post de 28dez2007
Peritos em Psicanálise Aplicada debateram os aspectos clínicos, sociais e cu...
Deste modo, outra das coordenadoras Maria da Cruz Cabada frisou que a mania é necessária ao desenvolvimento normal do indivíduo e a sua degeneração em patologia é uma questão de grau e intensidade da mesma.
O presidente de Gradiva, Eugénio Cornide, destacou que “o problema é que o facto de ser um dom ou gerar criatividade não é garantia de saúde”, enfatizando que a sua derivação em transtornos clínicos pode assumir as formas de bipolares ou de depressões, conjuntamente com estados latentes de excessiva de euforia com sentimentos de “grandiosidade”; hiperactividade; ou hipersexualidade, sendo que é imprescindível o recurso à farmacologia e psicoterapia para tratar os mesmos.
De qualquer das formas, estes peritos frisaram que as manias correspondem “à busca de prazer e do evitar da dor, que está presente em todos nós”, salientou Carnide. Deste modo, a psicóloga Maria da Cruz Cabada destacou o facto de que pode chegar a evitar suicídios pela ajuda e escape que proporcionam em momentos de intensa dor.
FONTE: EFE
Publicado em 16 de Novembro de 2007.
Fonte: Salpicos by Astride Almeida on 12/26/07
Revelações de General Alemão Põem em Causa Toda a Existência da União Europeia
«A "CEE" (berço da actual "UE"), classificada pelo Embaixador Franco Nogueira (de saudosa memória) como "Comboio Europeu liderado pela Alemanha porque é ela que dá força, que decide para onde vai, quem entra, como e quando", está agora ser posta em causa pela revelação de um segredo há muito suspeitado mas muito bem guardado.»A máquina do "Comboio Europeu" foi tomada por "cowboys", seus mentores sionistas e obedientes vassalos!
A UNIÃO EUROPEIA não se encontra em mãos de defensores de interesses europeus mas nas de "pontas de flechas" de interesses globalistas, contrárias aos interesses europeus!
Com uma força esmagadora, foram os factos agora colocados sobre a mesa, como se um punho de aço a partisse para acordar mesmo os que não querem ouvir!
Um General alemão, Gerd-Helmut Komossa, comandante da 12ª Divisão-Panzer e antigo chefe do "MAD" (Militärischer Abschirmdienst = Serviço Militar de Contra-Espionagem da RFA), publicou o que há muito se desconfiava mas que ninguém ousava exprimir. Pode ler a notícia na íntegra aqui e encomendar o livro aqui.
Fonte: Revisionismo em Linha by Johnny Drake on 12/26/07
David Irving e a Oxford Union
... Começei a escrever livros em 1963. O meu muito primeiro livro foi um best-seller. Escrevi trinta livros desde então... Mas ainda recuso que me tentem cuvar e não escreverei o que eles querem que escreva... Os meus inimigos continuarão a tentar fazer-me parar... Nasci em 1938 num grande império mundial. Vimos esse império desperdiçar-se numa guerra inútil e eu estou convencido, como historiador, que nos registros que eu li na Alemanha e na Grã-Bretanha, que este último nunca esteve em risco. Podíamos ter saído da guerra calmamente em 1940... Outros historiadores odeiam-me, porque fiz o trabalho que eles não têm. Devo ser livre para publicar e para imprimir, e para pesquisar, e para escrever, e para distribuir a verdade, como eu considero que ela deve ser. [leia a notícia na íntegra]Fonte: Revisionismo em Linha by Johnny Drake on 12/27/07
Regime de avaliação da Função Pública publicado
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
O Futuro

Está no Globo Online, no blog do Nelson Miler. O Skype e o videofone do futuro. Quando chega o final do ano, como agora, o futuro parece estar vindo ao nosso encontro. Sempre esteve. E o Skype é um verdadeiro acelerador desta chegada do futuro. Para quem usa Skype, como nós, fica a sensação de quem ainda não conhece este software está um pouco ‘atrasado’ em relação a este futuro. Em 2008, por exemplo, a qualidade da imagem vai ser um dos pontos fortes. E o Skype já saiu na frente.
Conceito de memória (2)
«
Nos últimos anos, e num crescente visível, parece cada vez mais pacífica a ideia de que a recuperação da memória e figura de Salazar, tanto no capítulo da sua figura e personalidade mas também no periclitante domínio da sua obra politica, social e nacional, passa pela divulgação e reactivação da verdade histórica dessa mesma memória sem mentiras nem aldrabices ou meias verdades.»
Nos últimos anos, e num crescente visível, parece cada vez mais pacífica a ideia de que a recuperação da memória e figura de Salazar, tanto no capítulo da sua figura e personalidade mas também no periclitante domínio da sua obra politica, social e nacional, passa pela divulgação e reactivação da verdade histórica dessa mesma memória sem mentiras nem aldrabices ou meias verdades.»Conceito de memória (2)
Fonte: Blogue "O Saudosista" - Post de 27Dez2007
http://nacionalalentejano.blogspot.com/2007/12/conceito-de-memria-2.html
Dá os primeiros passos a Federação Portuguesa das Associações de Combatentes
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
KNout - Programa para transcrever bocados de texto de uma uma página
Numa era onde as aplicações online são feitas em função de simplificar as tarefas online, o Kwout é a nova maneira de transcrever excertos de texto.
Basta arrastar o bookmarklet para o browser e escolher a página que pretendemos transcrever, depois clica-se no botão do Kwout e surge um screenshot, escolhe-se a area que pretendemos transcrever, faz-se “cut-out” et voilá.
Esta aplicação permite também a interacção com o Flickr e com o tumblr.
Link: http://kwout.com/
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Picnik - Edita as tuas fotos online
flickrSLiDR - Slideshows do flickr no teu site
EditGrid - Folhas de calculo online
Encontra aplicações online com Simple Spark
Ministros pagam viagem a Sócrates
Fonte: Correio da Manhã de 24Dez2007
Nota Pessoal
Pedem-se sacrifícios ao povo português. Há dois milhões de pobres no nosso país. Mas, o primeiro-ministro recebe uma prenda de 4 000 euros para uma viagem de turismo.
Como vão longe os tempos de pudor e de dignidade nacional!...
Rui Moio
sábado, 22 de dezembro de 2007
A dailymail.co.uk article from Moio
An unrepentant old Nazi officer who served in some of the worst concentration camps gives the Hitler salute in Spain where he has hidden from justice for over 60 years.»
22 December 2007
http://www.dailymail.co.uk/
Um pseudo-fascismo: o nacional-sindicalismo português
Texto de António José de Brito
Fonte: Blogue Legião Patriótica - post de 22Dez2007
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
TC chumba carreiras
Fonte: Correio da Manhã de 21Dez2007
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Podcast Ciência Hoje: Cristo nasceu... sete anos antes... a 15 de Setembro?
|
Fernando de Mascarenhas
(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)
Fonte: Carreira da Índia by Leonel Vicente - Post de 20Dez2007
Mengele
Josef Mengele tinha um sonho: o aperfeiçoamento da espécie humana, melhorada através da ciência, como forma de alcançar o domínio supremo de uma raça superior. Para o capitão médico, responsável pelo campo de concentração nazi de Auschwitz de 1943 a 1945, este era, acima de tudo, um acto de dever para ser levado a cabo com total disciplina. Com um simples aceno de mão ou um movimento seco do bastão, Mengele seleccionava os prisioneiros chegados a Auschwitz: os que deviam trabalhar até à morte, os que seriam imediatamente gaseados ou os que serviriam de cobaias para as suas investigações médicas. Sem qualquer compaixão, Mengele efectuava as mais terríveis experiências com seres humanos, transformados em autênticas cobaias. A sua particular obsessão eram os gémeos. Depois de cinco anos de investigação, com acesso exclusivo e irrestrito a mais de cinco mil páginas de escritos íntimos de Mengele e fotografias inéditas, Gerald L. Posner e John Ware retratam a vida deste homem, do nascimento à morte. Separando os factos das lendas que existem sobre o mais famoso médico nazi, os autores recriam a vida do homem que se tornou na verdadeira personificação do mal; o «Anjo da Morte» de Auschwitz. Apesar de todos os esforços para o capturar, Mengele passou 35 anos da sua vida em fuga. Depois de muitas notícias sobre a sua eventual morte, faleceu aos 68 anos, no Brasil. Sem nunca ter sido julgado pela Justiça e sem nunca ter manifestado quaisquer remorsos pelos seus actos.Fonte. Blogue O Saudosista - Post de 20Dez2007
Joseph Mengele deixou alguns papéis escritos que o seu filho disponibilizou para estudo. Desse estudo resultou este livro. Assim sendo, é uma obra que importa ler para se compreender melhor a mente de Mengele que realizou experiências médicas em prisioneiros do campo de concentração de Auschwitz.
Rui Moio
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Livro de autor espanhol afirma que tempura tem origem portuguesa
Próxima dos peixinhos da horta (feitos com feijões verdes cozidos envoltos em massa), a fritura terá sido, segundo um artigo da Wikipédia, "introduzida no Japão por missionários portugueses durante o século XVI" e a origem da palavra "derivará, provavelmente, do verbo português temperar". |
Fonte: CienciaHoje de 19Dez2007
Solidariedade: biologia, ética, política - das formigas ao Homem
A Science de 14 de Dezembro dá notícia duma investigação conduzida por Ugelvig e Cremer, na Universidade de Regensburg, Alemanha (Ugelvig LV, Cremer S: Social prophylaxis: group interaction promotes collective immunity in ant colonies. Curr biol 2007; 17:1967), com resultados interessantíssimos: quando os investigadores introduziram formigas infectadas por um fungo numa colónia, as formigas saudáveis da colónia não rejeitaram as doentes, antes aumentaram a actividade de limpeza do ninho e das próprias doentes, removendo-lhes esporos do fungo. *Directora do serviço de Bioquímica da Faculdade de Medicina e ex-vice-reitora da Universidade do Porto |
Vozes do vento
"Escrevo aquilo que me dizem as vozes do vento... o que vem no aroma das marés... os retalhos da minha alma...."

Ana Paula Lavado nasceu em Angola, numa pequena localidade chamada Cambambe, a 19 de Julho de 1960.
Viveu em Luanda até 1975, vindo para Portugal após a descolonização, ficando a viver na cidade do Porto. Actualmente, vive em Esposende com os seus quatro filhos, onde tem um atelier de restauro e encadernação.
Sendo a escrita a sua paixão mais antiga e duradoura, onde deposita todas as suas emoções da sua alma e o outro lado do sonho, edita pela primeira vez, com a chancela da Papiro Editora, Vozes do Vento.
Fonte: Blogue Netbila de António Cabral
Um beijo sem nome
Quando te disse
que era da terra selvagem
do vento azul
e das praias morenas...
do arco-iris das mil cores
do sol com fruta madura
e das madrugadas serenas...
das cubatas e musseques
das palmeiras com dendém
das picadas com poeira
da mandioca e fuba também...
das mangas e fruta pinha
do vermelho do café
dos maboques e tamarindos
dos cocos, do ai u'é...
das praças no chão estendidas
com missangas de mil cores
os panos do Congo e os kimonos
os aromas, os odores...
dos chinelos no chão quente
do andar descontraido
da cerveja ao fim de tarde
com o sol adormecido...
dos merenges e do batuque
dos muquixes e dos mupungos
ds imbondeiros e das gajajas
da macanha e dos maiungos.
da cana doce e do mamão
da papaia e do cajú...
tu sorriste e sussurraste
"Sou da mesma terra que tu!"
Fonte: Blogue Sentires Sentidos
Os Grandes Portugueses
No dia 25 de Março de 2007 os telespectadores escolheram entre os 10 finalistas o Grande Português.
Resultados da votação:
1º António de Oliveira Salazar - 41,0%
2º Álvaro Cunhal - 19,1%
3º Aristides de Sousa Mendes - 13,0%
4º D. Afonso Henriques - 12,4%
5º Luís de Camões - 4,0%
6º D. João II - 3,0%
7º Infante D. Henrique - 2,7%
8º Fernando Pessoa - 2,4%
9º Marquês de Pombal - 1,7%
10º Vasco da Gama - 0,7%
Fonte: Blogue NetBila - post de António Cabral
Nota Pessoal
Uma ponta de esperança para todos nós como povo e como nação.
Rui Moio
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Carta de um aluno ao seu professor de História de Portugal
Senhor Professor,
Disse o Senhor Professor que a Revolução derrubou a ditadura salazarista e veio a permitir o final da Guerra Colonial, com a conquista da Liberdade do Povo Português o dos Povos dos territórios que nós dominávamos e que constituíam o nosso Império.
Informou-nos também que a Censura sobre os órgãos de Comunicação Social terminara e que a PIDE/DGS, a Polícia Política do Estado Fascista acabara, dando a possibilidade aos Portugueses de terem liberdade de expressão, opinião e pensamento. Hoje, todos eles podem exprimir as suas opiniões nos jornais, rádio, televisão, cinema e teatro, sem receio de serem presos.
Li os textos de apoio do Professor Fernando Rosas, onde me informam que os Capitães de Abril são considerados heróis nacionais, como nunca houvera antes na nossa história, e que eles são os responsáveis por toda a modernidade do nosso país, pois se não tivesse acontecido a memorável Revolução, estaríamos na cauda da Europa e viveríamos em grande atraso, em relação aos outros países, e num total obscurantismo.
Com o pedido que fiz ao meu pai, começaram os meus problemas pois ele ficou horrorizado com o que o Senhor Professor me ensinou e chamou-lhe até mentiroso porque conseguira falsificar a História de Portugal. Ele disse-me que assistira à Revolução dos Cravos dos Capitães de Abril e que vira com «os olhos que a terra há-de comer» o que acontecera e as suas consequências.
Que já não existia ditadura salazarista, porque Salazar já tinha morrido na altura e que vigorava a Primavera Marcelista que, paulatinamente, estava a colocar Portugal na vanguarda da Europa. Que hoje o nosso país, conjuntamente com a Grécia, são os países mais atrasados da Comunidade Europeia.
Disse-me também que ele sabia o que era Deus, a Pátria e a Família e que eu sou um ignorante nessas matérias. Aliás, eu nem sabia que a minha Pátria era Portugal, pois o Senhor Professor ensinou-me que a minha Pátria era a Europa.
Eu fiquei de boca aberta, quando o meu pai me disse que a Censura continuava na ordem do dia, porque ele manda artigos para alguns jornais e não são publicados, visto que ele diz as verdades, que são escamoteadas ao Povo Português, e isso não interessa a certos órgãos e Comunicação Social ao serviço de interesses obscuros.
Quando se sentiu melhor, disse-me que nunca mais lhe falasse em tais «sacanas de gajos», mas que decorasse antes os nomes de Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, Diogo Cão, D. João II, D. Manuel I, Bartolomeu Dias, Afonso de Alburquerque, D. João de Castro, Camões, Norton de Matos, porque os outros não eram dignos de ser Portugueses, mas estes eram as grandes e respeitáveis figuras da nossa História.
Não foi o Senhor Professor que disse que a Revolução nos deu a liberdade de opinião? Certamente terei uma nota negativa, mas o meu pai nunca me mentiu e eu continuo a acreditar nele.
Desculpe-me, Senhor Professor, mas o meu pai disse-me que o Senhor era cego de um olho, que só sabia ler a História de Portugal com o olho esquerdo. Se o Senhor tivesse os dois olhos não me ensinaria tantas asneiras, mas que o desculpava porque o Senhor era um jovem e certamente só lera o que o Professor Fernando Rosas escrevera.
O seu aluno
Posted by SSoldado_Lusitano at abril 25, 2005
Nota pessoal
Uma peça de literatura e de sentimentos pátrios, de revolta e de dignidade. Um texto a ler.
Rui Moio
O 25 DE ABRIL E A HISTÓRIA
Na perspectiva de então havia dois problemas principais a resolver com urgência. Eram eles a descolonização e a liquidação do antigo regime.
Quanto à descolonização havia trunfos para a realizar em boa ordem e com a vantagem para ambas as partes: o exército português não fora batido em campo de batalha; não havia ódio generalizado das populações nativas contra os colonos; os chefes dos movimentos de guerrilha eram em grande parte homens de cultura portuguesa; havia uma doutrina, a exposta no livro Portugal e o Futuro do general Spínola, que tivera a aceitação nacional, e poderia servir de ponto de partida para uma base maleável de negociações. As possibilidades eram ou um acordo entre as duas partes, ou, no caso de este não se concretizar, uma retirada em boa ordem, isto é, escalonada e honrosa.
Todavia, o acordo não se realizou, e retirada não houve, mas sim uma debandada em pânico, um salve-se-quem-puder. Os militares portugueses, sem nenhum motivo para isso, fugiram como pardais, largando armas e calçado, abandonando os portugueses e africanos que confiavam neles. Foi a maior vergonha de que há memória desde Alcácer Quibir. Pelo que agora se conhece, este comportamento inesquecível e inqualificável deve-se a duas causas. Uma foi que o PCP, infiltrado no exército, não estava interessado num acordo nem numa retirada em ordem, mas num colapso imediato que fizesse cair esta parte da África na zona soviética. O essencial era não dar tempo de resposta às potências ocidentais. De facto, o que aconteceu nas antigas colónias portuguesas insere-se na estratégia africana da URSS, como os acontecimentos subsequentes vieram mostrar. Outra causa foi a desintegração da hierarquia militar a que a insurreição dos capitães deu início e que o MFA explorou ao máximo, quer por cálculo partidário, quer por demagogia, para recrutar adeptos no interior das Forças Armadas. Era natural que os capitães quisessem voltar depressa para casa. Os agentes do MFA exploraram e deram cobertura ideológica a esse instinto das tripas, justificaram honrosamente a cobardia que se lhe seguiu. Um bando de lebres espantadas recebeu o nome respeitável de «revolucionários». E nisso foram ajudados por homens políticos altamente responsáveis, que lançaram palavras de ordem de capitulação e desmobilização num momento em que era indispensável manter a coesão e o moral do exército para que a retirada em ordem ou o acordo fossem possíveis. A operação militar mais difícil é a retirada; exige em grau elevadíssimo o moral da tropa. Neste caso a tropa foi atraiçoada pelo seu próprio comando e por um certo número de políticos inconscientes ou fanáticos, e em qualquer caso destituídos de sentimento nacional. Não é ao soldadinho que se deve imputar esta fuga vergonhosa, mas dos que desorganizaram conscientemente a cadeia de comando, aos que lançaram palavras de ordem que nas circunstâncias do momento eram puramente criminosas.
Isto quanto à descolonização, que na realidade não houve. O outro problema era da liquidação do regime deposto. Os políticos aceitaram e aplaudiram a insurreição dos capitães, que vinha derrubar um governo, que segundo eles, era um pântano de corrupção e que se mantinha graças ao terror policial: impunha-se, portanto, fazer o seu julgamento, determinar as responsabilidades, discriminar entre o são e o podre, para que a nação pudesse começar uma vida nova. Julgamento dentro das normas justas, segundo um critério rigoroso e valores definidos.
Quanto aos escândalos da corrupção, de que tanto se falava, o julgamento simplesmente não foi feito. O povo português ficou sem saber se as acusações que se faziam nos comícios e nos jornais correspondiam a factos ou eram simplesmente atoardas. O princípio da corrupção não foi responsavelmente denunciado, nem na consciência pública se instituiu o seu repúdio. Não admira por isso que alguns homens políticos se sentissem encorajados a seguir pelo mesmo caminho, como se a corrupção impune tivesse tido a consagração oficial. Em qualquer caso já hoje não é possível fazer a condenação dos escândalos do antigo regime, porque outras talvez piores os vieram desculpar.
Quanto ao terror policial, estabeleceu-se uma confusão total.
Durante longos meses, esperou-se uma lei que permitisse levar a tribunal a PIDE-DGS. Ela chegou, enfim, quando uma parte dos eventuais acusados tinha desaparecido e estabelecia um número surpreendentemente longo de atenuantes, que se aplicavam praticamente a todos os casos. A maior parte dos julgados saiu em liberdade. O público não chegou a saber, claramente; as responsabilidades que cabiam a cada um. Nem os acusadores ficaram livres da suspeita de conluio com os acusados, antes e depois do 25 de Abril.
Havia, também, um malefício imputado ao antigo regímen, que era o dos crimes de guerra, cometidos nas operações militares do Ultramar. Sobre isto lançou-se um véu de esquecimento. As Forças Armadas Portuguesas foram alvo de suspeitas que ninguém quis esclarecer e que, por isso, se transformaram em pensamentos recalcados. Em resumo, não se fez a liquidação do antigo regímen, como não se fez a descolonização. Uns homens substituíram outros, quando os homens não substituíram os mesmos; a um regímen monopartidário substituiu-se um regímen pluripartidário. Mas não se estabeleceu uma fronteira entre o passado e o presente. Os nossos homens públicos contentaram-se com uma figura de retórica: «a longa noite fascista». Com estes começos e fundamentos, falta ao regime que nasceu do 25 de Abril um mínimo de credibilidade moral. A cobardia, a traição, a irresponsabilidade, a confusão, foram as taras que presidiram ao seu parto e, com esses fundamentos, nada é possível edificar. O actual estado de coisas, em Portugal, nasceu podre nas suas raízes. Herdou todos os podres da anterior; mais a vergonha da deserção. E com este começo tudo foi possível depois, como num exército em debandada: vieram as passagens administrativas, sob capa de democratização do ensino; vieram «saneamentos» oportunistas e iníquos, a substituir o julgamento das responsabilidades; vieram os bandos militares, resultado da traição do comando, no campo das operações; vieram os contrabandistas e os falsificadores de moeda em lugares de confiança política ou administrativa; veio o compadrio quase declarado, nos partidos e no Governo; veio o controlo da Imprensa e da Radiotelevisão, pelo Governo e pelos partidos, depois de se ter declarado a abolição da censura; veio a impossibilidade de se distinguir o interesse geral dos interesses dos grupos de pressão, chamados partidos, a impossibilidade de esclarecer um critério que joeirasse os patriotas e os oportunistas, a verdade e a mentira; veio o considerar-se o endividamento como um meio honesto de viver. Os cravos do 25 de Abril, que muitos, candidamente, tomaram por símbolo de uma primavera, fanaram-se sobre um monte de esterco.
Ao contrário das esperanças de alguns, não se começou vida nova, mas rasgou-se um véu que encubra uma realidade insuportável. Para começar, escreveu-se na nossa história uma página ignominiosa de cobardia e irresponsabilidade, página que, se não for resgatada, anula, por si só todo o heroísmo e altura moral que possa ter havido noutros momentos da nossa história e que nos classifica como um bando de rufias indignos do nome de nação. Está escrita e não pode ser arrancada do livro. É preciso lê-la com lágrimas de raiva e tirar dela as conclusões, por mais que nos custe. Começa por aí o nosso resgate. Portugal está hipotecado por esse débito moral, enquanto não demonstrar que não é aquilo que o 25 de Abril revelou. As nossas dificuldades presentes, que vão agravar-se no futuro próximo, merecemo-las, moralmente Mas elas são uma prova e uma oportunidade. Se formos capazes do sacrifício necessário para as superar, então poderemos considerar-nos desipotecados e dignos do nome de povo livre e de nação independente.
António José Saraiva
Fonte: Fórum Pátria - Post de 30Nov2007
Um texto admirável... pela explicação racional e corajosa do golpe do 25 de Abril e por ter sido escrito por um homem de cultura.
Precisamos de gente desta que denuncie os crimes de lesa-Pátria e lesa-humanidade que foram cometidos e vêm sendo cometidos desde o infausto acontecimento de Abril que destruiu a Pátria que éramos e a nação pluriracial e pluricontinental que sempre fomos.
Contrariamente à opinião do respeitável autor, entendo que os obreiros de Alcácer Quibir foram portugueses corajosos que quiseram o engrandecimento da Pátria e que, na adversidade da batalha, não abandonaram o jovem e corajoso rei e a sua gente. Situação diferente e oposta até à que assistimos na génese do 25 de Abril de 1974. Neste caso um punhado de capitães (grande parte deles militares de carreira) fez um golpe de estado egoísta a reivindicar questões salariais e de carreira militar. Entendamo-nos: alguém que escolha a carreira das armas, escolheu também um modo de morte e não um modo de vida.
Em síntese, enquanto Alcácer Quibir nos engrandece como povo, o 25 de Abril representa a mais alta traição à Pátria e ao Povo português de todas as etnias e de todos os séculos. Provocou directamente a destruição de centenas de milhares de famílias e a morte de milhões de portugueses das províncias ultramarinas a quem não se lhes perguntou se queriam deixar de ser portugueses.
Rui Moio
domingo, 16 de dezembro de 2007
Ler os Outros [Ímpério à deriva]

Um livro cada domingo. O que escolhi para hoje não é uma novidade. A tradução portuguesa tem dois anos, e vai já na 9.ª edição. Por razões fortuitas, só agora o li. Falo de Império à deriva (2004), do australiano Patrick Wilcken. A obra descreve a fuga da corte portuguesa para o Brasil, em Novembro de 1807, e a sua permanência na colónia até 1821. Acompanhar o relato das peripécias que envolveram aquela “embaixada” de dez mil criaturas (a corte, propriamente dita; mais uma série de aristocratas, diplomatas, ministros, magistrados, sacerdotes, criados e penduras...), distribuídas por várias embarcações, sob escolta britânica, a vogar no Atlântico durante seis semanas, numa «jornada que haveria de romper a fina membrana que dividia o centro do império da sua periferia», foi das coisas mais gratificantes que li nos últimos tempos. O que Ridley Scott não faria com um argumento assim!
Fonte: Blogue Da Literatura - post de 16Dez2007
Irmãos apanham 24 anos
Manuel de Oliveira - Documentário / Ficção
Manuel de Oliveira é um extra-terrestre. Parece que tem apenas cinquenta e poucos anos quando já vai nos 99. Continua a produzir obras de criação a uma velocidade espantosa. Queira Deus que nos acompanhe por muitos e muitos anos mais.
Rui Moio
sábado, 15 de dezembro de 2007
Quando se mede o sucesso próprio pelo falhanço dos outros!
Como de costume muito humor e notíciário científico. Onde se fala de flores artificias que eliminam o plasmódio da Malária, de depressão em vermes, da agressividade sexual de fêmeas de determinado tipo de antílopes, do contágio dos bocejos, dos segredos de Vénus e da velocidade a que trabalha o cérebro enquanto dormimos. A que velocidade vai descarregar esta 13ª emissão sabendo que o pode fazer a partir de http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=8926 ? Depois é só clicar em edição 13, esperar um pouco e ouvir. E comentar, se quiser! |
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
O Passeio Aleatório de Nuno Crato - Livro é lançado amanhã em Coimbra
NASA anuncia nova missão de exploração lunar após interregno de 30 anos
A missão do Gravity Recovery and Interior Laboratory (GRAIL), que integra o programa Discovery da agência espacial norte-americana, vai custar 255 milhões de euros para orbitar a Lua, com dois satélites, e fornecer imagens de raio-x da crosta até ao núcleo. Estes dados podem revelar as estruturas abaixo da superfície e, de maneira indirecta, a sua história termal. |
Fonte: CienciaHoje de 12Dez2007
Origem do nome da cidade de Lourenço Marques
Fonte: Blogue Carreira da Índia - Post de 13Dez2007
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Ciúmes de enfermeiro motivaram homicídio
Mandamentos do Pára-quedista
II - O Pára-quedista cultiva a verdadeira camaradagem. Só com a ajuda dos seus Camaradas consegue vencer; e é junto deles, e por eles, que morre.
III - O Pára-quedista sabe o que diz e não fala demasiado. As mulheres falam, mas os homens actuam. A indiscrição causa, normalmente, a morte.
IV - O Pára-quedista é calmo,prudente, forte e resoluto. O seu valor e entusiasmo dão-lhe o espírito ofensivo que o arrastará no combate.
V - O Pára-quedista sabe que as munições constituem o que de mais precioso tem frente ao inimigo.Os que atiram inutilmente, só para se tranquilizarem, nada valem; são fracos e não merecem o nome de Pára-quedistas.
VI - Pára-quedista não se rende.Vencer ou morrer constitui, para ele,ponto de honra.
VII - O Pára-quedista sabe que só triunfará quando as suas armas estiverem em bom estado. Por isso,obedece ao lema: "Primeiro, cuidar das armas, só depois, dele próprio':
VIII - O Pára-quedista conhece a missão e a finalidade de todas as suas operações. se o seu comandante for morto, poderá, ele sozinho, cumprir a sua missão.
IX - O Pára-quedista combate o inimigo com Lealdade nobreza. Mas não tem piedade dos que,não ousando lutar do mesmo modo,se dissimulam no anonimato.
X - O Pára-quedista tem os olhos bem abertos e sabe utilizar ao máximo todos os recursos. Ágil como uma gazela, duro como aço,quando necessário, embora não o sendo, é capaz de agir como pirata, pele vermelha ou terrorista. Nada há que lhe seja impossível.
Fonte: Forum do Sapo Boinas Verdes
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Entrevista via Skype

Thássius me avisou por email. Ele assistiu a um programa na TV Ideal, chamado Pergunte ao Headhunter e viu um convidado sendo entrevistado de Dubai via Skype. Ou seja, além do Pânico na TV, que a cada semana fala ao vivo com dois “Skypers” temos mais um programa que usa o Skype para realizar entrevistas. A tendência é que isso aconteça cada vez mais.
Fonte: Blogue Skype Brasil - Post de Rosana de 11Dez2007
Município dos Bundas ganha nova imagem com reabilitação de infra-estruturas
Em declarações à Angop, o responsável municipal destacou a reposição de mais de 20 pontes entre metálicas e baixas de madeira no troço rodoviário de 356 quilómetros, o que já permite a livre circulação de pessoas e bens entre Lumbala-Nguimbo (sede municipal) e a cidade do Luena.
Nesta senda, ressaltou igualmente a construção de raiz de um hospital municipal e uma escola do I ciclo, bem como a reabilitação de uma bomba de abastecimento de combustíveis (gasolina e gasóleo), no âmbito do programa de aumento e oferta dos serviços básicos às populações.
Disse que o governo projectou para o próximo ano a reabilitação do sistema de captação e distribuição de água potável à população da sede municipal e a construção de infra-estruturas administrativas em duas das seis sedes comunais, para dignificar o trabalho do Estado a este nível.
Júlio Kwando pediu a extensão do sinal da Televisão Pública de Angola (TPA) e da Rádio Nacional de Angola (RNA) para que a população, na sua maioria regressada da Zâmbia, conheça a realidade e os programas do governo angolano, sobretudo, nesta fase que o país se prepara para as eleições.
Dado o crescimento do número de trabalhadores da função pública e das actividades comerciais, o administrador solicitou às estruturas bancárias e da rede de telefonia móvel a instalarem os seus serviços naquele município.
O município dos Bundas é um dos nove da província do Moxico, com 47.ooo habitantes distribuídos nos 41.290 quilómetros quadrados de território potencialmente rico em agricultura, pescas fluvial e recursos florestais.
Notícia AngolaPress
Publicado por Jorge Santos - Op.Cripto em dezembro 10, 2007 02:53 PM | TrackBackFonte: Blogue Leste de Angola - Post de 10Dez2007
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Seu-nome-em-hieróglifos-egípcios
http://followwe.blogspot.com/2007/12/seu-nome-em-hierglifos-egpcios-este.html
Fonte: Blogue Follow we - post de 05Dez2007
Photoshop online
Fonte: Blogue Follow we - post de 07Dez2007
O Português: moeda de prestígio internacional
O “português”, moeda em ouro cunhada nos reinados de D. Manuel I e D. João III e considerada a mais representativa da expansão portuguesa, é objecto de uma exposição no Museu do Banco de Portugal, em Lisboa (Avenida Almirante Reis, nº 71), de Segunda a Sexta-feira, das 10 as 12 horas e das 14 às 16 horas.
Reconhecido e aceite internacionalmente, o seu prestígio é testemunhado pelas inúmeras emissões de “portugalösers” ou “portugalóides”, moedas com motivos, peso e dimensões semelhantes aos da moeda portuguesa, cunhadas em várias cidades da Liga Hanseática e reinos do Norte da Europa.
O poder aquisitivo do “português” é realçado, nesta exposição, pela apresentação de um diagrama com o valor dos principais produtos comercializados na época.
Encontra-se também disponível para consulta uma interessante publicação electrónica, com o mesmo título da exposição.
(via http://www.bportugal.pt/servs/museu/OPortugues_p.htm)
Fonte: Blogue Carreira da Índia
Convido-os a fazerem o mesmo, em grupo ou individualmente. Uma atraente e simpática jovem guia-vos nessa visita. E, foi aí que, pela primeira vez, estive tão perto desta moeda - o português.















